quinta-feira, 28 de março de 2013

Governo deve anunciar até julho o plano de financiamento para redes de telecomunicações


O governo deve anunciar no meio do ano um plano de financiamento para construção de infraestrutura de banda larga, por meio de linha de crédito especial oferecida pelos bancos públicos. No caso da implantação de redes de transporte pela Telebras ou RNP (Rede Nacional de Estudos e Pesquisas), o dinheiro pode vir do orçamento da união. “Nós vamos precisar fazer muito mais infraestrutura do que temos agora para ter atendimento de qualidade que o Brasil precisa e exige”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O ministro adiantou que as propostas já estão sendo discutidas com os ministérios da Fazenda e do Planejamento, além da Casa Civil, mas não preveem mais desonerações ou troca de bens reversíveis por investimentos em redes. “O que nós tínhamos que fazer para desonerar construção de redes já foi feito, beneficiando equipamentos, fibras ópticas, inclusive a parte de construção civil”, disse. Ele afirmou que a Telebras vai fechar o ano com rede de 22 mil km de fibras já iluminadas. “Isso dá uma boa capacidade de transporte nacional, mas quando se fala em acesso, são necessários alguns milhões de quilômetros de redes”, ressaltou.

Sobre a troca de bens reversíveis por investimentos das teles, que chegou a ser cogitada na primeira versão do plano e que foi muito criticada por entidades de defesa do consumidor, o ministro disse que essa questão terá que ser discutida em algum momento, mas não será agora. “Nós mudamos a forma como estávamos vendo inicialmente a proposta”, afirmou.

Entre as propostas em estudo está a melhoraria das regras para o compartilhamento de infraestrutura, como forma de garantir que as redes cheguem aos locais de pouca atratividade econômica. “Hoje as empresas estão nas partes mais ricas das cidades, nos Jardins, Perdizes, Vila Madalena, Pinheiros, Tatuapé, em São Paulo; Plano Piloto, Lago Sul, Lago Norte em Brasília. Quando é para fazer em Águas Lindas de Goiás, ninguém quer ir. Então nós vamos incentivar o compartilhamento nesses lugares deficitários. Não faz sentido achar que alguém vá levar redes para esses lugares sozinho”, disse Bernardo.

O ministro disse que já tem uma sinalização positiva da presidente Dilma Rousseff para tocar o plano. “Se nós levarmos propostas que ela julgue consistente, que, como ela diz, pare em pé, ai será possível fazer aportes de recursos para a Telebras ou para a RNP para construção de redes de transporte”, afirmou. Já para as redes de acesso, uma das alternativas em estudo é a realização de chamada pública, que poderia atrair outras empresas, além das de telecomunicações. “Já pensaram até fazer uma única empresa para construir tudo isso, mas eu acho difícil do ponto de vista jurídico resolver isso”, completou.
Backbone de fibra da TIM na Amazônia será usada pela Vivo, além da Telebras

Mediatelecom - 27/03/2013

TIM tem mostrado disposição de avançar nas negociações para ampliação de seu backbone de fibra óptica no país. Além do acordo com a Telebras, anunciado no ano passado, a operadora informou nesta terça-feira (26) que a rede de transporte que utiliza a rede elétrica interligando as cidades de Tucuruí (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM) também será usada pela Telefônica/Vivo.

A rede chamada LT Amazonas, construída juntamente com uma rede elétrica em parceria com a Isolux Infrastructure e Manaus Transmissora, custou à TIM R$ 200 milhões (o investimento total do projeto é de R$ 2,5 bilhões) e deverá ficar pronta em outubro. A operadora ainda terá que ligar os 27 municípios que atravessa ao backbone, área com 7,5 milhões de habitantes, o que significa instalar 560 km de fibra óptica.

Com a rede pronta, a TIM, em primeiro lugar, deverá escoar o tráfego de dados da rede móvel e, juntamente, iniciar a oferta de banda larga fixa por meio da TIM Fiber. “A banda larga fixa na região é muito cara, tem um diferença de preço muito grande. Podemos dizer que a banda larga de Macapá é uma das mais caras do Brasil porque é usada a conexão via satélite: 200 Kbps custam cerca de R$ 400. Com nossa rede instalada, podemos oferecer o que estamos entregando hoje em São Paulo e Rio de Janeiro, 35 Gbps por R$ 59,90”, afirma Rogério Takanayagi, presidente executivo da TIM Fiber.

Os projetos da TIM para construção do backbone de fibra no país são audaciosos. Pelo planejamento da companhia, entre 2013 e 2014, mais R$ 200 milhões serão investidos para que a espinha dorsal da rede passe de 39 mil km de fibra para 60 mil km de fibra óptica. Recentemente, a TIM ativou a conexão de Brasília (DF) a Belém (PA), em outubro concluirá a LT Amazonas e já existem planos para ligar Belém a Fortaleza, um ponto muito importante por conta dos cabos de conexão submarina.

“Já temos hoje um backbone que liga o sudeste a Fortaleza. O trecho São Luiz (MA), Teresina (PI), Fortaleza (CE) foi entregue. Deveremos ligar Belém a Fortaleza ainda este ano, que significará um novo nível de contingência para o serviço. Como a rede que vai de Brasília a Belém tem diversas dificuldades de manutenção, com algumas quedas, a nova conexão o nível do serviço vai melhorar significativamente”, afirmou Cícero Olivieri, diretor de redes da TIM.  

Uma das opções da TIM para ligar o norte ao nordeste é utilizar uma parte da rede da Telebras. Aliás, no planejamento de construção do backbone da TIM, as parcerias parecem ser cada vez mais consideradas e - diante da grande necessidade de investimento no país tanto para implantação da rede LTE como para suprir a maior demanda por transmissão de dados – bem recebidas.

Os planos de investimento da TIM para ligar o backbone do Centro-Oeste brasileiro com a rede na região norte estão sendo negociados com a empresa de longa distância do grupo América Móvil, aEmbratel.

A ligação de Campo Grande até Cuiabá está prevista para 2013. No ano que vem, a ligação deverá ser entre Cuiabá e Porto Velho (RO) e, em 2016, o fechamento de Manaus (AM) com Porto Velho, o que siginificaria fechar seu backbone no país pelo noroeste, criando mais uma via de transporte de dados ligando o sul e sudeste do país ao norte, mas dessa vez sem passar pelo litoral, onde tradicionalmente se concentra a infraestrutura de telecomunicações brasileira.
Governo diz que PNBL 2.0 precisará de R$ 100 bi

Valor Econômico - 28/03/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem, em Brasília, que a estrutura da nova etapa do Programa Nacional de Banda Larga, chamado de "PNBL 2.0", deve ser definida até meados de 2013. O ministro estima que essa fase do plano exija investimentos de R$ 100 bilhões para os próximos dez anos.

"Até o meio do ano teremos um programa que pare em pé", disse o ministro depois de participar de evento de pré-estreia do documentário do canal Discovery que mostra os desafios da implantação de rede de fibras ópticas na Amazônia, em projeto executado na parceria entre TIM e Isolux.

Bernardo disse que outros países também programam novos investimentos no setor. Ele citou que o caso da França, que anunciou recentemente aporte de € 20 bilhões para banda larga nos próximos anos. O ministro afirmou que a população do país europeu é menos de um terço da brasileira e não conta com desafios menores relacionados à renda e dimensões geográfica. "Ainda precisamos de muito mais infraestrutura no país", disse.

As regras para a criação do PNBL 2.0 são discutidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse Marcelo Bechara, conselheiro da agência, durante o seminário "Competitividade Setorial: Telecomunicações", promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

O PNBL atual prevê a oferta de banda larga com velocidade de 1 megabit por segundo em todos os domicílios a R$ 29. A nova versão do projeto eleva a velocidade para 10 gigabits por segundo. Mas isso requer a implantação de redes de fibra óptica em todo o país. Uma infraestrutura desse tipo exigiria mudanças na Lei Geral de Telecomunicações, que teria de passar pelo Congresso, disse Bechara. "Não dá para fazer essa mudança sem um setor politicamente forte", afirmou.

O setor de telecomunicações é considerado uma das áreas mais regulamentadas do país. Mas a maior parte da legislação foi criada no período de privatização do setor, na década de 90, quando o serviço predominante era a telefonia fixa. "O cenário de hoje não combina com o modelo regulatório que temos. Temos que começar a falar em desregulação do setor de telecomunicações", afirmou Bechara.

Benjamin Sicsú, vice-presidente de novos negócios da Samsung, defendeu a adoção de políticas para estimular a produção local. Segundo ele, o mercado de equipamentos com conexão à internet cresce fortemente no país, o que evidencia a necessidade de se investir na expansão da infraestrutura de telecomunicações. Segundo Sicsú, neste ano, das 15 milhões de TVs a serem vendidas, 60% terão conexão à internet. Os smartphones, que representaram 32% das vendas totais no país em 2012, vão passar para 50% do mercado. Os tablets, cujas vendas somaram 3 milhões em 2012, chegarão a 6 milhões neste ano. "Tudo isso vai gerar demanda por tráfego de dados. O setor precisa estar preparado para atender a essa demanda", disse.

Divino Sebastião de Souza, presidente da Algar Telecom, disse que 47% do que o consumidor paga com telecomunicações referem-se a tributos. Um estudo divulgado pela Amcham revelou que a carga tributária é motivo de preocupação para 66% das empresas de telecomunicações.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Governo pode elevar orçamento da Telebras para infraestrutura

BRASÍLIA, 27 Mar (Reuters) - O governo federal pode elevar o orçamento da Telebras para que a companhia aumente investimentos na infraestrutura do setor de telecomunicações, disse nesta quarta-feira a jornalistas o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Além de mais investimentos da estatal, o governo pode criar linhas de crédito especiais de bancos públicos como o BNDES e Banco do Brasil, para financiar a construção de mais redes.

"Temos uma sinalização positiva da presidenta (Dilma Rousseff) para isso", disse Bernardo a jornalistas, após participar de evento promovido pela TIM em Brasília. A possibilidade do financiamento já está em discussão com a área econômica do governo, disse o ministro. Segundo ele, até a metade do ano deverá ser concluído plano com ações para o aumento dos investimentos nas redes.

Bernardo disse também que o leilão de 4G pode priorizar a exigência de que as operadoras cumpram obrigações, em vez de foco do governo em arrecadação.O governo está preparando um próximo leilão de banda larga de quarta geração (4G) na faixa de 700 MHz. Normalmente, os leilões de faixas de frequência para telecomunicações são vencidos por quem oferece a maior outorga ao governo.
"Podemos priorizar um conjunto de obrigações em vez de fazer arrecadação", disse Bernardo.

Bancos públicos poderão financiar redes de fibra ótica

Agência Estado - 27/03/2013

O governo estuda criar uma linha de financiamento a ser oferecida pelos bancos públicos para projetos de infraestrutura em telecomunicações. "Nós precisamos de infraestrutura, vamos precisar fazer muito mais infraestrutura para ter atendimento de qualidade. Para isso, o Estado vai ajudar um pouco", afirmou nesta quarta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff deu indicações de que apoia a ideia de financiar e incentivar projetos de rede de fibra ótica. "Nós temos uma sinalização positiva da presidente de que, se levarmos propostas que ela julgue consistentes e que parem em pé, vamos conseguir", afirmou Bernardo. "Achamos que, até o meio do ano, teremos um programa que pare em pé, depois de bem espancado. E aí vamos levá-lo para a presidente."

O ministro disse que teve reuniões sobre o tema com as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Planejamento, Miriam Belchior, além do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. "Houve concordância geral no objetivo, mas mudamos algumas coisas na forma com que estávamos vendo inicialmente a proposta."

Os financiamentos seriam lançados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco do Brasil e serviriam para viabilizar os investimentos do Plano Nacional de Banda Larga 2.0. O governo avalia que R$ 100 bilhões seriam necessários para garantir o atendimento à demanda pelo serviço no País nos próximos dez anos.

Outra forma de viabilizar os investimentos, conforme Bernardo, seria o aumento de aportes do Tesouro à Telebrás. Nesse caso, o aporte não seria necessariamente neste ano, mas entraria num planejamento plurianual. "A parte que couber à Telebrás não entraria necessariamente neste ano ou somente neste ano. Vamos fazer um orçamento plurianual, um programa para vários anos para podermos avançar, focado principalmente em infraestrutura de redes de transporte", explicou o ministro.
TIM quer investir mais R$ 200 mi para ampliar backbone no País

Rede de fibra óptica LT Amazonas, da operadora, entra em funcionamento em agosto de 2013. Custo total do projeto é R$ 2,5 bilhões


A rede de fibra óptica LT Amazonas, parte do backbone da TIM para ampliar os serviços de dados na região Norte do País que vai demandar investimento de R$ 200 milhões, deve estar funcional em agosto, informou a empresa nesta terça-feira (26). A infraestrutura aérea, que aproveita antenas de rede elétrica construídas pela Isolux Infrastructure, está sendo construída desde outubro de 2011. O custo total do projeto é de R$ 2,5 bilhões.

Com apoio do governo federal, a rede interligará as cidades de Tucuruí (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM), e depois outros 24 municípios da região. Segundo a operadora, a infraestrutura deve aumentar a capacidade de transmissão de voz e dados em estados ainda carentes de serviços de banda larga acessíveis.

São 1.500 quilômetros percorridos por dois pares de fibra óptica, estendidos por 3.351 torres cravadas na floresta (mais 800 km de cabos subterrâneos nas milhas finais). Pela dificuldade, o projeto só pode ser viabilizado pela parceria com a Isolux. “Seria inviável uma operadora de telecomunicações investir em uma estrutura assim sozinha”, justifica Cícero Olivieri, diretor de redes da TIM Brasil.

“São dois pares suportando 75 canais de 100 Gbps”, explica o executivo, capacidade considerada suficiente para aumentar em “cinco mil vezes” a velocidade das redes da região e suprir mesmo a atual “demanda reprimida”. O backbone suportará as operações de telefonia móvel da operadora e de dados, com planos para as futuras redes 4G. Manaus, aliás, é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, e deverá ter redes LTE operando até dezembro deste ano.

A companhia planeja gastar outros R$ 200 milhões até 2014 para aumentar o backbone dos 39 mil km atuais para 60 mil km de fibra óptica. Recentemente, a TIM ativou a conexão entre Brasília (DF) e Belém (PA), e possui planos para ligar Belém a Fortaleza – e dali para os servidores internacionais de conteúdo via cabos submarinos.

A rede LT Amazonas será ofertada no atacado, diz Olivieri. A empresa já possui contrato com a Telefonica Vivo e um acordo de sessão com a Telebras, anunciado durante o Futurecom do ano passado.

Telebras Tecnologia é inaugurada na PUCRS

PUCRS - 26/03/2013




        A Telebras e a PUCRS inauguraram na tarde desta terça-feira, 26 de março, a Telebras Tecnologia no Portal Tecnopuc. A cerimônia contou com as presenças do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do governador do Estado, Tarso Genro, do Reitor da PUCRS, Joaquim Clotet e do presidente da Telebras, Caio Bonilha.
        A unidade abrigará, em 500m², o escritório da empresa na Região Sul e a Rede de Referência, que servirá como suporte na homologação de novos produtos da estatal. Roteadores, switches, rádios, bastidores de emenda e conexão ópticos, além de outros equipamentos que medem as condições de tráfego de dados serão testados no local. Segundo o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da Universidade, Jorge Audy, o Centro atuará em três grandes frentes: para testes de novas tecnologias para aplicação no Plano Nacional de Banda Larga; na homologação de produtos desenvolvidos em projetos em parcerias e em novas tecnologias.
        A Telebras Tecnologia integra o processo de descentralização da estatal. Para Clotet, a presença da estatal no Tecnopuc inaugura um novo período de qualidade e sucesso para o Parque Tecnológico, alinhado com o desenvolvimento das telecomunicações no País.
        O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, lembrou que o governo está trabalhando no projeto do Plano Nacional de Banda Larga 2.0, que dará condições de universalizar a internet em todo o Brasil nos próximos anos. Para isso, ressaltou que é preciso apostar no desenvolvimento das redes de telecomunicações. "Esta é uma parceria na qual depositamos muita esperança, e que resgata parte das funções da Telebras na homologação de equipamentos, já que temos aqui no Tecnopuc uma rede de referência".

Alta tecnologia
        O espaço foi todo construído seguindo as regras exigidas pela estatal, desde a instalação de equipamentos, cabeamento, até a refrigeração da sala da Rede de Referência - composto de 18 bastidores, onde estão instalados com as mesmas versões hoje em funcionamento na planta em operação, incluindo espaço para novos produtos, equipamentos e serviços para os testes de homologação. Há fontes, baterias e seis unidades de ar condicionado, cada um com 60 mil BTUs, que resultam em uma capacidade de 480 mil BTUs. Caio Bonilha, presidente da Telebras, lembrou que o Tecnopuc conta com ótimas condições para a instalação, além de ter apoiado e investido no projeto. "Aqui existe um cluster tecnológico extremamente importante para o desenvolvimento tecnológico do País, e muitos dos nossos fornecedores se encontram no RS".

Programa Nacional de Banda Larga
        O PNBL, desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, tem o objetivo de fomentar e difundir o uso e o fornecimento de bens e serviços de tecnologias de informação e comunicação, de modo a massificar o acesso a serviços de conexão à internet em banda larga, acelerar o desenvolvimento social e econômico e reduzir desigualdades.
        Além disso, as ações querem facilitar o uso dos serviços do poder público pelo cidadão e aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade brasileira.
        O Programa prevê a prestação do serviço de internet de 1 Mbps ao valor máximo de R$ 35,00, já incluído o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ou ao valor de R$ 29,90 nos estados em que não há cobrança do imposto.

Telebras Tecnologia "salva" operadora em pane


No dia de sua inauguração, a Telebras Tecnologia já realizou a proeza de "salvar" uma grande operadora que apresentou pane em seus sistemas, possibilitando que os clientes não fôssem prejudicados.

A propósito, a Telebras Tecnologia instalou em Porto Alegre, um link de 546 gigabits, maior que a soma de toda a disponibilidade de banda larga da capital gaúcha. Além de servir ao laboratório de testes e à própria empresa, este link também será disponibilizado comercialmente às operadoras e outros clientes interessados em uma banda larga de altíssima velocidade e confiabilidade.

PNBL 2 terá investimento de R$ 100 bi

 Plano estará pronto até o meio do ano, diz Paulo Bernardo

O Globo - 27/03/2013

PORTO ALEGRE O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou ontem que o governo vai definir até o meio do ano as bases de implantação da segunda fase do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), chamado por ele de 2.0. A meta é garantir acesso a internet de alta velocidade num prazo entre três e cinco anos para 90% dos domicílios brasileiros. Hoje, segundo o IBGE, cerca de 40% dos domicílios têm acesso a internet rápida.

O ministério das Comunicações está traçando vários cenários de infraestrutura e tecnologia para submeter à presidente Dilma Rousseff. O pacote, segundo o ministro, pode chegar a R$ 100 bilhões. Os primeiros recursos serão incluídos no Orçamento de 2014.

- Uma coisa que a gente já sabe é que esses R$ 100 bilhões custeariam a tecnologia com fibra óptica até o quarteirão, para depois levar a banda larga com par metálico até a última milha (na casa do usuário). Mas não vamos colocar fibra óptica em todas as residências porque nem a Coreia conseguiu isso. Além da tecnologia, tem que se definir os aportes financeiros porque não estamos pensando em colocar todos esses recursos. A iniciativa privada terá seus compromissos - explicou o ministro.

A União, segundo Bernardo, custearia apenas a infraestrutura básica que cabe à Telebras e à Rede Nacional de Pesquisa. Os investimentos privados poderão ser financiados por meio do BNDES. O PNBL 2 inicialmente seria pensado para um cenário de dez anos, mas a presidente Dilma pretende acelerar a implantação de redes num prazo inicial mais curto, de até três anos, para completar a implantação com prazo maior.

A estratégia do governo será garantir acesso a internet rápida com tecnologias de menor porte, como sinal de rádio, a um universo maior de domicílios, para depois implantar um serviço de alta qualidade baseado em fibra óptica.

- Pretendemos fazer tecnologia que combine fibra, rádio e satélite e vai se fazendo num prazo de dez anos - disse o ministro.

Segundo Bernardo, a demanda por fibra óptica para a universalização da banda larga poderia chegar a 30 milhões de quilômetros. Hoje, o país tem cerca de 20 mil quilômetros de fibra disponíveis nos backbones, as espinhas dorsais que atendem a 2 mil cidades brasileiras.

Momentos da inauguração da Telebras Tecnologia
Telebras Tecnologia: R$ 100 milhões para o sul

Parceria entre a estatal e o parque científico e tecnológico da PUCRS resulta na criação da empresa que também fará parcerias no Paraná e Santa Catarina

Revista Amanhã - 26/03/2013

Foi inaugurada na tarde desta terça-feira (26) a Telebras Tecnologia, fruto de uma parceria entre a estatal e o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Tecnopuc, na foto). A expansão da Telebras tem como principal objetivo dar sustentação ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, que pretende universalizar o acesso à internet de banda larga no país.

tecnopuc-frente-350O escritório ocupa 500 m² do prédio da Tecnopuc e servirá como suporte para a homologação de novos produtos da Telebras – como roteadores, switches e rádios. Além disso, será a representação da empresa para todo o sul. “É o nosso primeiro passo. A vitrine da Telebras no país”, destaca Caio Bonilha, presidente da empresa, em referência ao processo de descentralização iniciado nesta terça. “A partir daqui, buscaremos outros parceiros”, garante.

Bonilha revela que o investimento feito até agora, somado ao que será aplicado nos próximos dois anos, representa cerca de R$ 50 milhões destinados ao Rio Grande do Sul. Paraná e Santa Catarina, juntos, devem receber a mesma quantia até 2015. “No Paraná nós temos um investimento maior, mas a rede passa também por Santa Catarina, então investimos em todo o sul”, relata. A rede de fibra óptica da Telebras no sul sai de Londrina, passa por Florianópolis e chega a Porto Alegre, de onde parte para Curitiba, que “fecha o anel” ligando-se novamente a Londrina, como explica Bonilha.

Bonilha salienta que a empresa está de portas abertas para assinar projetos em conjunto com qualquer empresa que desenvolva tecnologia brasileira, independentemente da origem do capital.
Ele lembra a parceria firmada com a paranaense Furukawa para a produção de cabos ópticos, no início deste mês. “Não precisam ser empresas brasileiras, mas que desenvolvam tecnologia nacional”, afirma.

Joaquim Clotet, reitor da PUCRS, destaca a participação da nova empresa no PNBL – e afirma que este é o foco central da Telebras Tecnologia. “O programa promoverá a inclusão social e reduzirá as diferenças, bem como aumentará a competitividade brasileira”, enfatiza. Ele também lembra a importância que a tecnologia tomou no cotidiano da sociedade. “As tecnologias de informação e da comunicação mudaram nossa forma de trabalhar e de viver. O que representaria ficar um dia sem nosso celular, tablet, smartphone ou computador?”, ilustra.

Para Jorge Audy, pró-reitor de pesquisa, inovação e desenvolvimento da PUCRS, esse é o principal projeto envolvendo as telecomunicações no Brasil e, por isso, coloca a Tecnopuc na linha de frente do setor.
Estamos de volta à ativa

Insight - Laboratório de Ideias - 27/03/2013

As postagens neste blog foram encerradas em agosto do ano passado pelo fato de esta editoria julgar que ele já havia cumprido a "missão" a que se propusera: "colaborar para a reativação da Telebras e, consequentemente, para que o Programa Nacional de Banda Larga - PNBL fosse planejado, organizado e executado por uma empresa genuinamente brasileira, de modo que os seus frutos fossem direcionados única e exclusivamente para os brasileiros".

No entanto, o Ministro Paulo Bernardo, durante a inauguração da Telebras Tecnologia, trouxe uma novidade bombástica: a definição de um "PNBL 2.0" cuja proposta é garantir acesso à internet de altíssima velocidade num prazo entre três e cinco anos para 90% dos domicílios brasileiros, com um investimento previsto de 100 bilhões de reais e a construção de milhões de quilômetros de fibra ótica em um backbone gigantesco.

De forma semelhante, a inauguração da Telebras Tecnologia - com todas as suas possibilidades em inovação e benefícios, principalmente para as empresas nacionais do setor - além de se constituir no mais avançado projeto brasileiro envolvendo as telecomunicações na atualidade, representa um marco inquestionável na história recente da empresa, agregando-lhe maior credibilidade e solidez de imagem, especialmente no meio científico e no empresarial.

Sendo assim, o blog "Insight - Laboratório de Ideias" não poderia deixar de arregaçar as mangas e trabalhar para que essas propostas sejam realmente desenvolvidas, trazendo consequências e reflexos positivos em todos os campos do poder e contribuindo para melhorar radicalmente a qualidade de vida do povo brasileiro.

Em síntese, estamos de volta à ativa!

terça-feira, 26 de março de 2013

Sul recebe centro para bombar o PNBL

Baguete - 26/03/2013

A Telebras Tecnologia, um espaço resultado da parceria entre a PUCRS e a estatal, quer ser um pontos vitais para o desenvolvimento do Plano Nacional de Banda Larga.
O laboratório de 500 m², inaugurado nesta terça-feira, 26, é o primeira unidade da Telebras voltada ao suporte na homologação de novos produtos e tecnologias de telecomunicações para o programa..

Sediado no Tecnopuc, o local abrigará o escritório da empresa no sul e uma rede de referência de acordo com diretrizes estabelecidas pelo governo, onde serão testados roteadores, switches, rádios, componentes de conexões ópticas, entre outros produtos.

Cerca de doze funcionários, entre profissionais da estatal e pesquisadores da PUCRS, já conduzem testes no local, que é resultado de um investimento de R$ 4 milhões.

Para o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que esteve ao lado do governador Tarso Genro na inauguração, o local desempenhará um papel importante no plano do governo federal, que já prepara uma espécie de "PNBL 2.0 - A Missão".

Segundo o ministro, o local abrigará testes e pesquisas para suprir necessidades de nossas redes, que terão que ser bastante ampliadas nos próximos anos, aliando tecnologias de satélite, rádio e fibra.

"Contamos atualmente com 20 mil quilômetros de fibra no país, cobrindo as redes de transportes de dados, sendo uma espécie de backbone de nossa estrutura. O desafio para o futuro é qualificar as estruturas secundárias e a chegada da banda larga ao consumidor final", explica.

Para completar, Bernardo destacou que atualmente os serviços de banda larga contemplam cerca de 40% dos domicílios brasileiros, em um investimento de R$ 60 bilhões por parte do governo.

Conforme o ministro, o plano da presidente Dilma Rousseff é apressar este ritmo, chegando aos 50% em 2014, e juntamente com investimentos das operadoras, reduzir o tempo para atingir a universalização da banda larga no país.

"Com 90% poderemos dizer que temos um acesso universalizado da banda larga", afirma Bernardo.

LOCAL
Atualmente, segundo destaca Jorge Audy, pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da universidade, o laboratório já testa soluções em parceria com a Ufrgs e companhias gaúchas como a Parks. De acordo com Audy, o Instituto de Eletrônica e Telecomunicações da PUCRS integra o corpo de pesquisadores que atuam no centro, conduzindo testes e pesquisas em diversas áreas.

"Contemplaremos desde recnologias wireless, moduladores, IPTV, até questões como protocolos de medição do grau de nacionalização dos produtos usados nas tecnologias implantadas no país, atendendo às determinações do governo", explica.

REPOSICIONAMENTO
Segundo Caio Bonilha, presidente da Telebras, a iniciativa representa um passo marcante no reposicionamento da Telebras no mercado nacional e na reformulação do panorama das telecomunicações. Para Bonilha, o Telebras Tecnologia integra o processo de descentralização da empresa, representando a empresa na região Sul e sendo a vitrine para parcerias com a iniciativa pública e privada no desenvolvimento de novas tecnologias.

Duas empresas gaúchas que já fecharam parceria com a Telebras pelo PNBL foram a Datacom e Digitel, com contratos de até R$ 110 milhões e R$ 217 milhões, de acordo com as licitações.

O plano da estatal é levar iniciativas como a Telebras Tecnologias a outras regiões do país. Segundo Bonilha, tratativas com centros de excelência de tecnologia em Belo Horizonte e Campina Grande, na Paraíba, estão em andamento.

Para o presidente da Telebrás, a presença da empresa nestes locais venha a fomentar o mercado tecnológico, ainda mais levando em consideração as definições do governo em relação aos benefícios dados com a adição do Processo Produtivo Básico.

"À medida que nossas telecomunicações e produtos adotem mais soluções e componentes nacionais, a presença destes laboratórios será decisiva", afirma.