quinta-feira, 18 de abril de 2013

35% das cidades brasileiras não são atendidas por fibra óptica, diz ministro

Ausência dessa rede limita qualidade do serviço de internet.
Ligar essas cidades com fibra óptica vai custar R$ 26 bilhões.

G1 - 18/04/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira (18) que cerca de 2.000 cidades brasileiras, 35% do total, ainda não são atendidas por redes de fibra óptica, o que limita a qualidade – ou mesmo a chegada – do serviço de internet para os moradores desses locais.

De acordo com o ministro, para permitir que esses municípios tenham acesso à tecnologia, serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 26 bilhões nos próximos anos.

Mesmo assim, disse ele, em regiões mais distantes e com mais dificuldade de acesso, como na parte do Norte do país e na Amazônia, a fibra óptica não deve chegar a o serviço de internet será ofertado por meio do uso de rádio ou mesmo de satélite.

“Precisamos fazer redes de fibra óptica nas cidades brasileiras”, disse o ministro, que participou nesta quarta do Congresso Brasileiro de Internet, organizado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), e que acontece em Brasília.

Bernardo apontou que o governo vem adotando medidas para estimular esses investimentos e citou a recente desoneração, de PIS e Cofins, para a construção de infraestrutura de redes de telecomunicações.

Além disso, ele apontou que o governo estuda um novo pacote de medidas para incentivar e acelerar os investimentos no setor. Entre as medidas previstas está a criação de uma linha de crédito por meio de um banco público, para financiar os investimentos, estimados em cerca de R$ 100 bilhões.

De acordo com ele, hoje no Brasil 105 milhões de pessoas usam internet com frequência. Até o final de 2014, o governo estima que 70% dos domicílios brasileiros vão estar conectados à internet.

Ponto de troca
Bernardo defendeu ainda a instalação no Brasil de um ponto distribuição internacional de tráfego na internet, sistema que funciona com um “hub”, ou seja, que recebe e redistribui as informações de acordo com a origem e o destino dela.

Atualmente, para se comunicar com um site cujo provedor se encontra em outro país, a conexão de um usuário brasileiro passa necessariamente pelos Estados Unidos, onde é feita essa distribuição. Esse serviço tem um custo para as operadoras de internet do Brasil que, segundo o ministro, chega a cerca de R$ 500 milhões ao ano.

“As empresas de telecom brasileiras pagam para fazer ligações internacionais, e isso nos dá uma desvantagem enorme”, disse Paulo Bernardo.

Para reduzir esse custo, uma outra solução em prática é a instalação, pela Telebras, de um novo cabo submarino ligando o Brasil com os Estados Unidos. O objetivo dessa medida é comprar capacidade de tráfego de dados diretamente nos EUA, onde o preço é quase dez vezes mais barato que o cobrado aqui.
Bernardo quer reduzir custo da conexão internacional

Teletime - 18/04/2013

O Brasil gasta no mínimo R$ 500 milhões na conexão internacional de dados para acessar conteúdos no exterior, que representam 40% de toda a navegação do Brasil. Os dados foram apresentados pelo ministro Paulo Bernardo durante a abertura do Congresso Brasileiro da Internet, promovido pela Abranet em Brasília.

Segundo ele, o governo está preocupado com essa questão e o cabo submarino que será construído pela Telebras tem o objetivo de atacar esse problema. Em Miami, diz Bernardo, o Mbps no atacado custa US$ 3; no Brasil, sem impostos o custo é de R$ 53, e com impostos pode chegar a R$ 70.

O ministro mencionou a participação do Brasil na Conferência de Dubai em que o País defendeu um equilíbrio "da questão econômica da Internet". Bernardo menciona que existem 15 Pontos de Troca de Tráfego (PTTs) internacionais, dos quais 11 estão nos EUA, três na Europa e um no Japão. "Falamos com a ICANN e com a ministra de comércio dos EUA, mas não conseguimos ainda sensibilizar e convencer", afirma o ministro.

Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br, explica que o ministro se referiu aos servidores raiz, administrados pelo ICANN, que funcionam como a lista telefônica da Internet, indicando os servidores que abrigam os endereços buscados pelos usuários. "Não tem a ver com o tráfego da Internet", explica ele.

Em relação ao tráfego em si, embora o Brasil ainda tenha um déficit de 40%, segundo o ministro em relação aos EUA, Demi explica que os principais players mundiais da Internet como o Google, Yahoo etc., têm servidores espelhos no País, o que reduz o tráfego que sai do Brasil para outros países, tipicamente os EUA. O ponto de troca de tráfego de São Paulo tem um tráfego de 160 GB por dia, o que se equivale aos principais PTTs do mundo.

Bernardo reconhece que é preciso estimular o mercado de data centers no Brasil para que os players internacionais ou mesmo nacionais hospedem seus serviços no Brasil. O vice-presidente do Mercado Livre, Stelleo Tolda, informa, por exemplo, que seus serviços estão hospedados nos EUA. Outro fantasma que afasta investimentos nessa área no Brasil é a insegurança jurídica, representada por decisões judiciais, como aquela que bloqueou o YouTube.

A expectativa de Bernardo é de contínuo crescimento da Internet no Brasil. Em 2011, a banda larga fixa cresceu 6 milhões de novos domicílios e cerca de 20 milhões na banda larga móvel. "Os números do ano passado nós ainda não temos, mas não há razão para acreditar que o crescimento será menor", diz ele, que menciona também a inclusão de novos consumidores da classe C.
Telecom fatura R$ 214,7 bilhões em 2012 e bate recorde histórico

Tele.Síntese - 18/04/2013

A receita operacional bruta (que indica o total da produção do segmento) do setor de telecomunicações bateu recorde no ano passado, alcançando o maior valor de sua história, aponta o estudo da Telebrasil, entidade que representa as empresas do setor. As empresas (indústria e operadoras de telecomunicações) faturaram no ano passado R$ 214,7 bilhões ou 4,9% do PIB. O serviço de TV por assinatura foi aquele que mais cresceu, 23,1%, somando receitas de R$ 20,3 bilhões; seguido pelo de banda larga fixa, que cresceu 11,7% e faturou R$ 25,1 bilhões. Dois serviços apresentaram queda: o de telefonia fixa, cuja receita caiu 6,7%, para R$ 48,6 bilhões; e o de trunking, que caiu 2,2%, para R$ 8,2 bilhões. A telefonia móvel continua a ser o serviço de maior faturamento, com R$ 89,7 bilhões, crescimento de 9,1% em relação a 2011. A indústria também cresceu 14% e faturou R$ 22,8 bilhões.

Os investimentos, como já havia sido divulgado pela entidade, também foram os mais altos desde a privatização, somando R$ 25,3 bilhões, o que representou 3,2% da Formação Bruta do Capital Fixo e 0,57% do PIB do período. Apesar de tão grandes números, as operadoras que têm ações na bola de valores continuam a sofrer perdas significativas. Conforme o levantamento, as empresas de telecomunicações fecharam com 2012 com valor de mercado de R$ 147,6 bilhões, contra R$ 161,5 bilhões de 2011 (queda de 8,6%).

A Telefônica (que inclui a Vivo) e TIM foram as que apresentaram quedas em seu valor de mercado. Os papeis da espanhola fecharam 2011 com o valor de R$ 56,85 bilhões e fecharam o ano passado valendo R$ 53,11 bilhões. Já o valor da TIM caiu de R$ 22,33 bilhões para R$ 19,824 bilhões comparado um ano e outro. A Telemar/Oi, embora tenha apresentado desempenho melhor de seus papeis no ano passado (fechou 2012 valendo R$ 15,45 bilhões) saiu de um patamar muito baixo em 2011, quando valia apenas R$ 9,1 bilhões. Embratel e NET também apresentam expressivo crescimento. A carrier fechou o ano com R$ 13,31 bilhões de valor de mercado (contra R$ 9,84 bilhões de 2011) e a NET, R$ 9,44 bilhões, contra R$ 5,820 bilhões.

Celulares
Foram vendidos no país 64,9 milhões de aparelhos celulares no ano passado, e produzidos 49 milhões. Queda significativa. Em 2011 foram comercializados no mercado interno 73,7 milhões e fabricados 62 milhões.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Telebras e Infraero assinam parceria para apoiar PNBL e eventos esportivos

Telebras - 16/04/2013

A Telebras e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) assinaram hoje Termo de Cooperação Técnica a fim de integrar as redes de telecomunicações federal com outras, visando a implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a infraestrutura para a realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014.

Na prática, além da integração de redes, neste primeiro momento a Telebras ocupará um espaço físico nas instalações da Infraero nos aeroportos nas cidades sedes da Copa das Confederações para a instalação de um Ponto de Presença (POP).

A parceria que se inicia hoje e segue até o dia 15 de abril de 2018 não gera obrigações de ressarcimento de despesas para ambas empresas, arcando cada uma com seus respectivos custos. O Termo foi publicado hoje no Diário Oficial da União.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Por cidades sustentáveis, prefeituras partem para redes próprias de telecom

Convergência Digital :: 15/04/2013

A conectividade virou pilar para os projetos de gestão pública de longo prazo, assumiram os gestores que participaram do Forum de Líderes Governamentais, realizado na semana passada no Rio de Janeiro pela Microsoft. Um bom exemplo vem aqui do Brasil.

O prefeito de Goiania, Paulo Garcia (PT), quer que a capital de Goiás entre nos próximos 10 anos no ranking das 10 cidades sustentáveis no mundo. Para isso, um projeto está em andamento: a construção de uma rede própria de telecom. A licitação - que envolverá fibra óptica e Wi-Fi já está sendo desenhada e acontecerá ainda neste semestre.

Indagado do porquê de partir para uma rede própria, Garcia fez críticas às teles. "Elas não estão correspondendo a nossa demanda. Não têm como nos atender nos prazos solicitados. Por isso, uma rede própria. Além disso queremos o wi-fi gratuito em áreas públicas", salientou o prefeito. O Governo do Paraná também se mobiliza por rede própria de telecom.

Também presente ao Forum de Líderes Governamentais, o governador Beto Richa (PSDB/PR), destacou a importância de 'cobrir' os municípios com rede própria de fibra óptica. Segundo dados do Estado, hoje, a rede própria já cobre os 399 municípios, pelo menos em parte. "As escolas estaduais (2160) já estão conectadas com rede de fibra óptica. Esse é um começo. Queremos mais", destacou o governador, que também usa a rede da Copel, distribuidora de energia do estado.

Na América Latina, há também um olhar especial para a banda larga. Luís Fernando Arboleda, presidente do FINDETER, o BNDES da Colômbia, deixou claro que parte dos investimentos previstos para os próximos cinco anos - algo em torno de US$ 4 bilhões - vai para reforçar a conectividade. "Já conectamos 551 municípios com uma rede própria de mais de 15 mil Kms. Temos Wi-fi e a certeza que massificar a banda larga é o melhor caminho para o desenvolvimento econômico, social e político", completou.