terça-feira, 20 de agosto de 2013

Telebras e Visiona deverão assinar contrato do satélite no começo de setembro

Teletime - 20/08/2013

A Telebras está atualmente trabalhando nos termos do contrato do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro e, de acordo com o presidente da empresa, a assinatura do acordo está sendo negociada com a Visiona, joint-venture com a Embraer, e deverá acontecer em breve. "Estamos em negociação, não temos data ainda. Queremos ver se até o começo de setembro a gente assina", disse ele a este noticiário após palestra no 19º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública (CONIP), em São Paulo, nesta terça-feira, 20. "Tem um ritual de uma empresa pública, não podemos fugir dele", disse, mencionando a Lei 8666/93, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos. As empresas escolhidas foram a Arianespace para lançamento e a francesa Thales Alenia Space para construção do artefato.

Durante a palestra, Bonilha justificou o lançamento do SGDC ao criticar a privatização de satélites estatais com a privatização da Embratel em 1998, patrimônio transferido para a Star One, operadora hoje do grupo mexicano América Móvil, que também controla a Claro e a Net. "Informações essenciais do Brasil, inclusive militares, passam através disso", reclama o executivo. A privatização, diz ele, ocorreu "de uma forma até irresponsável". Com a entrada em operação do novo satélite, o governo brasileiro volta a ter controle sobre essa infraestrutura. "Estamos resgatando com esse projeto a independência do Brasil nesta estratégia".

O presidente da Telebras garante que a preocupação com a segurança é um ponto importante no projeto. O governo irá controlar a banda X para defesa e a banda Ka para dados. "Todas essas comunicações podem e vão ser 'encriptadas' entre os gateways, que são os pontos de comunicação entre o satélite e a rede terrestre da Telebras, e as CPEs (terminais de usuário)", detalha. As informações usarão algoritmos de criptografia desenvolvidos pelo Governo Federal.

A questão da segurança foi levantada mais de uma vez e Caio Bonilha se defendeu ao afirmar que a Telebras já tinha conhecimento da prática de instalação de backdoors promovida pelo governo norte-americano no programa CALEA. "Tínhamos em 2010 a consciência da segurança de rede", afirma. "Para uma estatal como a Telebras, destinada à ampliação e construção de redes, sempre foi uma dor de cabeça. Desde o começo evitamos o problema ao priorizar equipamentos da indústria nacional", justifica.

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