quarta-feira, 24 de abril de 2013

A internet é um grande ambiente de negócios

Telebras - 19/04/2013

Brasília, 18/04/2013 – “A internet é sempre colocada como grande ambiente de diálogo, convivência e democracia. E é mesmo. Mas é também um grande ambiente de negócio”. A afirmação foi feita pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante palestra na abertura do Congresso Brasileiro de Internet, hoje de manhã, em Brasília.

Para o ministro, o comércio cada vez mais vai ser feito pela internet, assim como transações financeiras e grandes operações de impacto econômico sobre a sociedade. “Se nós não nos preocuparmos em estabelecer regras e boas condições, isso vai significar onerar ainda mais a sociedade”, destacou.

Assim, segundo ele, é preciso garantir um grande projeto de investimento para o setor, desenhar um modelo consistente de infraestrutura para as telecomunicações no Brasil. A presidenta Dilma Rousseff, assinalou, considera que isso é tão importante quanto investir em infraestrutura de transportes terrestres, aéreos e marítimos.

“Vamos facilitar a vida das empresas para adotarem novas tecnologias e baratear os preços aos consumidores”, disse, lembrando que o País tem hoje a sétima posição em audiência de internet. Para Bernardo, o importante é criar condições para a que a internet funcione melhor e com muito mais intensidade de uso nos próximos anos.

Acrescentou a tecnologia móvel está crescendo muito e mais rapidamente que a telefonia fixa. “Todos querem carregar sua internet no bolso”, disse. E acrescentou que “temos que fazer muita infraestrutura para suportar este crescimento” adiantando que em 2012 o setor investiu cerca de R$ 25 bilhões, o maior valor desde a privatização das telecomunicações.

PONTO DE TRÁFEGO
Citou o empenho do governo em estabelecer em Ponto de Passagem de Tráfego no Brasil, em Fortaleza, para reduzir a dependência brasileira e o custo internacional do tráfego na internet que é de cerca de US$ 500 milhões/ano. Segundo Bernardo, existem hoje no mundo 15 pontos de passagem de tráfego, sendo 11 nos EUA, 3 na Europa e um no Japão.

Além disso, destacou o Ministro das Comunicações, é preciso garantir que a internet chegue aos locais que ainda não têm acesso – são cerca de dois mil municípios brasileiros que ainda não contam com rede de fibra óptica. Para tanto, será necessário investir cerca de R$ 26 bilhões nos próximos dez anos apenas para expandir a rede fibra óptica, e R$ 100 bilhões para ampliação de redes, implantação de tecnologias que possibilitam a conexão à internet, por meio de rádio ou satélites, até a casa do usuário.

O governo já investiu cerca de R$ 40 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) para levar a banda larga à zona rural – “um lacuna que temos no setor” – e que começará a ser implantada no começo de 2013. O ministro lembrou que, em 2011, mais de 6 milhões de domicílios ganharam acesso à internet, enquanto que a internet móvel ganhou cerca de 22 milhões de usuários. Atualmente, segundo estimativas, existem no País 61 milhões de celulares conectados à rede mundial de computadores e 7 milhões de modems de terceira geração, além do mesmo número em conexões máquina a máquina (m2m). Esse tipo de equipamento também terá taxas desoneradas.

“Hoje, um chip conectando um ônibus a uma câmera de segurança paga as mesmas taxas que um aparelho de celular. Como se trata de um serviço de menor valor agregado, a tendência é que seja considerado muito caro e inibidor para o crescimento dessas atividades”, explicou.

A expectativa é que em 2020 o Brasil terá aproximadamente 1 bilhão dessas máquinas. “Isso é mais um motivo para nos preocuparmos com a questão da infraestrutura”, afirmou. O setor de telecomunicações Brasil teve recorde de faturamento, com mais de R$ 214 bilhões, e também de investimentos: R$ 25 bilhões – “foi o ano mais expressivo desde a privatização”. A tendência é continuar crescendo, sobretudo com a entrada no mercado na nova classe média, estimada em cerca de 40 milhões de novos consumidores que passaram a ter acesso a essas tecnologias.

Também participaram da abertura do Congresso Brasileiro da Internet o senador Walter Pinheiro, o deputado Paulo Abi-Ackel, a ministra do STJ, Fátima Nancy Andrighi, o vice-presidente do Facebook, Alexandre Hohagen, o diretor corporativo do portal Uol, Gil Torquato, o presidente da Abranet, e o presidente do Conselho da Abranet e conselheiro do Comitê Gestor da Internet, Eduardo Neger.

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