sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Telebras quer internet em todos os municípios até o final de 2014

Banda larga já chegou a 2,8 mil municípios

Consegi 2013 - 14/08/2013

Cerca de 2,8 mil municípios brasileiros já contam com o serviço de banda oferecida pela Telebras. A empresa oferece internet com 1 Mbps a R$ 35 nessas cidades e tem como meta chegar em todas as demais até 2014. Esses dados foram divulgados pelo secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, em debate na tarde de ontem, 13, no Consegi.

O representante da Telebras, Paulo Kapp, apresentou os gaps de mercado e objetivos da Empresa. Dentre eles, a ampliação da cobertura, inovação tecnológica, a construção de política produtiva e tecnológica e a redução do preço de banda larga. Mencionou o chamado efeito Telebras, que é o barateamento do serviço de banda larga nos mercados onde há presença da empresa.

De acordo com Kapp, serão investidos 628 mi no plano. Desse total, 320,6 mi já foram executados, restando 307,7 mi a investir. Até agora, o montante investido permitiu um aumento de 64% de novos assinantes através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo a Telebras, em 2017 o Brasil deve ultrapassar 42,6 milhões de conexões e a banda larga 2.0 (com velocidades de 2 Mbps ou mais) deve representar 73,5% das conexões fixas. Nesse cenário, os acessos móveis devem contribuir com 31% do total de conexões. “A contínua oferta do serviço ajudará positivamente para essa expansão”, afirmou Kapp.

55% dos lares uruguaios possuem internet de alta velocidade
No debate, Carolina Cosse, presidente da Antel, a empresa estatal de telecomunicações do Uruguai, apresentou dados referentes ao serviço em seu país. Segundo Carolina, 55% dos lares uruguaios possuem internet de alta velocidade. Já são 502 mil residências com fibra ótica, o que ela acredita ser um impulsor de inovação. A ideia do governo do Uruguai é que até 2015 todas as cidades com mais de 2500 residências tenham serviço de internet banda larga.

Dentro do programa uruguaio, um amplo projeto de estruturação foi desenvolvido. Com atividades que compreendem cursos de instalação, operação e manutenção, treinamento e desenvolvimento e colaboração com a sociedade, já foram capacitadas mais de 2 mil, com mais de 60 mil horas de treinamento. “A fibra ótica impulsiona o desenvolvimento nacional. Desde a expansão das redes de fibra ótica, já foram criados 2900 empregos diretos e 37 empresas contratadas, gerando mais renda e melhor qualidade de vida aos cidadãos”, concluiu.
Nuevo satélite multiplicará capacidad de comunicaciones militares de Brasil

El satélite geoestacionario que Brasil se propone lanzar en 2016 multiplicará por diez la capacidad y la cobertura de las comunicaciones militares de Brasil, informó hoy el comando del Ejército en un comunicado


El satélite geoestacionario que Brasil se propone lanzar en 2016 multiplicará por diez la capacidad y la cobertura de las comunicaciones militares de Brasil, informó hoy el comando del Ejército en un comunicado.

Se trata del Sistema del Satélite Geoestacionario de Defensa y Comunicaciones Estratégicas (SGDC), el primero de su tipo para comunicaciones militares y civiles montado y operado por Brasil.

El aparato fue encomendado por el gobierno brasileño a la empresa nacional Visiona Tecnología Espacial, un consorcio integrado por el fabricante aeronáutico Embraer (51 por ciento) y por la operadora estatal de telecomunicaciones Telebras (49 por ciento).

Este consorcio fue constituido específicamente para el desarrollo de una tecnología que atienda las necesidades de comunicación por satélite del gobierno brasileño, incluyendo el suministro de internet en banda ancha para municipios aislados, y las comunicaciones estratégicas del sector de defensa.

Y Visiona anunció el pasado lunes que escogió al grupo europeo Thales Alenia Space para producir el aparato y a Arianespace para lanzarlo.

Según el comando del Ejército, los equipos embarcados en el satélite garantizarán las comunicaciones de las Fuerzas Armadas, además de aumentar significativamente su capacidad y su cobertura.

"El aparato estará equipado con Banda X, compuesta por cinco transpoders suficientes para ampliar el ancho de la banda de 160 MHz, y el aumento de la potencia en cerca de diez veces en comparación al satélite Star One", según el comunicado. El Ministerio de Defensa alquila actualmente parte de la capacidad del Star One, un satélite operado por una multinacional privada, para sus comunicaciones por satélite.

Según fuentes del Ministerio citadas en el comunicado, el aumento de la capacidad "permitirá atender los demás proyectos del Ministerio, principalmente el Sisfron", que es una moderna tecnología para la vigilancia de las fronteras que Brasil comenzó a montar el año pasado.

"El proyecto del SGDC también prevé el lanzamiento de otros dos satélites espaciados en mas o menos cinco años", agrega la nota.

El Ministerio informó igualmente que su expectativa es que el aparato pueda ser lanzado en agosto de 2016.

"Otro factor considerado importante es que los centros de control del satélite geoestacionario, el principal y el reserva, estarán ubicados en organizaciones militares y serán operados conjuntamente por el Ministerio de Defensa y por la Telebras", según el comunicado.

"Actualmente los satélites alquilados tiene su centro de control en una base de la Star One en el estado de Río de Janeiro", añade.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Telebras e Eletrosul firmam parceria para avançar o PNBL na região Sul

Telebras - 15/08/2013

A Telebras e a Eletrosul firmaram nesta quinta-feira, dia 15, um acordo de parceria técnico-operacional e comercial com o objetivo de otimizar os investimentos em telecomunicações realizados pelo Governo Federal no Sul do País, visando acelerar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) na região.

O acordo foi firmado no gabinete do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, às 15h30, com a presença dos presidentes Caio Bonilha (Telebras) e Eurides Luiz Mescolotto (Eletrosul), além do diretor de Geração da Eletrobras, Valter Luiz Cardeal de Souza.

Pelo acordo, a Telebras utilizará o sistema de comunicação da Eletrosul para levar o PNBL aos municípios da região Sul. A Eletrosul cederá sua infraestrutura de telecomunicações e sua experiência em manutenção e operação de sistemas de telecomunicações, enquanto a Telebras exercerá sua experiência na comercialização dos serviços e no relacionamento com os diversos agentes do mercado.

O acordo proporcionará sinergia de infraestruturas e otimização de recursos de rede para a prestação conjunta de serviços de telecomunicações e diminuição dos custos com equipamentos pela reunião dos ativos da Telebras e da Eletrosul em prol da melhoria das redes de telecomunicações.

A implementação de melhorias no sistema da Eletrosul, em contrapartida à construção de um novo sistema de telecomunicações pela Telebras, propiciará redução de investimentos e considerável ganho de tempo na implementação do PNBL na região Sul do País.

O ministro Paulo Bernardo destacou a importância do acordo entre as duas empresas, afirmando que a otimização das redes da Telebras e da Eletrosul permitirá a chegada de banda larga de qualidade e menor custo aos usuários residentes nos municípios do Sul do País. “Temos que fazer grandes investimentos em redes de fibra óptica e isso não é possível sem a participação do setor elétrico”, destacou o ministro, acrescentando que o acordo entre a Telebras e a Eletrosul é o primeiro de vários outros com as demais empresas do sistema Eletrobras.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, também destacou a importância da integração da estrutura operacional das duas empresas, o que permitirá ganho de escala e aumento da capacidade de investimentos tanto da Telebras quanto da Eletrobras. “Essa sinergia permitirá o aumento da capacidade do backbone das duas empresas na região dos atuais 80 gigabytes para 400 gigas”, informou Bonilha, acrescentando que a Telebras deixará de pagar aluguel à Eletrosul pelo uso da rede e esses recursos será investidos na ampliação do backbone.

Segundo o presidente da Eletrosul, Eurides Luiz Mescolotto, a empresa envidou todos os esforços para concretizar o acordo com a Telebras, para ter “a sinergia necessária para ampliar a rede e atender esse projeto de governo, dando condições de a Telebras levar banda larga de qualidade à população brasileira por meio do PNBL. Isso nos enche de orgulho”, ressaltou, informando que o backbone da Eletrosul tem 4 mil km e interliga todos os três Estados da região Sul, parte de Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo.

Também participaram do ato de assinatura do acordo o diretor Comercial da Telebras, Francisco Ziober Filho; o diretor Financeiro da Eletrosul, Antonio Waldir Vituri; o diretor de Engenharia da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio; e o gerente de Telemática da Eletrosul, Marcos Ronan Benedetti.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Empresas norte-americanas no Brasil colaboram com a NSA, afirma Paulo Bernardo

Teletime - 14/08/2013

Técnicos norte-americanos informaram à comissão enviada pelo Brasil aos Estados Unidos, com o objetivo de colher informações sobre as denúncias de espionagem, que a legislação de seu país prevê que empresas americanas sediadas em outros países devem fornecer informações à agência nacional de segurança NSA.

A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que participou de audiência conjunta de seis comissões nesta quarta, 14, na Câmara dos Deputados. Nas denúncias veiculadas originalmente pelo Jornal O Globo, um dos pontos levantados pela reportagem foi a colaboração das empresas de telecomunicações brasileiras no envio de informações à NSA. "Uma empresa americana sediada no Brasil é obrigada a obedecer à lei americana, e eles disseram que todos colaboram", afirma o ministro. Segundo ele, os norte-americanos passaram informações genéricas e se negaram a revelar a metodologia de coleta dos dados.

Além da colaboração das empresas de telecomunicações, outra questão que preocupa o ministro são as condições de utilização dos serviços definidas pelos provedores de conteúdo. Segundo ele, uma mulher nos EUA recebeu a visita de policiais porque pesquisou no Google "panela de pressão" e "mochila". A polícia achou que a pessoa poderia ser um terrorista.

Todos sabem que os provedores de serviço monitoram a comunicação dos seus usuários a fim de fornecer publicidade dirigida. Bernardo procura mostrar que não é contra esse modelo, mas, sim, contra o envio desses dados para as agências de segurança. "Temos que ter legislação dizendo que essas informações não podem ser passadas às agências de segurança". Para ele, as condições de uso dos serviços – "que ninguém lê" – são muito elásticas. "Isso não pode ser feito a custo da privacidade do cidadão."

"Nós temos que melhorar nossa legislação sobre sigilo dos dados. Entendemos que, com um pequeno ajuste, o Marco Civil da Internet vai ser importante nesse aspecto. Junto com a lei de proteção dos dados pessoais, vamos equiparar o e-mail com a carta, só pode ter o sigilo quebrado com ordem judicial", afirma o ministro.

Netflix
Paulo Bernardo disse que não tem resposta para todas as questões, mas que é preciso discutir as mudanças que a Internet tem provocado nos modelos de negócios vigentes. "Tem empresas que constroem rede e são fortemente cobradas e outras que não têm rede, como a Netflix, que vendem assinatura, recolhem o dinheiro e ainda o mandam para outro país", afirma Bernardo. "Nós temos que discutir isso, são problemas que não estão colocados há pouco tempo", completa o ministro.

Ministério da Defesa vai verificar se há backdoor nos equipamentos de rede

O Ministério da Defesa criará no ano que vem um centro de certificação de equipamentos de rede para investigar a existência ou não de funcionalidades de backdoor nos equipamentos usados nas redes das Forças Armadas. "Estamos organizando um centro de certificação de equipamentos para que eles sejam usados de maneira mais segura. Entendemos que possa haver mais backdoors", afirma o chefe do departamento de ciência e tecnologia do Exército, General Sinclair Mayer, que participou de audiência conjunta de seis comissões realizada nesta quarta, 14, na Câmara dos Deputados.

O melhor dos mundos, entretanto, na opinião do General, seria se o Brasil pudesse desenvolver uma indústria nacional de equipamentos de rede, o que imediatamente não será possível. "O grande avanço mesmo seria termos uma indústria nacional que nos fornecesse esses equipamentos", completa ele.

Mayer comemorou o fato de a Visiona já ter escolhido os fornecedores do Satélite de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), já que o Exército usa satélites privados – no caso da StarOne, que é controlada pela Embratel. "Utilizamos links que nós não temos domínio, como é o caso do satélite. Essa notícia é muito auspiciosa. Vamos contar com um satélite que nos oferece condições de segurança muito maior", diz ele.

Os deputados questionaram o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre a possibilidade de a Anatel fazer uma verificação deste tipo. O ministro respondeu que o Brasil não tem um laboratório capaz de fazer essa verificação.

Programa espacial nacional investirá cerca de R$ 9 bilhões na construção de 16 satélites - de pequeno a grande porte - até 2020, segundo o Presidente da AEL



AEL: microssatélite é alternativa

Baguete - 14/08/25013

Para a AEL Sistemas, companhia gaúcha que é a empresa-âncora do Polo Espacial Gaúcho, a decisão por construir microssatélites é um caminho alternativo que pode garantir o crescimento da indústria aeroespacial no cenário brasileiro.

O posicionamento da empresa, que desenvolve sistemas na área de defesa civil, com clientes como o Exército e Aeronáutica, é uma aposta para criar um ecossistema de tecnologias voltado ao setor aeroespacial, em parcerias com outras empresas locais e universidades.

O ponto de partida para esta iniciativa é o projeto piloto de um microssatélite, no valor de R$ 43 milhões, se classificando ao lado de outras 69 empresas de todo o país no edital Inova Aerodefesa, da Agência Brasileira da Inovação (Finep).

Para a AEL, o projeto do microssatélite prepara o estado para as próximas etapas do programa espacial nacional, cujo plano envolve o investimento de cerca de R$ 9 bilhões na construção de 16 satélites - de pequeno a grande porte - até 2020.

O objetivo da empresa é inovar em setores tecnológicos pouco explorados, sendo uma alternativa ao Polo Espacial de São José dos Campos, onde está sediada a Visiona, joint-venture da Embraer e Telebras voltada à indústria aeroespacial, mas de olho em projetos maiores.

A Visiona será a responsável pelos contratos de tecnologia e gestão do SGDC-1, o primeiro satélite geoestacionário do país, um investimento de R$ 1,1 bilhão do governo federal, voltado ao segmento de comunicação.

No caso do polo gaúcho, a AEL pretende desenvolver a tecnologia para a confecção de satélites menores, de menos de 20kg, e que voam em baixa altitude, de 500 a 1.500 km - em comparação, o SGDC-1 tem cerca de oito toneladas e fica a cerca de 36 mil km de altitude.

"São satélites capazes de ficar de 1 a 2 anos em órbita e pode atender a diversas demandas do setor de defesa e também civil, como imageamento e georeferenciamento em questões ambientais, por exemplo", explica Marcos Arend, diretor de tecnologia da AEL.

O MMM-1, o satélite projetado para o edital do Finep é a primeira etapa de um objetivo mais ambicioso. A primeira versão será um projeto básico, rodando essencialmente com tecnologia local. Caso o projeto receba sinal verde do governo, deve ler lançado em 2015.

Para isso, o polo gaúcho, ancorado pela AEL e apoiado pelo governo do estado, reúne outras empresas locais do setor (Digicon, GetNet e TSM) e universidades (UFRGS, PUC-RS, Unisinos e UFSM). Estatais como Cientec e Ceitec também estão no bolo.

Para Arend, com o avanço na área de chips, as tecnologias para microssatélites estão ficando cada vez mais complexas, com capacidade inclusive de atender demandas passadas aos maiores satélites, como os geoestacionários, em algumas áreas.

"É possível criar clusters de satélites menores, orbitando em altitudes baixas, mas capazes de cobrirem grandes áreas, inclusive com maior rapidez", explica.

Segundo números da Spaceworks divulgados em 2012, o uso de microssatélites no setor de defesa subirá de 15 para 99 até 2015. No setor civil, o aumento será de 108 para 192 no mesmo período.

De olho nesta oportunidade, a construção do MMM-1 será a base para o desenvolvimento de tecnologias ainda mais avançadas para os microssatélites, como controle de órbita - recurso não presente na primeira versão - e sistemas microeletromecânicos (MEMS).

Para Vitor Neves, vice-presidente da AEL Sistemas, a entrada nesta "corrida espacial" será um salto de competitividade para o estado e para o país, em uma tecnologia que ainda está em crescimento em outros países.

"Em muitas questões aeroespaciais, nossas empresas e universidades já possuem tecnologias avançadas, mas ainda não contam com o histórico. Com o projeto do microssatélite, queremos mudar isso", afirma.

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Telebrás e operadoras divergem sobre investimentos em banda larga fixa ou móvel

Empresas de telecomunicações acham que o futuro da banda larga está nos dispositivos móveis, já a Telebrás quer investir em redes de fibra ótica

IDGNow - 14/08/2013

Em debate realizado nesta terça-feira (13/7), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, operadoras de telefonia e diretoras da Telebrás divergiram ao analisar os avanços do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Criado pelo governo há três anos, o programa pretende levar internet em alta velocidade a baixos preços a toda população. Na opinião das operadoras, o futuro da banda larga está nos dispositivos móveis, já a Telebrás quer investir em redes de fibra ótica.

O diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Carlos Duprat, defendeu mais investimento do programa na banda larga móvel. Dos 110 milhões de assinantes do serviço de banda larga, 80% estão na telefonia móvel.

Duprat assinalou que 3.414 municípios já contam com cobertura 3G e há pacotes a partir de R$ 9,90 sendo oferecidos no mercado. O consumidor, segundo ele, muitas vezes é mais atraído pelo preço do serviço do que pelas velocidades oferecidas. "Acho que a banda larga fixa está em franca expansão, mas certamente nos mercados onde ela se encontra. Esse é o mercado das capitais. Sinto que a agregação da nova demanda não se dará pela banda larga fixa, mas pela móvel. Ela precisa ser objeto de políticas públicas que poderiam vir no novo PNBL."

Conexões mais seguras
Já o presidente da comissão, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), acha um equívoco o incentivo à banda larga móvel. Ele afirmou que há aplicações que dependem de conexões mais seguras que as fornecidas na telefonia móvel. É o caso da telemedicina, por exemplo, que permite a um médico atender um paciente por videoconferência.

Segundo Bittar, só uma rede de fibras óticas garantiria esse uso. O deputado defende a revisão dos contratos de concessão das empresas de telecomunicações para que o serviço de banda larga seja oferecido com obrigações semelhantes às exigidas na telefonia fixa. "As empresas estão muito focadas naqueles serviços que lhes dão maiores retornos enquanto empresas. Tenho absoluta convicção de que os atuais contratos estão obsoletos. O serviço de voz vem decaindo. Essas redes instaladas são redes de fio de cobre que não cumprem mais a finalidade de levar a banda larga. Então, nós precisamos rapidamente substituir os atuais contratos."

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, afirmou que o futuro do Programa Nacional de Banda Larga é investir em redes de fibra ótica. “A proposta da Telebrás é preparar uma rede de altíssima capacidade e por conta disso estamos investindo pesadamente em infraestrutura de fibra ótica porque queremos atender todo mundo igualmente", disse Bonilha.

Pequenos provedores
Nos três anos de existência do programa, a infraestrutura de rede cresceu de 400 km para 15 mil km. Foram investidos R$ 345 milhões. A Telebrás oferece internet em alta velocidade para pequenos provedores que por sua vez levam o serviço aos assinantes.

O dirigente considera o programa um sucesso e afirmou que onde a empresa oferece acesso a pequenos provedores o preço no atacado do megabit/seg cai de R$ 1 mil para cerca de R$ 230.

Bonilha também destacou que 64% dos novos assinantes de internet no País só conseguiram acesso graças ao programa e a oferta de banda larga onde não existia ou onde só havia um operador. "Eu até acho que o uso pessoal da banda larga pode ser feito por mobilidade, mas algumas aplicações não tem jeito, o sistema móvel não comporta. O futuro está na fibra ótica”, completou.

O diretor de Projetos do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto.BR (NIC.br), Milton Kashiwakura, vê com bons olhos a atuação da Telebrás. "É uma maneira de complementar a atuação de pequenos provedores que hoje são muito mal atendidos.”

Kashiwakura acrescentou que os pequenos provedores precisam receber a internet para distribuir aos seus assinantes. “Com a Telebrás, estamos atendendo localidades que antes não eram atendidas, com custos menores. Antes, nas regiões mais distantes, as operadoras não atendiam com qualidade", disse.

O diretor informou que apesar de contar com 80,9 milhões de internautas, o Brasil ocupa na 85ª posição na relação da União Internacional de Telecomunicações (UIT) dos países com maior número de usuários da rede. Quando o ranking é dos menores preços cobrados pela cesta de serviços telefonia fixa/móvel/banda larga o Brasil ocupa a 93ª posição, informou.
Não há banda larga móvel sem rede fixa, rebatem NIC.br e Telebras

Convergência Digital :: 14/08/2013

Se as operadoras de telecom deixam claro que o foco é a oferta de banda larga móvel para a continuidade do Plano Nacional de Banda larga, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – braço executivo do Comitê Gestor da Internet – e a Telebras, que foi reestruturada para atuar na oferta de atacado, ressaltam que o investimento na rede fixa é fundamental para o bom desempenho, inclusive das conexões sem fio.

“Quando a gente começa a olhar o Brasil, a gente vê vários buracos onde dificilmente vai ter Internet, ou seja, não tem condições de atender a não ser com redes móveis. Mas onde tem concentração, quer dizer, nas cidades, precisa de Internet fixa a ser instalada nas residências”, sustenta o diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, Milton Kashiwakura.

Como lembra o presidente da Telebras, Caio Bonilha, o acesso móvel depende do suporte da rede fixa. “O uso pessoal da banda larga pode ser encarado com mobilidade, mas tem aplicações que o móvel não comporta. Não adianta ter um sistema móvel instalado sem um backhaul adequado. E em muitas cidades do Brasil o gargalo é que ainda tem backhaul de voz, de cobre. O futuro está é na fibra óptica.”

A “preferência” das operadoras pelas redes móveis é justificada pelo movimento de mercado, pois é onde o crescimento é mais acelerado – nas contas das empresas, há 20 milhões de conexões fixas e mais de 85 milhões de conexões móveis no país. Além disso, preferir incentivos às redes sem fio está relacionado ao crescimento do tráfego de dados em estruturas que precisam de ampliações de capacidade.

Há, no entanto, considerações necessárias. A conta de que o país já superou os 100 milhões de acessos em banda larga leva em consideração os celulares capazes de acessar redes 3G – ainda que não estejam associados a contratos de serviços de dados. Além disso, a Anatel tem um resultado menor, próximo a 77 milhões, por não contabilizar aí os acessos M2M, que em grande medida não usam 3G.

Ainda assim, há muito mais acessos móveis que fixos. No entanto, o tráfego em si é largamente dominado pelas redes fixas. Em seu Barômetro da Banda Larga, a Cisco calcula que 70% do tráfego de um usuário móvel se dá em pontos de acesso sem fio ligados a redes fixas, como os equipamentos Wi-Fi em casa ou no trabalho. Apenas 30% do uso se dá enquanto o usuário está efetivamente em deslocamento.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Presidente da Telebras aponta entraves na expansão do PNBL

Telebras - 13/08/2013

Em audiência pública na tarde desta terça-feira (13) na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, sobre o Programa Nacional da Banda Larga (PNBL), o presidente da Telebras, Caio Bonilha, apontou a carência de oferta de energia elétrica para as antenas (sites) como uma das dificuldades para ampliar a rede de banda larga para cidades do interior do País.

Caio explicou aos deputados que as distribuidoras de energia não têm infraestrutura em determinados locais por onde passa a rede da Telebras nas regiões mais distantes e pedem um prazo de até seis meses para cumprir a solicitação da estatal.

Outra dificuldade apontada pelo presidente da Telebras são as travas impostas pela Lei 8.666, que engessam as ações da empresa. Ele sugeriu, por exemplo, a contratação simultânea de empresas em uma mesma licitação, ou seja, a contratação de mais de uma empresa ou instituição para executar o mesmo serviço, proporcionando uma economia de escala. Sugeriu ainda a contratação de obras civis por pregão, sistema que hoje é permitido para Regime Diferenciado de Contratação.

Caio informou que a Telebras está elaborando algumas sugestões que serão enviadas ao Ministério das Comunicações e, na sequência, ao Congresso, como forma de ajuste na Lei 8.666.

Apesar das dificuldades enfrentadas pela Telebras, Caio Bonilha ressaltou durante a audiência pública que a empresa tem ampliado muito a sua rede de fibra óptica em todas as regiões do País. E disse que entre os projetos prioritários da Telebras está o Projeto Rede Norte, que consiste em levar banda larga a oito Estados das regiões Norte e Centro-Oeste: Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, com uma cobertura em 179 municípios, beneficiando uma população de mais de 10 milhões de pessoas.

Outro projeto estratégico apontado por Caio Bonilha é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cuja licitação chegou ao término esta semana, com o resultado anunciado pelo Comitê Diretor, que aprovou a indicação da empresas Thales Alenia Space (TAS) para fornecimento do satélite e da Arianespace para o lançamento do artefato. O satélite, que será lançado em até 30 meses, “vai permitir levar banda larga do PNBL aos municípios mais distantes, onde é difícil e oneroso chegar com rede terrestre de fibra óptica”, destacou Caio Bonilha.

Além de atender às necessidades do PNBL, o satélite também atenderá um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar. O processo de seleção das empresas foi conduzido pela Visiona, empresa formada por Embraer e Telebras.
PNBL não é um fracasso, diz Caio Bonilha, da Telebras

Teletime - 13/08/2013

Mesmo com apenas cerca de 2,4 milhões de usuários do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) conquistados nos últimos dois anos, para o presidente da estatal Telebras, Caio Bonilha, o programa não é um fracasso. Bonilha mostrou aos deputados da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCT) da Câmara dos Deputados que esse número corresponde a 64% dos novos assinantes de banda larga. "Isso significa que o PNBL é um sucesso e não um fracasso como vejo algumas pessoas dizendo por aí", afirma ele. O número de 2,4 milhões inclui os assinantes que aderiram ao PNBL das concessionárias– resultado de um termo de compromisso assinado com o Minicom, e os assinantes dos provedores ligados à rede da estatal. Bonilha informou, contudo, que não sabe quantos assinantes têm os provedores clientes da Telebras.

Hoje a Telebras tem mais de 15 mil km de rede em operação e outros 10 mil km, diz Bonilha, estão em fase final de implantação. "E temos projeto de expansão de rede inclusive não fazendo parte do projeto original da Telebras", afirma. Atualmente a empresa tem 1.147 provedores cadastrados que demandam cerca de 500 Gbps por mês.

Lei 8.666/93

Bonilha queixou-se das dificuldades que a empresa tem para se livrar das amarras colocadas pela Lei 8.666/93, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos para órgãos governamentais. O Minicom está trabalhando para enviar sugestões para a relatora da revisão da Lei, a senadora Kátia Abreu. Ele explica que a lei impede que a empresa possa contratar serviço de obra civil juntamente com os equipamentos. "O espírito da Lei 8.666 é que obra civil é um negócio muito grande, por isso exige um projeto específico. Nós entendemos que para fazer uma base para um conteiner é um negócio irrisório e é o que a gente mais faz", diz ele.

A Telebras foi obrigada a cancelar uma licitação para a compra de torres, justamente porque não separou a obra civil do restante dos equipamentos. De acordo com o ministro Paulo Bernardo, em recente entrevista à Revista TELETIME, a Telebras teve de refazer o edital, o que gerou um atraso de um ano na compra dos equipamentos e o resultado foi um custo 50% maior. A sugestão, explica Bonilha, seria definir um corte abaixo do qual a lei não exigisse a contratação separada.

Outra sugestão que o Minicom deverá encaminhar à senadora é a possibilidade de a Telebras contratar dois fornecedores nas suas atas de registro de preço. A questão, nesse caso, é que quando o fornecedor que obteve o melhor preço tem algum problema, a Telebras tem que passar por um "longo processo administrativo" para contornar o problema. O pedido da Telebras é para que a estatal possa comprar do segundo colocado, desde que ele concorde em oferecer o mesmo preço e as mesmas condições do primeiro colocado.

Energia

A Telebras também enfrenta problema para conseguir energia para os seus equipamentos, mesmo considerando que boa parte da sua rede trafega pelos cabos OPGW das transmissoras de energia. O problema é que as transmissoras de energia não podem vender para os clientes finais, apenas as distribuidoras. Para atender a Telebras em áreas remotas, as distribuidoras chegaram a demorar até seis meses, explica Bonilha. "Embora a gente esteja em uma linha de alta tensão, pela regulamentação, somos obrigados a contratar energia comercial", afirma ele.
Projeto deve levar internet de 14MB para 7 municípios do interior do AM

Cidades beneficiadas são as situadas ao longo do gasoduto Coari-Manaus.
Outros seis municípios deverão receber benefício no futuro, segundo Omar.

G1 AM - 13/08/2013

A partir de janeiro de 2014, sete municípios do interior do Amazonas deverão receber sinal de internet com velocidade de 14 MB (megabytes) através da Rede Estadual de Comunicação. O investimento de mais de R$ 9 milhões beneficiará órgãos estaduais e municipais, prefeituras e população das cidades situadas ao longo do gasoduto Coari-Manaus. O lançamento da nova rede ocorreu na reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na manhã desta terça-feira (13), na capital. Na ocasião, o governo anunciou que na próxima etapa outras oito cidades também serão beneficiadas com o Projeto Cidades Digitais.

O planejamento do projeto iniciou em 2010 por meio da Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (Secti). Agora a iniciativa tornou-se parceira das Telecomunicações Brasileiras (Telebras), sendo executada pela empresa de Processamento de dados do Amazonas (Prodam). Um dos pares de fibra ótica já existente do gasoduto será utilizado pela Rede Estadual de Comunicação, levando internet aos municípios de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Iranduba e Manacapuru.

Na primeira fase, a Rede Estadual de Comunicação envolve também as Secretarias de Educação (Seduc), de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), de Fazenda (Sefaz), de Segurança Pública (SSP), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), da UEA e do Centro de Educação Tecnológica (Cetam).

Luzia Raquel Queiroz, chefe do Departamento de Apoio à Pesquisa da Secti, explicou que a rede de fibra ótica do gasoduto atualmente se encontra apagada porque ainda não dispõe dos equipamentos necessários para quer por ela o sinal de internet. "Primeiramente será iluminada essa fibra, instalando esses equipamentos. A segunda etapa do projeto é a instalação da rede ótica, levando ramificações dessa rede para sede de cada município. Encerrada essa etapa vamos instalar soluções de rádio, instalando torres de transmissão de sinal e antenas de recepção em cada órgão público das três esferas do governo estadual", informou a especialista.

Antenas (hotspot wi-fi) serão instaladas em praças públicas das cidades para que a população tenha acesso ao sinal de internet de forma gratuita por dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets.

O governador Omar Aziz destacou que a iniciativa é importante para a internet com boa velocidade chegue ao interior, que vem sofrendo muitas dificuldades com a qualidade e lentidão da internet. Segundo ele, as condições econômicas dos municípios do interior inibem os investimentos no setor, sendo necessária uma intervenção do Estado.

"Existe a possibilidade de utilizarmos três pontos para levar internet de qualidade ao interior do Amazonas. Uma das possibilidades é através da rede da Embratel que sai de Porto Velho passa pelo Rio Madeira, por Humaitá e chega à Manaus. Outra consiste por meio da estrutura do Linhão de Tucuruí, que abrange a Região do Baixo Amazonas. Porém, no primeiro momento, utilizaremos a rede de fibra ótica do gasoduto Coari-Manaus", ressaltou o governador.

Durante assinatura do acordo cooperação técnica foi anunciado que já projetos para expansão da Rede Estadual de Comunicação (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Omar anunciou que futuramente outros municípios devem ser beneficiados com investimentos no setor de comunicação, dentre eles: Nhamundá, Parintins, Maués, Urucurituba, Itacoatiara e Silves. Entretanto, ainda não há previsão de quando as ações do projeto chegarão às demais cidades, pois depende da captação de recursos federais e de autorização de órgãos do setor de telefonia nacional.

O secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, frisou que esse projeto inicial possibilitará expandir a rede uma série de outras cidades. Além disso, a Secti aguarda aprovação de oito outros projetos de Cidades Digitais no Ministério das Comunicações.

"Esses projetos visam ampliar além desse percurso Coari-Manaus. Cada um está orçado em cerca de R$ 800 mil reais. Caso tenham parecer favorável esses oito projetos irão se juntar aos outros três aprovados no ano passado. Isso vai dar um fôlego enorme para internet do interior do estado", enfatizou o secretário.
Telebras pede mudanças na lei de licitações

Convergência Digital :: 13/08/2013

Entre a competição no mundo privado e as regras do regime público, a Telebras quer mais fôlego para se manter na briga no mundo das telecomunicações. A estatal quer aproveitar a nova discussão mudanças na Lei 8.666/93 para emplacar algumas alterações na lei sobre licitações.

“Somos travados muitas vezes por problemas com fornecedores. Atrasamos dois anos a Região Norte por conta de diferenças com a tabela Sinapi [índice de construção civil que, entre outras, baseia as fiscalizações do TCU]. Se tivéssemos mecanismos dentro da 8.666 que nos dessem mais velocidade, seria melhor”, defendeu o presidente da Telebras, Caio Bonilha, no Congresso Nacional, nesta terça-feira, 13/08.

As áreas jurídica e comercial da estatal estão preparando um documento com sugestões a serem encaminhadas à relatora da Comissão Temporária de Modernização da Lei de Licitações e Contratos, criada há dois meses no Senado Federal.

“A mudança mais importante para nós seria a permissão de contratações simultâneas. Hoje, como só temos um fornecedor por área geográfica, o risco é altíssimo. Se esse fornecedor tiver algum problema, aquela área para. Entendemos se fosse possível ter mais de um, haveria até uma competição entre eles”, explicou Bonilha.

Segundo ele, mesmo na curta reestruturação da Telebras – que completa três anos – esse caso já ocorreu. “Tivemos problema de torres, que levou quase um ano para fazer destrato. Enquanto isso, não podíamos ter outro”, conta. Daí que além da atuação simultânea de fornecedores, outra alteração seria de que o pregão já permitisse chamar automaticamente o segundo colocado, desde que nas mesmas condições do “vencedor”.

Uma terceira proposta será no ponto que, atualmente, determina que obras civis sejam feitas separadamente. Nesse caso, a estatal precisa fazer uma licitação em separado para, por exemplo, a construção da base onde será instalado um contêiner com equipamentos. “Talvez pudesse haver um valor de corte, a partir do qual seja necessária a licitação. Mas em casos como esse é uma obra muito pequena”, sustenta.

Ele admite, porém, que esse problema poderia ser superado com o Regime Diferenciado de Contratações Públicas. Da mesma forma, outro objetivo da estatal também estaria razoavelmente coberto pela mesma RDC – mas estará entre as propostas de forma a, se vingar, ser incluído também na Lei de Licitações: a remuneração variável, vinculada ao desempenho das contratadas.

“Estamos em um negócio de competição atuando com regras públicas. O sonho seria ter uma lei própria, como acontece com a Petrobras, que também atua em mercado competitivo. Mas não vamos tão longe. Queremos melhorar as condições de atuar”, sustenta o presidente da Telebras
Satélite brasileiro custará R$ 1 bilhão e deve ser lançado em 2016

Convergência Digital :: 13/08/2013

Se não houver surpresas, o satélite geoestacionário brasileiro para comunicações de defesa e oferta de banda larga deve ser lançado no primeiro semestre de 2016, do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Conforme informou a Visiona, as francesas Thales Alenia Space e Arianespace foram as escolhidas, respectivamente, para fornecer e levar o satélite ao espaço – empreendimento no qual o Brasil vai investir R$ 1 bilhão, em valores de hoje.

Inicialmente previsto para 2014, posteriormente adiado para 2015, o lançamento em 2016 é o mais provável dado que agora é que está definido quem vai fornecer o equipamento. Nesse mercado, trabalha-se com o prazo médio de 30 a 36 a partir da contratação.

“A seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”, disse, em nota, o presidente da Visiona, Nelson Salgado.

No mais, o próprio ministro das Comunicações já admitiu aos senadores: “Nosso satélite deve ser lançado em 2016 e vai operar em banda X, de uso exclusivo da defesa, e banda Ka, para comunicações em banda larga”, disse Paulo Bernardo, quando foi discutir no Senado as denúncias sobre a espionagem americana.

Na prática, o empreendimento funciona assim: a Telebras contratou a Visiona – uma sociedade da própria estatal com a Embraer – para fornecer o satélite funcional e em órbita. A Visiona, por sua vez, escolheu entre as candidatas japonesa, americana e francesa quem vai fabricá-lo.

A joint-venture tem como alvo a transferência de tecnologia que permita ao Brasil avançar nesse mercado de satélites. Essa primeira encomenda servirá como aprendizado para que a Visiona se torne uma integradora – ou seja, uma ‘montadora’ do equipamento. O plano prevê outros dois satélites semelhantes.

A escolha entre os fornecedores do satélite buscou ofertas “de prateleira”, ou seja, o uso de plataformas existentes – daí a disputa entre a Thales com a Mitsubishi e a Loral. Paralelamente, foi escolhida quem fará o lançamento – nesse caso, a também francesa Arianespace bateu a russa Proton.

O conjunto dessa obra envolve o satélite em si, o lançamento e tradicionalmente um seguro – visto que levar o equipamento ao espaço ainda é um negócio de risco. Essa conta é estimada em US$ 450 milhões – o que significa cerca de R$ 1 bilhão ao câmbio de hoje, agosto de 2013.

No ramo dos satélites, praticamente todo o pagamento deve ser feito antes do lançamento. Esses recursos já estão previstos pelo governo federal – a operação é liderada pela Telebras, mas o satélite é tratado como estratégico porque atenderá demanda das Forças Armadas por comunicações seguras em banda X
Visiona escolhe Thales Alenia para fornecer satélite e Arianespace para lançá-lo

Teletime - 12/08/2013

A Telebras informou o mercado por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários que o seu conselho de administração referendou a escolha da Visiona, joint-venture entre Embraer (51%) e Telebras (49%), para que a francesa Thales Alenia Space seja fornecedora do artefato satelital e que a Arianespace seja a companhia que lançará o satélite ao espaço.

A Telebras informa que as duas companhias foram selecionadas porque as suas propostas reuniram as melhores condições técnicas e econômicas. A decisão do conselho de administração da Telebras foi submetida ao Grupo Executivo, para deliberação e encaminhamento ao Comitê Diretor do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

De acordo com o Comitê Diretor, a escolha foi aprovada em reunião no dia 6 de agosto. Os critérios para a seleção, que durou 12 meses, foram a solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. Além disso, o edital de licitação exigiu a absorção e transferência de tecnologia definidos pelo governo brasileiro.

A joint-venture afirmou que os termos e condições do contrato "serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura". No comunicado, o presidente da Visiona, Nelson Salgado, afirmou que a seleção dos fornecedores cria "condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado".

A empresa já havia chegado a uma short-list com três nomes: além da Thales, que venceu a concorrência, seguiam no páreo a japonesa Mitsubish e a americana Loral Spaces.

Evento

O presidente da Visiona, Nelson Salgado, falará sobre o presente e o futuro do programa Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) no primeiro dia do Congresso Latino-americano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações (que edita este noticiário) nos dias 5 e 6 de setembro, no Rio de Janeiro. O papel do satélite no mercado de banda larga e banda X; modelo privado e modelo Telebrás será debatido também no mesmo dia pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha.

O Congresso Latino-americano de Satélites reúne os representantes do Governo e dirigentes do setor para discutir e debater as principais questões que envolvem o mercado satelital. Mais informações pelo site www.convergecom.com.br/eventos.