quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Satélite geoestacionário vai garantir a segurança das comunicações brasileiras

Telebras - 28/11/2013

A Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial formalizaram nesta quinta-feira (28/11) contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O contrato, no valor de R$ 1,3 bilhão, prevê a entrega do sistema no final de 2016. O projeto envolve os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência e Tecnologia. O satélite será operado pela Telebras na banda Ka (civil) e pelo Ministério da Defesa na banda X (militar).

A Visiona – joint-venture da Embraer e a Telebras – será responsável pela integração do sistema SGDC, que ampliará o acesso à banda larga nas regiões remotas do País, por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas. A partir da assinatura do contrato, a Visiona formalizará a contratação dos fornecedores e dará início às atividades de desenvolvimento e integração do sistema. As empresas selecionadas são a Thales Alenia Space (TAS) para fornecimento do satélite e a Ariane Space para realizar o lançamento do artefato. O contrato com os fornecedores também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, tarefa que será coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

“O SGDC não só atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e às comunicações estratégicas das Forças Armadas brasileiras, como também representa a oportunidade de o Brasil assegurar a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto militar”, explica o presidente da Telebras, Caio Bonilha, que considerou o momento histórico para a empresa e para o início da autonomia das comunicações brasileiras.

“Estamos honrados em termos sido escolhidos para fornecer um sistema tão importante para o País”, afirma o presidente da Visiona, Nelson Salgado. “Esperamos que este programa represente o início de um relacionamento de longo prazo, com o estabelecimento de uma empresa brasileira integradora de sistemas espaciais, a exemplo do que a Embraer representa para o segmento aeronáutico e de defesa”, acrescenta Salgado.

O presidente do Comitê Diretor do SGDC e secretário de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, destacou a cooperação desenvolvida entre os três ministérios envolvidos no projeto para o satélite tornar-se realidade. “Trata-se de um projeto de Estado, fundamental para as comunicações brasileiras”, ressaltou.

O sistema SGDC trará total segurança às comunicações estratégicas do governo e às comunicações militares, pois seu controle será realizado no Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob a coordenação da Telebras e do Ministério da Defesa.

A aquisição de um satélite próprio para as comunicações civis e militares brasileiras é uma decisão estratégica para garantir a soberania nacional. Atualmente, os satélites que prestam serviço no Brasil, ou são controlados por estações que estão fora do País ou possuem o controle de atitude nas mãos de empresas de capital estrangeiro. Em qualquer dos casos há riscos de acontecer interrupções dos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos.

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