quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Telebras vai distribuir conteúdo de vídeo para provedores

O objetivo é reduzir os custos para oferta de TV paga por pequenas empresas de internet


O presidente da Telebras, Caio Bonilha, anunciou nesta quinta-feira (24) uma parceria com o Grupo Bandeirantes para distribuição de conteúdo para seus clientes. O objetivo é reduzir custos principalmente para os pequenos provedores interessados em ofertar serviços de TV paga. A informação em primeira mão foi feita durante a palestra do executivo na 15ª Futurecom.

“Nós vamos trabalhar agora para preparar a rede da Telebras para receber o conteúdo e devemos concluir até o final do ano”, disse o presidente da estatal. Segundo ele, o contrato com a Bandeirantes não é exclusivo e que aguarda outros interessados em distribuir seus conteúdos para possíveis acordos.

Bonilha afirmou também que com a rede broadcast será possível distribuir conteúdos do governo e ensino a distância. O presidente disse que o conselho de administração da estatal já aprovou o projeto, mas ainda falta implantar o projeto piloto para dimensionar custos. “Os investimentos serão feitos maciçamente em 2014”, disse.

OTTs

Outra novidade da Telebras é a preparação da rede para que seja definida por software (SDN, na sigla em inglês), reduzindo a dependência das operadoras das empresas de OTT (Over The Top). “Essa é uma questão fundamental para assegurar as prestadoras a recuperar receitas, já que quem ganha dinheiro agora são essas grandes empresas de conteúdo”, disse.

Bonilha disse que já está trabalhando com fabricantes de tecnologia do Brasil e até já assistiram um teste de um modelo de um deles em Curitiba que funcionou muito bem. “Queremos agora levar a tecnologia para nossa rede de referência para ver como funciona na prática”, disse.

Cabos

Sobre o anel sul-americano, além da conexão com a Antel, do Uruguai, Bonilha disse que a rede da Telebras já chegou à Argentina há mais de seis meses e está aguardando a Arsat (estatal de telecomunicações daquele país). Ele acredita que poderá iniciar a ligação com operadoras privadas, que já demonstraram interesse na conexão.

“Nas outras bordas a situação é mais difícil, chegamos agora no Acre, mas ainda depende da construção de uma rede de 300 km para chegar à fronteira do Peru”, disse.

Em relação aos projetos de cabos submarinos, Bonilha disse que está finalizando os projetos para discutir com possíveis parceiros. Bonilha admite que a ligação com a Europa (Portugal) ganhou importância maior depois das denúncias de espionagem dos EUA. Porém, ressaltou que a prioridade é buscar a internet barata e se isso for melhor com a ligação para os Estados Unidos, ele irá atrás disso.

Sobre a rede privada do governo, o presidente da estatal disse que não houve avanços. E sobre o satélite, disse que a Visiona está negociando o contrato com a empresa selecionada, a Thales Alenia Space.

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