quarta-feira, 27 de março de 2013

TIM quer investir mais R$ 200 mi para ampliar backbone no País

Rede de fibra óptica LT Amazonas, da operadora, entra em funcionamento em agosto de 2013. Custo total do projeto é R$ 2,5 bilhões


A rede de fibra óptica LT Amazonas, parte do backbone da TIM para ampliar os serviços de dados na região Norte do País que vai demandar investimento de R$ 200 milhões, deve estar funcional em agosto, informou a empresa nesta terça-feira (26). A infraestrutura aérea, que aproveita antenas de rede elétrica construídas pela Isolux Infrastructure, está sendo construída desde outubro de 2011. O custo total do projeto é de R$ 2,5 bilhões.

Com apoio do governo federal, a rede interligará as cidades de Tucuruí (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM), e depois outros 24 municípios da região. Segundo a operadora, a infraestrutura deve aumentar a capacidade de transmissão de voz e dados em estados ainda carentes de serviços de banda larga acessíveis.

São 1.500 quilômetros percorridos por dois pares de fibra óptica, estendidos por 3.351 torres cravadas na floresta (mais 800 km de cabos subterrâneos nas milhas finais). Pela dificuldade, o projeto só pode ser viabilizado pela parceria com a Isolux. “Seria inviável uma operadora de telecomunicações investir em uma estrutura assim sozinha”, justifica Cícero Olivieri, diretor de redes da TIM Brasil.

“São dois pares suportando 75 canais de 100 Gbps”, explica o executivo, capacidade considerada suficiente para aumentar em “cinco mil vezes” a velocidade das redes da região e suprir mesmo a atual “demanda reprimida”. O backbone suportará as operações de telefonia móvel da operadora e de dados, com planos para as futuras redes 4G. Manaus, aliás, é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, e deverá ter redes LTE operando até dezembro deste ano.

A companhia planeja gastar outros R$ 200 milhões até 2014 para aumentar o backbone dos 39 mil km atuais para 60 mil km de fibra óptica. Recentemente, a TIM ativou a conexão entre Brasília (DF) e Belém (PA), e possui planos para ligar Belém a Fortaleza – e dali para os servidores internacionais de conteúdo via cabos submarinos.

A rede LT Amazonas será ofertada no atacado, diz Olivieri. A empresa já possui contrato com a Telefonica Vivo e um acordo de sessão com a Telebras, anunciado durante o Futurecom do ano passado.

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