quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fibra óptica antagoniza teles e municípios

Convergência Digital :: 02/05/2013

A TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas - reclamou, oficialmente, por meio de uma comunicação para clientes, enviada na segunda-feira, 29/4, das iniciativas de construções de redes próprias de fibra óptica por parte de municípios e estados, ao mesmo tempo em que, em geral, a maioria não adota políticas para facilitar a implantação de redes pelas teles.

"A cobrança de taxas para 'análise de projetos' que chegam ao valor unitário de R$ 50 mil, ou a obrigatoriedade de construção de duto adicional para 'doação' ao município, são exemplos concretos de iniciativas de administrações municipais que pouco ajudam a implantação de novas redes pelas operadoras especializadas", destaca o levantamento da TelComp, entidade que reúne provedoras SCM e também as operadoras de telecomunicações.

O informe também destaca 'a multiplicação de regras municipais restritivas para a instalação de antenas de celulares tem limitado em muito a expansão e melhora dos serviços móveis em muitas cidades brasileiras, objetivo público encampado pela própria União quando dos recentes leilões de radiofrequências'. A entidade criticou a falta de apoio político para a tramitação dos projetos de leis para disciplinar a cobrança de direito de passagem em rodovias e na definição de regras uniformes para a implantação de antenas, voltadas para o serviço móvel.

A Telcomp também lamentou a falta de acordo entre Anatel e Aneel para um uso mais adequado dos postes.“Sem acesso aos postes não há como expandir rapidamente as redes de fibra óptica no país. Os custos de enterramento são muito altos e é impossível realizar obras nos centros urbanos em ritmo acelerado como seria necessário para expandir as redes na velocidade compatível com a demanda de mercado”, afirma João Moura, presidente executivo da TelComp.

Os municípios, por sua vez, também reclamam da lentidão das operadoras em atender suas demandas. Em evento realizado no Rio de Janeiro, o prefeito de Goiania, Paulo Garcia (PT), anunciou que vai colocar a capital de Goiás no ranking das 10 cidades sustentáveis no mundo, num prazo de 10 anos. Para isso, um projeto está em andamento: a construção de uma rede própria de telecom. A licitação - que envolverá fibra óptica e Wi-Fi já está sendo desenhada e acontecerá ainda neste semestre.

Indagado do porquê de partir para uma rede própria, Garcia fez críticas às teles. "Elas não estão correspondendo à nossa demanda. Não têm como nos atender nos prazos solicitados. Por isso, uma rede própria. Além disso queremos o wi-fi gratuito em áreas públicas", salientou o prefeito.O governo do Paraná também construiu uma rede própria para atender a sua demanda. "Foi necessário investir para termos qualidade no serviço", destacou o governador do Estado, Beto Richa(PSDB/PR).

*Com informação da TelComp

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