terça-feira, 2 de julho de 2013

Copa das Confederações foi um grande desafio para a Telebras

O Brasil fechou com saldo positivo a Copa das Confederações 2013. Além de se sagrar campeão invicto do torneio no domingo (30), o anel de fibra óptica construído pela Telebras e que garantiu a transmissão de dados e imagens dos estádios ao Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBCC) da Fifa, localizado em Belo Horizonte (MG), não registrou nenhum incidente. Do centro da Fifa, essas imagens foram distribuídas pelas emissoras de TV para todo o mundo.

Nesse anel óptico de mais de 10 mil km interligando todos os seis estádios participantes da Copa das Confederações ao IBCC – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) – a Telebras utilizou links com capacidade total de 100Gbps e garantindo uma transmissão segura e de alto padrão internacional. A tecnologia utilizada pela Telebras para iluminar as fibras é o DWDM (Dense Wavelengh Division Multiplexing), com equipamentos desenvolvidos no País, e que permite a transmissão simultânea de diversas programações em alta definição (HDTV).

A qualidade dos serviços executados pela Telebras, que permitiu transmissões de padrão internacional, foi elogiada pelo próprio comitê organizador da Fifa.

Em um balanço de imprensa, o presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse que a Copa das Confederações foi um grande desafio para a empresa, dinamizou e deu vitalidade aos projetos para ampliação da rede e oferecimento de um serviço cada vez melhor. “Proporcionou também uma projeção da imagem da Telebras com padrão internacional de prestação de serviço de telecomunicações”, disse, ao elogiar o esforço de todos os colaboradores da empresa que garantiu um serviço de alta qualidade.

Caio disse que os serviços prestados pela Telebras estiveram dentro das especificações da Fifa, que é extremamente rígida nas suas exigências. “A Telebras se equiparou, em pouco menos de três anos, a todas as outras operadoras existentes no País, o que foi um avanço extraordinário”, destacou.

A rede da Telebras pode ser dividida em duas partes: a primeira é a rede de longa distância, que interliga as diferentes capitais, e já utilizada pela operadora para as ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Hoje, esta rede já conta com mais de 25 mil quilômetros de extensão, dos quais mais de 10 mil km compõem o anel que interliga as seis cidades-sede da Copa das Confederações.

A segunda parte se refere às redes dentro das cidades, ou redes metropolitanas. Previstos inicialmente no PNBL, novos trechos ligam a rede nacional da Telebras aos estádios e demais pontos de interesse da Copa das Confederações e Copa do Mundo. O Governo Federal prevê investimentos de até R$ 200 milhões nestas redes metropolitanas que, após a Copa, continuarão sendo da Telebras e permitirão a expansão das ações do PNBL nas principais regiões metropolitanas brasileiras.

Até o momento, os investimentos da Telebras nas redes metropolitanas já chegaram a R$ 60,16 milhões.

Um ponto peculiar da rede provida e operada pela Telebras é que ela tem uma qualidade muito superior à praticada hoje no mercado brasileiro. Os requisitos técnicos da Fifa exigem, por exemplo, que a rede tenha uma disponibilidade de 99,99%, o que significa que a transmissão só pode ter algum tipo de falha durante 0,01% do tempo de transmissão.

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