sexta-feira, 12 de junho de 2015

Banda Larga para Todos será realizado, mas com metas mais enxutas

Exame, via Reuters - 12/06/2015

São Paulo - O Ministério das Comunicações lançará o programa Banda Larga para Todos com redução de algumas das metas de ampliação do acesso à Internet previstas inicialmente, disse à Reuters uma fonte do governo federal com conhecimento do assunto.

"Temos que ajustar o tempo dos investimentos para adequá-lo ao apetite do mercado e às finanças públicas", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

"Estamos reestruturando a dimensão (do programa) e o tempo (de investimentos) para que se encaixe no orçamento." Promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff, a iniciativa tem por objetivo levar até 2018 banda larga de alta velocidade (25 Mbps) via fibra óptica a 45 por cento dos domicílios do país com investimento público e privado.

Hoje, 10 por cento das casas no Brasil têm acesso à fibra óptica.

Cálculos iniciais do governo previam que o projeto demandaria investimentos de 50 bilhões de reais, cifra considerada alta por representantes do setor de telecomunicações.

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, a meta de chegar com fibra óptica a 45 por cento dos domicílios deve ser reduzida, o que fará com que a velocidade também caia, uma vez que isso depende da infraestrutura.

A fonte, porém, evitou dar mais detalhes, porque as novas metas ainda estão em estudo. A previsão é que o programa seja lançado em meados de outubro, disse a fonte.

Inicialmente, a ideia era que saísse no primeiro semestre, conforme disse em maio o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini.

Consultado, o Ministério das Comunicações informou que o programa deverá ser lançado no início do segundo semestre, sem especificar o mês. Por meio de sua assessoria de imprensa, o ministério negou que as metas serão reduzidas.

Obstáculos

Para operadoras de telecomunicações, os vultosos investimentos atualmente projetados trariam retornos baixos sobretudo em regiões mais pobres, nas quais a população não tem renda suficiente para acessar fibra óptica, mais cara que a banda larga tradicional.

Outro entrave é o ajuste fiscal do governo federal: não há clareza sobre de onde viriam os recursos públicos para o programa de banda larga e em qual ritmo o dinheiro seria alocado.

No fim de abril, o ministro das Comunicações disse que o governo pretende usar créditos tributários como mecanismo para estimular o setor privado a investir no Banda Larga para Todos.

Organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor já esperam redução das metas do projeto. "Que estímulo uma empresa teria para passar fibra óptica na Amazônia? É um investimento muito alto e sem retorno. Isso é atribuição do Estado", disse a advogada do órgão de defesa do consumidor Proteste Flávia Lefévre.

Segundo ela, o plano teria mais sucesso se houvesse mudança da banda larga para o regime público, o que classificaria o serviço de acesso rápido à Internet como essencial à sociedade e, assim, permitiria que recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) fossem usados. Hoje, só a telefonia fixa está no regime público.

Flávia calcula que o Fust, do Ministério das Comunicações, arrecada anualmente 2,5 bilhões de reais por meio de tributo específico pago pelos consumidores na conta telefônica.

O Banda Larga para Todos será o segundo programa do governo federal nessa área. Em 2010, foi lançado o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que teve sua conclusão no ano passado e responde por volume reduzido dos acessos totais de banda larga fixa do Brasil.

Cabo submarino com a Europa terá 26,5 milhões de euros da União Uuropéia

Comissão Europeia anuncia 26,5 milhões de euros para rota Lisboa-Fortaleza

Teletime - 11/06/2015


Durante a 2º Cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia na quarta-feira, 10, em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou que o bloco econômico contribuirá com 26,5 milhões de euros para a construção do cabo submarino que conectará Portugal e Brasil. A infraestrutura partirá de Lisboa até Fortaleza, configurando-se como a primeira rota a ligar os dois continentes – atualmente, todo o tráfego precisa passar pelos Estados Unidos primeiro.

O projeto do cabo submarino é a parceria público-privada entre a Telebras e a companhia espanhola Islalink, anunciada em janeiro de 2014 com um valor estimado total de US$ 185 milhões. Em maio deste ano, o presidente da estatal brasileira, Jorge Bittar, afirmou que a ideia era constituir a empresa a assinar o acordo de acionistas com a espanhola até esta quinta-feira, 11, mas, até o momento, não há confirmação de que isso tenha ocorrido. Uma vez constituída, a empresa poderá confirmar o pré-acordo celebrado em janeiro do ano passado, com os previstos 65% de participação da IslaLink, 35% da Telebras. No futuro, a IslaLink transferirá 20% das ações da empresa para um fundo de investimentos ainda indefinido, ficando com 45% de participação.

O financiamento da Comissão Europeia já era previsto: Bittar afirmara que cerca de 25 milhões de euros seriam enviados por agências europeias responsáveis pelo observatório do Atacama, no Chile, que utilizarão o cabo. Contando com os 26,5 milhões de euros anunciados oficialmente por Juncker em Bruxelas, a União Europeia destinará um total 118 milhões de euros para projetos na América Latina, principalmente para setores de transporte e energia.
===xxx===


Acordo entre Brasil e União Europeia vai instalar fibra ótica entre Lisboa e Fortaleza 


A União Europeia vai investir 26,5 milhões de euros na instalação de um cabo submarino de fibra ótica conectando Brasil e Europa. Falando com exclusividade à Sputnik Brasil, o professor de Engenharia de Sistemas Orlando Bernardo Filho diz que o cabo vai agilizar a transmissão de dados, que atualmente sofre falhas pela comunicação sem fio.

A iniciativa foi anunciada nesta semana pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, durante a cúpula UE-CELAC, entre líderes da União Europeia e da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, em Bruxelas.

O projeto é uma parceria público-privada entre a brasileira Telebras e a empresa espanhola Islalink. A previsão é de que as obras comecem ainda em 2015, com conclusão em 2017. Os investimentos totais são de cerca de R$ 430 milhões.

A Telebras acredita que essa alternativa para a transmissão de dados entre os países dos dois continentes vai gerar uma economia em torno de 15% em relação aos custos atuais.

A União Europeia também pretende financiar projetos em outros países da América Latina, além do cabo submarino. Os recursos de 118 milhões de euros destinados aos países latino-americanos vão ser direcionados especialmente aos setores de transporte e energia.

Para o engenheiro e professor de Engenharia de Sistemas da UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Orlando Bernardo Filho, a iniciativa é muito positiva, pois vai poder agilizar a transmissão de dados, que atualmente sofre falhas e perdas pela comunicação sem fio. “É uma coisa muito boa”, destaca o especialista. “Normalmente se usa comunicação sem fio para poder dar a volta ao mundo, e tem toda uma problemática de interferência de perda de potência por absorção, por reflexão, e os dados confinados dentro da fibra ótica vão com uma velocidade muito maior, sujeitos a praticamente nenhuma interferência. Portanto, [a fibra ótica] torna tudo muito mais rápido e possibilita o uso de muitos mais canais de comunicação e mais serviços.”

O engenheiro explica que a instalação do cabo submarino é feito normalmente através da robótica. “Normalmente é feito com robôs, e os cabos não ficam totalmente repousados no fundo do oceano. Ficam um pouco acima do fundo, porque no Oceano Atlântico as profundidades são imensas. A região abissal vai além de 4 mil metros de profundidade, e existem turbilhões de correntes marítimas. Os cabos ficam a certa altura antes do fundo mesmo, e sempre protegidos com encapsulamentos adequados.”

De acordo com o projeto, o cabo submarino vai ligar Lisboa a Fortaleza, e constituirá a primeira ligação direta do tipo entre a América Latina e a Europa.

Orlando Bernardo Filho explica que atualmente a comunicação digital entre os dois continentes é feita por intermédio dos Estados Unidos.

A construção do sistema de transmissão de dados vai beneficiar não só o Brasil, mas todos os países latino-americanos. “Já há muito tempo que existe cabo submarino entre o Brasil a Europa e entre o Brasil e os Estados Unidos. Há muito tempo, em toda a comunicação internacional do Brasil, essencialmente na parte de telefonia – pois a internet só começou a ter força a partir de 1990 –, já se utilizavam cabos submarinos. O Brasil só tinha dois pontos por onde escoava a comunicação internacional: um pelos cabos submarinos em Pernambuco, e outro em Tanguá, no Rio de Janeiro. Com isso, o que havia de comunicação de dados era muito pouco, poucos serviços e incipientes, já que a internet não tinha se espalhado ainda por todo o mundo.”

Diante da positividade do projeto, o professor de Engenharia de Sistemas da UERJ ressalta que o futuro da comunicação está na fibra ótica.

“A fibra ótica é o que há de mais moderno”, garante Orlando Bernardo Filho. “É a mais eficiente e o que existe de melhor tecnicamente para transmitir uma grande massa de dados, em longas distâncias.”
===xxx===

UE vai financiar cabo de fibra óptica entre Fortaleza e Lisboa
Notícias Terra - 11/06/2015

Europa investirá 26,5 milhões de euros em projeto de transmissão de dados. Essa será a primeira ligação desse tipo entre Europa e América Latina. Prazo de conclusão da obra é 2017.

A União Europeia (UE) destinará 26,5 milhões de euros para a construção do cabo submarino de fibra óptica que ligará o Brasil à Europa, anunciou nesta quarta-feira (10/06) o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Bruxelas, durante a cúpula entre líderes da UE e da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

O cabo submarino partirá de Lisboa até Fortaleza e será a primeira ligação direta desde tipo entre América Latina e Europa. Atualmente qualquer comunicação digital entre os dois continentes precisa passar pelos Estados Unidos. A construção beneficiará não somente o Brasil, mas todos os países latino-americanos.

De acordo com o anúncio, as obras de construção devem começar o mais breve possível. Seu prazo de conclusão é 2017. O projeto é uma parceira público-privada formada pela brasileira Telebras e pela espanhola Islalink.

Fontes da União Europeia afirmaram que a Europa tem um interesse especial no projeto, que será um apoio importante para o desenvolvimento de políticas de cooperação em áreas como inovação, pesquisa, desenvolvimento regional e educação.

A Telebras anunciou a construção do cabo submarino no início de 2014. O valor estimado do projeto era de 185 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de reais). A empresa acredita que a alternativa de transmissão de dados gerará uma economia em torno de 15% em relação aos custos atuais. Parte dela poderia ser repassada ao consumidor.

Além do cabo submarino, a UE pretende financiar projetos em outros países da América Latina. O montante total destinado aos latino-americanos é de 118 milhões de euros que serão direcionados, principalmente, para os setores de transporte e energia.

Bittar destaca necessidade de ofertar serviços para universalizar internet

Telebras - 11/06/2015

O presidente da Telebras participou do 4º Encontro Telesíntese nesta quarta-feira (10), no painel “Como universalizar o acesso à internet e incluir a população de baixa renda. A proposta da Internet.org e a oferta de serviços de governo. O papel das OTTs”.

Também participaram do painel Artur Coimbra, diretor do Departamento de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; Enrique Medina Malo, diretor de Políticas Públicas da Telefónica S.A e Paulo Rená, diretor do Instituto Beta para Internet e Democracia.

Em sua apresentação, Bittar destacou o papel da Telebras na ampliação da oferta de banda larga a preços baixos em todo o País, principalmente nas regiões mais isoladas. “Mas ainda temos um desafio enorme, de levar banda larga de qualidade às periferias das grandes cidades, às pequenas cidades e também à área rural”, ressaltou, acrescentando que nesses quatro anos a Telebras construiu 21 mil km de rede de fibra óptica interligando todas as regiões brasileiras e vai elevar esse patamar para 28 mil km até o ano que vem, melhorando a capilaridade da rede.

E, para atender a essa demanda crescente, Bittar lembrou que a Telebras vai contar, a partir de 2017, com a cobertura do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente em fase de montagem na França. “Aí vamos ampliar enormemente a nossa capacidade de atendimento aos pequenos provedores de internet, que são os nossos principais parceiros”, ressaltou.

Bittar disse que, além de ampliar a oferta de banda larga a preços baixos à população, é preciso expandir a oferta de conteúdo de qualidade aos usuários, principalmente na área de educação, nos serviços de telesaúde e cidades inteligentes. “Com o avanço da internet, não devemos nos contentar em oferecer acesso, mas também uma cesta de serviços à população”.

Redes seguras

Bittar também destacou o papel da Telebras para prover as redes seguras de governo. “Trabalhamos com equipamentos preferencialmente nacionais e que são auditados, garantindo uma rede segura, e isso oferece um contraponto às denúncias de espionagem reveladas no passado, praticadas contra o governo brasileiro e no exterior”.

O presidente da Telebras falou também sobre o projeto de construção do cabo submarino entre Brasil e Lisboa, acabando com a dependência do País nas ligações com aquele continente, pois atualmente o grande fluxo de informações passa antes pelos Estados Unidos. “O cabo faz parte das comunicações seguras e vai melhorar a nossa ligação com a Europa, permitindo o tráfego de dados das redes de ensino e pesquisa e também entre governos”.

Artur Coimbra, por sua vez, disse que é necessária uma presença mais forte do governo para avançar no objetivo de universalização da internet no Brasil, e que estão sendo pensadas ações neste sentido.

Minicom contrata rede segura da Telebras

Teletime -10/06/2015

O Ministério das Comunicações vai pagar R$ 2,4 milhões por ano para ter acesso à rede segura da Telebras. O contrato foi publicado nesta quarta-feira, 10, no Diário Oficial da União, citando como argumento da contratação sem licitação o Decreto 8.135/2013, que dispõe sobre a comunicação segura nos órgãos da administração pública federal.

De acordo com o decreto, as comunicações de dados da administração pública federal direta, autárquica e fundacional deverão ser realizadas por redes de telecomunicações e serviços de tecnologia da informação fornecidos por órgãos ou entidades da administração pública federal, incluindo empresas públicas e sociedades de economia mista da União e suas subsidiárias. O contrato publicado hoje prevê a oferta de um link dedicado MPLS (Multi Protocol Label Switching).


O presidente da Telebras, Jorge Bittar, disse que outros órgãos federais estão procurando a estatal para contratar serviços semelhantes. A empresa conta com essas demandas para turbinar sua área comercial.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Brasil apoia ligação com Europa por cabo submarino

Valor - 08/06/2015

O Brasil, vizinhos sul-americanos e a União Europeia (UE) vão anunciar apoio que consideram suficiente para deslanchar a construção do cabo submarino de fibra ótica ligando a América Latina à Europa, durante a Cúpula America Latina-Europa, esta semana em Bruxelas.

O Valor apurou que vários governos vão comprar 40% da capacidade futura do cabo, como forma de ajudar o financiamento dessa iniciativa privada.

Esse cabo passou a ter mais importância também na área de segurança, depois que vieram à tona as denúncias de espionagem praticadas pelos Estados Unidos, inclusive contra a presidente Dilma Rousseff e primeira-ministra alemã Angela Merkel.

Do lado latino-americano, a compra de capacidade ao longo de três anos será de € 33,5 milhões. O Brasil entrará com 18,3 milhões de euros, a Colômbia com € 8,4 milhões, o Equador com € 4,7 milhões e o Chile com € 2 milhões.

Do lado europeu serão mais de € 20 milhões nessa etapa inicial. Um fundo europeu de coesão regional, no entanto, poderá aprovar mais € 45 milhões somente para a construção de uma futura extensão de linha para a Guiana Francesa.

Segundo uma fonte, estudo concluiu que o cabo era viável técnica e economicamente. Mesmo com baixo índice de uso, teria retorno rápido. O consórcio detentor do cabo é formado pela Telebras, pela espanhola IslaLink Submarine Cables e por um terceiro investidor sem nome revelado. A expectativa é de que o impulso agora dos governos leve a uma definição do acordo de acionistas, que tem sido mais complicado do que se pensava inicialmente. Depois será possível iniciar a construção.

Com o cabo submarino de banda larga entre Fortaleza e Lisboa, haverá a criação do chamado anel óptico sul-americano e conexão com a África. Além de ligar 12 países da região, o cabo terá extensões para Praia (Cabo Verde), Ilha da Madeira (Portugal) Grande Canária (Espanha) e Guiana Francesa.

Hoje existe um cabo ligando o Brasil à Europa, mas de capacidade muito pequena, que é usado por operadores de telefonia. As comunicações digitais precisam passar pelos Estados Unidos. Quando um usuário de internet na América do Sul digita um endereço de site hospedado em servidor da Europa ou Asia, a rota é pelos EUA, de onde vai para o destino.

O novo cabo, com conexão direta com a Europa, diminuirá o tempo de resposta das transmissões. Com isso, a expectativa é de diminuição no custo da internet.

O ganho com segurança também é destacado, já que tanto brasileiros como europeus tem manifestado preocupações com espionagem dos EUA.