terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Internet pode ficar mais barata no Brasil com novo cabo submarino

Terra - 21/01/2014

A construção do novo cabo submarino de fibra óptica que vai ligar o Brasil à Europa deve começar a partir de julho. A expectativa é que em 2016 ele já esteja em plena atividade. O projeto, estimado em US$ 185 milhões (cerca de R$ 430 milhões) dará ao Brasil uma alternativa de transmissão de dados via internet.

A Telebras estima que o novo cabo deva gerar uma economia em torno de 15% em relação aos custos atuais – e parte disso poderia ser repassada ao consumidor. As tubulações sairão de Fortaleza, chegarão a Portugal e deverão acelerar o fluxo de informações entre o Brasil e o continente europeu. "Esse novo cabo submarino possibilita a conexão direta com o continente europeu, diminuindo a latência, ou seja, o tempo de resposta das transmissões. Espera-se que com isso haja uma diminuição do custo", conta à DW Brasil o coordenador do projeto de cabos submarinos da Telebras, Ronald Valladão.

Atualmente, qualquer comunicação digital precisar passar pelos Estados Unidos. Ou seja, quando um usuário da rede na América do Sul digita um endereço de um site hospedado em um servidor na Europa ou Ásia, essa informação segue primeiro para os EUA, de onde é enviada para o destino. Assim, é necessário pagar duas vezes para que esses dados sejam transmitidos.

Cerca de 80% do tráfego de dados sul-americanos ocorrem dessa forma. O Brasil possui apenas uma ligação direta entre América do Sul e Europa, o cabo Atlantis II. Porém, além de ser antigo e possuir uma capacidade limitada, ele é usado quase que exclusivamente para a telefonia. Além do Atlantis II, o país possui outros quatro cabos submarinos, todos ligando o Brasil aos Estados Unidos.

Infraestrutura
O cabo será construído e operado por uma empresa privada brasileira, a chamada JVCo (Joint-Venture Company), que ainda está sendo formada. A Telebras possuirá 35%, a espanhola IslaLink Submarine Cables ficará com 45%, e outro sócio brasileiro, provavelmente um fundo de investimentos, terá os 20% restantes.

Além desse projeto, o Brasil tem outros planos na expansão dessa infraestrutura, que prevê a criação de um chamado anel óptico sul-americano. Ele deverá ligar os 12 países do continente por cabos de fibra óptica, além de conectá-los à África e à Europa. Ao todo, cerca de 10 mil quilômetros de cabos de fibra óptica devem ser construídos.

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