sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Contra espionagem, comunicação do governo será feita só por rede própria

Em programa de rádio, ministro Paulo Bernardo volta a criticar "abuso" dos EUA

R7 - 17/10/2013

Em resposta às denúncias de espionagem internacional, o Ministério das Comunicações está adotando uma série de medidas para proteger os dados do governo e de segurança nacional. No programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (17), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou que a comunicação entre a presidente Dilma Rousseff e os titulares dos ministérios será feita, a partir de agora, só por uma rede própria do governo federal.

Nós vamos sair da internet porque é vulnerável. Vamos optar pela intranet. As nossas comunicações internas serão feitas pela intranet. As informações do governo serão transmitidas apenas na rede dentro do Brasil. Queremos que os dados agora sejam mantidos aqui no Brasil.

Espionagem abre discussão sobre preparo do Brasil para uma guerra cibernética

O ministro afirma que os Estados Unidos têm acesso fácil aos dados do Brasil, uma vez que os dados são mantidos por lá. Por isso, está trabalhando para a aprovação do marco civil da internet no País.

— Queremos que o tráfego da internet no Brasil seja guardado em nosso território... A internet é bem centralizada nos EUA; tudo que acessamos, Facebook, Twitter, tudo está guardado em território americano. Lá eles acessam quase livremente esses dados e, quando pedimos acesso, dizem que é sigilo.

Paulo Bernardo também reforçou aos radialistas que o governo federal vai ativar um e-mail mais seguro em novembro. O correio eletrônico está sendo desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e vai se chamar Expresso.

Adotando a mesma linha dura de Dilma, o ministro voltou a criticar os EUA pela espionagem de e-mails da presidente e de dados de empresas, como a Petrobras.

— [Foi] um episódio extremamente constrangedor... As respostas dos Estados Unidos não foram boas, mas pelo menos Obama declarou publicamente que a prática de espionar sistematicamente vai mudar. Você espionar a presidente e a Petrobras não tem nada a ver com [legislação contra] terrorismo. Isso é para saber informações sobre reservas minerais. Não podemos nos iludir; tem o problema do terrorismo, mas roubar segredos comerciais não tem nada a ver. É um abuso.

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