quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Minicom e MEC resgatam plano para melhorar acesso à Internet nas escolas

Convergência Digital :: 08/01/2014
Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e das Comunicações, Paulo Bernardo, prometem desengavetar uma conversa iniciada há cerca de ano e meio para turbinar as conexões à Internet nas escolas públicas. O principal motor desse desejo são os quase meio milhão de tablets distribuídos a professores do ensino médio.

“Estamos discutindo um grande investimento para dar impulso as escolas. Começamos a falar em 10 Mbps por escola, mas entendo que deve ser diferenciado pela demanda, pois escolas de 2 mil alunos podem precisar de mais, 100 Mbps, 150 Mbps”, disse Bernardo após a reunião desta quarta-feira, 8/1, no MEC. “A presidenta Dilma quer uma revolução na educação”, emendou.

O encontro – que também contou com o presidente da Anatel, João Rezende – a terminou mais ambicioso. Segundo Paulo Bernardo, a iniciativa deve ser ampliada para reunir diferentes recursos no campo da infraestrutura, mas também de beneficiados. “São escolas urbanas e rurais, mas também centros de pesquisa e hospitais universitários, assim como centros de saúde.”

“O governo tem muitas iniciativas que precisam ser coordenadas, para não corrermos o risco de pagar duas vezes. Por exemplo, muitas vezes uma escola pública fica ao lado de um posto de saúde, não preciso fazer duas contratações. Por isso, montamos um grupo e teremos um plano em 15 ou 20 dias”, disse o ministro.

Na prática, fortalecer as conexões das escolas não é ideia nova. Ainda em 2012 os mesmos Bernardo e Mercadante discutiam exatamente isso. Mesmo a ampliação para centros de pesquisa e hospitais universitários já fez aniversário – e, em verdade, é um projeto que a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) já vem tocando, batizado Veredas Novas, e que já conta com parceria da Telebras.

A recuperação das propostas tem natural relação com a distribuição de tablets aos professores do ensino médio, para quem já teriam sido comprados 462,9 mil. Parte dessa leva, no entanto, deve ser também entregue a docentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, conforme indicou o próprio Mercadante há pouco mais de um mês – etapa que só terá início em 2014

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