quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Inova Telecom destina US$ 1 bi para expansão da banda larga no Brasil

Programa lançado pelo governo federal terá recursos repassados pelo BNDES, Finep e Funtel para financiar projetos de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação tecnológica no setor.


As empresas brasileiras do setor de telecomunicações vão ganhar um incentivo para desenvolver novas tecnologias. O Ministério das Comunicações (Minico) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) lançaram ontem (18/12), em Campinas (SP), o Inova Telecom, programa de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação tecnológica no setor.

Para o ministro Paulo Bernardo, a expectativa é de que o Inova Telecom ajude a impulsionar projetos do governo como o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), as comunicações estratégicas e também da área de segurança.

"Precisamos de um plano para melhorar a cobertura de internet no País, de segurança na arquitetura das redes, de programas e softwares mais seguros, além de ferramentas e estudos que nos auxiliem nesse sentido. Assim, saio desta cerimônia com a expectativa e confiança de que os pesquisadores e órgãos que receberão estes recursos nos auxiliem nestes desafios", afirmou Bernardo.

O desenvolvimento de novos equipamentos e tecnologias por meio do programa será distribuído por quatro áreas temáticas: comunicações ópticas, comunicações digitais sem fio, redes de transporte de dados e comunicações estratégicas.

O orçamento inicial, de R$ 1 bilhão, será dividido em três linhas: financiamento (R$ 600 milhões), investimento (R$ 300 milhões) e subvenção/fomento (R$ 100 milhões).

A linha de investimento é uma novidade. Por meio dela, será criado um fundo de investimento por meio do qual o governo deverá se tornar acionista de empresas para ajudar a expandi-las. Os recursos deverão ser utilizados no período de quatro anos.

A linha de crédito é destinada tanto a operadoras de telecom e quanto a fornecedores de produtos e serviços. Poderão participar do processo empresas líderes, que possuam receita operacional bruta ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 30 milhões. As outras empresas que não se enquadrarem nesse requisito poderão participar como parceiras das empresas líderes.

A ideia é que as linhas de crédito incentivem a formação de uma cadeia que reúna as operadoras, grandes empresas fornecedoras de produtos e serviços, empresas de menor porte e Instituições Científicas Tecnológicas (ICTs). As operadoras de telecom, por exemplo, deverão apresentar planos com encomendas já pré-definidas com as empresas.

Fonte dos recursos

A maior parte dos recursos iniciais do programa é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que vai entrar com R$ 640 milhões. Os R$ 360 milhões restantes serão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A previsão é de que o lançamento do edital do Inova Telecom ocorra no início de 2014. O programa é uma parceria do Minicom, MCTI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Anatel.

A operacionalização do programa envolve Funttel, Finep e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Inova Telecom integra o Plano Inova Empresa, lançado pelo Governo Federal em março, com um total de R$ 32,9 bilhões para 2013 e 2014.
Dilma quer PNBL com velocidade média de 10 Mbps

Minicom apresentará nova versão do PNBL ao Planalto até março

Tele.Síntese - 19/12/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje, durante solenidade do lançamento do Inova Telecom, que vai destinar R$ 1,5 bilhão a projetos nas áreas de telecom e saúde, que a presidenta Dilma Rousseff quer que a nova versão do PNBL contemple velocidades médias mais altas, se possível de 10 Mbps. "Ela me disse que quer não só a universalização da banda larga, mas que ela tenha velocidade mais rápida e mais qualidade", anunciou ele, durante a solenidade realizada no Centro Renato Archer, em Campinas (SP).

Para fazer a nova versão do PNBL, Bernardo disse que o governo conta com o leilão das frequências de 700 MHz, que deverá ter como contrapartida ampliação da cobertura da banda larga e o aumento da velocidade oferecida. Informou, também, que se for necessário, o governo poderá colocar recursos orçamentários. "Foi isso que me sinalizou a presidenta."

Na avaliação do ministro das Comunicações, o Inova Telecom terá contribuição fundamental para a universalização da banda larga e a oferta de serviço de qualidade em todo o país. "Foi por isso que definimos as tecnologias necessárias à infraestrutura da banda larga como as estratégicas para os projetos que serão desenvolvidos. E incluímos todas as tecnologias, pois o país tem uma grande diversidade de demanda. Temos regiões bem atendidas que precisam da fibra, e áreas onde a transmissão terá que ser feita por rádio e até mesmo por satélite", salientou.

Em seu pronunciamento, também destacou a importância de projetos inovadores para a segurança na internet. "Depois dos episódios de espionagem dos dados de brasileiros, do governo brasileiro e de suas empresas, uma atitude inaceitável pois fere a privacidade das comunicações pessoais, temos que ter sistemas mais seguros", disse, ao explicar o motivo da inclusão dos sistemas de segurança no Inova Telecom.
Visiona fecha acordo para receber satélite

O Vale - 18/12/2013

A Visiona Tecnologia Espacial S/A assinou contratos com as empresas Thales Alenia Space (TAS) e Arianespace, que concordaram em fornecer, respectivamente, o satélite geoestacionário brasileiro e seu lançamento.

O contrato com o fornecedor do satélite também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).
A Visiona é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer, e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro.

O orbitador vai atender às necessidades de comunicação satelital do governo federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa.
O contrato, inclui também um centro de controle e de missão completo e suporte operacional, precedido de um programa de treinamento completo para os operadores brasileiros. Cerca de 30 engenheiros se integrarão à equipe do projeto do satélite.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Telebras firma acordo com instituto paulista para compartilhar rede

Autarquia fez parceria com Instituto Uniemp para troca de conhecimento técnico para desenvolvimento de projetos e pesquisas para infraestrutura de rede.


A Telebras e o Instituto Uniemp, através do grupo Nara (Núcleo de Aplicações em Redes Avançadas, responsável pela ANSP - Rede Acadêmica do Estado de São Paulo), firmaram nesta quarta-feira (18/12) acordo de cooperação técnica. Parceria é para troca de conhecimentos técnicos, informações e apoio nas ações para a cessão e compartilhamento de espaços físicos e de infraestrutura, de capacidades e serviços de telecomunicações.

O objetivo é a integração das redes federais, estaduais e municipais, promovendo maior eficiência e efetividade do gasto público na expansão do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) do Ministério das Comunicações (Minicom) e no desenvolvimento das redes nacionais de ensino e pesquisa, em particular no estado de São Paulo e suas conexões internacionais. E, ainda, na oportunidade conjunta de desenvolvimento de serviços e/ou produtos, entre outros objetivos institucionais da Telebras.

O acordo prevê o desenvolvimento conjunto de estudos, projetos, pesquisas, de bens, novas tecnologias, serviços ou produtos em áreas de interesse comum, particularmente aqueles de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de redes e suas aplicações avançadas para a expansão das infraestruturas e capacidades de telecomunicações e ampliação dos respectivos serviços.

Estabelece ainda assessoria, consultoria, serviços científicos e tecnológicos, além da troca de informações relativas a desenvolvimento, produção, qualificação, homologação, certificação, proteção, registro e comercialização de bens, marcas, patentes, modelos de utilidade, direitos autorais e serviços, além de capacitação e treinamento de recursos humanos e. aprimoramento de processos produtivos.

Caio Bonilha, presidente da Telebras, explicou que o interesse da autarquia em promover parceria com a área acadêmica é desenvolver estudos e projetos para implantação na rede da prestadora de serviços da tecnologia SDN - redes definidas por software e ao protocolo OpenFlow, que leva uma programação simplificada aos dispositivos de rede (switches e roteadores, físicos e virtuais, de diversos fornecedores) através de uma interface padrão.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Universidade assina novo convênio com a Telebras

Parceria prevê instalação da regional sul e contratação de bolsistas e estagiários

PUCRS - 16/12/2013

A PUCRS assinou novo convênio com a Telebras nesta segunda-feira, 16 de dezembro, no Salão Nobre da Reitoria. Estavam presentes o Reitor, Joaquim Clotet, o presidente da estatal, Caio Bonilha, e demais integrantes da Administração Superior. A parceria - que teve início em março com a implantação do Laboratório Telebras Tecnologia no Tecnopuc - prevê agora a cooperação, intercâmbio tecnológico e científico, desenvolvimento de recursos humanos e a realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento, visando a transferência de tecnologia para a indústria nacional.

Segundo Maria Cristina de Castro, coordenadora do convênio e diretora do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações da Universidade, também está prevista a instalação da Regional Sul da empresa no Tecnopuc. Bonilha lembra que a ação faz parte da descentralização: “Este processo é fundamental para a melhoria operacional do nosso trabalho”, complementa. O novo convênio prevê duas vagas permanentes para estagiários de Graduação, estudantes da PUCRS, e também a contratação de dois bolsistas de Pós-Graduação vinculados a projetos de pesquisa em desenvolvimento na Telebras Tecnologia. “Já estamos trabalhando em duas propostas de projetos sob demanda da estatal, ambos inéditos do ponto de vista tecnológico e estratégicos para o país”, diz Maria Cristina.

A rede de referência da empresa no Tecnopuc é única no Brasil e está operando plenamente. No local, são testados todos os produtos de software e hardware utilizados na rede do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), incluindo roteadores, switches, interfaces, rádios, equipamentos de entrada e saída de fibras óticas e aparelhos que medem as condições de tráfego digital.