sábado, 6 de julho de 2013

O3B eyes opportunities to extend broadband to Brazil's remote areas

BNamericas - 05/07/2013

Global satellite service provider O3B is eyeing opportunities to cover internet blind spots in the Amazon region and other remote areas in Brazil, said commercial director for Brazil Paulo Berlinsky.

The company has successfully launched the first four satellites for a project to provide fast and cheap broadband to billions of people in emerging markets. The launch took place at the end of June in French Guyana.

Speaking at the Broadband Latin America forum in São Paulo, Berlinsky said that satellites are an "obvious" option for remote areas, but emphasized that most of the current geostationary equipment faces latency problems when flying in higher orbits.

"By developing the idea to fly at 8,000km, we brought the satellite closer to earth and reduced latency. We are the fiber in the sky," he said, estimating that the latency was reduced to as low as 130 milliseconds. O3B's satellites operate in the high-frequency Ka-band.

According to Berlinsky, the company is financially backed by HSBC and Google, among others.

Brazilian media source Convergência Digital has reported that O3B has already closed a first contract in Brazil. The deal was allegedly inked with Ozônio Telecomunicações, a multimedia company based in the Amazonas state capital of Manaus.

The operation is expected to begin in November and the contract has a reported value of US$20mn.

The executive said partnerships may be formed with Brazilian state-run telco Telebras, which is responsible for the infrastructure supporting the country's broadband plan PNBL.

VISIONA

Telebras also has a satellite company. It is a JV called Visiona formed with Brazilian plane manufacturer Embraer. The JV received the green light from antitrust body Cade late last year.

Visiona will be responsible for the management of SGB, the country's first geostationary satellite program. The 10 geostationary satellites currently owned by Brazil were imported either from US or European companies.

The program will focus on improving broadband coverage through PNBL to reach remote and rural areas in Brazil. It will also focus on strategic defense, namely border control, and monitoring of the Amazon rainforest and the country's pre-salt oil fields.

At the same event, Telebras head Caio Bonilha said that Visiona will provide the federal government with the analyses of three shortlisted potential partner companies for the initiative by the end of July.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Estado e universidades se unem em programa de incentivo à inovação


Com o objetivo de promover a inovação e a competitividade da cadeia de eletroeletrônica e telecomunicações no Rio Grande do Sul, o Governo do Estado lançou, nesta sexta-feira (5), a Rede InovaCom – Rede de Inovação de Eletrônica e Telecomunicações.

A iniciativa integra o Executivo gaúcho, a academia e a iniciativa privada num ambiente de estímulo à inovação e troca de conhecimentos. O lançamento ocorreu durante o Fórum Internacional do Software Livre (Fisl), no Centro de Eventos da Pucrs, em Porto Alegre.

A empresa âncora da rede é a Telebrás, que irá atuar em parceria com a Pucrs e a Ufrgs, além de órgãos do Governo, como a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (Agdi), a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (Scit) e a Procergs.

"Aceitamos esse convite com muita naturalidade porque, na gênese da Telebras, uma das questões mais importantes é a inovação e o desenvolvimento de tecnologia nacional", afirmou o presidente da Telebrás, Caio Bonilha.

Um dos modelos estudados pela InovaCom é a Rede Petro RS, coordenada pela SCIT, que hoje conta com mais de 400 empresas e 100 laboratórios. "Nosso objeto de trabalho é a inovação, o apoio à inovação e a criação de um ambiente propício a isso", disse a secretária-adjunta da SCIT, Ghissia Hauser, na abertura.

Para o doutor em Computação Eric Fabris, representante da Ufrgs, a interação dessas várias entidades deve promover um ambiente propício para a inovação através do conhecimento científico.

O projeto ainda recebe interessados, que podem entrar por meio do site www.redeinovacom.rs.gov.br.

RS agora conta com Rede de Inovação

Baguete - 05/07/2013 17:54

Foi lançada nesta sexta-feira, 05, durante o Fisl, a Rede de Inovação de Eletrônica e Telecomunicações (InovaCom).

A iniciativa é do Governo do Estado, da Telebras, universidades e empresas. O objetivo é promover a inovação e a competitividade da cadeia de eletroeletrônica e telecomunicações no estado, com ações articuladas entre os integrantes.

Vinculada ao eixo de Programas Setoriais da Política Industrial gaúcha, a Rede tem como empresa-âncora a Telebras. Também já aderiram à rede a PUC-RS, Ufrgs e as empresas Datacom, Digistar, Digitel e Parks.

A Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) e a Procergs são os outros dois órgãos do Governo do Estado na estrutura. Um dos modelos estudados pela InovaCom é a Rede Petro RS, coordenada pela SCIT, que hoje conta com mais de 400 empresas e 100 laboratórios.

Brasil vai ter três novos cabos submarinos

Conexão MiniCom - 05/07/2013

Pelo projeto do governo brasileiro, que está sendo implantado pela Telebras, três estruturas vão sair do Brasil para ligar o País à Europa, aos Estados Unidos e à África. 

A ideia é que isso possa tornar os custos aos provedores de internet daqui mais baixos, tornando os preços ao consumidor também mais acessíveis. 

A expectativa também é de que a conexão se torne mais rápida. Saiba como isso vai ocorrer na reportagem da TV MiniCom, produzida pela pela equipe da assessoria de Comunicação do Ministério das Comunicações.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

GVT, Embratel, TIM e Vivo ativam 2,2 mil Km de fibra óptica no Centro-Oeste

Convergência Digital :: 04/07/2013

Os números mostram que o Brasil tem muito para crescer na infraestrutura óptica. Segundo dados apresentados pela TIM, com base em dados do governo, hoje, pelo menos dois mil municípios não têm rede de fibra óptica. E outros dois mil - o Brasil tem 5560 localidades- têm apenas um único fornecedor, sem competição e oferta reduzida de produtos.

"Fica claro que temos de crescer muito. O novo momento do setor de Telecom passa pela fibra óptica", sustentou o diretor de rede da TIM Brasil, Cícero Olivieri, ao participar do Broadband Latin America, evento realizado na capital paulista. O compartilhamento - situação até bem pouco tempo desconsiderada - começa a mostrar seu valor onde mais importa para as teles: na receita.

Em setembro, por exemplo, o consórcio formado por TIM, GVT, Embratel e Vivo vai entregar 2,2 mil quilômetros de fibra óptica para 30 pequenas e médias cidades na região entre as capitais de Campo Grande, Cuiabá e Goiânia, onde a oferta é inexistente - ou feita por uma única operadora, a Oi.

"Sem o consórcio esse tipo de rede não se viablizaria. Com a divisão do custo - estimado em US$ 75 milhões - vamos incrementar a oferta de serviços, entre eles, o 3G e o 4G e todo mundo vai disputar o cliente onde tem que ser feito: na formatação do serviço e não na rede", detalhou Olivieri.

Vale lembrar que o presidente da Telebras, Caio Bonilha, deixou claro que Cuiabá e Manaus são as cidades-sede da Copa do Mundo onde há mais dificuldade para cumprir as exigências da FIFA - uma vez que as capitais não estão na rota original do backbone da estatal. Uma negociação entre o consórcio e a Telebrás não é, portanto, descartada. A TIM também conta com outro investimento compartilhado, desta vez com a Vivo e com a Telebras, na região Norte, para levar infraestrutura via linhão de energia.

"Terminamos o linhão Manaus-Tucuruí, só falta entregar a parte de Macapá", diz Olivieri. No entanto, ele diz que o trecho de 50 km para chegar à capital amazonense enfrenta problemas por conta de licenças ambientais. "Foi mais fácil construir o linhão dentro da floresta e com toda a dificuldade inerente a ação do que esse último trecho. Temos que juntar esforços e racionalizar", frisou o executivo.

No linhão por dentro da floresta, são 1.800 km de fibra, totalizando 2.500 km junto com o trecho da região metropolitana de Manaus com o cabo OPGW. Graças ao backhaul, a capital do Amazonas - uma das sedes da Copa do Mundo e onde o serviço de Telecom é ruim - terá 4G até o final do ano.

Rádio, satélite e aumento de capacidade na fibra estão nos planos da Telebras

Teletime - 03/07/2013

A Telebras está correndo para utilizar o anel ótico de 25 mil km que atravessa o País para atender aos 1.147 provedores de acesso (ISPs), mas ainda não tem conseguido dar conta da demanda de cerca de 500 Gbps existentes com a infraestrutura atual, de acordo com dados de junho. A estatal se movimenta para contratar fornecedores de rádio, aumentar as rotas para maior capacidade no backbone e realizar a missão que o governo lhe atribuiu de colocar em órbita o satélite geostacionário brasileiro para serviços de telecomunicações e defesa, conforme explicou o presidente da empresa, Caio Bonilha, durante a conferência Broadband Latin America em São Paulo, nesta quarta, 3.

A previsão da empresa é de chegar a 4.283 municípios em 2014, o que cobriria 89% da população brasileira. A Telebras tem cabos DWDM em toda a rede com lambdas de 40 Gbps. "Já temos projetos nas rotas de maiores demandas de colocar lambdas de 100 Gbps. Assim, conseguiremos atender tranquilamente (a demanda) com a rede que estamos implantando", diz Bonilha. Ele justifica que isso acontece porque, para as teles, o transporte de IP é um "negócio que deixou de ser muito rentável em função da grande concorrência". Isso permite à estatal chegar a lugares remotos. "Estamos indo onde as operadoras, por via de regra, não tinham interesse comercial", diz. "O interessante é que, quando chegamos, as operadoras vêm conosco."

Mas o acesso urbano também está nos planos. Segundo Bonilha, os anéis metropolitanos representam desafio, principalmente nas periferias. "O trabalho foi acelerado pela Copa das Confederações; e eu diria que foi um dos grandes legados do torneio acelerar o atendimento nas regiões metropolitanas", diz, citando obras em Jacarepaguá (no Rio de Janeiro), estádio do Itaquerão (em São Paulo) e o backbone de Belo Horizonte em associação com nove cidades da região.

A infraestrutura preferencial, diz o presidente da Telebras, é ótica, mas nem sempre é possível instalar o backbone com esse tipo de equipamento. "O problema é que existe demanda e colocar a fibra não é trivial", diz. "Por isso estamos comprando rádio, mas nós entendemos que é uma questão de curto prazo, atender com rádio não é solução definitiva", explica. Além disso, tem o problema de fornecedores: por não poder utilizar vários vendors ao mesmo tempo, em uma mesma região, o ritmo de trabalho é determinado pelo desempenho dessas empresas. "Hoje temos um grande trabalho para que eles melhorem o desempenho deles em vários quesitos, e já estamos em ritmo de quase 50 cidades por mês em backhaul", garante.

Satélite

Apesar dos esforços, o satélite geoestacionário brasileiro ainda não saiu do papel, mas a Telebras está progredindo. A Visiona, joint-venture da estatal com a Embraer criada para comprar o artefato, está com algumas empresas já selecionadas. "Estamos com uma shortlist de 3 empresas e possivelmente até o final de julho, a Visiona entrega para o governo a análise dos fornecedores", explicou Bonilha. Mas, para entrar em operação, o satélite pode demorar mais de 30 meses ainda. "Alternativamente, temos trabalhado com outras soluções de curto prazo, inclusive com a O3b (Networks)", diz.

A operadora de serviços satelitais, por sinal, tem plano semelhante ao da Telebras, de proporcionar infraestrutura para ISPs, mas utilizando satélites de órbita baixa operando em banda Ka. A constelação de satélites operada pela O3b que foi colocada em órbita equatorial no final de junho e proverá acesso à Internet a mercados emergentes na Ásia, África, América Latina, região do Pacífico e Oriente Médio, totalizando 180 países. "Temos aqui com a órbita baixa uma menor latência, além de throughput da banda Ka, no qual posso colocar links de 100 Mbps até 1 Gbps. Nossa ideia é, no mesmo modelo da Telebras, chegar a municípios com nossos terminais e criar um ponto de presença", explica o diretor de vendas da O3b, Paulo Berlinksy.

CDN

Por sua vez, a estratégia da Telebras de investir em Content Delivery Network (CDN), para oferecer o serviço a ISPs, ainda precisará esperar. Segundo Caio Bonilha, a empresa não vai comprar nem estruturar nada para a CDN até que toda a infraestrutura de telecom para a Copa do Mundo seja entregue até o final do ano. Feito isso, a estatal passará a tratar do projeto. No entanto, Bonilha garantiu que há funcionários da Telebras que já estão em conversas com provedores para entender a necessidade deles e o que a indústria tem a oferecer.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sky prepara expansão da banda larga LTE

No Distrito Federal, operadora tradicionalmente de TV por satélite, já tem 10 mil clientes

Tele.Síntese - 03/07/2013

A Sky, do grupo DirecTV, entende que sua solução de banda larga fixa, que utiliza a frequência de 2,5 GHz e utiliza a tecnologia LTE, já está estável para o início da expansão para outras partes do país, o que deve ocorrer no segundo semestre. Atualmente a empresa já conta com 10 mil assinantes no Distrito Federal, onde cobre 600 mil lares.

"Agora está na hora de expandir", afirmou Luis Otávio Marchezetti, engenheiro e diretor de banda larga da companhia, que palestrou nesta quarta-feira (3) no Broadband Latina America, em São Paulo. O executivo explicou que a Sky fará um "deploy grande" no segundo semestre em regiões onde a oferta de internet é limitada, a densidade populacional não é alta a ponto de forma a atrair as rede operadoras fixas tradicionais, há backbone disponível próximo e a renda per capita permite a venda do serviço. A implantação da rede TDD-LTE tem um ciclo de algo entre seis e oito meses.

Atualmente, no Brasil, a Sky tem licença para operar o serviço LTE na faixa de 2,5 Ghz em 665 cidades - incluindo 15 capitais principalmente no Norte e Nordeste e mais o Distrito Federal -, o que lhe permite cobrir até 16 milhões de domicílios, cerca de 27% do total. De acordo com os cálculos da operadora, as cidades nas quais tem licença de operação contribuem com 31% do PIB do país.

A companhia tem buscado o compartilhamento de sites sempre que possível, além de compartilhamento de backbone, em que mantém um acordo com a Telebras.

De acordo com Marchezetti, do total de sites usados, 50% são compartilhados. Para equalizar o custo de instalação de sites, o recurso tem sido implantar CPEs externas quando for necessário, o que é mais caro, mas vale a pena para dispensar a instalação de antenas.

América Latina
Mas a expansão da banda larga da Sky por meio da oferta do LTE fixo não se limitará ao Brasil. A companhia implantará sua rede também na América Latina, onde vem acumulando licenças e se mantém atenta a oportunidades. No Perú, a empresa do grupo norte-americano DirecTV detém a licença nacional para operar LTE em 30 MHz de espectro na faixa de 2,3 GHz, mas aguarda a aprovação regulatória. Na Colômbia, a Sky adquiriu um bloco de 30 MHz e outro de 40 MHz em 2,5 GHz por US$ 77,78 milhões.

Na Argentina, a Sky já conta com uma oferta de banda larga utilizando a tecnologia WiMAX em Mendoza, em faixa de 50 MHz na frequência de 3,5 GHz. A licença permite oferta também na capital Buenos Aires, além de Rosario, Cordoba, La Plata, Mar del Plata e Santa Fé. A estratégia da Sky para as demais cidades, porém, é esperar o avanço tecnológico para instalar LTE, uma vez que entende que o investimento nesta tecnologia faz mais sentido por ser mas duradoura.

O3b negocia oferta para Telebras e pequenos provedores


Serviço de conexão via satélite estará disponível no Brasil apenas no final do ano

Tele.Síntese - 03/07/2013

A O3b, que lançou seus primeiros quatro satélites no final de junho, começará suas atividades comerciais no Brasil em setembro. A empresa que se propõe a oferecer conexão por satélite com baixa latência e alta capacidade, no entanto, já vem mantendo conversas com operadoras nacionais, entre elas a Telebras. Segundo Caio Bonilha, um acordo com um provedor de conexão no atacado via satélite, a exemplo da O3b, seria uma alternativa para a estatal avançar na oferta de conexão a provedores em localidades de difícil acesso, enquanto rola o processo de compra e lançamento de um satélite próprio.

A empresa nasceu com a proposta de levar conectividade via satélite a baixo custo para países em desenvolvimento. Em setembro, a companhia lançará mais quatro satélites.

Telebras licita backhaul e negocia alianças com prefeituras


Convergência Digital :: 03/07/2013

A Telebras sabe que o calcanhar de aquiles para ampliar a oferta de serviços está no backhaul - infraestrutura que permite à interligação com o backbone. E para acelerar a sua construção, a estatal está pressionando os seus fornecedores. Ainda em julho, revela o presidente da empresa, Caio Bonilha, vai ser realizado um pregão para contratar rádios com 1Giga de capacidade.

"Temos dificuldades de levar fibra a todos os lugares para o backhaul. O rádio é uma solução para chegarmos aos provedores. Tivemos problemas no fornecimento nos últimos meses, por conta da demanda do 4G das teles. Mas já regularizamos a entrega e estamos interligando cerca de 50 localidades com rádio. Mas queremos maior capacidade para escoar o tráfego de voz e dados", detalhou Bonilha, que participou nesta quarta-feira, 3/7, do Broadband Latin America, evento realizado na capital paulista.

Segundo ainda o executivo, o backbone da Telebras já está com 25 mil quilometros e possui 1187 provedores de Internet cadastrados no banco de dados para atendimento. Mas, hoje, apenas 100 já estão atendidos e consumindo cerca de 500 gigabits da infraestrutura. "Vem daí a nossa necessidade de investir em backhaul. Aliás, acho que é preciso compartilhar o backhaul. E estamos abertos a negociar", ponderou. A Telebras, informou ainda Bonilha, já está ampliando nos pontos de maior demanda - Rio, São Paulo e Brasília - a capacidade para 100 gigabits.

Dentro desa linha de expansão do backbone para as pontas do acesso, a Telebras espera fechar acordo com as prefeituras para expandir os anéis metropolitanos. "Eles podem ser bons parceiros porque, agora, poderão monetizar o investimento", avalia Bonilha. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, já foram fechados acordos com a prefeitura para atender Jacarepaguá, na Zona Oeste, onde boa parte dos esportes das Olimpiadas 2016 estará concentrada. Também já há uma linha sendo puxada para a Ilha do Governador, para atender o aeroporto do Galeão. "Fechamos também com a Prodabel, em Belo Horizonte, para termos anel óptico metropolitano interligando a capital mineira e outras nove cidades da zona metropolitana", acrescenta.

Copa do Mundo - Cuiabá e Manaus são os pontos fracos
"O desafio que nos impõe é fazer essa rede (backbone com 25 mil km) dar dinheiro. Monetizar o investimento. Essa equação é nossa e de todas as teles. No nosso caso, vamos nos preparar para oferta de serviços", explicou Bonilha. Mas toda essa parte de serviços ficará para 2014. Oferta de CDN - Content Delivery Network - é um dos meios para ganhar dinheiro.

"Os provedores, por conta da Lei do SeAC (que permite que eles possam ofertar vídeo e voz), querem mais rede. Queremos ser essa opção, mas precisamos investir em equipamentos de cache. Já conversamos com fornecedores, mas precisamos antes finalizar a rede para a Copa do Mundo nas 12 cidades-sede", acrescenta o presidente da Telebras.

Com relação à Copa do Mundo, a Telebras acredita que as cidades de Cuiabá e Manaus - que não estão na rota do backbone da Telebras - são as mais 'complicadas' para atendimento das exigências da FIFA. Mas para isso, a empresa negocia com as operadoras. "Vamos apostar no swap de fibra para capilarizar esas áreas". O prazo que a Telebras trabalha é encerrar toda a parte de infraestrutura de telecom até dezembro de 2013. "Vamos trabalhar duro para chegar a meta. Na Copa das Confederações, o nosso teste, fomos aprovados pela FIFA", destacou.

Bonilha foi bastante político ao comentar o corte de R$ 43 milhões determinado pelo Congresso no Orçamento da Telebras - em função das manifestações populares contra recursos destinados à Copa do Mundo. Segundo ele, o corte aconteceu no orçamento do ministério das Comunicações, que saberá resolver a questão de aportes na estatal. "O orçamento nos limita. O lançamento de cabos submarinos para melhorar a conexão internacional e reduzir o custo da Internet depende de recursos que ainda não estão liberados", completa o presidente da Telebras.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Telebras faz acordo com Cemig Telecom para capilarizar rede em Minas

Tele.Síntese - 02/07/2013

O acordo envolve troca de capacidade de rede; a Telebras fornece sua rede fora de Minas e usa a rede da Cemig Telecom em território mineiro.

Embora seu backbone já corte Minas Gerais, com ligação a partir de Brasília e, ainda este ano, com interconexão entre Belo Horizonte e Vitória, no Espírito Santo, a Telebras tem uma capilaridade muito limitada para atender à demanda dos mais de 700 municípios mineiros. Para conseguir ampliar seus pontos de presença firmou uma parceria com a Cemig Telecom, que tem licença para atuar apenas em Minas Gerais.

Nós vamos fazer troca de capacidade. Vamos oferecer nossa rede para entregar o tráfego para a Cemig Telecom em Minas Gerais a partir de diversos pontos do país, e vamos usar a rede da Cemig Telecom para poder levar nosso ponto de presença para cobrir um número maior de municípios mineiros”, informou Luiz Vergueiro, gerente comercial de PNBL da Telebras, que participou hoje do primeiro painel do Seminário Provedores Regionais em Belo Horizonte, promovido pela Bit Social.

Cobrado por Silvana Veloso, representante de Rio Acima, município a 38 quilômetros de Belo Horizonte que foi contemplado no primeiro edital de Cidades Digitais do Ministério das Comunicações, sobre a falta da oferta de link pela estatal, Vergueiro explicou que, infelizmente, a Telebras não tem cobertura para atender a todos os municípios contemplados no primeiro edital. Para evitar que tenham como única opção o link da concessionária local, normalmente com preços elevados, informou que, após acordo com o Ministério das Comunicações, a Telebras vai fazer um chamamento aos provedores regionais das cidades contempladas para fazer uma PPP com quem se interessar em atender ao município contemplado dentro do parâmetro de preço estabelecido. A primeira parceria nesses moldes foi feita entre Telebras e provedor local para atender Conceição do Araguaia, no Pará.

Cemig

Também a Cemig Distribuidora, uma das 130 empresas do grupo Cemig que comprou várias distribuidoras pelo país, está empenhada em usar sua infraestrutura de rede para conectar municípios mineiros incluídos no programa Cidades Digitais ou no programa Olho Vivo, do governo de Minas Gerais, de viodemonitoramento, envolvendo 20 cidades. “Nosso planejamento de expansão é feito para atender às necessidades de automação de nossa rede, mas estamos trabalhando para atender a esses programas públicos. No caso do viodeomonitoramento firmamos um acordo com a Polícia Militar, através do qual fazemos a conexão”, explicou Naara da Rocha Torres, gestora de controle e gestão de compartilhamento de infraestrutura da Cemig Distribuidora, também presente ao debate, que contou ainda com a presença de Artur Coimbra, diretor de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do Minicom. Ele defendeu a importância do compartilhamento de infraestrutura para reduzir custos e dar vazão ao aumento de tráfego.

O Encontro Provedores Regionais de Belo Horizonte reuniu mais de 80 provedores de acesso à internet e serviços de telecomunicações de 38 cidades mineiras de diferentes regiões do estado. Patrocinado pelo BNDES, Sebrae e Padtec, o seminário, o segundo de uma série de quatro, contra ainda com o apoio da Furukawa e o apoio institucional da Abrint e da Telebras.

Genildo Lins assume a secretária-executiva do Ministério das Comunicações

Convergência Digital - 01/07/2013

O ministério das Comunicações tem um novo secretário-executivo. Foi confirmada nesta segunda-feira (01/07), a já aguardada exoneração de Cezar Alvarez, que deixa o governo. Para o lugar, o ministro Paulo Bernardo nomeou Genildo Lins Albuquerque, que até então vinha ocupando o posto de Secretário de Comunicação Eletrônica. A troca de funções no Ministério das Comunicações foi publicada nesta segunda-feira, 01/07. no Diário Oficial da União. Lins estava à frente da migração da TV digital.




Genildo Lins é natural de João Pessoa. Bacharel em Ciências Jurídicas e especialista em Contabilidade e Auditoria pela Universidade Federal da Paraíba. Exerceu cargo de Auxiliar de Auditoria de Contas Públicas do TCU da Paraíba entre 1998 e 2007. Titular de cargo efetivo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental desde junho de 2006, atuou no Ministério do Planejamento antes de chegar ao Ministério das Comunicações.

PNBL é exemplo de universalização, diz a UIT

Teletime - 01/07/2013

O estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Unesco e Cisco sobre planos nacionais de banda larga divulgado nesta segunda, dia 1, aborda um ponto crucial para a implementação bem sucedida de projetos de universalização: a parceria do governo com os setores. Tanto é que o levantamento destaca o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) no Brasil como um exemplo de iniciativa que deu certo. A UIT ressalta o trabalho intensivo com discussões e considerações que resultou na implementação do projeto por decreto. "O Brasil é um bom exemplo de um plano que recebeu grande apoio e adoção entre uma gama de diferentes setores através de consultas e negociação, com excelentes resultados de mercado", diz o texto.

No entanto, a entidade considera que o PNBL ainda precisa constantes mudanças, de acordo com as evoluções. "Apesar de ser neutro em tecnologias, o estudo identifica soluções para banda larga fixa e móvel, assim como uma nova capacidade de satélite para endereçar às necessidades de populações rurais e remotas", afirma o texto. "Essas soluções deveriam atender às demandas específicas da população, incluindo aos que podem comprar um computador ou tablet, aos que possuem smartphones e mesmo aos (indivíduos) cuja única possibilidade realística de ter acesso à banda larga é indo a um telecentro comunitário".

Dentro do escopo abrangente de iniciativas à universalização da UIT, o texto destaca as desonerações para equipamentos de infraestrutura de banda larga e smartphones, além de planos básicos de serviço de banda larga fixa e móvel disponível em todas as operadoras. "A Anatel introduziu uma série de medidas estruturais, incluindo a competição aberta no mercado de cabo; feriado regulatório para investimentos em fibra ótica; um requerimento para ofertas de referência no mercado varejista de players com poder de mercado significativo (PMS); assim como a promoção de Pontos de Troca de Tráfego (PTT)", diz a entidade.

Foco
As medidas mais adotadas são o fomento à competição e ao investimento, alocação e atribuição de espectro, redução de custos na implementação de infraestrutura; modalidades de expansão de core de rede; e políticas para aumentar a disponibilidade de acesso inclusivo à banda larga. De acordo com a entidade, os benefícios dos planos são mais prováveis de serem atingidos em locais onde há parcerias fortes entre governo, indústria e setores e onde os governos promovem uma abordagem de consulta participativa no processo de construção de políticas – como aconteceu no caso brasileiro com o PNBL.

A UIT considera que os planos devem ser revisados regularmente para dar conta das dinâmicas do setor. "Revisões a cada três a cinco anos são mais prováveis".

Brazil Shows Progress in Telecommunications during the FIFA Confederations Cup Brazil 2013


Rio de Janeiro – The actions undertaken by the Brazilian Federal Government in the area of telecommunications are proving fundamental to the staging of the FIFA Confederations Cup Brazil 2013 tournament which comes to an end this Sunday. The investments made in the telecommunications sector for this event, as well as for the 2014 FIFA World Cup Brazil, will leave a positive legacy for the country, emphasized the Executive Secretary of the Ministry of Communications Cezar Alvarez in a news conference held at the Open Media Centre this Friday, 28 June. The meeting with journalists was also attended by the President of Telebras Caio Bonilha and the Superintendent of Inspections for the National Telecommunications Agency (Anatel) Thiago Botelho.

“Sooner or later we would have to make these investments to increase expansion and provide better services. The Cup accelerated our using these resources. Each and every acquisition of equipment and extension of fiber optics, not to mention the managerial experience itself, all the professional training and monitoring of the system, represents an important acquisition for Brazil,” declared Executive Secretary Alvarez.

According to the Ministry of Communications, the principal actions undertaken for the FIFA Confederations Cup Brazil 2013 include the building of 4G mobile phone networks in the six host cities and more than 9,000 kilometers of fiber optics to transmit the games in high definition, besides modernizing the structures to inspect the use of the spectrum for telecommunications services.

The President of Telebras Caio Bonilha added that the Cup has lent dynamism and vitality to the company’s projects to expand the network and offer even better services.

“The Cup has also provided the opportunity for the image of Telebras to achieve international standards of telecommunications services,” said Bonilha.

The 4G technology services in the host cities are provided by the telephone operators, while the inspection is carried out by Anatel.

“We are inspecting and monitoring the problems of Internet connections reported by the football supporters, but we still do not have a final position on the matter. Momentary problems always occur when many people use these services in a small area like the stadiums. A more consolidated picture will give us the parameters to determine whether or not the operators should be penalized,” explained Thiago Botelho.

Telebras – Video transmission and support for the FIFA network

The matches played during the FIFA Confederations Cup Brazil 2013 are all transmitted by fiber-optic networks built and operated by Telebras. To perform this task, the company uses redundant infrastructures (that is to say, with at least two independent networks and covering different routes) to link up the stadiums in the six cities hosting the games. Each link provided by Telebras has a capacity of 10 Gbps, uses equipment developed in the country with DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) technology and enables different programs to be transmitted simultaneously in high definition (HDTV).

The Telebras network can be divided in two parts. The first is the long-distance network that connects the various capital cities and is already used by the operator company for the actions of the National Broadband Plan (PNBL). At present, this network already covers over 25,000 kilometers, 9,030 of which make up the ring that joins together the six host cities of the FIFA Confederations Cup Brazil 2013. Since the investments in the national network were already projected in the PNBL, there was no need for the Brazilian Federal Government to make any additional investment.

The second part refers to the networks inside the cities or metropolitan networks. The metropolitan networks connect the Telebras national network to the stadiums and other points of interest related to the Confederations Cup and World Cup tournaments. Although these networks were already part of the initial PNBL project, they had their projects expanded and their capacity raised to meet the requirements of the two Cups. The Brazilian Federal Government foresees investments of up to R$ 200 million in these metropolitan networks, which will continue after the World Cup is over to belong to Telebras, and will allow the PNBL actions to grow in the principal metropolitan regions of the country. At the moment, the investments made by Telebras in the metropolitan networks total R$ 60.16 million.

In addition to the Telebras investment in networks that will continue on as a legacy of the 2014 FIFA World Cup, the Ministry of Communications has signed contracts with the State company to the total amount of R$ 33.34 million to ensure that during the period of the World Cup the services provided will meet the quality demanded by FIFA. These contracts will cover the costs, among others, of contracting redundant links, maintaining operations centers and around-the-clock teams, as well as spare parts available in strategic locations.

The quality of the network provided and operated by Telebras is far superior to that offered today in the general Brazilian market. The technical requirements laid down by FIFA, for example, include 99.99 percent availability of the network, which means that transmissions can only afford any type of failure during a mere 0.01 percent of transmission time.

Transmission of the games will use the Telebras National Network, the same network that provides support to the National Broadband Plan, which already extends over more than 25,000 kilometers.

Copa das Confederações foi um grande desafio para a Telebras

O Brasil fechou com saldo positivo a Copa das Confederações 2013. Além de se sagrar campeão invicto do torneio no domingo (30), o anel de fibra óptica construído pela Telebras e que garantiu a transmissão de dados e imagens dos estádios ao Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBCC) da Fifa, localizado em Belo Horizonte (MG), não registrou nenhum incidente. Do centro da Fifa, essas imagens foram distribuídas pelas emissoras de TV para todo o mundo.

Nesse anel óptico de mais de 10 mil km interligando todos os seis estádios participantes da Copa das Confederações ao IBCC – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) – a Telebras utilizou links com capacidade total de 100Gbps e garantindo uma transmissão segura e de alto padrão internacional. A tecnologia utilizada pela Telebras para iluminar as fibras é o DWDM (Dense Wavelengh Division Multiplexing), com equipamentos desenvolvidos no País, e que permite a transmissão simultânea de diversas programações em alta definição (HDTV).

A qualidade dos serviços executados pela Telebras, que permitiu transmissões de padrão internacional, foi elogiada pelo próprio comitê organizador da Fifa.

Em um balanço de imprensa, o presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse que a Copa das Confederações foi um grande desafio para a empresa, dinamizou e deu vitalidade aos projetos para ampliação da rede e oferecimento de um serviço cada vez melhor. “Proporcionou também uma projeção da imagem da Telebras com padrão internacional de prestação de serviço de telecomunicações”, disse, ao elogiar o esforço de todos os colaboradores da empresa que garantiu um serviço de alta qualidade.

Caio disse que os serviços prestados pela Telebras estiveram dentro das especificações da Fifa, que é extremamente rígida nas suas exigências. “A Telebras se equiparou, em pouco menos de três anos, a todas as outras operadoras existentes no País, o que foi um avanço extraordinário”, destacou.

A rede da Telebras pode ser dividida em duas partes: a primeira é a rede de longa distância, que interliga as diferentes capitais, e já utilizada pela operadora para as ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Hoje, esta rede já conta com mais de 25 mil quilômetros de extensão, dos quais mais de 10 mil km compõem o anel que interliga as seis cidades-sede da Copa das Confederações.

A segunda parte se refere às redes dentro das cidades, ou redes metropolitanas. Previstos inicialmente no PNBL, novos trechos ligam a rede nacional da Telebras aos estádios e demais pontos de interesse da Copa das Confederações e Copa do Mundo. O Governo Federal prevê investimentos de até R$ 200 milhões nestas redes metropolitanas que, após a Copa, continuarão sendo da Telebras e permitirão a expansão das ações do PNBL nas principais regiões metropolitanas brasileiras.

Até o momento, os investimentos da Telebras nas redes metropolitanas já chegaram a R$ 60,16 milhões.

Um ponto peculiar da rede provida e operada pela Telebras é que ela tem uma qualidade muito superior à praticada hoje no mercado brasileiro. Os requisitos técnicos da Fifa exigem, por exemplo, que a rede tenha uma disponibilidade de 99,99%, o que significa que a transmissão só pode ter algum tipo de falha durante 0,01% do tempo de transmissão.