terça-feira, 13 de agosto de 2013

Satélite brasileiro custará R$ 1 bilhão e deve ser lançado em 2016

Convergência Digital :: 13/08/2013

Se não houver surpresas, o satélite geoestacionário brasileiro para comunicações de defesa e oferta de banda larga deve ser lançado no primeiro semestre de 2016, do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Conforme informou a Visiona, as francesas Thales Alenia Space e Arianespace foram as escolhidas, respectivamente, para fornecer e levar o satélite ao espaço – empreendimento no qual o Brasil vai investir R$ 1 bilhão, em valores de hoje.

Inicialmente previsto para 2014, posteriormente adiado para 2015, o lançamento em 2016 é o mais provável dado que agora é que está definido quem vai fornecer o equipamento. Nesse mercado, trabalha-se com o prazo médio de 30 a 36 a partir da contratação.

“A seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”, disse, em nota, o presidente da Visiona, Nelson Salgado.

No mais, o próprio ministro das Comunicações já admitiu aos senadores: “Nosso satélite deve ser lançado em 2016 e vai operar em banda X, de uso exclusivo da defesa, e banda Ka, para comunicações em banda larga”, disse Paulo Bernardo, quando foi discutir no Senado as denúncias sobre a espionagem americana.

Na prática, o empreendimento funciona assim: a Telebras contratou a Visiona – uma sociedade da própria estatal com a Embraer – para fornecer o satélite funcional e em órbita. A Visiona, por sua vez, escolheu entre as candidatas japonesa, americana e francesa quem vai fabricá-lo.

A joint-venture tem como alvo a transferência de tecnologia que permita ao Brasil avançar nesse mercado de satélites. Essa primeira encomenda servirá como aprendizado para que a Visiona se torne uma integradora – ou seja, uma ‘montadora’ do equipamento. O plano prevê outros dois satélites semelhantes.

A escolha entre os fornecedores do satélite buscou ofertas “de prateleira”, ou seja, o uso de plataformas existentes – daí a disputa entre a Thales com a Mitsubishi e a Loral. Paralelamente, foi escolhida quem fará o lançamento – nesse caso, a também francesa Arianespace bateu a russa Proton.

O conjunto dessa obra envolve o satélite em si, o lançamento e tradicionalmente um seguro – visto que levar o equipamento ao espaço ainda é um negócio de risco. Essa conta é estimada em US$ 450 milhões – o que significa cerca de R$ 1 bilhão ao câmbio de hoje, agosto de 2013.

No ramo dos satélites, praticamente todo o pagamento deve ser feito antes do lançamento. Esses recursos já estão previstos pelo governo federal – a operação é liderada pela Telebras, mas o satélite é tratado como estratégico porque atenderá demanda das Forças Armadas por comunicações seguras em banda X

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se você tem conta no Google, identifique-se e deixe aqui seu comentário, com críticas, sugestões e/ou questionamentos.