terça-feira, 4 de junho de 2013

Piratini inicia negociação para instalar um polo espacial no RS

Intenção é fornecer insumos para satélites que serão construídos por encomenda do governo federal a empresas estrangeiras


O objetivo de instalar um polo espacial no Rio Grande do Sul, pauta debatida em recente missão governamental à Israel, será tema de um almoço oferecido nesta quarta-feira pelo governador Tarso Genro no Salão de Banquetes, no Palácio Piratini.

São aguardados para o encontro os presidentes da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, e da Telebras, Caio Cezar Bonilha Rodrigues, além de representantes da Unisinos, PUCRS e UFRGS e de empresas do ramo tecnológico.

O secretário estadual de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, explica que o Piratini pretende aproveitar a oportunidade aberta por um edital do governo federal que prevê a compra de 16 satélites, com investimento de R$ 9 bilhões. A concorrência lançada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia pré-selecionou três empresas internacionais para fornecer os equipamentos, que deverão ser utilizados nas áreas das telecomunicações, ambiental e militar.

— Parte da produção desses satélites precisará ter, obrigatoriamente, algum conteúdo nacional. O Rio Grande do Sul quer constituir o seu polo espacial para fornecer insumos para esses satélites, além de oferecer técnicos e serviços — disse Prodanov.

Como as negociações ainda são iniciais, o secretário revelou que não há uma projeção de investimento necessário para executar o projeto. No momento, diz ele, o mais importante é viabilizar uma parceria entre governo estadual, universidades com experiência no desenvolvimento de polos tecnológicos e empresas gaúchas interessadas no negócio. A constituição deste tripé é considerada fundamental para concretizar e administrar o polo espacial gaúcho.

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