sexta-feira, 14 de junho de 2013

Exército usará rede 4G para vigiar segurança na Copa das Confederações


Rede LTE privada foi construída para teste em serviços públicos. Serviço será usado na estreia dos jogos em Brasília


A Motorola Solutions realiza neste sábado (15/06), em conjunto com o Exército Brasileiro, o primeiro teste de uma rede privativa 4G baseada em LTE (Long Term Evolution) dedicado a serviços públicos na frequência de 700 MHz, durante uma partida de futebol.

A ação se dará durante a abertura da Copa das Confederações, em Brasília, e tem como objetivo demonstrar os benefícios da tecnologia para entidades públicas, por meio de uma rede privativa de dados de banda larga móvel 4G, e contribuir para a inclusão digital dos serviços públicos no País.

Serão utilizadas soluções para o envio de imagens de câmeras fixas, do efetivo das ruas e aéreas por meio de rede LTE dedicada aos órgãos públicos, em tempo real, para a Central de Comando e Controle e para os agentes públicos em campo envolvidos nas operações.

Durante o evento serão realizados testes visando avaliar a capacidade de transmissão das altas taxas de dados em conjunto com a mobilidade que uma rede 4G pode oferecer. Por meio da rede LTE serão transmitidas imagens de câmeras fixas de segurança instaladas ao redor do estádio e câmeras móveis instaladas em veículos, em motocicletas (batedores) e em helicópteros do Exército.

As imagens serão acessadas em tempo real no Centro de Comando e Controle e pelos usuários em operação em campo com os terminais e modems LTE. Além da transmissão de imagens em tempo real, a rede LTE será utilizada para acesso a informações na internet e PTT (push-to-talk) para comunicações de voz, entre outras aplicações.

Serão disponibilizados rádios modem veiculares, rádios modems USB e dispositivos de mão LEX 700, que serão utilizados pelo Exército de Brasília e outras agências públicas envolvidas na operação do evento.

Para garantir ampla cobertura da rede de 4G, foi instalado um site no Colégio Militar de Brasília (CMB), próximo ao local do evento, para dar suporte ao efetivo que trabalhará na segurança da cidade durante o jogo. Os testes de LTE, em parceria com o Exército Brasileiro, na capital federal, tiveram início em maio de 2012.
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NR: A Telebras tem um contrato com o Exército para o fornecimento de serviços de conectividade dedicada e de alta disponibilidade à Internet.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

De saída do Minicom, Alvarez renuncia à presidência do Conselho da Telebras

Convergência Digital :: 13/06/2013

Em comunicado ao mercado nesta quinta-feira, 13/6, a Telebras informa que o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração da estatal.

A renúncia está diretamente ligada à saída de Alvarez do cargo de secretário executivo do Minicom, conforme já anunciado por ele mesmo e pelo ministro Paulo Bernardo.

Na Telebras, até aqui não há uma indicação de substituto efetivo, mas a especulação é de que deverá assumir o posto o atual secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão.
Telebras garante a rede para a Copa das Confederações

Telebras - 13/06/2013

A Telebras concluiu com sucesso os testes da infraestrutura necessária para a transmissão de vídeo de alta definição (HDTV) dos jogos da Copa das Confederações, que começam no sábado, dia 15 de junho, e prosseguem até o dia 30. A rede foi concluída no dia 15 de maio e os testes foram realizados no dia 30 com a empresa contratada pela organização dos jogos para coordenar a transmissão. A Telebras foi contratada pelo Ministério das Comunicações por R$ 31,6 milhões para a execução dos serviços. A estrutura será ampliada para a utilização na Copa do Mundo de 2014.

Segundo o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Paulo Kapp, todos os testes da infraestrutura foram realizados com resultados positivos. Os engenheiros da empresa envolvidos com o projeto permanecerão em regime de plantão nas cidades-sede da Copa das Confederações para garantir o funcionamento da rede.

Serão utilizados links que totalizarão 100Gbps, conectando todos os estádios participantes do evento – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) – ao Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBCC) da Fifa, localizado em Belo Horizonte. A tecnologia utilizada pela estatal para iluminar as fibras é o DWDM (Dense Wavelengh Division Multiplexing), com equipamentos desenvolvidos no País.

Esses links garantem uma qualidade acima do praticado hoje no mercado de telecomunicações, que, conforme exigência da Fifa, atingem o patamar mínimo de disponibilidade de 99,99%.

O trabalho de expansão da rede de fibra óptica da Telebras para atender a demanda desses dois grandes eventos internacionais já foi concluído nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, expandindo sua rede de telecomunicações em mais 8,9 mil km. Com isso, o backbone da empresa atinge o total de mais de 25 mil km em todo o País, interligando todas as regiões brasileiras com uma banda larga de alta confiabilidade e velocidade. As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte passam a integrar a rede nacional da Telebras, ampliando a possibilidade de atendimento do PNBL.

Este será um legado para a população brasileira, que passa a ter a possibilidade de acesso ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) do Ministério das Comunicações, por meio de operadores regionais.
Senado aprova MP que desonera banda larga

Valor Econômico - 13/06/2013

O Senado aprovou ontem, em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 606, que estende até 30 de junho de 2014 o prazo para as empresas aderirem ao Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (REPNBL). O texto segue para sanção presidencial.

O regime concede desoneração de PIS/Pasep, Cofins e IPI para todos os equipamentos e mão de obra usados na implantação, ampliação e modernização de redes de telecomunicações para acesso a internet de alta velocidade.

O governo tinha estabelecido o dia 30 deste mês como limite para as empresas apresentarem projetos ao Ministério das Comunicações. Mas até o ministro Paulo Bernardo já disse publicamente que o prazo seria "apertado" e apoiou a iniciativa do relator, senador José Pimentel (PT-CE), de ampliá-lo em um ano.

Em seu parecer, Pimentel argumenta que a demora na regulamentação do Regime Especial (com a publicação da última portaria em março deste ano) prejudicou as empresas.

"Há risco de que projetos relevantes para a infraestrutura de telecomunicações não sejam viabilizados. Por outro lado, com mais tempo disponível, o Regime Especial representará um mecanismo de indução da produção e do desenvolvimento de equipamentos de telecomunicações no país", justifica o senador.

Também foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para obrigar Executivo, Legislativo e Judiciário a divulgarem os salários de seus servidores. O texto inclui empresas públicas e sociedades de economia mista, como a Petrobras e a Eletrobras.

De autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), a proposta estipula que os três Poderes deverão divulgar anualmente os valores de subsídios e da remuneração dos cargos e empregos públicos. Além disso, mensalmente, os órgãos deverão divulgar uma lista com o nome dos servidores e quanto cada um efetivamente recebeu, isto é, incluindo gratificações e outros benefícios.

A PEC preserva de divulgação "os casos cujo sigilo da identificação do servidor seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado", desde que o órgão deixe claro o motivo. Os senadores rejeitaram uma emenda apresentada pelo senador Humberto Costa (PT-PE) que buscava preservar as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Para entrar em vigor, a PEC ainda precisa passar por votação em dois turnos pelo plenário do Senado e, em seguida, ser aprovada pela Câmara.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Telebras prepara entrada no mercado de CDN em 2014

De acordo com o presidente da estatal, há demanda tanto de provedores regionais de internet quanto de fornecedores de conteúdo

Tele.Síntese - 12/06/2013

A Telebras está atenta aos movimentos do mercado brasileiro de oferta de conteúdo audiovisual, estimulado pela aprovação do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), e se prepara para entrar no mercado de Content Delivery Network (CDN) para atender a demanda tanto de produtores de conteúdo pela rede por otimização da entrega, quanto dos provedores regionais de serviço multimídia que precisam entregar TV paga, além de internet, para concorrer com os grandes players.

"Entendemos que o PNBL está entrando em uma nova fase. Os usuarios, além de banda larga, também querem conteúdo e a própria lei do SeAC é um facilitador para isso. A Telebras não está alheia a esta realidade. Estamos estudando parcerias com provedores de conteúdo para entregar a eles o serviço de Content Delivery Network (CDN). Em breve, anunciaremos o modelo de atuação nesse setor, com o objetivo de darmos aos provedores condições de ter outros produtos e concorrer de maneira isonomica com outros fornecedores", afirmou o presidente da Telebras Caio Bonilha, durante o 5 Encontro Nacional de Provedores da Internet, promovido pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações.

De acordo com Bonilha, a empresa ainda estuda os modelos de arquitetura de rede e de negócio, mas certamente entrará neste mercado em 2014. Com este movimento, a Telebras passa a concorrer com empresas como a Level 3 e Akamai, que atualmente atendem grandes portais e empresas de Video On Demanda para otimizar a entrega de conteúdo. Assim como a Telebras faz na oferta de internet no atacado, a expectativa é de que a estatal entre neste segmento com preços mais baixos do que os atualmente praticados, gerando maior competição e possibilitando que pequenos provedores de conteúdo acessem os benefícios do serviço. Para os provedores regionais de internet, pode significar uma oferta, com qualidade, de vídeo sob demanda, por exemplo, a um preço acessível. "Queremos garantir concorrência econômica", afirmou Bonilha.

Para a Telebras, explica o executivo, o investimento para entrar no mercado de CDN é relativamente baixo, uma vez que já tem a rede de fibra óptica pronta, com 25 mil km de extensão. "Em 2014, já estaremos com a oferta", declarou. O executivo explicou que vem conversando com programadoras nacionais, interessadas em contratar o serviço, o que casa com a política de estímulo à estruturação da cadeia do audiovisual no país, que tem um de seus pilares na lei do SeAC.

CDN é o termo em inglês usado para denominar uma rede de distribuição de informações, que utiliza cachês de páginas estáticas e arquivos - distribuídas entre diversos servidores instalados em diferentes partes - com objetivo de agilizar a entrega de conteúdo. A CDN também pode garantir proteção adicional contra ataques DDoS, quando um número incrivelmente maior de solicitações de acesso à página forçam o site a cair. Por conseguir gerenciar o acesso de muitos usuários, distribuindo isso aos demais servidores, um conteúdo na CDN fica bem menos suscetível a esse tipo de ameaça.

Data Center
A Telebras também planeja para entre o final de 2014 e início de 2015 a inauguração de seu data center em Fortaleza. Segundo Bonilha, o projeto que faz parte do plano do governo brasileiro de estruturar um pólo de atração de provedores de conteúdo online para a região, conhecida por ser parte da rota de troca de tráfego de dados com diversos continentes, por meio de cabos submarinos.

Segundo Bonilha, o edital para construção do data center está pronto, mas falta ratificar com a nova administração municipal o acordo que sede um terreno para o centro de processamento de dados da estatal. O projeto deverá ser retomado após o fim da Copa das Confederações que, no momento, tem todas as atenções da equipe da Telebras.

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Telebras fornecerá serviços de CDN para provedores em 2014

Teletime - 12/06/2013

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, revelou durante o 5º encontro nacional de provedores de Internet da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) que a estatal vai fornecer serviços de CDN (Content Delivery Network) em parceria com provedores de conteúdo para provedores de acesso até o ano que vem. Segundo Bonilha, isso é reflexo da convergência de ofertas de triple play no mercado, que estaria pondo em desvantagem as empresas menores. "Além da banda larga, os usuários também querem conteúdo e outros serviços, e a própria lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) já é uma facilitadora para os provedores", explica. "A Telebras não está alheia a esse processo, estamos estudando com outras empresas para entrar na cadeia de CDN e, em breve, vamos ver como dar condições a vocês (provedores de acesso) a ter outros produtos para os clientes, para competirem de forma mais isonômica."

Bonilha diz que o serviço de CDN "seguramente será disponibilizado em 2014" com um investimento inicial "relativamente pequeno". A arquitetura dessa rede, diz, vai depender do modelo de negócios escolhido. "Temos demanda e temos provedores", garantiu ele. "Já completamos nossa rede, então não faz sentido a gente não ajudar". Ou seja, o transporte de conteúdo será feito pela companhia, que deverá cobrar "preços competitivos" para que os provedores possam fazer pacotes triple play.

Ele ressalta que a Telebras está atualmente focada no fornecimento de infraestrutura para a Copa das Confederações, mas que, passado o evento, a empresa terminará de elaborar o plano. Ela vai disputar mercado com companhias como Level 3, que começou a prestar serviços de rede de entrega de conteúdo no ano passado, e Akamai. Em parceria com a Cisco, a TIM também deverá ser uma concorrente com um projeto de CDN, previsto para ser concluído no primeiro semestre de 2014.

A entrada no mercado de CDN visa a promover maior poder de competição a uma gama de mais de cem provedores que utilizam a infraestrutura da Telebras no País. Segundo Caio Bonilha, a empresa tem potencial para atender a mais de 1,5 mil municípios com a rede de 25 mil km de backbone, finalizado em maio. "Já chegamos a localidades remotas como Porto Velho, Pará, Amapá e todo o Nordeste", afirmou. Com o projeto do satélite geoestacionário brasileiro, as demais localidades onde a rede física não terá condições de atender estarão cobertas.

Data center

A Telebras ainda está trabalhando com a prefeitura de Fortaleza para a construção de um data center para a rede, que deverá ser concluído entre o final de 2014 e começo de 2015, após licitação. "Estamos com o edital pronto, só paramos para a troca de governo", diz Bonilha, citando a troca de prefeitura na capital cearense. "Agora estamos ratificando".

Com orçamento de cerca de R$ 500 milhões, a empresa deverá fazer pela primeira vez uma conferência para analistas. Mas Caio Bonilha avisa que, apesar do histórico, a estatal apenas acabou de concluir seu backbone, onde estavam concentrados seus esforços. "Somos uma startup, de papel temos três anos. Então, às vezes, os resultados não são tão bons", avisa.

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Telebras fará oferta de CDN em 2014

Convergência Digital :: 12/06/2013

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse que a estatal vai entrar no mercado de fornecimento de serviços de content delivery network (CDN). De acordo com Bonilha, a Telebras ainda estuda como será o modelo de negócio, mas planeja iniciar a oferta já no próximo ano.

Em conversa com jornalistas durante o 5º Encontro Nacional de Provedores de Internet e Telecomunicações, promovido pela Abrint, Bonilha afirmou que a estratégia é atender a uma demanda reprimida por parte dos pequenos provedores de contarem com melhores condições de competirem com os grandes provedores, que já possuem as ofertas denominadas triple play, que reúnem telefonia, internet e televisão por assinatura.

“Os usuários preferem a oferta combo. Com a rede que temos, faz sentido entrar neste mercado e nós queremos que os pequenos provedores tenham condições de competir,” afirmou. Quanto ao cronograma, o presidente da Telebras afirmou que está sendo estudado o modelo de negócios a ser adotado, o que deve sair ainda neste ano. “Os investimentos devem ser pequenos. Podemos começar com um único CDN e aumentar, conforme a demanda crescer.”

Serviços de CDN são ofertados por empresas como Level 3 e Akamai. Basicamente, trata-se de uma rede de distribuição de informações que tem como objetivo fornecer conteúdos mais rapidamente para o usuário final e com um menor custo para as empresas. Bonilha disse ainda que espera fornecer estes serviços a um custo menor para dar mais competitividade aos pequenos provedores do País.

Conferência de analistas
Sem revelar números, Caio Bonilha comentou sobre a reunião para analistas que a Telebras planeja realizar em julho. “Somos uma start-up e queremos mostrar que somos uma empresa atrativa e que temos potencial”, comentou.

Bonilha reconheceu que os resultados financeiros ainda não são bons, porque até agora a Telebras dedicou-se à construção dos cerca de 25 mil quilômetros de rede de telecom. Atualmente, a empresa conta com cerca de cem provedores clientes em praticamente cem localidades, o que ainda é pouco diante dos 1500 municípios potencialmente atendidos pelo backbone da estatal.
Governo libera R$ 1,7 mi para pagar infraestrutura nos centros de mídia da Fifa

Centros serão montados nos estádios que receberão as partidas dos mundiais

UOL Copa - 12/06/2013 via MidiaNews

O governo federal liberou mais R$ 1,7 milhão de investimento nas estruturas temporárias dos estádios da Copa das Confederações. Desta vez, a verba é para ajudar a pagar a conta de instalação de internet e telefone nos centros de mídia da Fifa, que irão funcionar junto aos estádios que recebem as partidas.

Na semana passada, o UOL Esporte noticiou que após um empurra-empurra entre Fifa, governo federal e cidades-sede, o Ministério das Comunicações havia assumido parte da conta das transmissões de TV do Mundial, no valor de R$ 31 milhões.

A Telebrás (empresa de capita misto vinculada à pasta das Comunicações) foi contratada pelo governo para instalar a infraestrutura de cabeamento e transmissão de dados sem fio necessária para interligar os centros de mídia nas redes de telefonia e banda larga existentes nas cidades-sede. Os provedores destes serviços são contratados pela Fifa e pelo COL (Comitê Organizador Local).

Segundo o Ministério das Comunicações, quem paga a conta do uso em si de internet e telefone são as duas entidades. A infraestrutura dos centros de mídia será utilizada tanto pelos jornalistas credenciados para cobrir o evento quanto os "clientes de mídia" da Fifa.

Assim como no caso das transmissões de TV, apesar de aceitar pagar mais essa parte da fatura, a pasta das Comunicações diz que não havia esta obrigação especificada no Caderno de Encargos (documento com as garantias do governo brasileiro em atender diversas exigências da Fifa para realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil).

"O texto da Garantia nº 11 estabelece as linhas gerais dos compromissos assumidos e não adentra nos detalhes de requisitos técnicos dos serviços mencionados, de limites das responsabilidades e obrigações de cada envolvido na preparação da infraestrutura e de distribuição dos encargos financeiros necessários aos eventos", afirma o Ministério das Comunicações em nota de sua assessoria de imprensa.

"Finalmente, após longo período de debates e negociações, os pontos de controvérsia sobre a Garantia nº 11 entre o Ministério das Comunicações e a Fifa foram pacificados", diz a nota ao explicar como assumiu estes custos operacionais. O ministério afirma que a verba diz respeito a serviços apenas onde os provedores contratados não tenham estrutura instalada.

O investimento nos centros de mídia já era previsto desde o começo, dentro das estruturas temporárias exigidas pela Fifa nos estádios e seus arredores para a realização dos mundiais de futebol. Estas estruturas eram responsabilidade das cidades-sede, mas elas ficaram assustadas com o tamanho dessa conta quando o orçamento com as exigências da Fifa contempladas chegou, em outubro do ano passado.

Os custos geram de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões por cidade-sede da Copa de 2014 e podem dobrar nas seis que recebem a Copa das Confederações na semana que vem. Inicialmente o governo federal disse que não ajudaria com estas despesas, mas aos poucos têm assumido parte dos custos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Telebras marca assembleia para eleger novos conselheiros fiscal e administrativo

Expectativa é de apresentação do novo presidente do conselho administrativo, com a saída de Cezar Alvarez


A Telebras informou ao mercado nesta segunda-feira (10) que fará uma assembleia geral extraordinária no dia 28 de junho, às 15hs, para eleição de novo conselheiro fiscal representante do Tesouro Nacional, em substituição a José Carneiro Neto, por indicação do Ministro do Estado da Fazenda. 

A companhia também reverá o valor global da remuneração da diretoria e os membros do conselho de administração para o período 2013-2014. A expectativa é de substituição do presidente do conselho, Cezar Santos Alvarez, que este mês deixa a Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações.

A assembleia também vai deliberar sobre a redução do capital social da Telebras, mediante amortização integral dos prejuízos acumulados e decorrente alteração do estatuto social. Pela proposta, o Capital Subscrito e Integralizado passará de R$ 719.454.543,77 - representado por 118.442.718 ações, sendo 97.439.719 ações ordinárias nominativas e 21.002.999 ações preferenciais nominativas - para R$ 263.145.011,82 representado por 118.442.718 ações, sendo 97.439.719 ações ordinárias nominativas e 21.002.999 ações preferenciais nominativas.

Linhão é contabilizado como legado da Copa

Linha de transmissão de energia elétrica que interligará Manaus ao resto País deve entrar em funcionamento este mês


Faltando um ano para a Copa do Mundo, a Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa) põe no hall de legados que o Mundial vai deixar para Manaus na área de energia e Internet uma obra do Governo Federal, cuja execução é esperada há mais de duas décadas: a linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus.

Segundo o coordenador da UGP-Copa, Miguel Capobiango, o “linhão”, como é chamada a linha de transmissão, dará a segurança que Manaus precisa ter nos setores de energia e telecomunicações para transmitir ao mundo os quatro jogos que vai sediar.

“O linhão de Tucuruí está saindo nesse prazo por causa da Copa. É um esforço enorme do Governo Federal. Porque Manaus é a única das 12 sedes que não está conectada ao sistema nacional de energia. E graças ao linhão teremos acesso à banda larga também, que era uma expectativa enorme que nós tínhamos”, afirma Capobiango.

Inaugurado, o linhão ligará Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Como junto ao trecho da linha de transmissão há também um cabo de fibra ótica, a capital do Amazonas ganhará a terceira conexão via cabo, para fazer frente às conexões que servem à cidade.

A operadora TIM é a proprietária do cabo que passa junto ao linhão. Responsável pelo gerenciamento do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), a Telebras já fez acordo com a empresa para utilizar a fibra ótica.

Segundo o assessor técnico da empresa Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), Aristóbolo Angelim, com a Telebras vendendo banda larga para operadores e provedores pelo cabo da TIM, ampliará a concorrência, possibilitando a redução dos preços cobrados atualmente.

“A velocidade da Internet pode multiplicar. Espera-se que o preço não multiplique junto. Mas deve cair o preço, por causa da concorrência que vai aumentar, comenta Aristóbulo. Atualmente, Manaus recebe sinal de Internet via cabo da Embratel e da Oi. Com a fibra ótica do linhão, entram nesse mercado TIM e VIVO.

Segundo Aristóbolo, a VIVO tem acordo para fazer a ligação entre o cabo da TIM com o anel de fibra ótica em Manaus. “Essa fibra que vem do linhão para na subestação (SE) Lechuga (no quilômetro 22 da rodovia AM-010). Para chegar em Manaus, a VIVO vai fazer essa ligação. A empresa estava nas tratativas de autorização de licença ambiental para lançar os cabos”, disse o técnico da Prodam.

Prestes a ser inaugurado, com investimentos previstos na ordem de R$ 3 bilhões, o linhão está fora de qualquer cronograma das obras de preparação para a Copa do Mundo. Faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

O edital para a licitação da linha de transmissão foi publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em março de 2008. Com a conclusão prevista para 2011, o projeto empacou em licenças ambientais. Agora, a previsão é que a obra seja entregue neste mês.

Os estudos preliminares sobre a viabilidade do projeto do linhão de Tucuruí surgiram no final dos anos 1980. Em 2004, com a aprovação das leis que instituíram o novo marco regulatório do setor elétrico, os levantamentos foram retomados. Somente em 2007, o projeto foi apresentado.

Investimento em redes de fibra ótica
As ações que o Poder Público se comprometeu em realizar para a Copa em Manaus no setor de telecomunicações são a implantação de infraestrutura para fornecimento de redes de fibra ótica, links de satélites e ligação via rádio nos campos base das seleções.

Os serviços, que envolvem apenas recursos do Governo Federal - R$ 371,2 milhões - têm prazo de conclusão entre dezembro deste ano e o primeiro semestre de 2014.

Aos governos municipal e estadual, ficou a tarefa de garantir licenças e o uso de postes públicos, dutos, torres para a implantação das redes de telecomunicações que atenderão ao evento.

Segundo Miguel Capobiango, os obstáculos que apareceram até agora, relacionados à telefonia celular convencional dentro das arenas onde o jogos da Copa do Mundo serão realizados já foram superados.

“As quatro empresas (TIM, VIVO, OI, Claro) fizeram consórcio e estão fazendo investimentos dentro das 12 arenas. Os investimentos estão sendo feitos nas novas antenas de comunicação dentro das arenas”, disse Miguel Capobiango.

domingo, 9 de junho de 2013

Disputa por satélite pega fogo

Correio Braziliense - 09/06/2013

O governo brasileiro resolveu concluir a concorrência pela fabricação do satélite geoestacionário de defesa e comunicações brasileiro, a cargo da Telebras e da Embraer (consórcio Visiona), e reduziu de sete para três as empresas concorrentes. A execução do projeto foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e escapou dos cortes no Orçamento Geral da União de 2013.

Norte-americanos, japoneses e um consórcio franco-italiano disputam o programa espacial brasileiro, que terá um investimento inicial de R$ 720 milhões. O lançamento do satélite está previsto para 2014, ano em que a presidente Dilma Rousseff disputará a reeleição, mas provavelmente ficará para 2015. A escolha da empresa vencedora deve ocorrer nas próximas semanas.

Ficaram de fora da disputa as empresas Astrium (francesa); Boeing e Lockheed Martin (norte-americanas); e Reshtenev (russa). Restaram a Thales Alenia Space (fraco-italiana), que adquiriu a brasileira Omnisys em São Bernardo do Campo (SP); a Space Systems Loral (empresa norte-americana adquirida pelo grupo canadense MDA) e a Melco (japonesa, do grupo Mitsubishi).

Consórcio
A Omnisys, que já recebeu 120 milhões de euros em investimentos em São Bernardo, tornou-se importante produtora e exportadora de radares aéreos (banda L) para América Latina, Europa e Ásia. Faz parte do cluster de empresas brasileiras que pode desequilibrar a disputa em favor dos franceses e dos italianos por causa da transferência de tecnologia: Orbital, Mectron, Fibraforte, Compsis, entre outras.

Vigilância
O satélite geoestacionário atende à demanda de comunicações de defesa do governo federal, assim como o Programa Nacional de Banda Larga, que levará a internet às populações de cerca de 1,2 mil municípios.