quinta-feira, 14 de maio de 2015

Comercial decepcionou e será ‘turbinado’, promete novo presidente da Telebras

Convergência Digital - 14/05/2015

O novo presidente da Telebras, Jorge Bittar, reconheceu nesta quinta, 14/5, na cerimônia de posse, que a estatal falhou em se apresentar como alternativa de oferta de redes no atacado. O novo executivo disse que no terreno das vendas, a empresa decepcionou – uma vez que conta com pouco mais de 180 contratos firmados, cerca de 30 Gbps de banda ativada, em quatro anos de atividade.


“Decepcionou. Precisamos ter mais ousadia, ir de encontro aos clientes e não apenas receber demandas. Estamos construindo um novo plano e faremos um esforço para turbinar a nossa área comercial”, afirmou Bittar, que é engenheiro pelo ITA e fez carreira na então estatal Embratel antes de singrar pela política.



Segundo ele, o plano dará destaque às demandas de governo “e em melhorar as relações com pequenos provedores”. No entanto, na concorrida cerimônia desta quinta a ausência mais notável foi de representantes desses potenciais clientes. Das diversas entidades representativas de provedores locais ou regionais, como Abranet, Abramulti, InternetSul ou Anid, apenas a Abrint foi convidada.



Jorge Bittar promete, porém, que vai buscar ampliar as receitas comerciais, que fecharam 2014 em R$ 31 milhões. Parte desse empenho ainda está mais voltada para acordos dentro do governo. Em abril a estatal firmou um acerto com o Ministério do Trabalho para conexão de delegacias regionais. E o novo presidente já começou a costurar um contrato com o Ministério da Justiça.



Investimentos



A principal missão do novo presidente, porém, tem sido a busca pelos prometidos recursos orçamentários, notadamente para o satélite geoestacionário que a estatal toca juntamente com o Ministério da Defesa. “Estive com a área econômica para reforçar a importância do projeto, que é estratégico, um compromisso de Estado e que não pode perder a ‘janela’ de lançamento no fim do próximo ano”, afirmou Bittar.



Nesse caso específico, ele teve aparente sucesso. “Não haverá nenhuma descontinuidade ou retardamento no cronograma do satélite”, afirmou, mantendo a projeção de lançamento para o fim de 2016. Já outro projeto tido como estratégico, o cabo submarino para a Europa, pode ser um pouco empurrado. “No cabo submarino devemos investir cerca de R$ 10 milhões este ano”, disse o novo presidente da Telebras. No orçamento de 2015, a projeção inicial era de R$ 500 milhões para esse projeto.

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