sexta-feira, 15 de maio de 2015

“Telebras tem que ser para telecom o que a Petrobras é para setor energético”, diz Berzoini

Tele.Síntese - 14/05/2015

Numa concorrida cerimônia, que contou com a presença de políticos, autoridades, ex-presidentes da empresa, representantes do setor de telecomunicações e do PT do Rio de Janeiro, tomou posse hoje (14), na presidência da Telebras, o ex-deputado federal Jorge Bittar. 

Em seu discurso, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, disse que a Telebras, embora ainda pequena em tamanho, tem que ocupar o mesmo papel estratégico de outras estatais, “tem que ser para o setor de telecomunicações o que a Petrobras é para o setor energético”. Além de seu papel na infraestrutura de telecom e na banda larga, Berzoini disse que ela tem um papel importante no setor público, integrando as ações de governo, e que deve priorizar as ações voltadas à educação. “A infraestrutura de banda larga é fundamental para o desenvolvimento da educação no país, em especial para o ensino fundamental e médio”, afirmou.

Numa sintonia de ideais, Bittar, em seu pronunciamento, destacou a importância da banda larga para o desenvolvimento econômico e para a produtividade das empresas, assim como para a inclusão social e redução das desigualdades.

Seu compromisso, à frente da empresa, é mantê-la como empresa estratégica de governo, “contribuindo para corrigir as falhas naturais de mercado e para a universalização da banda larga”. 

Na visão de Bittar, a Telebras tem também que ser um vetor de estímulo ao desenvolvimento de tecnologia nacional e da indústria brasileira. Ele destacou, ainda, que a Telebras não pode ser apenas uma empresa de conectividade, que ela é parte de uma rede que inclui as operadoras privadas, e que por essa rede têm que passar os serviços de educação, saúde, de segurança pública, de cultura e desenvolvimento da comunicação interpessoal.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Queremos ser a OTT do governo, diz novo presidente da Telebras

Teletime - 14/05/20158

O novo presidente da Telebras, Jorge Bittar, tomou posse nesta quinta-feira, 14, com planos ambiciosos. A ideia é transformar a estatal não apenas em uma empresa de redes, mas de tecnologias estratégicas para o governo. "Queremos ser a OTT do governo", afirmou.

Mas, para isso, Bittar ressalta que é preciso rentabilizar os ativos da empresa que hoje apura em torno de R$ 30 milhões por ano. A meta é turbinar a área comercial da empresa, para que tenha uma ação mais agressiva em busca de clientes dentro do governo, sobretudo na construção de redes metropolitanas, que garantirá comunicação segura entre os órgãos públicos.

Bittar garantiu que os recursos para o satélite e o cabo submarino estão garantidos para este ano, apesar do contingenciamento. Outra prioridade da estatal é trabalhar com a Agência Espacial Brasileira no desenvolvimento de um ecossistema de empresas para oferecer peças, partes, subsistemas de satélites.

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que participou da posse, disse que Bittar reúne as condições especiais para cumprir a tarefa de transformar a Telebras em um orgulho para o povo e símbolo de desenvolvimento e cidadania.

Leia, abaixo, os principais trechos da conversa com o novo presidente da Telebras:

"Cabo submarino para a Europa e satélite são programas absolutamente estratégicos para o País, são compromissos do Estado, de governo, e não haverá nenhum retardamento no cronograma do satélite. Até porque é um cronograma crítico, o satélite, por exemplo, tem o momento preciso, que é chamado de janela de lançamento, que se é perdida a oportunidade, nova data pode acontecer seis meses ou um ano depois. Não é uma coisa que se ajusta com facilidade, além dos custos financeiros desse retardamento.

A previsão é de que o satélite seja lançado no último trimestre de 2016 e que esteja operacional no primeiro trimestre de 2017.

Já o projeto do cabo submarino para a Europa está indo muito bem, já está na fase final de aprovação pelo governo federal, e tem a ver com comunicações seguras para o exterior. Além do mais, os recursos para o cabo este ano não são muito elevados, serão mais significativos no próximo ano. Mas o cabo não é investimento só nosso, mas também da parceira espanhola, a Islalink, e haverá também a participação de outros investidores. Então, os investimentos do governo brasileiro serão feitos ao longo da implantação do cabo e, portanto, não haverá descontinuidade. O projeto feito pela Telebras está muito estruturado e recebeu elogios até da equipe econômica do governo. A lém disso, ele é estratégico, é parte integrante do Banda Larga para Todos.

Outra grande finalidade do cabo é interligar as redes de pesquisas e desenvolvimento europeias com as redes sul-americanas. Por causa disso, a União Europeia vai botar dinheiro nesse projeto, antecipando a compra de serviços do cabo."

Redes metropolitanas

Os projetos para construção das redes metropolitanas, para garantir comunicação segura aos órgãos de governo, seguem com os trabalhos de campo para determinar os trajetos que serão construídos. Do mesmo modo que o cabo, as redes metropolitanas serão construídas ao longo de um determinado período de tempo, provavelmente durante todo o governo da presidente Dilma Rousseff. A empresa vai definir as prioridades de acordo com as demandas de governo. Um exemplo disso, é que o Ministério da Justiça solicitou a implantação de uma rede para ligar todas as unidades da pasta. Então, ele passa a ser um cliente prioritário da Telebras, e todo o investimento que puder ser feito para criar essa rede metropolitana será importante. E assim acontecerá com outros órgãos do governo.

No caso do Ministério da Justiça, onde houver rede da Telebras, os órgãos serão ligados e, onde não houver redes, a estatal fará parcerias de uso de infraestrutura ou EILD para que possa atender. Enquanto isso, a empresa vai construindo a sua rede própria.

A ideia é procurar ministério por ministério para orientar o planejamento das redes. A empresa vai continuar com sua tarefa de implantar backbone, mas agora o desafio não é só transportar, mas prestar o serviço, chegar ao cliente. No caso do governo, ele é um cliente de varejo e não de atacado, como são os pequenos provedores. Então tem que chegar lá com qualidade, com segurança, com preços razoáveis – a empresa está de olho nos preços que o mercado cobra. Ou seja, todo o esforço nesse momento é para turbinar a área comercial da empresa. Existe uma gerência só para tratar de governo.

Renda

Para turbinar a área comercial, a Telebras irá ao encontro dos clientes. Hoje, a empresa, dominantemente, recebe demandas. Mas a ideia é ir ao encontro dos clientes para que possa, rapidamente, ampliar o faturamento. Em quatro anos, são apenas 180 contratos e a estatal precisa ter mais ousadia. Para isso está em construção um novo plano de comercialização, que deverá estar concluído na próxima semana. A estratégia é mobilizar os recursos humanos da estatal no sentido de olhar para as demandas do governo e dos provedores, melhorando as relações atuais.

A renda anual da Telebras está em R$ 30 milhões por ano, recursos insuficientes para cobrir os investimentos da empresa. A meta é rentabilizar os investimentos. Só para o satélite, a empresa necessitará de R$ 600 milhões para este ano. Para o cabo submarino, a previsão é de mais R$ 10 milhões.

Outra prioridade da estatal é trabalhar com a Agência Espacial Brasileira no desenvolvimento de um ecossistema de empresas para oferecer peças, partes, subsistemas de satélites.

A intenção é fazer da Telebras uma empresa de tecnologia e não de rede, que possa contribuir para desenvolver plataformas de aplicações para a educação, para a saúde, para cidades inteligentes, como todas as operadoras de telecomunicações, que querem se transformar em OTTs. "Só que o nosso nicho é o governo e queremos ser a OTT do governo", disse. Mas para isso, é preciso aumentar a rentabilidade da empresa.

Comercial decepcionou e será ‘turbinado’, promete novo presidente da Telebras

Convergência Digital - 14/05/2015

O novo presidente da Telebras, Jorge Bittar, reconheceu nesta quinta, 14/5, na cerimônia de posse, que a estatal falhou em se apresentar como alternativa de oferta de redes no atacado. O novo executivo disse que no terreno das vendas, a empresa decepcionou – uma vez que conta com pouco mais de 180 contratos firmados, cerca de 30 Gbps de banda ativada, em quatro anos de atividade.


“Decepcionou. Precisamos ter mais ousadia, ir de encontro aos clientes e não apenas receber demandas. Estamos construindo um novo plano e faremos um esforço para turbinar a nossa área comercial”, afirmou Bittar, que é engenheiro pelo ITA e fez carreira na então estatal Embratel antes de singrar pela política.



Segundo ele, o plano dará destaque às demandas de governo “e em melhorar as relações com pequenos provedores”. No entanto, na concorrida cerimônia desta quinta a ausência mais notável foi de representantes desses potenciais clientes. Das diversas entidades representativas de provedores locais ou regionais, como Abranet, Abramulti, InternetSul ou Anid, apenas a Abrint foi convidada.



Jorge Bittar promete, porém, que vai buscar ampliar as receitas comerciais, que fecharam 2014 em R$ 31 milhões. Parte desse empenho ainda está mais voltada para acordos dentro do governo. Em abril a estatal firmou um acerto com o Ministério do Trabalho para conexão de delegacias regionais. E o novo presidente já começou a costurar um contrato com o Ministério da Justiça.



Investimentos



A principal missão do novo presidente, porém, tem sido a busca pelos prometidos recursos orçamentários, notadamente para o satélite geoestacionário que a estatal toca juntamente com o Ministério da Defesa. “Estive com a área econômica para reforçar a importância do projeto, que é estratégico, um compromisso de Estado e que não pode perder a ‘janela’ de lançamento no fim do próximo ano”, afirmou Bittar.



Nesse caso específico, ele teve aparente sucesso. “Não haverá nenhuma descontinuidade ou retardamento no cronograma do satélite”, afirmou, mantendo a projeção de lançamento para o fim de 2016. Já outro projeto tido como estratégico, o cabo submarino para a Europa, pode ser um pouco empurrado. “No cabo submarino devemos investir cerca de R$ 10 milhões este ano”, disse o novo presidente da Telebras. No orçamento de 2015, a projeção inicial era de R$ 500 milhões para esse projeto.

Bittar toma posse na presidência da Telebras e promete ampliar oferta de banda larga

Telebras - 14/05/2015

O novo presidente da Telebras, Jorge Bittar, tomou posse no cargo nesta quinta-feira (14) prometendo ampliar a oferta de serviços da companhia e levar banda larga de qualidade à maioria dos municípios brasileiros.

Para cumprir esse objetivo, a empresa está desenvolvendo projetos estratégicos, como o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente em construção na França, e o Cabo Submarino Brasil-Europa. Além de ampliar e consolidar a rede de fibra óptica, já presente em todas as regiões do País, para assegurar o atendimento às redes de governo e aos pequenos provedores nas cidades mais distantes.

Bittar pretende dar um ritmo mais dinâmico à empresa, com o objetivo de conquistar mais clientes e rentabilizar melhor a rede, buscando independência financeira para tocar os seus projetos. Entre os novos desafios está o de levar a empresa a participar da revolução na educação promovida pelo governo federal, oferecendo banda larga de qualidade e provendo conteúdo para milhares de escolas brasileiras.

A Telebras também participará do programa Banda Larga para Todos, que a presidente Dilma Rousseff anunciará nos próximos dias e que pretende levar internet com velocidade de 25 Mbps a 95% dos domicílios até 2018.

Bittar disse que a Telebras vai cumprir o seu papel de reduzir a desigualdade tecnológica e contribuir para a construção de um Brasil “mais justo, democrático e solidário”.

A solenidade de posse de Bittar contou com a presença do ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, do senador e ex-ministro da Previdência José Pimentel, dos deputados federais Benedita da Silva (PT-RJ), Givaldo Vieira (PT-ES) e Walter Ihoshi (PSD-SP); do deputado estadual Carlos Minc (PT-RJ), além do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira; do Serpro, Marcos Mazoni; e da Anatel, João Batista de Rezende. Também estiveram presentes os ex-presidentes da Telebras Rogério Santana e Caio Bonilha.

A transmissão do cargo foi feita pelo ex-presidente da Telebras Francisco Ziober Filho, que agradeceu a confiança do governo no seu trabalho como presidente interino da empresa por mais de um ano e a união da equipe para tornar a empresa cada vez mais competitiva, lembrando o trabalho desenvolvido durante a transmissão dos jogos da Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014.

O ministro Berzoini, por sua vez, também destacou o trabalho da Telebras nas duas Copas, quando foram realizadas transmissões sem nenhuma ocorrência de erro técnico.

Ele lembrou a desigualdade tecnológica existente no País e disse que o governo está empenhando em combater esse problema, por meio do programa Banda Larga para Todos, que será lançado pela presidente Dilma nos próximos dias.

Antes da cerimônia de posse, o ministro Berzoini visitou o NOC da Telebras, acompanhado pelo presidente Bittar e todos os diretores da empresa. O NOC é o centro nevrálgico da Telebras que monitora toda a rede de fibra óptica, atualmente de mais de 21,7 mil km de extensão e presente em todas as regiões brasileiras.

Jorge Bittar destaca a Telebras como um dos pilares do Banda Larga Para Todos

Agência Estado - 14/05/2015

Brasília, 14 - O novo presidente da Telebras, Jorge Bittar, tomou posse nesta quinta-feira, 14, em cerimônia na sede da estatal, com a presença do ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini. O ex-deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro e engenheiro com carreira na Embratel assume o cargo no lugar de Francisco Ziober Filho, que comandava interinamente a companhia.

Bittar ressaltou que a Telebras será um dos pilares do Programa Banda Larga para Todos, que ainda será anunciado pelo governo e que também terá a participação de empresas privadas, por meio de incentivos tributários. "A banda larga é uma referência fundamental para infraestrutura quando falamos em sociedade do conhecimento. Queremos mais banda larga para colocar o Brasil na economia do século XXI efetivamente", disse. "A infraestrutura de banda larga é imprescindível para o nosso País, para fazemos uma revolução educacional e na capacitação profissional", completou.

Para Bittar, a Telebras foi recriada em 2010 para contribuir para a universalização da banda larga no País e a inovação tecnológica com criação de conteúdo nacional. "Por meio da atuação no atacado, a Telebras viabiliza provedores de internet no interior do País com serviços de qualidade a preços módicos. Hoje compartilhamos redes e temos parcerias com grandes operadoras também para que redes sejas usadas da forma mais eficiente possível", acrescentou.

Satélite

O novo presidente da Telebras destacou o projeto de lançamento de um satélite nacional que, segundo ele, deve entrar e operação no último trimestre de 2016. Bittar destacou também o projeto em andamento de um novo cabo submarino para ligar o Brasil à Europa, além da construção de cabos subfluviais para interligação na região amazônica.

O ministro Berzoini discursou afirmando que a infraestrutura pública de telecomunicações é necessária para combater desigualdades de mercado que seriam "normais em uma sociedade capitalista". Mas, segundo ele, as empresas privadas também serão chamadas para participarem do objetivo de universalização da banda larga, que deve ter atenção especial às escolas do País.

"A Telebras ainda é uma pequena empresa, mas tem missão de ser como é a Petrobras para o setor energético. É uma questão de soberania nacional para que o Brasil possa ser desenvolvido", disse Berzoini.

BITTAR QUER TURBINAR A ÁREA COMERCIAL DA TELEBRAS

Até semana que vem deverá estar definido um plano estratégico, com metas de faturamento.


Ao tomar posse hoje (14) na presidência da Telebras, o ex-deputado Jorge Bittar, engenheiro de formação e funcionário da antiga Embratel por 21 anos, disse que uma de suas primeiras medidas será dinamizar a área comercial da empresa, que precisa produzir mais. Ainda em meta de faturamento definida — o plano estratégico para a área está em elaboração —, ele informou que pretende ampliar em muito o faturamento da empresa, de R$ 30 milhões. “Somos uma empresa de governo com papel estratégico, mas temos também que buscar retorno”, disse ele. Para isso, vai sair atrás da clientela, saber o que os ministérios e órgãos de governo, precisam. “Eles são nossos clientes de varejo. Nossos clientes de atacado são os provedores de acesso à internet e serviços de telecomunicações e mesmo as grandes operadoras, com as quais vamos desenvolver mais parcerias”, informou.

Sua intenção é manter a atual estrutura da área comercial, que conta com três gerências: uma para governo, outra para provedores e uma terceira para parcerias. E todas elas terão metas e objetivos a serem alcançados. No caso do governo, hoje a Telebras já provê serviços para o Planalto, a Casa Civil, as Forças Armadas e o Ministério das Comunicações, entre outros. O objetivo é ampliar muito esse leque de cliente. Recentemente, a Telebras firmou contrato com o Ministério do Trabalho – o atendimento começou por Minas Gerais — e, no seu curto período à frente da empresa, cerca de uma semana, Bittar já iniciou entendimentos para atender o Ministério da Justiça.

Como outras empresas públicas que dependem de orçamento do governo federal, o orçamento da Telebras ainda não está definido. Mas Bittar acredita que os recursos para os projetos estratégicos — R$ 600 milhões para o satélite, a ser lançado no último trimestre de 2016, e R$ 10 milhões para o início do projeto do cabo submarino – estarão mantidos. “Já tive uma reunião com o Tesouro para tratar da liberação de uma parcela de recursos para o projeto do satélite, uma parceria com as Forças Armadas e a Embraer”, contou ele.

CONTINGENCIAMENTO ATRASA BANDA LARGA PARA TODOS

Tele.Síntese - 14/05/2015

Embora o Banda Larga para Todos, a segunda fase do Programa Nacional de Banda Larga, só vá impactar o orçamento de 2016, o ministro Ricardo Berzoini disse que é preciso negociar com a fase o impacto que o uso de recursos do Fistel poderá ter no ano que vem. Apesar do atraso no lançamento da nova fase, programado para maio, Berzoini acredita que poderá lançá-lo ainda neste semestre. “Temos que entender conjuntura do Tesouro, que tem os seus problemas para fechar as contas e as metas, mas a luta por garantir recursos para a pasta é diária”, informou, ao participar da cerimônia de posse do ex-deputado Jorge Bittar na presidência da Telebras.

Como o Banda Larga para Todos é uma prioridade de governo, Berzoini não tem dúvidas de que será implementado. “Mesmo que atrase um pouco, chegaremos em 2018 em boa situação, com as metas atingidas”, disse ele. Sua expectativa é de que o primeiro leilão reverso para construção de rede óptica — modalidade em que ganha o que ofertar o menor preço pelo serviço —seja realizado em dezembro deste ano.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Velocidade da banda larga no Brasil varia entre taxas de Líbia e Japão

Mapa mostra disparidade entre cidades; internet completa 20 anos no Brasil. Média de velocidade é 3 Mbps; governo quer elevar a 25 Mbps até 2018.

Helton Gomes Simões e Thiago Reis

Do G1, em São Paulo
Enquanto a maior parte dos moradores de 406 cidades do Brasil acessa a internet com uma velocidade inferior à oferecida na Líbia – um país em conflito –, a maioria dos habitantes de outros 456 municípios navega na web com velocidade similar à de países como Finlândia, Suíça e Japão.
É o que mostra um levantamento feito pelo G1com base nos dados mais recentes deste ano da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – acesse o mapa.
A velocidade média da internet no Brasil, que completa 20 anos neste mês, gira em torno de 3 Mbps, o que faz o país ocupar a 89ª taxa de download mais rápida do mundo, atrás de Iraque, Kwait e Sri Lanka, segundo o último relatório da Akamai, empresa de alcance global e referência na área. A Coreia do Sul, em primeiro lugar no ranking formado por quase 150 países, tem uma velocidade média de 22,2 Mbps.
A média do Brasil esconde uma disparidade ainda maior entre os municípios. Como as empresas são obrigadas a informar à Anatel a faixa de velocidade de todos os pontos de acesso fixo no país, é possível analisar a situação de cada cidade.
São cinco tipos de faixa de classificação (0 a 512 Kbps, 512 Kbps a 2 Mbps, 2 Mbps a 12 Mbps, 12 Mbps a 34 Mbps e acima de 34 Mbps). São Paulo, por exemplo, tem 3,1 milhões de pontos. A maioria deles (47%) se concentra na faixa de 2 a 12 Mbps.
Como foi feito o mapeamento?
Com base na faixa predominante de velocidade de cada cidade, o G1 elaborou um mapa. Ele mostra que em 406 cidades o maior percentual das conexões está na faixa que vai até 512 Kbps. Parte dos municípios está localizada na região Norte e no interior dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Como base de comparação, a Líbia, lanterna do ranking mundial, tem uma taxa média de 700 Kbps.

Velocidade - Brasil (Foto: Arte/G1)

O diretor de operações da Akamai, Jonas Silva, diz que essa situação reflete a história do país. “Toda a infraestrutura da internet está desenvolvida mais ou menos da forma como o Brasil foi colonizado. As cidades costeiras têm mais habitantes, tiveram um desenvolvimento primário melhor que o interior do Brasil. Por isso, as velocidades nesses locais são bastante altas”, diz.
Nas cidades do Sul, ele cita o fato de estarem próximas da fronteira e serem mais rurais como empecilho. O diretor da Akamai coloca o tamanho dos municípios como agravante. “Se a cidade tem mais de 1 milhão de habitantes, tem provedor de acesso que não acaba mais. Pode escolher o provedor A, B ou C. À medida que se entra para as cidades de 800 mil, já começa a diminuir a quantidade de provedores. Nas cidades menores, a oferta é mais baixa.”
Na outra ponta da velocidade da web, estão 456 cidades onde a maioria dos moradores conta com uma velocidade de 12 Mbps a 34 Mbps; 95% delas estão no estado de São Paulo. Melhor que elas, só Vinhedo (SP), a única cidade do país que tem como faixa predominante de acesso mais de 34 Mbps.
Alexander Castro, diretor de banda larga do Sinditelebrasil, a associação das teleoperadoras, diz que a maior concentração de renda favoreceu o estado de São Paulo: “Ao ver que havia mercado receptivo a serviços mais caros, as operadoras investiram em implantação de fibra ótica na região. A concorrência entre elas acabou sendo maior, o que tem tornado a oferta de serviços mais ampla e menos dispendiosa.”
“A prioridade das operadoras era buscar regiões com alto IDH, alta demanda, e isso levou a uma situação que a densidade de acesso ficou maior no Sudeste”, afirma Castro.
De acordo com o levantamento do G1, 3.971 cidades têm como faixa predominante de velocidade aquela que vai de 512 Kbps a 2 Mbps. Há ainda 733 cidades cuja maioria da população acessa a internet com uma velocidade que varia de 2 Mbps a 12 Mbps. Só três municípios (Balneário Rincão-SC, Mojuí dos Campos-PA e Pinto Bandeira-RS) não contam com nenhum ponto de acesso de banda larga fixa no país.
Carência de internet no Norte
O diretor da Sinditelebrasil e o diretor da Akamai concordam que a principal dificuldade hoje está em melhorar os índices da região Norte.
Download (Foto: Arte/G1)

“Quando se caminha para o Oeste, há um problema grave: não dá para passar nada. São regiões inóspitas e de floresta. Elas são servidas, com raras exceções, por satélite. E ele é por natureza caro e lento. No caso da Amazônia, pelo lado brasileiro, a floresta restringe a instalação de infraestrutura. Pelo lado vizinho, os Andes impedem a passagem de cabos. Tem que passar cabo a 4 mil metros de altitude”, conta Jonas Silva.
Alexander Castro diz que “enquanto não for possível colocar satélites que operem em bandas com custos melhores ao usuário, a situação não será revertida”.
O Ministério das Comunicações diz que “reconhece que há uma carência de infraestrutura ainda presente no Brasil que dificulta o acesso à banda larga de populações em algumas regiões mais isoladas e cria um hiato na disponibilidade de internet de alta velocidade no país”. “Ciente de que existe uma grande desigualdade no serviço ofertado, o governo não medirá esforços para, por meio do Programa Banda Larga Para Todos, melhorar essa realidade e diminuir os desequilíbrios regionais”, informa, em nota.
Banda Larga para Todos
O Brasil tem atualmente 24,3 milhões de pontos de acesso de banda larga fixa. Destes, 46,3% estão na faixa de 2Mbps a 12 Mbps.
O diretor da Sinditelebrasil traça um cenário otimista para os próximos anos. “As operadoras começaram a investir em novas tecnologias. No caso do móvel, a solução é o 4G. Na banda larga, as operadoras usaram soluções para otimizar o tráfego. Começaram a usar anéis metropolitanos de fibra ótica e até em bairros. Até 2019, vai ter acesso em todos os municípios do Brasil, e o país todo vai ter internet no patamar próximo de 20 Mbps.”
A meta do governo é ainda mais ousada. Segundo o Ministério das Comunicações, o Plano Banda Larga para Todos, ainda em formulação, pretende levar internet rápida, com uma velocidade média de 25 Mbps, para 95% da população brasileira até 2018.
Para chegar a esse patamar, no entanto, há um longo caminho a ser percorrido. Hoje, só 4,5% das conexões são por fibra ótica, relevam dados da Anatel.
O ministério diz que será preciso contar com “forte investimento em infraestrutura de fibra óptica e a operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, que será lançado em 2016”. A pasta afirma, no entanto, que isso ainda depende do orçamento disponível para o programa.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Conexão da Amazônia por fibras nos rios será inaugurada dia 25

Teletime- 11/05/2015

O Exército brasileiro vai inaugurar, no dia 25 deste mês, parte do projeto de conexão da região Norte por meio de cabos subaquáticos lançados nas calhas dos rios Negro, Solimões, Madeira, Juruá e Purus. Ao final do projeto, chamado de Amazônia Conectada, serão 7,8 mil km de fibras óticas com capacidade para atender as unidades da defesa do País, órgãos públicos e a população em geral, estimada em sete milhões de pessoas. O valor total do empreendimento está avaliado em R$ 1 bilhão e pode ser concluído até 2018.

A primeira fase do projeto, de demonstração de tecnologia, liga duas unidades do Exército instaladas nas margens do rio Negro desde o mês passado. São 10 km de cabo com 12 pares de fibras. A utilização de apenas um par tem garantido conexão com velocidade de 100 Gbps, informa o chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército, general Decílio de Medeiros Sales, principal responsável pelo projeto.

A tecnologia usada é genuinamente nacional, desenvolvida e fabricada no País pela Padtec (DWDM- Dense Wavelength Division Multiplexing) e pela a Prysmian (cabo submarino adaptado para o ambiente fluvial). Para o general Sales, a escolha da tecnologia brasileira facilita a integração com outras redes, já que a Telebras e a RNP (Rede Nacional de Estudos e Pesquisas), já utilizam o mesmo sistema de transporte ótico.

Na inauguração dessa parte da Amazônia Conectada – que contará com a presença da presidenta Dilma Rousseff e mais três ministros – serão celebrados memorandos de entendimento entre o Exército e a Universidade do Amazonas (UEA), Telebras e Eletronorte. O projeto já conta com o apoio da Prodam (empresa de processamento de dados do Amazonas), RNP e o Instituto do Patrimônio daquele Estado.

Segundo o general Decílio, a próxima etapa do projeto prevê o lançamento de fibras até a cidade de Tefé e, no terceiro momento, até Tabatinga, ampliando a capacidade de atendimento a cidades da fronteira do Peru e da Colômbia. A ideia é de que a Telebras fique responsável por levar as conexões para o atendimento do público, tarefa que será estabelecida pelo comitê gestor do projeto, que se reunirá pela primeira vez também no dia 25.

O comitê também ficará responsável pela busca de recursos para financiar o projeto. O general Sales afirmou que já existem empresas interessadas, como o Banco do Brasil – que pretende usar a rede para atendimento de seus clientes. "O projeto é um grande desafio para nós e garantirá um salto para o futuro da região", destacou.