quarta-feira, 12 de junho de 2013

Telebras prepara entrada no mercado de CDN em 2014

De acordo com o presidente da estatal, há demanda tanto de provedores regionais de internet quanto de fornecedores de conteúdo

Tele.Síntese - 12/06/2013

A Telebras está atenta aos movimentos do mercado brasileiro de oferta de conteúdo audiovisual, estimulado pela aprovação do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), e se prepara para entrar no mercado de Content Delivery Network (CDN) para atender a demanda tanto de produtores de conteúdo pela rede por otimização da entrega, quanto dos provedores regionais de serviço multimídia que precisam entregar TV paga, além de internet, para concorrer com os grandes players.

"Entendemos que o PNBL está entrando em uma nova fase. Os usuarios, além de banda larga, também querem conteúdo e a própria lei do SeAC é um facilitador para isso. A Telebras não está alheia a esta realidade. Estamos estudando parcerias com provedores de conteúdo para entregar a eles o serviço de Content Delivery Network (CDN). Em breve, anunciaremos o modelo de atuação nesse setor, com o objetivo de darmos aos provedores condições de ter outros produtos e concorrer de maneira isonomica com outros fornecedores", afirmou o presidente da Telebras Caio Bonilha, durante o 5 Encontro Nacional de Provedores da Internet, promovido pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações.

De acordo com Bonilha, a empresa ainda estuda os modelos de arquitetura de rede e de negócio, mas certamente entrará neste mercado em 2014. Com este movimento, a Telebras passa a concorrer com empresas como a Level 3 e Akamai, que atualmente atendem grandes portais e empresas de Video On Demanda para otimizar a entrega de conteúdo. Assim como a Telebras faz na oferta de internet no atacado, a expectativa é de que a estatal entre neste segmento com preços mais baixos do que os atualmente praticados, gerando maior competição e possibilitando que pequenos provedores de conteúdo acessem os benefícios do serviço. Para os provedores regionais de internet, pode significar uma oferta, com qualidade, de vídeo sob demanda, por exemplo, a um preço acessível. "Queremos garantir concorrência econômica", afirmou Bonilha.

Para a Telebras, explica o executivo, o investimento para entrar no mercado de CDN é relativamente baixo, uma vez que já tem a rede de fibra óptica pronta, com 25 mil km de extensão. "Em 2014, já estaremos com a oferta", declarou. O executivo explicou que vem conversando com programadoras nacionais, interessadas em contratar o serviço, o que casa com a política de estímulo à estruturação da cadeia do audiovisual no país, que tem um de seus pilares na lei do SeAC.

CDN é o termo em inglês usado para denominar uma rede de distribuição de informações, que utiliza cachês de páginas estáticas e arquivos - distribuídas entre diversos servidores instalados em diferentes partes - com objetivo de agilizar a entrega de conteúdo. A CDN também pode garantir proteção adicional contra ataques DDoS, quando um número incrivelmente maior de solicitações de acesso à página forçam o site a cair. Por conseguir gerenciar o acesso de muitos usuários, distribuindo isso aos demais servidores, um conteúdo na CDN fica bem menos suscetível a esse tipo de ameaça.

Data Center
A Telebras também planeja para entre o final de 2014 e início de 2015 a inauguração de seu data center em Fortaleza. Segundo Bonilha, o projeto que faz parte do plano do governo brasileiro de estruturar um pólo de atração de provedores de conteúdo online para a região, conhecida por ser parte da rota de troca de tráfego de dados com diversos continentes, por meio de cabos submarinos.

Segundo Bonilha, o edital para construção do data center está pronto, mas falta ratificar com a nova administração municipal o acordo que sede um terreno para o centro de processamento de dados da estatal. O projeto deverá ser retomado após o fim da Copa das Confederações que, no momento, tem todas as atenções da equipe da Telebras.

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Telebras fornecerá serviços de CDN para provedores em 2014

Teletime - 12/06/2013

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, revelou durante o 5º encontro nacional de provedores de Internet da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) que a estatal vai fornecer serviços de CDN (Content Delivery Network) em parceria com provedores de conteúdo para provedores de acesso até o ano que vem. Segundo Bonilha, isso é reflexo da convergência de ofertas de triple play no mercado, que estaria pondo em desvantagem as empresas menores. "Além da banda larga, os usuários também querem conteúdo e outros serviços, e a própria lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) já é uma facilitadora para os provedores", explica. "A Telebras não está alheia a esse processo, estamos estudando com outras empresas para entrar na cadeia de CDN e, em breve, vamos ver como dar condições a vocês (provedores de acesso) a ter outros produtos para os clientes, para competirem de forma mais isonômica."

Bonilha diz que o serviço de CDN "seguramente será disponibilizado em 2014" com um investimento inicial "relativamente pequeno". A arquitetura dessa rede, diz, vai depender do modelo de negócios escolhido. "Temos demanda e temos provedores", garantiu ele. "Já completamos nossa rede, então não faz sentido a gente não ajudar". Ou seja, o transporte de conteúdo será feito pela companhia, que deverá cobrar "preços competitivos" para que os provedores possam fazer pacotes triple play.

Ele ressalta que a Telebras está atualmente focada no fornecimento de infraestrutura para a Copa das Confederações, mas que, passado o evento, a empresa terminará de elaborar o plano. Ela vai disputar mercado com companhias como Level 3, que começou a prestar serviços de rede de entrega de conteúdo no ano passado, e Akamai. Em parceria com a Cisco, a TIM também deverá ser uma concorrente com um projeto de CDN, previsto para ser concluído no primeiro semestre de 2014.

A entrada no mercado de CDN visa a promover maior poder de competição a uma gama de mais de cem provedores que utilizam a infraestrutura da Telebras no País. Segundo Caio Bonilha, a empresa tem potencial para atender a mais de 1,5 mil municípios com a rede de 25 mil km de backbone, finalizado em maio. "Já chegamos a localidades remotas como Porto Velho, Pará, Amapá e todo o Nordeste", afirmou. Com o projeto do satélite geoestacionário brasileiro, as demais localidades onde a rede física não terá condições de atender estarão cobertas.

Data center

A Telebras ainda está trabalhando com a prefeitura de Fortaleza para a construção de um data center para a rede, que deverá ser concluído entre o final de 2014 e começo de 2015, após licitação. "Estamos com o edital pronto, só paramos para a troca de governo", diz Bonilha, citando a troca de prefeitura na capital cearense. "Agora estamos ratificando".

Com orçamento de cerca de R$ 500 milhões, a empresa deverá fazer pela primeira vez uma conferência para analistas. Mas Caio Bonilha avisa que, apesar do histórico, a estatal apenas acabou de concluir seu backbone, onde estavam concentrados seus esforços. "Somos uma startup, de papel temos três anos. Então, às vezes, os resultados não são tão bons", avisa.

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Telebras fará oferta de CDN em 2014

Convergência Digital :: 12/06/2013

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse que a estatal vai entrar no mercado de fornecimento de serviços de content delivery network (CDN). De acordo com Bonilha, a Telebras ainda estuda como será o modelo de negócio, mas planeja iniciar a oferta já no próximo ano.

Em conversa com jornalistas durante o 5º Encontro Nacional de Provedores de Internet e Telecomunicações, promovido pela Abrint, Bonilha afirmou que a estratégia é atender a uma demanda reprimida por parte dos pequenos provedores de contarem com melhores condições de competirem com os grandes provedores, que já possuem as ofertas denominadas triple play, que reúnem telefonia, internet e televisão por assinatura.

“Os usuários preferem a oferta combo. Com a rede que temos, faz sentido entrar neste mercado e nós queremos que os pequenos provedores tenham condições de competir,” afirmou. Quanto ao cronograma, o presidente da Telebras afirmou que está sendo estudado o modelo de negócios a ser adotado, o que deve sair ainda neste ano. “Os investimentos devem ser pequenos. Podemos começar com um único CDN e aumentar, conforme a demanda crescer.”

Serviços de CDN são ofertados por empresas como Level 3 e Akamai. Basicamente, trata-se de uma rede de distribuição de informações que tem como objetivo fornecer conteúdos mais rapidamente para o usuário final e com um menor custo para as empresas. Bonilha disse ainda que espera fornecer estes serviços a um custo menor para dar mais competitividade aos pequenos provedores do País.

Conferência de analistas
Sem revelar números, Caio Bonilha comentou sobre a reunião para analistas que a Telebras planeja realizar em julho. “Somos uma start-up e queremos mostrar que somos uma empresa atrativa e que temos potencial”, comentou.

Bonilha reconheceu que os resultados financeiros ainda não são bons, porque até agora a Telebras dedicou-se à construção dos cerca de 25 mil quilômetros de rede de telecom. Atualmente, a empresa conta com cerca de cem provedores clientes em praticamente cem localidades, o que ainda é pouco diante dos 1500 municípios potencialmente atendidos pelo backbone da estatal.

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