sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Telebras tem rede segura para o governo, afirma Caio Bonilha

Telebras - 18/10/2013

A Telebras está preparada para fornecer a rede de fibra óptica estratégica para as telecomunicações seguras do governo federal em todo o País. A informação foi dada pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, no encerramento do XIV Seminário Nacional de Telecomunicações, em Curitiba.

Caio informou que a Telebras tem uma rede de fibra óptica de 25 mil km que interliga todas as regiões do País. Essa rede é utilizada no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), ofertando conexão em alta velocidade e baixo custo às regiões mais remotas. Em paralelo, a Telebras também construiu uma rede corporativa de alta capacidade e segurança para atender o governo. Essa rede utiliza só materiais nacionais e garante sigilo total das comunicações, destacou o presidente da Telebras.

Atualmente, a Telebras atende com sua rede estratégica à Presidência da República, ao Ministério da Defesa, ao Ministério das Comunicações, ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, além de outros órgãos do governo, como Exército Brasileiro, Correios, Dataprev e RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.

“Estamos preparados para ampliar esse atendimento aos demais órgãos do governo federal em curto espaço de tempo”, ressaltou o presidente da Telebras, acrescentando que essa rede de fibra óptica de alta capacidade está sendo ampliada com esse objetivo.

Para garantir a segurança da rede, a Telebras trabalha apenas com equipamentos desenvolvidos no Brasil e que não se submetem às leis de outros países, com acompanhamento direto de engenheiros da própria Telebras, “o que permite um tráfego seguro de dados pela rede que atende diretamente o governo federal”, explicou o presidente Caio Bonilha.

Além da rede terrestre, Caio Bonilha explicou que a Telebras está finalizando o processo de aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto conjunto com os ministérios das Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação. Para isso, a Telebras se associou à Embraer e criou a empresa Visiona Tecnologia Espacial S.A, que será a integradora do satélite.

“O Ministério da Defesa vai operar a Banda X, para comunicações militares, enquanto a Telebras vai operar a Banda Ka, para comunicações estratégicas do governo federal e aumento do alcance do PNBL, incluindo Fernando de Noronha, Amazônia Azul e o Pré-sal”, ressaltou Caio Bonilha.

O presidente da Telebras também falou sobre o novo projeto de balões para levar sinal de internet a regiões isoladas do País, enquanto o satélite ainda não estiver em operação. O projeto está sendo desenvolvido pela Telebras em parceria com o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Os balões podem ser içados até uma altura de 300 metros e de lá cobrir áreas dentro de um raio de quase 100 quilômetros. Os testes serão realizados nos dias 12 e 13 de novembro, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, onde o INPE possui uma unidade específica de balões.

Segundo informou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em audiência pública na Câmara dos Deputados, para garantir que a Telebras seja contratada sem licitação pelos órgãos da administração pública direta, o Conselho de Segurança Nacional vai qualificar a conexão dos órgãos do governo como estratégico. Essa foi a solução jurídica encontrada para garantir que a Telebras seja a fornecedora do serviço de dados que chega aos órgãos do governo.
Contra espionagem, comunicação do governo será feita só por rede própria

Em programa de rádio, ministro Paulo Bernardo volta a criticar "abuso" dos EUA

R7 - 17/10/2013

Em resposta às denúncias de espionagem internacional, o Ministério das Comunicações está adotando uma série de medidas para proteger os dados do governo e de segurança nacional. No programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (17), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou que a comunicação entre a presidente Dilma Rousseff e os titulares dos ministérios será feita, a partir de agora, só por uma rede própria do governo federal.

Nós vamos sair da internet porque é vulnerável. Vamos optar pela intranet. As nossas comunicações internas serão feitas pela intranet. As informações do governo serão transmitidas apenas na rede dentro do Brasil. Queremos que os dados agora sejam mantidos aqui no Brasil.

Espionagem abre discussão sobre preparo do Brasil para uma guerra cibernética

O ministro afirma que os Estados Unidos têm acesso fácil aos dados do Brasil, uma vez que os dados são mantidos por lá. Por isso, está trabalhando para a aprovação do marco civil da internet no País.

— Queremos que o tráfego da internet no Brasil seja guardado em nosso território... A internet é bem centralizada nos EUA; tudo que acessamos, Facebook, Twitter, tudo está guardado em território americano. Lá eles acessam quase livremente esses dados e, quando pedimos acesso, dizem que é sigilo.

Paulo Bernardo também reforçou aos radialistas que o governo federal vai ativar um e-mail mais seguro em novembro. O correio eletrônico está sendo desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e vai se chamar Expresso.

Adotando a mesma linha dura de Dilma, o ministro voltou a criticar os EUA pela espionagem de e-mails da presidente e de dados de empresas, como a Petrobras.

— [Foi] um episódio extremamente constrangedor... As respostas dos Estados Unidos não foram boas, mas pelo menos Obama declarou publicamente que a prática de espionar sistematicamente vai mudar. Você espionar a presidente e a Petrobras não tem nada a ver com [legislação contra] terrorismo. Isso é para saber informações sobre reservas minerais. Não podemos nos iludir; tem o problema do terrorismo, mas roubar segredos comerciais não tem nada a ver. É um abuso.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

[Bernardo: “As nossas comunicações serão feitas em uma intranet”]

Só no Minicom, Microsoft vai perder R$ 130 mil por ano

Convergência Digital :: 17/10/2013

Ao explicar as medidas que buscam dar maior segurança às comunicações internas do governo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, calculou que só no Minicom deixarão de ser pagos R$ 130 mil por ano em licenças ao Outlook, da Microsoft, pela substituição pela ferramenta desenvolvida pelo Serpro.

“A gente paga para usar esses sistemas, só no Ministério das Comunicações, em torno de R$ 130 mil por ano pela licença de e-mail, e são poucos funcionários. Com o Serpro, além da segurança vamos economizar”, afirmou Bernardo, que nesta quinta-feira participou do programa Bom Dia Ministro, da EBC.

Além do Expresso – a suíte de comunicações da estatal de processamento de dados –, o ministro lembrou que a administração federal passará a se valer das redes próprias de empresas públicas. “As nossas comunicações serão feitas em uma intranet”, resumiu o ministro.

Segundo ele, outras medidas envolvem a aprovação do Marco Civil da Internet e uma futura lei de proteção de dados pessoais – ainda em elaboração pelo governo. E insistiu na questão de datacenters no país. Queremos que os dados originados no Brasil fiquem armazenados aqui.”
Redes do governo terão caráter de ‘segurança nacional’ para evitar licitação

Convergência Digital :: 16/10/2013

As redes de comunicações do governo vão ser tratadas como questão de segurança nacional e será esse o caminho legal para a contratação direta da Telebras, por exemplo, para fornecer o serviço aos órgãos públicos. A ideia já fora sugerida no desenho original do Plano Nacional de Banda Larga e foi recuperada por conta das denúncias de espionagem.

Daí que o Decreto que estabelece a reestruturação das redes, bem como a obrigação de que os órgãos da administração federal utilizem o ‘e-mail seguro’ do Serpro, tenha que passar primeiro pelo Conselho de Defesa Nacional, como explicou nesta quarta-feira, 16/10, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

“Chegamos a sugerir que a parte que não precisa passar pelo Conselho de Defesa Nacional fosse assinada antes, mas saíra tudo junto. Segundo a Casa Civil, o Conselho vai tratar desse assunto ainda nesta semana”, afirmou o ministro, após participar de audiência pública sobre a Lei das Antenas na comissão especial da Câmara que discute o projeto.

É a mesma lógica que dispensou de licitação o uso da Telebras na operação do satélite geoestacionário – projeto compartilhado com o Ministério da Defesa. Ou seja, pela possibilidade aberta pelo artigo 24 da Lei 8.666/93, que dispensa o procedimento “quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional”.

Cautelosamente, o secretário de Telecomunicações do Minicom, Maximiliano Martinhão, ressaltou que “neste momento esse tratamento será dado somente às comunicações de dados, ficando telefonia fixa e móvel de fora”. Em 2010, quando a Telebras foi reestruturada, as operadoras já se queixavam da possibilidade de o governo deixar de contratar os serviços privados.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Telebras vai resgatar construção de cabo submarino

Tele.Síntese - 16/10/2013

O conselho de Administração da Telebras autorizou esta semana a empresa a voltar a elaborar os estudos para a construção de cabos submarinos, que ligam o Brasil aos demais continentes. Segundo o presidente da empresa, Caio Bonilha, a rota que oferecer maior viabilidade econômica será a escolhida para a primeira construção. O projeto, afirmou o executivo, será feito obrigatoriamente com uma operadora estrangeira, para assegurar que não haverá problemas com as licenças de funcionamento no ponto estrangeiro.

A construçao de cabos submarinos, prevista no planejamento inicial da estatal foi paralisada no ano passado, quando foram retiradas as dotações orçamentárias para este projeto. Naquela época, explicou o executivo, o governo federal, que é o controlador da empresa, entendeu que era preciso priorizar a construção do bacakbone em território brasileiro. O executivo não disse, mas o corte no orçamento se deve ao forte arrocho monetário implementado pelo Ministério da Fazenda, que se repetiu este ano.

Conforme Bonilha, quando a Telebras foi reconstituída, foi planejada a construção de cinco cabos submarinos: a rota Fortaleza/Estados Unidos; a Fortaleza/Europa; a Fortaleza/África; a Fortaleza/Rio de Janeiro e Rio de Janeiro/Cone Sul. A rota Brasil África continua a ser tocada, porque ela está sendo toda construída pela Angola Cable, e a Telebras vai só participar com a conexão de Fortaleza.

Para Bonilha, a construção de cabo próprio irá possibilitar à Telebras comprar capacidade de internet (de banda larga IP) em mercados externos cuja oferta é bem menor do que no mercado brasileiro. "Lá fora, posso comprar megabit a menos de três dólares", afirma. Com acesso a este mercado, a Telebras pode continuar a reduzir os preços de sua oferta para os pequenos provedores, dentro do PNBL - Plano Nacional de Banda Larga.

PNBL
Bonilha tem, por sinal, uma avaliação bem mais otimista do que o mercado sobre os resultados do PNBL. "Entre 2011 e 2013, a banda larga fixa passou de 18 milhões para 22,4 milhões. É um aumento de 4,4 milhões de novas linhas. E o PNBL vendeu 2,5 milhões de linhas, ou 50% do mercado total. Isto não pode ser considerado um resultado ruim", concluiu.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

[Telebras será a grande fornecedora de serviços de Telecom para o governo]

Dilma manda governo usar e-mail do Serpro e rede estatal


A presidenta Dilma Rousseff deve assinar nos próximos dias um decreto que substitui os programas de e-mail de toda a administração pública federal – que hoje na sua maioria utiliza o Outlook, da Microsoft – pelo Expresso, desenvolvido pelo Serpo. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. "Vamos trocar o sistema que nós usamos. Aqui é o Outlook da Microsoft. Já avisamos que não vamos renovar a licença", declarou ele.

Segundo Bernardo, o decreto será finalizado nesta segunda, 14, e a sua assinatura dependerá apenas da agenda da presidenta. Durante o domingo, a presidenta Dilma já deu sinais da substituição. "Determinei ao Serpro implantação de sistema seguro de e-mails em todo governo federal. Essa é a primeira medida para ampliar privacidade e inviolabilidade de mensagens oficiais. É preciso mais segurança nas mensagens para prevenir espionagem", escreveu ela em seu perfil no Twitter.

De acordo com o ministro Paulo Bernardo, o Ministério do Planejamento vai estabelecer um calendário para a substituição das soluções usadas por cada ministério pelo Expresso, desenvolvido pelo Serpro. Segundo o ministro, a versão 3 do programa está disponível a partir de novembro. Os recursos economizados nas licenças hoje pagas à Microsoft deverão ser direcionados ao Serpro para investir no aperfeiçoamento dessa e de outras soluções. A migração não atinge as empresas públicas, como a Petrobras, por exemplo.

Rede

O decreto em questão terá impacto também nos fornecedores de rede da administração pública federal. Segundo o ministro, toda administração pública federal deverá substituir os seus atuais fornecedores por uma solução "governamental", seja da Telebras, da RNP ou da Dataprev. E o prazo para isso acontecer, segundo o ministro, é curto. "A presidenta tinha falado até o segundo semestre do ano que vem para fazer a implantação gradativa", diz ele.

O fornecimento de infraestrutura para os órgãos do governo é uma atribuição clara da Telebras, dada pelo Decreto 7.175 que revitalizou a empresa em 2010. Segundo este decreto, cabe à Telebras implantar a rede privatiza de comunicação da administração pública federal. Acontece que de lá para cá o governo nunca se esforçou para colocar em prática essa atribuição, além de terem surgido questionamentos jurídicos sobre o decreto dar poder aos órgãos para contratarem a estatal por dispensa de licitação. Além disso, na Lei Geral de Telecomunicações (LGT) – que não foi revogada – a Telebras continua sendo apenas uma holding destinada à controlar as subsidiárias que prestam o serviço. Apesar da controvérsia, pelo menos dois órgãos do governo já contrataram a Telebras por dispensa de licitação, a Presidência da República e o Ministério da Defesa.

Com as denúncias de espionagem, o governo retoma a ideia inicial de usar a rede da empresa para prestar serviços para o próprio governo. Em relação às questões jurídicas, Paulo Bernardo afirma que o decreto vai tratar do assunto. "Isso vai estar incluído", diz ele.
Balões levarão internet a áreas remotas

Projeto foi feito com tecnologia nacional após parceria entre Telebrás e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que agora trabalham com cronograma que prevê os primeiros testes para novembro e aplicação dos modelos para o mercado até 2015


SÃO PAULO – Na última semana, quando representantes da Google aterrisaram em Brasília para apresentar o projeto da empresa de usar balões para levar sinal de internet e telefonia a regiões isoladas do País, eles não sabiam, mas o assunto não era novidade. Em maio, o governo brasileiro acatou proposta formulada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), especialista em balões, e da Telebrás, responsável pela estrutura de internet no Brasil, de fazer exatamente o mesmo. Desde então, sem alarde, o governo contatou empresas brasileiras da área e já agendou o primeiro teste de transmissão de dados para o início de novembro.

“Usaremos um protótipo feito pela Altave, uma empresa de São Jose dos Campos”, disse o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. “Vamos usar equipamentos ‘de prateleira’, ou seja, teremos que nos adaptar ao que vier. Depois, vamos definir os parceiros que farão um modelo nosso, adequado para o que queremos.” Sem se referir ao Google, Bonilha disse que o governo costuma “privilegiar” empresas nacionais e que evitam ao máximo importar equipamentos de eletrônica (“pesa na nossa balança comercial”), mas defendeu a plena competição, a fim de se chegar a um produto de melhor qualidade.

Independentemente de qual fabricante for escolhido, a intenção de levar conexão à áreas rurais distantes dos grandes centros é muito bem vista pelo governo. “O custo é muito menor do que o de uma torre de transmissão. A instalação é mais fácil e o alcance é maior”, disse o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (Minicom), Maximiliano Martinhão. Em geral, torres usadas em telecomunicações chegam a até 70 m de altura; já os balões podem ser içados até uma altura de 300 m e de lá cobrir áreas dentro de um raio de quase 100 km. “Poucas estruturas dessas cobrem uma área rural ampla, sem grandes gastos e de forma ágil”, pontua.

Pelo cronograma do governo, os testes serão realizados nos dias 12 e 13 de novembro, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, onde o INPE possui uma unidade específica de balões. Lá, um balão ora fixado na terra, ora ancorado em um automóvel em movimento, emite sinal de internet para a prefeitura local e para uma escola.

A fabricante do balão deste projeto é também a Altave, startup formada há dois anos por dois engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Um deles, Bruno Avena de Azevedo, fez mestrado em um dos laboratórios da NASA e aprofundou suas pesquisas com balões para exploração planetária. Os sistemas da empresa equipados com câmera já foram utilizados pela Polícia Militar carioca durante o Carnaval e a Copa das Confederações.

“Trabalhamos experimentalmente com gás hidrogênio e estudamos formas de alimentar o balão por mais tempo. Hoje, a carga dura uma semana”, contou Azevedo. “Por isso, recebemos financiamento da Fapesp para pesquisar formas de prolongar esse período em áreas de zonas remotas e pretendemos aplicá-las assim que concluirmos o projeto, provavelmente daqui a um ano.”

Segundo Azevedo, o projeto já é viável hoje. Sua empresa chegou a fazer testes simulando a oferta de serviços de telecomunicações a partir de balões em caso de grandes desastres. “Isso já está maduro, mas depende do Ministério definir o que exatamente vai querer”, diz.

Após a realização dos testes, as etapas seguintes para o governo serão definir o modelo mais adequado, as empresas participantes que desenvolverão o protótipo “pré-industrial” (provavelmente até 2014) e, caso seja aprovado, o desenvolvimento do produto final para o mercado (em 2015). “Vamos fazer essa apresentação piloto e ver se a ideia realmente é válida. Depois, faremos pilotos mais completos, em geografias diferentes. Se tivermos sucesso, montaremos uma política para balões no Brasil”, garantiu Martinhão.

“O balão vai ampliar a área de cobertura a partir de onde conseguimos chegar com rede terrestre, como as regiões de fronteira”, diz Bonilha. “O que faltar, atenderemos com satélite. O objetivo é cobrir o Brasil todo e estamos bem próximos.”










Correio eletrônico protegido do governo federal será ativado em novembro

Agência Brasil - 14/10/2013

Brasília – A implantação de um sistema de correio eletrônico capaz de proteger as mensagens do governo terá início em novembro, informou hoje (14) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A determinação partiu da presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de assegurar a inviolabilidade de e-mails oficiais e prevenir espionagem.

O serviço ficará a cargo do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que desenvolve um programa de computador (software) há algum tempo. Na última quinta-feira (10), Paulo Bernardo foi chamado pela presidenta para uma reunião, na qual manifestou o interesse em expandir o sistema. Em um primeiro momento, o novo e-mail será obrigatório para todos os órgãos da administração pública federal.

“A presidenta Dilma pretende fazer disso [a adoção do sistema de correio eletrônico desenvolvido pelo Serpro] uma regra na administração pública federal. Vamos transformar a determinação em um decreto a ser assinado por ela. O Serpro, inclusive, está fazendo a revisão do programa do computador, para apresentar uma versão nova. Em novembro, provavelmente, ele estará operacional”, disse hoje o ministro Paulo Bernardo.

De acordo com o ministro, o decreto ficará pronto hoje. “Claro que temos de ver a agenda da presidenta [para agendar a assinatura], e claro que a Casa Civil vai querer examinar o teor do decreto. Mas acredito que ele deve ser assinado nos próximos dias. Se for a decisão dela, há condição de ser assinado nesta semana”.

A troca do sistema atual de e-mails, que é fornecido pela Microsoft, pelo do Serpro – chamado Expresso – resultará em economia para os cofres públicos. A constatação levou o ministro Paulo Bernardo a conversar, com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, sobre o uso de pelo menos parte dos recursos economizados para investimentos na melhoria deste e de outros sistemas desenvolvidos pelo Serpro.

Para dar mais segurança à comunicação entre seus órgãos, o governo pretende usar principalmente a rede da Telebras. Mas poderá usar, também, outras redes públicas, como a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), e a do próprio Serpro.

Vamos fazer uma combinação das redes e montar uma mais segura para o governo. Temos redes que vamos integrar. E tem lugares onde não existe rede. Então, teremos de construir mais para suprir isso”, acrescentou o ministro.

A implantação será feita na medida em que os órgãos estejam prontos do ponto de vista técnico. Um dos primeiros a adotar o novo sistema será o Ministério das Comunicações. “Isso deve acontecer nos próximos dias porque estávamos nos preparando. Para os outros ministérios, estamos propondo que o Ministério do Planejamento faça um calendário. A presidenta quer tudo concluído até o segundo semestre do próximo ano. Temos, então, praticamente um ano para fazer a implantação gradativa”, informou Paulo Bernardo.

“Nós julgamos que teremos, como vantagem, a de cumprir com as obrigações de país civilizado e não deixar que as contas de e-mails sejam devassadas e invadidas. Até porque uma das coisas fundamentais em correspondências, inclusive das correspondências eletrônicas, é que as pessoas tenham direito a ter uma comunicação com privacidade e com proteção de sigilo”, acrescentou.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Novo sistema de e-mails vai 'livrar governo da espionagem', diz Serpro

Segundo presidente do órgão, toda tentativa de invasão será identificada.
Tecnologia deverá ser instalada na Presidência em novembro deste ano.


O presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni, afirmou nesta segunda-feira (14) que o novo sistema de e-mails desenvolvido pelo órgão para proteger dados será capaz de “livrar o governo completamente da espionagem”.

De acordo com ele, uma tecnologia chamada Expresso V3 e desenvolvida pelo órgão - que presta serviços de Tecnologia da Informação e Comunicações para o setor público - é capaz de identificar quaisquer tentativas de acesso ilegal de informações.

Todo o tráfego de dados ocorrerá em servidores do Serpro e por fibras óticas de empresas públicas, como a Telebrás, sem uso de redes estrangeiras.

“O uso do Expresso na comunicação, nos sistemas de comunicação do governo, livra o governo completamente da espionagem”, afirmou. O anúncio de instalação da nova tecnologia de e-mails ocorre após revelações, pelo programa Fantástico, de que o governo dos EUA espionou a Petrobras e a presidente Dilma Rousseff e de que o Canadá espionou o Ministério de Minas e Energia.

Com o objetivo de evitar o acesso de comunicações do governo brasileiro por outros países, a própria presidente determinou que o Serpro desenvolvesse uma tecnologia segura de transmissão de informações pela internet.

Mazoni afirmou que o Expresso V3 será implantado a partir de novembro, primeiramente na Presidência da República. O sistema é uma atualização de outra tecnologia de internet desenvolvida pelo órgão, o Expresso V2, já utilizado por 20% do governo federal.

Tecnologia
Com esse software, a conexão à internet, troca de e-mails e videoconferências ocorrem por uma rede interna, o que deve dificultar o acesso de espiões às mensagens trocadas pela presidente, ministros e funcionários públicos. Já os e-mails enviados por autoridades a terceiros serão criptografados, ou seja, são protegido por uma série de códigos.

O acesso ao sistema de e-mails e internet pela presidente e ministros ocorrerá por certificado digital também desenvolvido pelo Serpro. O objetivo é evitar o uso de computadores e dados por quem não possui autorização.

Esse programa é seguro e roda exclusivamente dentro do nosso sistema. Todos os nossos clientes estão hospedados na nossa infraestrutura. Temos controle do tráfego. Tudo é auditável e dominamos completamente os códigos. Nossa infraestrutura nós garantimos que não há invasão”, disse o presidente do Serpro.

O sistema interno de tráfego de dados foi desenvolvido em 2004 e implantado em órgãos federais em 2007, como no Ministério da Fazenda e na Receita Federal. No entanto, a Presidência da República e demais pastas nunca optaram por essa tecnologia, apesar das maiores garantias de segurança.

"Nunca se preocupou com o fato de que essas ferramentas de comunicação pudessem criar tanta possibilidade maliciosa de uso. Saber que tecnologias precisam ser auditadas, se sabe. A nossa preocupação maior [no uso de tecnologia própria] era com sigilos", disse.

De acordo com Mazoni, a presidente Dilma utilizava o Outlook, programa de e-mail que pertence à empresa norte-americana Microsoft. O Ministério de Minas e Energia, que também foi alvo de espionagem, não utilizava a tecnologia do Serpro.

“Os softwares desenvolvidos nos Estados Unidos seguem a legislação americana que determina a entrega de dados caso sejam solicitadas pelo governo norte-americano”, explicou o presidente do Serpro.

Marcos Mazoni afirmou ainda que o sistema anterior, o Expresso V2, já se mostrava eficiente contra invasões, especialmente na proteção de dados de Imposto de Renda. “Temos tentativa de invasão todo ano de dados do Imposto de Renda e sempre são evitadas."

Economia
De acordo com o Serpro, o uso da tecnologia trará economia, já que não haverá cobrança para o tráfego de dados e uso dos servidores. Segundo Marcos Mazoni, só a licença para uso do servidor de internet custa cerca de R$ 80 por e-mail.

“Teremos redução de custo, porque se você não vai mais usar softwares que necessitam licença. A cada usuário, o governo tem que gastar 80 reais por licença, fora a operação. Se temos em torno de 1,8 milhão de funcionários públicos, estamos falando em alguns milhões de reais que não serão gastos em licença”, disse.
Com mais de três anos de atraso, governo promete rever redes de comunicações

Convergência Digital :: 14/10/2013

Paralelamente ao e-mail seguro, via Serpro, o governo federal voltou a sinalizar a reestruturação das redes da administração federal, o que envolve a própria estatal de TI mas especialmente a Telebras. O objetivo é, da mesma forma, buscar a inviolabilidade das comunicações internas.

Na prática, trata-se de um movimento atrasado – não apenas em relação às denúncias de espionagem que já se acumulam desde junho, mas especialmente pelo que o próprio governo já tinha previsto há três anos, quando reativou a Telebras para tocar o Plano Nacional de Banda Larga.

Não custa lembrar que no Decreto 7175/2010, que instituiu o PNBL, a primeira missão determinada à recuperada Telebras era exatamente dotar o governo federal de uma rede de comunicações segura. Era esse o principal argumento do idealizador da rede, Rogério Santanna, que acabou dispensado no governo Dilma.

Essa ideia voltou a ganhar importância com as denúncias de que nem as comunicações da presidenta escaparam da espionagem. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o mesmo Decreto que fará o e-mail do Serpro compulsório no governo também atacará a contratação direta das estatais.

“Essa questão também será tratada no Decreto, que deve estar pronto ainda hoje, mas que ainda deverá passar pela Casa Civil. Vamos usar a Telebras, mas também há a rede do Serpro, da Dataprev”, disse Paulo Bernardo. “Vamos resolver as contratações”, repisou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

O atraso no maior controle sobre as redes de governo é em parte creditado a esse conflito interno na administração, qual seja, de a Telebras – e mesmo o Serpro para além da Receita Federal – poder ser contratada diretamente, sem a necessidade de passar por processo licitatório. O Decreto deve sanar esse ponto.
Sai logo decreto que vai liberar uso das redes de telecom das estatais e obrigar e-mail do Serpro por todo o governo federal

Tele.Síntese - 14/10/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que envia hoje para a Presidência da República a minuta de decreto que vai estabelecer a obrigatoriedade do uso de ferramentas das empresas estatais para as comunicações de toda a administração direta do governo federal. Entre as medidas, estará a liberação para a contratação direta de qualquer rede de telecomunicações das atuais empresas estatais - Telebras, Dataprev, Serpro e mesmo a RNP (Rede Nacional de Pesquisa). Também será obrigatório o uso do e-mail desenvolvido pelo Serpro, o Expresso, por todos as entidades do Poder Executivo. Segundo o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, o governo vai economizar R$ 100 por usuário com o fim do pagamento da licença. O principal fornecedor ao governo é a norte-americana Microsoft.

Conforme Paulo Bernardo, as regras passarão a ser obrigatórias para toda a administração direta (que inclui as autarquias e fundações), mas não precisará ser seguida pelas empresas estatais ou bancos estatais (como Petrobras ou Banco do Brasil). O decreto irá estabelecer um prazo para a migração de todos os sistemas do governo para o sistema do Serpro, que irá lançar uma nova versão em novembro deste ano.

Segundo o presidente do Sepro, a versão 3 (V-3) do Expresso, que será armazenada na nuvem, já está pronta, mas ele adimite que o ideal é que rodasse em uma rede governamental, principalmente usando a infraestrutura da Telebras. Mas para reduzir os efeitos de potenciais backdoors, existentes em roteadores estrangeiros, a ideia é utilizar a tecnologia openflow, que retira a inteligência dos equipamentos. Ele acredita que em seis meses pode atender a todos os ministérios.

Mazoni ainda não tem uma avaliação de custos, mas como a solução já está pronta e é baseada em software aberto, não será muito significante. Em compensação, os ministérios deixarão de pagar R$ 100 por cada licença, assinalou.

Construção de rede
O ministro afirmou que, no tocante às redes de telecom, onde não houver infraestrutura para aportar as comunicações de todo o governo federal, ela será construída. E a ideia é transferir uma parte dos recursos que serão economizados com as licenças para as estatais aprimorarem seus sistemas. Ele reconhece que mesmo esses sistemas não estarão totalmente protegidos de espionagem, mas pelo menos o governo "vai ter a certeza que as informações não foram abertas espontaneamente para outro governo".

domingo, 13 de outubro de 2013

E-mails do governo serão protegidos por novo sistema, diz Dilma no Twitter

'Esta é a primeira medida para ampliar a privacidade e a inviolabilidade de mensagens oficiais', afirmou a presidente em sua conta no microblog


A presidente Dilma Rousseff disse neste domingo que o governo vai criar de um sistema nacional de e-mail criptografado para evitar que autoridades nacionais sejam alvo de espionagem. A determinação foi dada ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda.

"Esta é a primeira medida para ampliar a privacidade e a inviolabilidade de mensagens oficiais", afirmou a presidente, em sua conta oficial no Twitter. "É preciso mais segurança nas mensagens para prevenir uma possível espionagem."

O sistema será desenvolvido pela Serpro em parceria com os Correios e terá uso obrigatório no governo. O Ministério das Comunicações deve começar a testá-lo ainda neste mês. A Serpro e os Correios também estudam o lançamento de um serviço público e gratuito de e-mail seguro para a população.

Outras medidas para dar segurança às informações têm sido desenvolvidas em sintonia com o Planalto. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) criou e está agora aprimorando telefones fixos e celulares que transmitem sinal criptografado e dificultam a decodificação de conversas sigilosas. Apesar da dificuldade de usá-los, mais assessores e ministros pediram à agência para receber os aparelhos.

A Abin também apresentou ao Palácio do Planalto uma espécie de pen drive que cria áreas seguras em computadores, dispositivos e sistemas. Os documentos criados nesse ambiente são automaticamente criptografados e podem ser enviados pela internet com segurança.

O governo também quer comprar um satélite geoestacionário próprio, por meio da Telebrás. Hoje, dados, telefonia, sinais de TV paga e comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, privatizada em 1997 e, atualmente, nas mãos da Claro, do empresário mexicano Carlos Slim.

O satélite e a tecnologia serão fornecidos pelo grupo franco-italiano Thales Alenia Space. A Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer, será a responsável pela montagem do satélite, e a tecnologia ficará a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB). Ao custo de cerca de US$ 600 milhões, ele deve entrar em órbita em 2016.

No mês passado, reportagens do jornalista Glenn Greenwald mostraram que a presidente Dilma Rousseff foi objeto de monitoramento direto da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). O órgão invadiu telefonemas e e-mails enviados por Dilma a seus assessores, além de mensagens trocadas entre ela e o atual presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. O repórter se baseou em documentos revelados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden.

Dilma cobrou esclarecimentos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Insatisfeita com as explicações, ela decidiu cancelou a visita oficial que faria ao país neste mês.
Projeto-piloto vai usar balões para levar internet à Amazônia em 2014

Conexão MiniCom - 09/10/2013

A empresa Google solicitou ao governo apoio na implementação de um projeto-piloto que utiliza balões para levar internet a áreas remotas. A idea é testar a tecnologia na região da Amazônia brasileira ainda no primeiro semestre de 2014. A iniciativa foi apresentada na tarde desta quarta-feira ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pelo vice-presidente mundial de Inovação do Google, Mohammad Gawdat.
09 10 13 Google MG 9596Da esq para a dir: VP mundial de Inovação do Google, Mohammad Gawdat; diretor-geral do Google Brasil, Fabio Coelho; e ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (Foto: Herivelto Batista)
Pelo modelo, já testado na Nova Zelândia, um conjunto de balões fica posicionado a cerca de 19 km do solo. Os balões seguem um movimento ordenado de rotação sobre determinada área de cobertura, de modo que o sinal nunca seja interrompido. Eles desempenham o papel de torres, ao emitirem o sinal de internet para equipamentos localizados em terra firme.

"A Amazônia é uma área muito extensa, com cerca de 4 milhões de km² e 15 milhões de habitantes. Este projeto tem nosso total apoio e certamente contribuirá de forma significativa para ampliar o acesso à internet em uma região onde é difícil chegar com tecnologias tradicionais", afirmou o ministro Paulo Bernardo.

Ainda de acordo com Bernardo, o governo está empenhado em achar soluções que atendam a demanda por infraestrutura de telecomunicações em áreas isoladas e, ao mesmo tempo, tenham custos razoáveis. A Telebras, que está construindo uma rede de fibras ópticas na região Norte, poderá ser parceira do projeto, alugando capacidade para o Google.

Confira, nos vídeos abaixo (com áudio original em inglês e opção de legenda em português), como funciona o projeto: