sábado, 4 de agosto de 2012


Telebras e prefeitura de Fortaleza firmam acordo para construção de Centro de Dados internacional

Telebras - 04/08/2012

A Telebras e a prefeitura de Fortaleza assinaram um acordo hoje (04.07), na presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para iniciar o processo de construção do primeiro Centro de Dados internacional com energia limpa, eólica e solar, do país, em Fortaleza, onde também serão ancorados quatro dos cinco cabos ópticos submarinos, interligando Brasil, Estados Unidos, Europa, Mercosul e África Subsaariana.

Serão investidos aproximadamente R$ 60 milhões em infraestrutura e equipamentos, oportunizando a geração de cerca de 300 empregos diretos e indiretos.

O objetivo é baratear os custos de internet para os usuários de todo o país, ao diminuir o tráfego internacional de dados. A capital cearense é considerada um local estratégico devido à sua posição geográfica, distante cerca de 6.500 quilômetros dos principais centros de dados do Atlântico.

“O investimento que a Telebras está fazendo nesse Centro de Dados é fundamental para impulsionar o desenvolvimento do país, ao permitirmos uma conexão mais rápida e barata à população. Estamos nos tornando um dos grandes players na área de telecomunicações”, afirmou o presidente da empresa, Caio Bonilha.

O Centro está sendo projetado para utilizar as energias solar e eólica, de forma a reduzir custos que representam 45%.

Outro item em discussão durante a assinatura foi a doação de um terreno de nove mil metros quadrados pela prefeitura à Telebras para a instalação do Centro de Dados, no que recebeu o apoio da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Telebras e o governo do Mato Grosso assinam termo de cooperação para o PNBL

MiniCom - 02/08/2012

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, e o vice-governador do Estado do Mato Grosso, Francisco Daltro, assinaram nesta terça-feira (1º) um termo de cooperação técnica para dar continuidade à expansão do backbone da empresa, o que proporcionará acesso ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a integração à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), além de prover infraestrutura de telecomunicações para a Copa do Mundo de 2014.

Com a chegada ao Estado, a empresa também fornecerá conexão de alta velocidade às instituições da rede privativa de órgãos do Governo Federal e do Estado matogrossense, como secretarias, escolas e postos de saúde.

“É fundamental essa parceria com o Mato Grosso, pois já temos demanda de provedores regionais para atender o PNBL”, afirmou Bonilha, seguido por Daltro, que ressaltou a iniciativa: “para nós é importantíssimo expandir a rede de comunicação, tendo em vista o crescimento do estado”, afirmou.

Também estiveram presentes o secretário do Estado para a Copa 2014, Maurício Souza, e o diretor Técnico-Operacional, Vilmar Pereira, que destacou o trabalho desenvolvido por Mato Grosso: “Eles são exemplo, pois elaboraram um plano de ação para criar infraestrutura de atendimento às demandas da Copa que já está à pleno vapor”, afirmou.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Provedores serão o canal da Telebras no mercado corporativo

Convergência Digital :: 31/07/2012

Ao participar do 4º encontro da Abrint, na capital paulista, nesta segunda-feira, 30/07, o presidente da Telebras, caio Bonilha, deixou claro que a empresa não tem a intenção de disputar mercado com os provedores. "Queremos vender para vocês". Com relação à entrada da estatal no mercado empresarial, Bonilha deixou claro: São os provedores que vão levar o produto aos distritos industriais.

"Vamos definir os provedores que vão prover o serviço que está desenhado pela Telebras - e que prevê conexões de 15 Mbps, com garantia de pelo menos 20% da velocidade contratada - com preços atrativos. Mas os provedores terão de ter um porte para assegurar em contrato a qualidade do serviço. Sem isso, não há como levar produto para esse segmento empresarial", explicou Caio Bonilha ao Convergência Digital.

A formatação do produto corporativo surgiu depois de demanda apresentada pela Federação das Indústrias de São Paulo e Rio de Janeiro - que reclamam da ausência de infraestrutura nas áreas de produção industrial. O serviço será destinado a atender cerca de 260 mil indústrias, instaladas em 147 municípios, a maior parte deles - 83 - na região Sudeste e Sul (13) mas há também oferta no Nordeste - 17 - Centro-Oeste - 9 e no Norte-7.

"A nossa ideia é selecionar os provedores para serem os canais desse serviço. Eles contratam a infraestrutura e disponibilizam o produto ao mercado. Nós, repito, seremos apenas infraestrura", enfatizou Bonilha. A ideia da Telebras é lançar o serviço no segundo semestre.

A expansão da infraestrutura da estatal, no entanto, agora, causa preocupação. A meta de chegar a 250 cidades em 2012 corre sério risco de não acontecer em função das greves dos servidores públicos federais.

Isso porque a Telebras depende das concessionárias e das Universidades, uma vez que boa parte da infraestrutura será compartilhada. "Vamos fazer todo o esforço possível para cumprir nossa meta. Não há falta de recursos, mas temos que entender como vai ficar o quadro da greve dos servidores", disse o presidente da Telebras.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Padtec leva R$ 68 milhões da Telebrás

Baguete - 30/07/2012

A Telebrás fechou um acordo de R$ 68 milhões com a Padtec para fornecimento de equipamentos de transmissão ótica visando a construção de uma rede de alta velocidade.

Empresa controlada indiretamente pela Ideiasnet, a Padtec entra no fornecimento de infraestrutura para interligar as 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014. Nessa rede trafegará a transmissão de conteúdos de voz e vídeo.

“Com a assinatura desse contrato, a Telebras concretiza seu apoio à indústria brasileira, ao compor o seu backbone com produtos nacionais”, opina Vilmar Pereira, diretor técnico-operacional da estatal.

Este é o segundo projeto da Padtec com a empresa brasileira reativada para operar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Em novembro de 2010, a Padtec venceu leilão da Telebrás para fornecimento do primeiro lote de equipamentos para o PNBL.

A companhia, que ganhou a disputa há dois anos com o maior lance demonstrado – R$ 68,9 milhões, beneficiada pela preferência à indústria nacional garantida na Medida Provisória 495 – acabou diminuindo o preço para R$ 63 milhões na ocasião, garantindo o pregão.

“A implementação de 2011 da primeira etapa do PNBL fortaleceu a colaboração com a Telebras”, disse Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec.

BACKBONE
O novo contrato celebrado inicia a integração das principais cidades brasileiras ao backbone previsto para alcançar uma extensão de 30 mil quilômetros e interligar mais de 4.000 municípios.

Empresa brasileira voltada ao desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de comunicações ópticas de alta capacidade, a Padtec está situada na cidade de Campinas. Hoje a companhia conta com negócios e representantes na América Latina – onde tem escritórios regionais na Argentina, Peru, México –, França e Israel, América do Norte, África, Europa e Ásia. Além da Ideasnet, a empresa tem como acionista a CpQD.

Segundo o último dado divulgado, de 2009, o faturamento da Padtec é de R$ 130 milhões ano ano, com participação de mercado em 30%. Se os números se mantiverem, o contrato com a Telebras podem responder por até metade da movimentação da companhia.

GAÚCHAS TAMBÉM NO PÁREO
Na última leva de contratos com a Telebras não foi só a Padtec que se deu bem. Duas gaúchas – Datacom e Digitel – também firmaram contratos para fornecimento de equipamentos à estatal, com foco no PNBL.

No caso da Datacom, a disputa garantiria até R$ 110 milhões para a empresa gaúcha em equipamentos e serviços de borda da rede IP. Já a Digitel – que recentemente inaugurou sua fábrica nova em Eldorado – a cifra poderia chegar a R$ 211,7 milhões
Telebrás fecha acordo com Padtec para construção de rede


Reuters - 30/07/2012

A Telebrás fechou um acordo de 68 milhões de reais para fornecimento de equipamentos de transmissão ótica visando a construção de uma rede de alta velocidade.

O contrato com a Padtec, empresa controlada indiretamente pela Ideiasnet, visa avançar com o projeto de interligar as 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014 com a infraestrutura necessária para transmissão de conteúdos de voz e vídeo, segundo comunicado nesta segunda-feira.

Este é o segundo projeto da Padtec com a estatal brasileira reativada para operar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), segundo a nota.

domingo, 29 de julho de 2012

Redes de 4G devem ser compartilhadas

Governo vai exigir compartilhamento da infraestrutura das teles para tentar evitar colapso que levou à suspensão das vendas de chips

O Estado de S.Paulo - 29/07/2012

As operadoras terão de compartilhar a infraestrutura de sustentação da rede que será construída para o funcionamento da quarta geração (4G) de telefonia no País a partir do próximo ano. Para evitar a repetição dos problemas atuais que levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspender a venda de novos chips de 3G das piores companhias em cada Estado, o governo vai exigir que a nova tecnologia passe por estruturas compartilhadas desde o início da implantação.

As discussões sobre o compartilhamento no 4G estão sendo feitas entre o Ministério das Comunicações e as operadoras, e a ideia é fazer um anúncio em conjunto da decisão até a assinatura das licenças de exploração da frequência de 2,5 gigahertz (GHz) que foram leiloadas em junho. Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, os contratos com Vivo, Claro, TIM e Oi para a quarta geração devem ser assinados em até 40 dias.

Atualmente, cada empresa tem suas próprias bases, torres, dutos e antenas, o que aumenta os custos do setor e reduz a eficiência do sistema. Por isso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, promete levar à presidente Dilma Rousseff, até o fim de agosto, a minuta de decreto que forçará as companhias do setor a dar passagem às outras dentro de suas infraestruturas.

"A empresa que tem a maior rede em uma área é obrigada a ceder o acesso às outras. O princípio é simples: não podemos ficar construindo estruturas paralelas", disse Bernardo na semana passada, ao comentar as medidas da Anatel de suspensão de vendas. "É uma burrice não compartilhar", pressionou.

Competição
Em outra frente de atuação, a Anatel deve aprovar ainda este semestre o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) que determina que as maiores companhias do setor de telecomunicações - incluindo internet fixa e TV por assinatura - vendam capacidade de rede e acesso à chamada última milha (trecho final do sistema que chega aos usuários) às outras empresas por preços equilibrados.

Para o governo, aliadas à desoneração dos tributos federais para a construção das redes, as medidas de compartilhamento vão fazer com que os investimentos do setor a se acelerem de vez. "O plano está próximo de ser votado e é importante que as redes 4G já sejam construídas nesse modelo. Precisamos entrar na quarta geração com o pé direito e as restrições municipais para a instalação de antenas podem ser muito amenizadas com isso", afirmou João Rezende.

Mas o presidente da Anatel avalia que as operadoras precisam adotar uma nova filosofia de cooperação para que as iniciativas possam dar o resultado esperado - racionalização no uso da infraestrutura e, consequentemente, melhoria da qualidade dos serviços. "As empresas ainda não tem essa visão. Elas podem e devem competir no varejo, mas é importante que aprendam a trabalhar conjuntamente na infraestrutura", concluiu.

Durante as rodadas de negociações em Brasília sobre o 3G na semana passada, o vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, classificou como "fundamental" o compartilhamento de redes para o desenvolvimento do setor, mas pediu regras claras e precisas que deem segurança às empresas. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que a companhia já tem iniciativas de compartilhamento e pretende ampliá-las com o respaldo do governo.

A Vivo disse que analisará o assunto assim que for consultada pelo governo. A Oi informou que ainda não foi procurada pelo governo, mas que enxerga como positivas as iniciativas de fomento ao compartilhamento.