terça-feira, 23 de julho de 2013

Compra de satélite brasileiro mobiliza mercado da defesa

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) deve entrar em funcionamento em 2016.


O Brasil se prepara para adquirir seu próprio satélite. O governo deve anunciar nas próximas semanas o vencedor do contrato avaliado inicialmente em 1 bilhão de reais que vem movimentado o mercado da defesa. A Telebrás e a Embraer, são as encarregadas da compra através do consórcio Visiona. Três empresas foram pré-selecionadas e estão na disputa. São elas: a japonesa Mitsubishi Eletric Company, a norte-americana Space Systems Lora,l que agora integra o grupo canadense MDA, e a franco-italiana Thales Alenia Space, que adquiriu a brasileira Omnisys, em São Bernardo do Campo.

De extrema importância estratégica, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) deve entrar em funcionamento em 2016. Ele vai garantir a autonomia do governo brasileiro para a vigilância do território nacional. Além das fronteiras de floresta, outra grande preocupação brasileira é seu vasto espaço marítimo, onde, por exemplo, é extraída a maior parte do petróleo brasileiro.

O satélite também terá funções civis. Ele vai levar Internet para todo país, incluindo a plataforma marítima continental, aumentando a agilidade nos negócios e trabalhando para a inclusão digital, como parte do Programa Nacional de Banda Larga. Em entrevista à RFI, engenheiro de armamentos e diretor adjunto do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional (IHEDN) em Paris, Robert Ranquet, explica como funciona essa tecnologia e fala da importância da posse de um satélite próprio na era da ciber-espionagem.

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