sexta-feira, 26 de abril de 2013



Interview: President, Telebrás: “In 2012 Brazil had a 19 per cent broadband growth rate – the highest in the world.”

Caio Bonilha President TELEBRASCaio Bonilha, President of Brazilian operator Telebrás is appearing at the Broadband LATAM conference taking place on 2 – 3 July 2013 at the Grand Hyatt, Sao Paulo, Brazil. Ahead of the show he tells us more about Telebrás’ strategy for the next few years, what’s hot in terms of technology and why Brazilian broadband is moving ahead in leaps and bounds.

According to Informa stats, only 30 per cent or so of households in Brazil have a broadband connection compared to an average of 80 per cent in Europe. Why is there imbalance and how is Telebras looking to address this?
By 2009, when we started the PNBL (Plano Nacional de Banda Larga – a government program to increase availability of internet access for consumers at an affordable price), the density was about 13 per cent. There are two main constraints that lead to this imbalance: the relatively low purchasing power of the population for broadband services and lack of network coverage, due to a lack of fixed access. When Telebras started its operations in July 2011 it addressed these problems by expanding coverage and lowering wholesale broadband prices, which strengthens ISPs in general. As a result, in 2012 Brazil had a 19 per cent broadband growth rate – the highest in the world, with more than 21 million of households connected.

Recently, Ibope/Nielsen released a report indicating that speed over 2Mbps grew 91 per cent between June 2011 and June 2012, from 8.8 million to 16.8 million connections. In the other hand, the number of connections with 512Kbps or less, decreased from 10 million to 6.1 million connections in the same period, a 39 per cent decrease.
The Broadband LATAM conference is taking place on 2 – 3 July 2013 at the Grand Hyatt, Sao Paulo, Brazil. Click here to download a brochure.
What impact will the upcoming Olympics have on your infrastructure and what specifically are you doing to prepare?
We are not providing services specifically to the Olympics but we are deploying a network to the World Confederations Cup 2013 and the World Cup 2014. This infrastructure will be used in the Olympics 2016 as well. By 2016 our backbone will be almost complete, providing coverage even to the metropolitan areas. As a result, many government and private customers will be using our services by then.

What is your strategy in terms of technology for the next couple of years?
We are now deploying an IP/MPLS/DWDM network and in the near future we are planning to deploy additional technologies as cloud computing, virtualisation and SDN – Software Defined Network. As our network grows nationwide, the need for more complex administration platforms grows as well, much faster and with a lot more complexity. In a SDN, Telebras will be able to shape traffic from a centralised console, without having to access each switch individually. Essentially, this technology will enable us to use less expensive switches and also have more control over the network traffic.

How do you balance making broadband affordable with the need to make CAPEX investments?
We are reducing our investments using existing dark fibres from other state-owned companies – OPGW (Optical Ground Wire), along with an extensive program of network sharing in partnership with other companies (private and public). As an example, we have made a cooperation contract with several cities to use their infrastructure, giving them broadband capacity in return. We are also making swaps with companies that have a network infrastructure in highways, railroads, pipelines and so on. As a result, we have a very cost-effective CAPEX. Furthermore the connection of sparse networks scattered all over the country adds value to both sides. It’s a win-win game.

What opportunities does the cloud present to operators?
The increase of out-of-the-company internet services (cloud services), as a global trend, tends to build up the overall operator’s market share. Most important, it can create diversity for a commodity like telecommunications. For instance, cloud services such as SaaS,  cloud storage, VoD, and others have to be provided over a telecom network, which drives customers to consume more broadband. Besides that, it also generates a whole new set of products enabling up-selling (upgrades on contracted services) and cross-selling (selling of new services) with more added value to customers.

What is the most exciting development you expect to see in broadband over the next 12 months?
From an operator’s perspective, I would say the proliferation of SDN technology. This could make the network management and control less expensive; as well as simplify the development of new products and enable the quick provision of network connections. In general, SDN provides architecture flexibility and reduces direct and indirect costs.
No último ano banda larga cresceu 37%, ou 26 milhões de acessos

Teletime - 26/04/2013

O Brasil fechou o primeiro trimestre de 2013 com 96,5 milhões de acessos em banda larga, o que representa um crescimento de 37% em relação a março de 2012, segundo levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). No último ano, 26 milhões de novos acessos foram ativados.

A evolução mais significativa em número de acessos nos últimos 12 meses se deu no segmento móvel da banda larga, com 45% de crescimento em relação a março de 2012. A Internet rápida pela rede móvel alcançou um total 75,5 milhões de acessos em março. Na banda larga móvel, 61,3 milhões são de conexões de celulares 3G, incluindo os smartphones, e 14,1 milhões são terminais de dados, entre eles modems de acesso à Internet e chips de conexão máquina-máquina (M2M).

A expansão também se deu na cobertura das redes de banda larga móvel, que cresceu 16%, com a ativação de 477 municípios nos últimos 12 meses. Ao todo, as redes de terceira geração (3G) estão instaladas em 3.333 municípios, onde moram 88% dos brasileiros. Esse total de municípios supera em mais de três vezes as obrigações de cobertura previstas no edital, que são de conectar 928 municípios até abril de 2013. Só neste ano, 48 municípios receberam as redes de 3G.

Na banda larga fixa, por sua vez, os acessos somaram 21 milhões em março. Desse total, 2,4 milhões de conexões foram ativadas nos últimos doze meses.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bernardo defende uso do Fust em projetos de cidades digitais

Ministro disse que a destinação dos recursos para levar banda larga para escolas públicas não faz mais sentido

Tele.Síntese - 25/04/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu, nesta quarta-feira (24), o uso dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para financiar projetos de cidades digitais. Segundo ele, existe uma demanda enorme de propostas dos municípios, que o orçamento do programa de Cidades Digitais do Ministério não tem capacidade de atender.

“Agora mesmo, na segunda chamada pública para levar o programa para os municípios houve mais de 1,9 mil inscrições e não poderemos atender mais de 100”, disse o ministro. Ele argumenta que a proposição que permite o uso dos recursos do fundo para levar a internet para escolas públicas não tem mais sentido, já que a maioria das instituições públicas urbanas está conectada pelas operadoras e as públicas rurais ganharão conexão até 2015, quando as teles terão de cumprir as obrigações impostas no leilão das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz.

Bernardo, que apresentou os projetos do MiniCom durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, disse que outra meta da sua pasta é criar condições para atrair a instalação de data Center no país. “Esse é um mercado de US$ 200 bilhões e o Brasil não pode ficar fora dele”, afirmou.

O ministro disse que a está estudando a oferta de isenções para instalação de data Center e que isso dependerá de mudança na legislação. “Nosso principal objetivo é a construção de infraestrutura de telecomunicações no país, para garantir a expansão e a qualidade dos serviços”, destacou.

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Cobertura de 3G e 4G em aeroportos será ampliada

Ministro Paulo Bernardo revelou que Infraero e operadoras fecharam acordo para instalar antenas e melhorar serviço ao usuário nos terminais

MiniCom - 24/04/2013

A Infraero e as operadoras de telefonia chegaram a um acordo para instalar mais antenas e ampliar a cobertura de internet 3G e 4G nos aeroportos brasileiros. A revelação foi feita pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira. A melhoria do serviço já deverá ocorrer durante a Copa das Confederações, que começa em junho.

Bernardo explicou que o ministério cobra um aumento da rede de voz e de dados nos aeroportos, mas havia divergência entre a Infraero e as empresas em relação ao valor pago pela instalação de antenas nos terminais. Segundo ele, o acordo fechado prevê que será cobrado aluguel de R$ 3 mil mensais das operadoras nos grandes aeroportos. Já nos pequenos, o valor será reduzido até R$ 1 mil, de acordo com o porte de cada terminal.

O ministro também voltou a garantir que haverá cobertura da tecnologia 4G nas cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. "Temos plena tranquilidade de que vai funcionar. Vamos fazer bonito", reforçou. Bernardo disse que a inclusão de cobertura do 4G dentro dos estádios é uma inovação e lembrou que o Brasil será o primeiro país a sediar um evento de porte mundial com a tecnologia de quarta geração.

Paulo Bernardo detalhou que, nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, que começa em junho, a Telebras já construiu as redes que vão dar suporte para estádios, concentrações das seleções de futebol e centros de imprensa. Além disso, a Anatel fez acordo com as operadoras para garantir a cobertura de internet dentro dos estádios.

Lei das Antenas
O ministro disse que o projeto que padroniza as regras para instalação de antenas de telefonia deverá ser votado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dentro de 15 a 20 dias. O pedido de urgência para votação direta do projeto no plenário deverá ser retirado. O presidente da CCT, deputado Paulo Abi-Ackel, disse que seria importante o projeto passar antes pela comissão. "Acho perfeitamente justo. É importante a comissão se posicionar. Além disso, há interesse em fazer tramitar esse projeto rapidamente", disse Bernardo.

O projeto da Lei Geral das Antenas (PL 5013/2013) foi aprovado pelo Senado em dezembro do ano passado e está na Câmara desde janeiro. O texto estabelece as normas que são de competência federal e diminui a burocracia para a instalação de antenas em municípios. "Queremos qualidade e que as empresas melhorem o serviço, mas tem de ter infraestrutura. Nós temos de ajudar nisso", ponderou Bernardo.

Regulação da Mídia
Paulo Bernardo também voltou a defender a regulação da mídia, mas sem controle de conteúdo e censura. "A regulação tem de ser feita até porque está prevista na Constituição. Todos os setores já têm marco regulatório, então por que não poderia haver um marco da mídia?", indagou. O ministro disse que o que não pode é haver censura, mas defendeu que exista uma lei para direito de resposta, por exemplo.

Bernardo acrescentou que a regulamentação deve ser bem elaborada e não pode ser feita "a toque de caixa". De acordo com o ministro, a regulação não se aplica à imprensa escrita nem à internet, valendo apenas para emissoras de rádio e televisão.
A internet é um grande ambiente de negócios

Telebras - 19/04/2013

Brasília, 18/04/2013 – “A internet é sempre colocada como grande ambiente de diálogo, convivência e democracia. E é mesmo. Mas é também um grande ambiente de negócio”. A afirmação foi feita pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante palestra na abertura do Congresso Brasileiro de Internet, hoje de manhã, em Brasília.

Para o ministro, o comércio cada vez mais vai ser feito pela internet, assim como transações financeiras e grandes operações de impacto econômico sobre a sociedade. “Se nós não nos preocuparmos em estabelecer regras e boas condições, isso vai significar onerar ainda mais a sociedade”, destacou.

Assim, segundo ele, é preciso garantir um grande projeto de investimento para o setor, desenhar um modelo consistente de infraestrutura para as telecomunicações no Brasil. A presidenta Dilma Rousseff, assinalou, considera que isso é tão importante quanto investir em infraestrutura de transportes terrestres, aéreos e marítimos.

“Vamos facilitar a vida das empresas para adotarem novas tecnologias e baratear os preços aos consumidores”, disse, lembrando que o País tem hoje a sétima posição em audiência de internet. Para Bernardo, o importante é criar condições para a que a internet funcione melhor e com muito mais intensidade de uso nos próximos anos.

Acrescentou a tecnologia móvel está crescendo muito e mais rapidamente que a telefonia fixa. “Todos querem carregar sua internet no bolso”, disse. E acrescentou que “temos que fazer muita infraestrutura para suportar este crescimento” adiantando que em 2012 o setor investiu cerca de R$ 25 bilhões, o maior valor desde a privatização das telecomunicações.

PONTO DE TRÁFEGO
Citou o empenho do governo em estabelecer em Ponto de Passagem de Tráfego no Brasil, em Fortaleza, para reduzir a dependência brasileira e o custo internacional do tráfego na internet que é de cerca de US$ 500 milhões/ano. Segundo Bernardo, existem hoje no mundo 15 pontos de passagem de tráfego, sendo 11 nos EUA, 3 na Europa e um no Japão.

Além disso, destacou o Ministro das Comunicações, é preciso garantir que a internet chegue aos locais que ainda não têm acesso – são cerca de dois mil municípios brasileiros que ainda não contam com rede de fibra óptica. Para tanto, será necessário investir cerca de R$ 26 bilhões nos próximos dez anos apenas para expandir a rede fibra óptica, e R$ 100 bilhões para ampliação de redes, implantação de tecnologias que possibilitam a conexão à internet, por meio de rádio ou satélites, até a casa do usuário.

O governo já investiu cerca de R$ 40 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) para levar a banda larga à zona rural – “um lacuna que temos no setor” – e que começará a ser implantada no começo de 2013. O ministro lembrou que, em 2011, mais de 6 milhões de domicílios ganharam acesso à internet, enquanto que a internet móvel ganhou cerca de 22 milhões de usuários. Atualmente, segundo estimativas, existem no País 61 milhões de celulares conectados à rede mundial de computadores e 7 milhões de modems de terceira geração, além do mesmo número em conexões máquina a máquina (m2m). Esse tipo de equipamento também terá taxas desoneradas.

“Hoje, um chip conectando um ônibus a uma câmera de segurança paga as mesmas taxas que um aparelho de celular. Como se trata de um serviço de menor valor agregado, a tendência é que seja considerado muito caro e inibidor para o crescimento dessas atividades”, explicou.

A expectativa é que em 2020 o Brasil terá aproximadamente 1 bilhão dessas máquinas. “Isso é mais um motivo para nos preocuparmos com a questão da infraestrutura”, afirmou. O setor de telecomunicações Brasil teve recorde de faturamento, com mais de R$ 214 bilhões, e também de investimentos: R$ 25 bilhões – “foi o ano mais expressivo desde a privatização”. A tendência é continuar crescendo, sobretudo com a entrada no mercado na nova classe média, estimada em cerca de 40 milhões de novos consumidores que passaram a ter acesso a essas tecnologias.

Também participaram da abertura do Congresso Brasileiro da Internet o senador Walter Pinheiro, o deputado Paulo Abi-Ackel, a ministra do STJ, Fátima Nancy Andrighi, o vice-presidente do Facebook, Alexandre Hohagen, o diretor corporativo do portal Uol, Gil Torquato, o presidente da Abranet, e o presidente do Conselho da Abranet e conselheiro do Comitê Gestor da Internet, Eduardo Neger.
Internet já abocanha nos EUA mercado da TV paga

Folha de São Paulo - 24/04/2013

O Netflix, serviço de filmes e programas via internet, de baixo custo, retomou ontem sua trajetória de principal ameaça à televisão.

Com a divulgação do balanço do primeiro trimestre, suas ações voltaram a ser negociadas em Nova York acima de US$ 200 pela primeira vez desde 2011, quando sofreu uma crise de confiança junto aos assinantes.

No balanço, o Netflix informou ter aumentado em 2 milhões o número de assinantes nos Estados Unidos, totalizando 29,2 milhões. Segundo analistas do setor ouvidos por "Variety" e "New York Times", conseguiu deixar para trás na liderança a HBO, serviço de filmes e programas via TV paga, por cerca de 500 mil assinantes.

Fora dos EUA, o Nérolis elevou o número de assinaturas em 1 milhão, para 7,1 milhões. Nesse âmbito, porém, a HBO é 16 vezes maior. Em entrevista à revista "GQ" de janeiro, o diretor de conteúdo do Netflix já dizia que "o objetivo é se tornar a HBO antes que a HBO possa se tornar Netflix".

NO BRASIL, AUMENTO

A única menção do relatório à operação brasileira foi quanto ao reajuste "modesto" na assinatura mensal, de R$ 15 para R$ 17, já anunciado aos clientes. A justificativa, segundo o fundador e presidente-executivo, Reed Hastings, é recuperar a inflação acumulada desde o lançamento no país, há um ano e meio.

O balanço não detalha resultados financeiros ou de penetração no Brasil ou qualquer outro país, fora os EUA.E o único dado de audiência foi global e aproximado: seus quase 36 milhões de assinantes digitais assistiram a um total de 4 bilhões de horas de programação via internet, no primeiro trimestre.

Além do serviço on-line, o Netflix ainda mantém nos EUA a entrega de DVDs por correio, origem do negócio, mas hoje inexpressiva. Foi justamente a tentativa frustrada de isolar os DVDs em empresa à parte que levou à crise de confiança de 2011.

CASTELO DE CARTAS

Lançada em fevereiro, com direção de David Fincher e protagonizada por Kevin Spacey, a série "House of Cards" (castelo de cartas) foi o destaque de Hastings ao apresentar o relatório.

Primeiro investimento de peso do Netflix em conteúdo, a série trouxe para todo o serviço, segundo seu fundador, "um efeito de halo" (percepção favorável) mundo afora.

"O alto nível de satisfação indica que somos capazes de usar os dados e focar a nossa audiência tão bem quanto a TV aberta e fechada", disse Reed Hastings.
Bernardo acerta parceria com Google para ampliar acesso à internet

Empresa tem interesse em ajudar o governo no incentivo ao desenvolvimento de conteúdo nacional

Tele.Síntese - 23/04/2013

O presidente da empresa Google Brasil, Fábio Coelho, propôs, nesta terça-feira (23), parceria ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para ampliar o acesso à internet no país e incentivar o desenvolvimento de conteúdo nacionais na web. “O Brasil é o segundo país do mundo em consumo de audiovisual e é considerado pela matriz como um "mercado prioritário". Entretanto, o país é apenas o 9º em produção de conteúdo audiovisual”, ressaltou o executivo.

Bernardo disse que uma parceria com o Google será muito bem-vinda. Ele acrescentou que ampliar o acesso à internet no Brasil é uma obsessão da Presidente Dilma Rousseff e uma parceria com a gigante de buscas seria "música para seus ouvidos".

O ministro falou que a Google é uma megaempresa e pode ajudar o governo com parcerias que levem o acesso à rede mundial de computadores para regiões que vivem "num deserto digital", como a Região Norte. Segundo Bernardo, em 2012, a internet estava em cerca de 40% dos domicílios brasileiros, mas na Região Norte este número se reduzia para 8% dos domicílios e quando tem, destacou, "os preços são muito elevados". O ministro destacou ainda que não é só a Região Norte que sofre com a falta de acesso, mas também as periferias das grandes cidades.

"Precisamos avançar mais", reforçou Bernardo e reafirmou que internet é a prioridade estratégica do ministério. "Daqui a alguns poucos anos tudo estará dentro da internet e todos devem procurar se localizar neste novo ambiente, inclusive de negócios".

Falou ainda sobre a ação estratégica do Ministério das Comunicações para dar impulso aos conteúdos digitais criativos a serem desenvolvidos no Brasil. "Isso é tão importante quanto infraestrutura", disse Bernardo a Coelho.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fibra ótica que transportará informação de alta velocidade chega ao Palácio Rio Madeira

Interligar todas as esferas do poder público, agentes governamentais, população e parceiros conveniados com celeridade e segurança proporcionados pela fibra ótica é o objetivo da Infovia Rondônia.


Porto Velho/RO - A ferramenta que promete revolucionar a comunicação no Estado rondoniense começa a ser implantada na capital. O Palácio Rio Madeira recebeu na última quinta-feira (18) a estrutura de cabeamento responsável por transportar toda a comunicação de dados produzidos na estrutura governamental.

A estrutura física que interliga a fibra ao Palácio está conectada, sua operacionalização começa a partir da instalação dos equipamentos técnicos. O prazo para essa fase do projeto é o final de abril.

Como explicou o governador Confúcio Moura, a Infovia disponibilizará internet de alta velocidade aos gestores públicos. Hospitais, escolas, delegacias, secretarias de estado, prefeituras, entre outros, poderão estar conectados.

A criação desse canal democrático de integração entre comunidade, cidadão e órgãos públicos, por meio de recursos avançados de tecnologia e acessibilidade, promove infraestrutura necessária para consolidação da sociedade informacional.

Infovia Rondônia
Em termos gerais, o Infovia Rondônia é uma rede de fibra ótica interligada entre os poderes estaduais e municipais que possibilita comunicação direta e de alta velocidade entre os agentes governamentais, população e parceiros conveniados.

O projeto atenderá todas as esferas do poder público em todos os municípios rondonienses. Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré estão em fase de implantação, os municípios interligados pela BR-364 serão os próximos.

Segundo o diretor-executivo de Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Assuntos Estratégicos (Detic/Seae), Marcelo Braga, o Estado terá a oportunidade de fazer uma economia considerável no serviço de telefonia e internet com a implantação da infovia. Hoje, os gastos diretos de comunicação estão orçados em mais de R$ 9 milhões ano, incluindo telefonia fixa, links e interlan.

O governo de Rondônia, através da diretoria do Detic recebeu aporte financeiro do governo federal e estabeleceu acordos de cooperação técnica com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo federal, com as Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobras e com as Telecomunicações Brasileiras SA – Telebras para a execução do projeto.