sexta-feira, 23 de agosto de 2013


Telebras esclarece erro em ata do Conselho de Administração

Genildo Lins não foi eleito presidente do conselho de administração da estatal, ao contrário do que informava a ata da 337a reunião disponibilizada para a CVM


A Telebras esclarece que o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, não foi eleito presidente do conselho de administração da estatal, ao contrário do que informava a ata da 337a reunião disponibilizada para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última, quinta, 22.

De acordo com a retificação apresentada nesta sexta, 23, foi publicado no site da CVM um "rascunho" da ata da reunião que citava incorretamente a eleição de Genildo Lins para presidente do conselho de administração.

"Na verdade, essa informação não procede. Genildo Lins foi eleito membro do Conselho, conforme consta na ata original da 377ª Reunião, enviada à CVM no dia 6 de agosto. O Conselho de Administração da Telebras continua sendo presidido por Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações", diz a nota da Telebras.
Satélite geoestacionário vai ampliar capacidade de cobertura das comunicações militares

Ministério da Defesa - 23/08/2013

O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC, a ser lançado pelo Brasil, vai possibilitar o aumento da capacidade de cobertura das comunicações das Forças Armadas.

O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).

Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.

A expectativa do MD é que o satélite seja lançado em agosto de 2016. Esta semana, o Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) anunciou a indicação das empresas Thales Alenia Space (TAS), para fornecimento do satélite, e da Arianespace, para o lançamento do artefato. Foram analisadas três propostas: Mitsubishi Eletric Corporation, Space System/Loral e Thales Alenia Space.

De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério das Comunicações e pela Telebras, o processo de escolha pelo Comitê Diretor levou em consideração os seguintes critérios de análise: solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. O Comitê é composto por representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Comunicações e do Ministério da Defesa.

O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.

Para o presidente da Visiona, Nelson Salgado, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.

Centros de controle

Outro fator considerado importante pelo MD é que os centros de controle – principal e reserva – do satélite geoestacionário ficarão em Organizações Militares (OM) e operados conjuntamente pela Defesa e pela Telebras. Atualmente, os satélites alugados têm seu centro de controle em uma área da Star One, no estado do Rio de Janeiro.

Banda larga e Visiona

O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.

A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer (51%) e Telebras (49%), controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona deverá também se capacitar como uma futura empresa integradora e mesmo fornecedora de novos satélites no mercado brasileiro.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Satélite garantirá comunicações mais seguras, afirma Caio Bonilha

Telebras - 21/08/2013

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, destacou o papel estratégico da empresa para assegurar uma comunicação segura aos governos federal, estaduais e municipais, e também à defesa brasileira, em tempos de espionagem e captura de dados de brasileiros por parte da agência de segurança dos Estados Unidos. A observação foi feita em palestra no 19º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública (Conip), em São Paulo, nesta terça-feira (20).

Caio informou sobre a conclusão da licitação internacional do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Explicou que a Visiona, joint-venture entre a Telebras e a Embraer, está negociando os contratos com a Thales Alenia, escolhida para construção do satélite, e a Arianespace, que cuidará do lançamento.

O projeto SGDC, destacou Caio, é fundamental para a segurança das telecomunicações do País. A banda X do satélite será usada pela Defesa para tráfego de informações militares, enquanto a banda Ka será utilizada pelo governo e pela Telebras para utilização de comunicação segura e para levar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) aos municípios mais distantes do País e com dificuldade de chegar com uma rede de fibra óptica terrestre. “Todas as informações serão encriptadas, o que garantirá mais segurança”, ressaltou.

Caio também destacou a ampliação do PNBL nas regiões mais remotas do País, principalmente nos Estados da região Norte. Entre os projetos prioritários da Telebras está o Projeto Rede Norte, que consiste em levar banda larga a oito Estados das regiões Norte e Centro-Oeste: Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, com uma cobertura em 179 municípios, beneficiando uma população de mais de 10 milhões de pessoas.

O presidente da Telebras ressaltou também os contratos e parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais, que proporcionam a ampliação da rede de fibra óptica e a sua chegada aos municípios mais distantes.

Ele informou que atualmente o backbone da Telebras chega a 25 mil km, sendo 15 mil em operação e outros 10 mil em fase de conclusão, e atende a todas as regiões do País.
President and CEO, Telebras, Brazil: “There is an unbalanced relationship between content providers and telcos”

Telecoms - August 21, 2013 Written by Benny Har-Even

Caio Bonilha, President and CEO, Telebras, Brazil is taking part in a panel discussion on the advantages of SDN and OpenFlow on Day One of the Broadband World Forum, taking place on the 22nd – 24th October 2013 at the RAI Exhibition and Convention Centre, Amsterdam. Ahead of the show we speak to him about his role, and where telcos fit in the cloud services arena.

What drives you on a day-to-day basis in your role as head of Telebras?

I would say my two main drivers are to create value for shareholders in any decision making process and at the same time observe the rules of GRC (Governance, Risk Management and Compliance).

What would you fundamentally like to change about the broadband industry if you could?

The relationships between the industry players. Today, there is an unbalanced relationship between content providers and telco providers. We are working hard to solve this puzzle.

How can you convince enterprises that telcos are really the best place to come for cloud services?

The telecom industry is proven as a reliable and cost-effective service provider and there is no doubt that it´s capable of extending this reliability to cloud services.

What impact will SDN and OpenFlow have on cloud computing?

We expect these technologies to increase operational efficiency and have a direct impact in delivering more cost-effective and reliable cloud services.

What are your personal current favourites in terms of smartphones and tablet devices?

Personally, I’m an Android man.

What are you most looking forward to by attending the Broadband World Forum?

The exchange of ideas and discussions with telecom experts on important subjects such as SDN, CDN and cloud computing.







terça-feira, 20 de agosto de 2013

Apresentação de Caio Bonilha, presidente da Telebras, no CONIP 2013 (trecho)

CONIP - 20/08/2013


Telebras informa que já chega a 1.146 pequenos e médios provedores

Teletime - 20/08/2013

O Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) é um dos principais motores para o fornecimento de infraestrutura da Telebrás, que afirma já ter chegado a uma base de 1.147 pequenos e médios provedores no País, em um universo de mais de 4 mil empresas registradas na Anatel. O presidente da estatal, Caio Bonilha, afirma que a capacidade total do backbone é de 500 Gbps, em uma rede que atualmente conta com 10 mil km de fibra. "O total vai ultrapassar os 30 mil km (em um futuro próximo), mas não é suficiente para nossas necessidades", declarou ele durante palestra no Conip 2013 em São Paulo.

Para tanto, a Telebrás tem promovido investimentos específicos, como o linhão para a cobertura da região Norte (que cobrirá cerca de 200 municípios nos Estados do AC, AM, AP, MT, PA, RO, RR e TO) e a rede construída para a Copa das Confederações. "Expandimos essa rede de 40 Gbps para 60 Gbps, com alguns lugares com lambdas de até 100 Gbps", detalha. Segundo Bonilha, o aumento da capacidade tem como justificativa o crescimento do consumo do tráfego em cinco vezes até 2016. Outra ideia será complementar essa infraestrutura com a operação da banda Ka no satélite geoestacionário brasileiro.

Com a nova Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) e o PNBL, a Telebrás afirma ter ajudado a dinamizar o mercado ao concorrer com as incumbents. "O preço pode não ter caído, mas a velocidade da conexão tem subido", declara Bonilha. A empresa diz que as ofertas de velocidade acima de 2 Mbps no mercado nos 12 meses a partir de junho de 2012 subiu 110%, enquanto as de menos de 512 Kbps caíram 30%. Segundo ele, o PNBL é responsável por 64% dos novos assinantes de banda larga fixa no País.

Mas Caio Bonilha reclama da dificuldade de implantação de redes, como na Marginal Tietê, em São Paulo, e na capital fluminense. "É complicado no Rio de Janeiro, cada quilômetro é um projeto, e isso gera um custo altíssimo", relata. O vandalismo também não ajuda. "Tem locais que você implanta rede (de fibra) e alguém 'desimplanta' porque acha que é cobre, que é valioso".

Alternativas

A rede da Telebras também pode ser utilizada para outros fins. A empresa oferece a infraestrutura para a Rede Nacional de Pesquisas (RNP) e pretende fazer o mesmo para a iniciativa do Wi-Fi em praças públicas na cidade de São Paulo. "Está dentro de nossa competência. Temos uma rede que não tem a capilaridade de uma incumbent (na capital), mas colocamos à disposição a banda larga no atacado com preço competitivo", explica.

Outra possibilidade seria servir de backhaul para pequenas e médias operadoras móveis, um mercado quase inexistente no País. Bonilha sugere que a Anatel abra nova frequência licenciada para essas empresas. "Eu acho que poderia ofertar parte do 3,5 GHz para essas pequenas e médias, além de prefeituras. Poderia ser para serviços em um mix de móvel e fixo", avalia. A Telebrás entraria na infraestrutura para viabilizar o negócio. "Nosso backhaul tem um mínimo de 100 Gbps de capacidade, enquanto tem operadoras que têm 2 Mbps, 4 Mbps. Ofertamos um produto que cria uma VPN da rede da ERB (estação radiobase) até a central da operadora dentro da rede da Telebras", explica.
Telebras e Visiona deverão assinar contrato do satélite no começo de setembro

Teletime - 20/08/2013

A Telebras está atualmente trabalhando nos termos do contrato do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro e, de acordo com o presidente da empresa, a assinatura do acordo está sendo negociada com a Visiona, joint-venture com a Embraer, e deverá acontecer em breve. "Estamos em negociação, não temos data ainda. Queremos ver se até o começo de setembro a gente assina", disse ele a este noticiário após palestra no 19º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública (CONIP), em São Paulo, nesta terça-feira, 20. "Tem um ritual de uma empresa pública, não podemos fugir dele", disse, mencionando a Lei 8666/93, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos. As empresas escolhidas foram a Arianespace para lançamento e a francesa Thales Alenia Space para construção do artefato.

Durante a palestra, Bonilha justificou o lançamento do SGDC ao criticar a privatização de satélites estatais com a privatização da Embratel em 1998, patrimônio transferido para a Star One, operadora hoje do grupo mexicano América Móvil, que também controla a Claro e a Net. "Informações essenciais do Brasil, inclusive militares, passam através disso", reclama o executivo. A privatização, diz ele, ocorreu "de uma forma até irresponsável". Com a entrada em operação do novo satélite, o governo brasileiro volta a ter controle sobre essa infraestrutura. "Estamos resgatando com esse projeto a independência do Brasil nesta estratégia".

O presidente da Telebras garante que a preocupação com a segurança é um ponto importante no projeto. O governo irá controlar a banda X para defesa e a banda Ka para dados. "Todas essas comunicações podem e vão ser 'encriptadas' entre os gateways, que são os pontos de comunicação entre o satélite e a rede terrestre da Telebras, e as CPEs (terminais de usuário)", detalha. As informações usarão algoritmos de criptografia desenvolvidos pelo Governo Federal.

A questão da segurança foi levantada mais de uma vez e Caio Bonilha se defendeu ao afirmar que a Telebras já tinha conhecimento da prática de instalação de backdoors promovida pelo governo norte-americano no programa CALEA. "Tínhamos em 2010 a consciência da segurança de rede", afirma. "Para uma estatal como a Telebras, destinada à ampliação e construção de redes, sempre foi uma dor de cabeça. Desde o começo evitamos o problema ao priorizar equipamentos da indústria nacional", justifica.