quarta-feira, 3 de junho de 2015

Backbone da Telebras avança na periferia de São Paulo


Tele.Síntese - 02/06/2015

Embora atrasada para a implantação de seu backbone nacional, que previa instalação de cerca de 30 mil km de rede óptica por todo o Brasil até 2014, a Telebras garante que a iniciativa não está parada. Os projetos continuam a ser implementados, embora tenham sido impactados por mudanças no comando da estatal. Desde antes da Copa do Mundo, porém, houve uma mudança na mentalidade dos gestores, que agora parecem mais afeitos à ideia de expandir a rede por meio de parcerias – que poderá ser com prestadoras locais ou com entidades públicas.

Exemplo disso é o backbone da estatal na região metropolitana da capital paulista. Segundo Luiz Vergueiro, gerente regional da Telebras em São Paulo, a empresa está com dotação reservada para instalar 200 km de fibra óptica. Essa rede tem como foco atender a periferia da da metrópole, se antecipar ao Banda Larga para Todos, projeto do governo federal para expandir o acesso rápido à internet.

O orçamento para este trecho é de R$ 20 milhões. Pela parceria, o valor vai custear os equipamentos e passagem dos cabos. As prefeituras entram com os gastos com infraestrutura, que entre outras coisas abarcam a instalação de dutos ou reserva de prédios para guarda dos equipamentos. No caso da capital, os acordos vêm sendo tratados com a SPTrans, que detém o a licença do solo por onde passarão os fios, e estaria próximo de ser fechado. O projeto completo da Telebras prevê passar 1 mil km de fibra pela cidade.

Por outro lado, as parcerias também podem emperrar iniciativas. O cabo submarino que ligará Brasil à Europa está com projeto pronto, falta executar. Para sair do papel, depende de um terceiro investidor. Por enquanto, o projeto é fruto de uma joint venture entre a Telebras e a IslaLink, que vem encontrando dificuldades para obter os clientes que vão garantir a ocupação do cabo e liberar o dinheiro público que vai financiar a empreitada. Mas Vergueiro é otimista. “Há demanda para esse cabo. Mas tem gente mais interessada em fazer um cabo com os Estados Unidos, que é o maior gerador de conteúdo IP do mundo”, resume.

Outro projeto da Telebras, o satélite geoestacionário (SGDC), que será usado para segurança e ampliação da banda larga no país, deve se concretizar em 2016. Segundo ele, o satélite fica pronto em fevereiro, e o lançamento acontece em setembro do mesmo ano. Também deve ficar para o ano que vem a conclusão do projeto de lançamento de cabos subfluviais nos rios da Amazônia.

Vergueiro falou durante o 7o ISP, encontro de provedores da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), evento que acontece até amanhã (3), em São Paulo.

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