terça-feira, 30 de julho de 2013

Telebras venderá serviços de rede para as empresas de Nova Iguaçu

Conversa com a Presidenta - 23/07/2013 às 09h00

Wilson Santos, empreendedor individual, 27 anos, de Nova Iguaçu (RJ) – Os brasileiros estão utilizando a internet até para pagar as contas, sendo que no futuro agências bancárias seriam coisas raras. Por que a internet brasileira não pode ser popular?

Presidenta – É verdade, Wilson, metade dos brasileiros já usa a internet. Entre os mais jovens, a utilização passa de 70%, de acordo com o IBGE, e o governo federal tem interesse em popularizar ainda mais a internet. Neste ano, eliminamos impostos que eram cobrados sobre os investimentos para a construção e modernização das redes de telecomunicações, especialmente as redes de fibra óptica. Com isso, vamos acelerar a implantação da internet de alta velocidade em novas regiões do Brasil.

Aí em Nova Iguaçu, a Telebrás, estatal que presta serviço de internet no atacado, vai inaugurar novas redes de fibra óptica para interligar duas instituições federais de ensino à Rede Nacional de Pesquisa. Além disso, a Telebrás venderá serviços de rede para as empresas de Nova Iguaçu, o que ajudará a baratear o preço da banda larga com mais qualidade.

E sobre os pagamentos de conta, você tem razão, eles são feitos crescentemente pela internet, e essa tendência deve crescer e chegar ao celular. Enviei ao Congresso Nacional uma medida provisória que regulamenta os pagamentos móveis. O aparelho celular deverá se transformar em uma opção de carteira eletrônica, através da qual o usuário poderá receber e pagar contas com a mesma facilidade com que carrega um crédito no aparelho ou envia uma mensagem de texto.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Seleção do fornecedor do satélite brasileiro passa para final de agosto

Teletime - 29/07/2013

Foi adiada mais uma vez a seleção da empresa que fornecerá a tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDCE) brasileiro. A escolha da empresa que construirá e lançará o satélite ficou para o final de agosto, segundo fontes que acompanham o processo. 

Originalmente, a seleção deveria ter acontecido no primeiro semestre, depois passou para julho e agora sofre novo adiamento. Seguem no páreo as três pré-selecionadas: Mitsubishi, Loral e Thales. A finalista será selecionada pela Visiona, joint-venture entre Telebras e Embraer controlada pela segunda. 

Segundo fontes ouvidas por este noticiário, o novo atraso se deve a um cuidado adicional por parte do governo em relação à questão da segurança, sobretudo depois das notícias sobre espionagem norte-americana nas comunicações brasileiras. 

Com esse novo atraso, contudo, fica ainda mais improvável a hipótese de lançamento em 2015. No projeto original, o satélite deveria subir e entrar em operação em 2014, mas com a dificuldade de contratação e com o alongado prazo para construção e lançamento (entre 24 e 30 meses), mais o período para finalização dos contratos, a hipótese otimista passa a ser de um lançamento no final de 2015. 

Outro satélite estava programado para 2016, mas ainda não se sabe se esse cronograma sofrerá atraso ou se será possível, agora, ganhar tempo na segunda parte do projeto.

O satélite geoestacionário brasileiro servirá para uso das comunicações da Defesa (banda X) e da Telebras (banda Ka). O que está planejado é um satélite médio (cerca de 3 toneladas), com 15 anos de vida útil e cerca de 200 Gbps de capacidade de comunicação de dados.
Vem aí ‘trading’ estatal para a área bélica

Monitor Mercantil - 29/07/2013

O governo se prepara para criar uma empresa de negócios para a área bélica. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de 8 de maio, mas passou praticamente incólume pelos órgãos de comunicação. Portaria interministerial das pastas de Defesa e Indústria e Comércio criou Grupo de Trabalho “com a finalidade de realizar estudos e identificar ou propor medidas de fomento para a ampliação da capacidade da Base Industrial de Defesa, com a criação de uma trading de defesa”. Além dos dois ministérios citados, o GT contará com participação do BNDES, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. A portaria informa que haverá preservação de sigilo de dados sensíveis, ficando o tema, portanto, ao largo da nova lei de acesso à informação.

Informa o DOU: “A ‘trading’ deverá ter por objetivo promover, com apoio institucional, a comercialização (exportação e importação) de produtos de defesa, com a faculdade para operacionalizar contratos de compensação tecnológica, industrial e comercial”. Como o texto diz, a nova estatal – ainda sem nome – será preservada por sigilo. No entanto, fontes do setor acreditam que, ao comprar aviões para a FAB, o governo quer agir de forma profissional e obter compensações para suas empresas do setor, seja com a venda de peças e equipamentos ou com a obtenção de transferência de tecnologia. Especialistas dizem que a trading dará um caráter mais profissional às negociações entre o Brasil e as potências internacionais. Como se sabe, não há lugar para primarismo na área bélica, chamada sofisticadamente de “setor de defesa”. A nova empresa não tem nome, mas poderia ser Defesabrás ou Bras Trading.

Após uma década de negociações, o Brasil estaria prestes a fechar a compra de 36 caças para a FAB, por US$ 4 bilhões. Por serem aviões de combate, não serão usados para transportar autoridades, mas para dar proteção ao imenso território nacional. O ex-presidente Lula chegou a anunciar a importação de modelos Rafale, da francesa Dassault, enquanto circulou a notícia de que a Aeronáutica preferia o modelo Gripen NG, da sueca Saab. No entanto, ultimamente, tem-se falado muito na americana Boeing, produtora dos F/A-18 Super Hornet. O contrato seria assinado em outubro, durante visita da presidente Dilma a Washington. A nova estatal teria a função de permitir negociação de alto nível com os parceiros estrangeiros. Na verdade, para obter transferência de tecnologia dos inflexíveis norte-americanos, seria necessário ressuscitar o maior negociador do país, o Barão de Rio Branco.

Lula criou uma estatal para o pré-sal e Dilma uma para transportes, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL). No setor de defesa, já existem a Engepron, vinculada à Marinha, e a Imbel, ligada ao Exército. O programa nuclear da Marinha gerou a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), e a Nuclep é uma estatal que fornece para qualquer cliente, mas ultimamente tem focado sua produção para os submarinos.

Por último e não menos importante, há uma quase estatal, a Visiona, empresa ligada a satélites, com 49% de capital da estatal Telebrás e 51% da ex-estatal Embraer, agora uma empresa plenamente privada, mas com estreitos laços com o governo.
Após denúncias de espionagem, Telebras pode priorizar cabo submarino para Europa.

Tele.Síntese - 29/07/2013

A Telebras está reavaliando as prioridades para construção de cabos submarinos. A ideia agora é avançar nos arranjos para implantação do que liga o Brasil à Europa ao invés daquele que liga o país aos EUA como era a intenção inicial, informa o diretor do Departamento de Banda Larga, do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.

O novo direcionamento foi influenciado pela falta de conexões entre o Brasil e os países europeus. Segundo Coimbra, atualmente só existe um, com apenas 40 Gbps de capacidade e que está completamente saturado. Como consequência disso, as comunicações com a Europa acabam passando pelos Estados Unidos.

Mas também influenciaram para a nova estratégia da Telebras, as denuncias de espionagem eletrônica que seriam feitas pelos EUA nas comunicações dos brasileiros. Assim, as comunicações com os europeus passam por uma exposição desnecessária nas redes norte-americanas. Além do mais, destaca Coimbra, as ligações com os EUA são em maior quantidade.

A meta da Telebras é construir três cabos submarinos, um ligando o país aos EUA, outro à Europa e um terceiro à África, por meio de parcerias. Somente o da África está fechado, com a participação da Angola. Coimbra acredita que os países da América do Sul também têm interesse na ligação com a Europa, em função da língua.

Coimbra participou, nesta segunda-feira (29) do Encontro de Provedores Regionais, promovido pela Bit Social, em Brasília.
Link de internet da Telebras deve cair a R$ 50 em 2014

Tele.Síntese - 29/07/2013

Redução do preço depende, porém, da conclusão do cabo submarino para os EUA.

O preço do aluguel do link de 100 Mbps da Telebras, hoje custando R$ 230 no valor de referência, pode chegar a R$ 50 em 2014, caso seja construído o cabo submarino ligando o Brasil aos Estados Unidos. A estimativa é do gerente de contas do PNBL da estatal, Cláudio Laranjeira, que participou nesta segunda-feira (29) do Encontro de Provedores Regionais, promovido pela Bit Social, em Brasília.

Segundo Laranjeira, atualmente a empresa já fornece o link até por R$ 80, quando há viabilidade técnica e quando a demanda é maior, não contemplando, portanto, a pequenos provedores. “É preciso entender que o link é uma commoditie, com preço variando a depender do comportamento do mercado internacional”, disse.

Laranjeira disse que a alta do dólar, por exemplo, pode afastar a possibilidade de redução maior dos valores. Ele também ressaltou que as grandes operadoras já alugam link por preço bem mais baixo, mas só em grandes cidades e não atendem a pequenos provedores, que consideram como concorrentes, "o que não acontece na Telebras", afirmou.
Segurança tecnológica do governo foi rompida 67 vezes este ano

iG Brasília | 29/07/2013

Relatório obtido pelo iG mostra fragilidade na rede estatal, incluindo acesso a dados sigilosos

O primeiro semestre deste ano foi marcado por uma série de invasões de hackers aos sistemas de informática do governo federal. Ocorreram 67 casos de vazamento de informações de órgãos federais entre janeiro e junho de 2013, conforme relatório do Centro de Tratamento de Incidentes de Segurança de Rede de Computadores da Administração Pública Federal (CTIR-Gov) – obtido pelo iG

Segundo o documento, somente entre janeiro e março, dos 2.027 incidentes de informática registrados pelo departamento integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo federal, 1,14% (23 casos) foi catalogado como vazamento de informações. No segundo trimestre, de 2.201 incidentes registrados, 2% (44 casos) foram classificados como acesso ilegal de informações.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não detalha oficialmente quais informações foram acessadas pelos hackers. No entanto, fontes com trânsito na Abin informaram ao iG que, em pelo menos cinco casos de 2013, houve vazamento de informações confidenciais.

Os invasores acessaram dados governamentais e de agentes públicos. A Abin não negou esse tipo de acesso. A agência de inteligência afirma apenas que “não difunde dados que envolvem a segurança das informações do governo federal”.

Na avaliação do ex-secretário de Logística e Tecnologia da informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, os ataques de hackers à estrutura governamental é uma realidade em função da exposição à internet. No caso brasileiro, segundo ele, o que falta é infraestrutura em tecnologia atualizada para minimizar a exposição ao risco.

Santanna, que ocupou o cargo de secretário por quase oito anos antes de assumir a presidência da Telebras em 2011, lista entre os problemas brasileiros o fato de o governo ainda utilizar a versão quatro do IP (protocolo de internet). O nível mais avançado de proteção é a versão seis. “Os grandes sites de escuta (hackers) utilizam a versão quatro, por isso é mais fácil de invadir (a estrutura governamental)”, diz.

Resposta lenta aos ataques

Peritos e especialistas em informática ouvidos pelo iG também sinalizam na direção da falta de preparo técnico. Segundo eles, qualquer sistema de informática abre brecha para possíveis ataques ou invasões e dentro do governo não existe defesa em nível de excelência.

O relatório do CTIR-Gov indica que cada incidente de informática dentro dos órgãos federais leva em média cinco dias e 13 horas para ser solucionado. Sendo que, em 22% dos casos, os problemas nos sistemas de informática demoram mais de dez dias antes para terem uma solução.

Os números refletem o que Santanna chama de “limbo” da carreira de analista de sistemas na estrutura federal. Segundo ele, responsável pela elaboração do plano de carreira durante o governo do ex-presidente Lula (2003-2011), “não houve prioridade” do governo em manter analistas de alto nível acompanhando a valorização da profissão junto com o mercado. “Dentro da política do governo não tem uma tecnologia avançada, porque, por exemplo, não há carreira de analista de sistema”, afirma.

Já para Fernando de Pinho Barreira, um dos principais especialistas em segurança cibernética no País, os sistemas de informática do governo federal têm nível sete de segurança – em uma escala de 0 a 10. “Os órgãos do governo que acabam sendo mais vulneráveis são justamente aqueles que não são voltados à tecnologia estratégica, como os ministérios e secretarias menos técnicas, em contraposição a maior segurança encontrada nos órgãos estratégicos como Ministério da Justiça, Presidência da República, ABIN e Polícia Federal”, afirma.

Bezerra, atualmente secretário-geral da Comissão Especial de Crimes de Alta Tecnologia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), indica como gargalo estatal na guerra cibernética a burocracia aliada à limitação de recursos para investimentos em tecnologia. Ele afirma que a necessidade de licitação, conforme exige a lei 8.666/93, atrapalha a aquisição de novas ferramentas e recursos.

Verba curta

Exemplo de programa importante dentro do governo federal que sofre de desatualização é um software de investigação da Polícia Federal (PF) chamado “i2”, destinado especificamente à análise criminal que está há dois anos sem novas versões. “Qualquer sistema não atualizado frequentemente e cujo código-fonte não possa ser verificado é potencialmente inseguro”, diz um analista de TI do governo. “Nem os sistemas da PF são totalmente confiáveis”, afirma um perito criminal da Polícia Federal.

O investimento em novas tecnologias também ocorre em um nível menor do que se deveria. A PF pediu, no início deste ano, R$ 15 milhões para investimentos na Delegacia contra Crimes Cibernéticos. O recurso foi negado pelo governo. A PF conseguiu o montante apenas após acessar verba de contingenciamento do orçamento do Ministério da Defesa. “O Brasil está engatinhando em sua política de defesa cibernética e os investimentos ainda são poucos”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (Adpf), Marcos Leôncio.

Parte da solução para os constantes ataques de hackers pode estar na Implantação do Sistema de Defesa Cibernética, programa encabeçado pelo Exército. A ação começou a ser implantada no ano passado, mas sofre com constantes problemas de contingenciamento de recursos federais.

Em 2012, de R$ 90 milhões liberados para o programa, R$ 61 milhões foram empenhados (reservado para gastos). Já em 2013, dos R$ 90 milhões destinados, apenas R$ 7,9 milhões foram empenhados. Até o final do primeiro semestre foram gastos menos de R$ 917 mil. O montante gasto representa somente 1% do total previsto para o ano, conforme dados do Portal da Transparência.