quarta-feira, 27 de março de 2013

PNBL 2 terá investimento de R$ 100 bi

 Plano estará pronto até o meio do ano, diz Paulo Bernardo

O Globo - 27/03/2013

PORTO ALEGRE O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou ontem que o governo vai definir até o meio do ano as bases de implantação da segunda fase do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), chamado por ele de 2.0. A meta é garantir acesso a internet de alta velocidade num prazo entre três e cinco anos para 90% dos domicílios brasileiros. Hoje, segundo o IBGE, cerca de 40% dos domicílios têm acesso a internet rápida.

O ministério das Comunicações está traçando vários cenários de infraestrutura e tecnologia para submeter à presidente Dilma Rousseff. O pacote, segundo o ministro, pode chegar a R$ 100 bilhões. Os primeiros recursos serão incluídos no Orçamento de 2014.

- Uma coisa que a gente já sabe é que esses R$ 100 bilhões custeariam a tecnologia com fibra óptica até o quarteirão, para depois levar a banda larga com par metálico até a última milha (na casa do usuário). Mas não vamos colocar fibra óptica em todas as residências porque nem a Coreia conseguiu isso. Além da tecnologia, tem que se definir os aportes financeiros porque não estamos pensando em colocar todos esses recursos. A iniciativa privada terá seus compromissos - explicou o ministro.

A União, segundo Bernardo, custearia apenas a infraestrutura básica que cabe à Telebras e à Rede Nacional de Pesquisa. Os investimentos privados poderão ser financiados por meio do BNDES. O PNBL 2 inicialmente seria pensado para um cenário de dez anos, mas a presidente Dilma pretende acelerar a implantação de redes num prazo inicial mais curto, de até três anos, para completar a implantação com prazo maior.

A estratégia do governo será garantir acesso a internet rápida com tecnologias de menor porte, como sinal de rádio, a um universo maior de domicílios, para depois implantar um serviço de alta qualidade baseado em fibra óptica.

- Pretendemos fazer tecnologia que combine fibra, rádio e satélite e vai se fazendo num prazo de dez anos - disse o ministro.

Segundo Bernardo, a demanda por fibra óptica para a universalização da banda larga poderia chegar a 30 milhões de quilômetros. Hoje, o país tem cerca de 20 mil quilômetros de fibra disponíveis nos backbones, as espinhas dorsais que atendem a 2 mil cidades brasileiras.

Momentos da inauguração da Telebras Tecnologia

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