sexta-feira, 12 de junho de 2015

Bittar destaca necessidade de ofertar serviços para universalizar internet

Telebras - 11/06/2015

O presidente da Telebras participou do 4º Encontro Telesíntese nesta quarta-feira (10), no painel “Como universalizar o acesso à internet e incluir a população de baixa renda. A proposta da Internet.org e a oferta de serviços de governo. O papel das OTTs”.

Também participaram do painel Artur Coimbra, diretor do Departamento de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; Enrique Medina Malo, diretor de Políticas Públicas da Telefónica S.A e Paulo Rená, diretor do Instituto Beta para Internet e Democracia.

Em sua apresentação, Bittar destacou o papel da Telebras na ampliação da oferta de banda larga a preços baixos em todo o País, principalmente nas regiões mais isoladas. “Mas ainda temos um desafio enorme, de levar banda larga de qualidade às periferias das grandes cidades, às pequenas cidades e também à área rural”, ressaltou, acrescentando que nesses quatro anos a Telebras construiu 21 mil km de rede de fibra óptica interligando todas as regiões brasileiras e vai elevar esse patamar para 28 mil km até o ano que vem, melhorando a capilaridade da rede.

E, para atender a essa demanda crescente, Bittar lembrou que a Telebras vai contar, a partir de 2017, com a cobertura do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente em fase de montagem na França. “Aí vamos ampliar enormemente a nossa capacidade de atendimento aos pequenos provedores de internet, que são os nossos principais parceiros”, ressaltou.

Bittar disse que, além de ampliar a oferta de banda larga a preços baixos à população, é preciso expandir a oferta de conteúdo de qualidade aos usuários, principalmente na área de educação, nos serviços de telesaúde e cidades inteligentes. “Com o avanço da internet, não devemos nos contentar em oferecer acesso, mas também uma cesta de serviços à população”.

Redes seguras

Bittar também destacou o papel da Telebras para prover as redes seguras de governo. “Trabalhamos com equipamentos preferencialmente nacionais e que são auditados, garantindo uma rede segura, e isso oferece um contraponto às denúncias de espionagem reveladas no passado, praticadas contra o governo brasileiro e no exterior”.

O presidente da Telebras falou também sobre o projeto de construção do cabo submarino entre Brasil e Lisboa, acabando com a dependência do País nas ligações com aquele continente, pois atualmente o grande fluxo de informações passa antes pelos Estados Unidos. “O cabo faz parte das comunicações seguras e vai melhorar a nossa ligação com a Europa, permitindo o tráfego de dados das redes de ensino e pesquisa e também entre governos”.

Artur Coimbra, por sua vez, disse que é necessária uma presença mais forte do governo para avançar no objetivo de universalização da internet no Brasil, e que estão sendo pensadas ações neste sentido.

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