segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sai logo decreto que vai liberar uso das redes de telecom das estatais e obrigar e-mail do Serpro por todo o governo federal

Tele.Síntese - 14/10/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que envia hoje para a Presidência da República a minuta de decreto que vai estabelecer a obrigatoriedade do uso de ferramentas das empresas estatais para as comunicações de toda a administração direta do governo federal. Entre as medidas, estará a liberação para a contratação direta de qualquer rede de telecomunicações das atuais empresas estatais - Telebras, Dataprev, Serpro e mesmo a RNP (Rede Nacional de Pesquisa). Também será obrigatório o uso do e-mail desenvolvido pelo Serpro, o Expresso, por todos as entidades do Poder Executivo. Segundo o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, o governo vai economizar R$ 100 por usuário com o fim do pagamento da licença. O principal fornecedor ao governo é a norte-americana Microsoft.

Conforme Paulo Bernardo, as regras passarão a ser obrigatórias para toda a administração direta (que inclui as autarquias e fundações), mas não precisará ser seguida pelas empresas estatais ou bancos estatais (como Petrobras ou Banco do Brasil). O decreto irá estabelecer um prazo para a migração de todos os sistemas do governo para o sistema do Serpro, que irá lançar uma nova versão em novembro deste ano.

Segundo o presidente do Sepro, a versão 3 (V-3) do Expresso, que será armazenada na nuvem, já está pronta, mas ele adimite que o ideal é que rodasse em uma rede governamental, principalmente usando a infraestrutura da Telebras. Mas para reduzir os efeitos de potenciais backdoors, existentes em roteadores estrangeiros, a ideia é utilizar a tecnologia openflow, que retira a inteligência dos equipamentos. Ele acredita que em seis meses pode atender a todos os ministérios.

Mazoni ainda não tem uma avaliação de custos, mas como a solução já está pronta e é baseada em software aberto, não será muito significante. Em compensação, os ministérios deixarão de pagar R$ 100 por cada licença, assinalou.

Construção de rede
O ministro afirmou que, no tocante às redes de telecom, onde não houver infraestrutura para aportar as comunicações de todo o governo federal, ela será construída. E a ideia é transferir uma parte dos recursos que serão economizados com as licenças para as estatais aprimorarem seus sistemas. Ele reconhece que mesmo esses sistemas não estarão totalmente protegidos de espionagem, mas pelo menos o governo "vai ter a certeza que as informações não foram abertas espontaneamente para outro governo".

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