sexta-feira, 12 de abril de 2013

Reunido com entidades, ministro reitera que não há possibilidade de trocar bens reversíveis por investimentos

Paulo Bernardo debateu PNBL 2.0 com entidades que fazem parte da campanha Banda Larga é um Direito Seu

Tele.Síntese - 12/04/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, se reuniu ontem (11) com entidades que fazem parte da campanha Banda Larga é um Direito Seu, para discutir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Durante o encontro, Bernardo reiterou que não há possibilidade de trocar bens reversíveis por investimento privado das operadoras, até porque trocar bens da união por bens privados seria inconstitucional.

Bernardo, no entanto, aproveitou a oportunidade para frisar novamente sua opinião: o problema da internet no Brasil é a falta de infraestrutura e, por isso, essa é a prioridade do governo. O governo quer viabilizar recursos e fazer investimentos em parceria com o setor privado para aumentar a acesso à banda larga, informou o Minicom em nota sobre a reunião. Neste sentido, durante o encontro, o ministro teria dito que o governo poderia, por exemplo, abrir um edital para construção de infraestrutura em que o Estado entraria com 60% dos investimentos e a iniciativa privada com 40%.

As entidades presentes questionaram a capacidade da iniciativa privada universalizar a banda larga no país e defenderam a prestação do serviço em regime público. O ministro das Comunicações disse que está aberto a estudar as sugestões apresentadas mas adiantou que o regime, neste momento, não está em debate. "Nós não estamos discutindo mudança de regime", afirmou. No entanto, Bernardo se comprometeu a abrir um diálogo com as entidades da sociedade civil organizada em torno da campanha Banda Larga é um Direito Seu para debater o projeto do Plano Nacional de Banda Larga 2.0.

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