quinta-feira, 23 de maio de 2013

Estudo irá definir arquitetura e gestão do anel óptico do Cone Sul

Trabalho será concluído em 12 meses, com recursos do BID

Tele.Síntese - 23/05/2013

Os ministros das áreas de Comunicação dos países da União de Nações Sul americanas (Unasul) assinaram convênio com o BID para contratar estudos que irão apontar qual a melhor arquitetura, a forma de gestão ideal e estimar os custos para a construção do anel óptico para integrar as redes de banda larga entre os países. “O prazo para conclusão do trabalho é de 12 meses e os US$ 1 milhão serão custeado totalmente pelo banco de desenvolvimento”, afirmou o diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.

O prazo para implantação do anel óptico era de três anos, mas há dificuldades para que seja cumprido. “A mudança de governo no Paraguai atrasou as negociações no âmbito da Unasul”, explicou Coimbra. Mas disse que a Telebras vem costurando acordos bilaterais para conectar as fronteiras brasileiras com outros países. Ele informou que já há acordos com a Arsat, da Argentina, e Antel, do Uruguai. Há ainda negociações com empresas do Paraguai e da Bolívia para celebração de acordos de interconexão.

O objetivo do anel óptico é garantir um tráfego mais eficiente, mais seguro e menos custoso para os países sul-americanos. Atualmente, o caminho percorrido pelos dados numa simples conexão à internet é extenso e caro: se um internauta do Brasil acessa um site do Chile, por exemplo, a conexão segue até um servidor nos Estados Unidos, via cabos submarinos, para, então, voltar ao Chile. Com o anel ótico interligando os países sul-americanos, o tráfego circulará diretamente entre as redes locais. A estratégia regional também prevê a atração de servidores e data centers para a instalação de mais conteúdos na América do Sul.

Além disso, o Brasil tem por objetivo lançar três sistemas de cabos submarinos, sendo um para os Estados Unidos, um para a Europa e outro para a África. O projeto está sendo conduzido pela Telebras em parceria com empresas privadas e investidores de vários continentes. Com esses sistemas, o Brasil e a América do Sul terão muito mais independência no tráfego de banda larga mundial. Por enquanto, as negociações avançaram apenas para a construção do cabo para a África.

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