sexta-feira, 27 de julho de 2012

Padtec vai participar de rede da Telebras

Valor Econômico - 27/07/2012

A brasileira Padtec, fabricante de equipamentos de telecomunicações, foi escolhida pela Telebras para fornecer os equipamentos de transmissão óptica para a construção de uma rede de alta velocidade voltada ao atendimento dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos.

A rede começará a ser implantada em agosto e o valor do contrato é de R$ 68 milhões
. A proposta do projeto é interligar, a princípio, as 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014, com a infraestrutura necessária para a transmissão de conteúdos de voz e vídeo.

"Mais do que essas capitais, a rede nasce para dar vazão a todo o tráfego que esses eventos vão gerar, principalmente de conteúdos de vídeo, com demanda partindo de diferentes regiões, tanto no Brasil como no exterior", afirmou Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, ao Valor.

Segundo o executivo, a nova estrutura será integrada à rede principal que vem sendo construída pela Telebras e cuja meta é alcançar uma extensão de 30 mil quilômetros até 2014, interligando mais de 4 mil cidades brasileiras.

Esse não é o primeiro projeto da Padtec com a Telebras, que vem priorizando a contratação de fornecedores brasileiros em seus projetos. No fim de 2010, a fabricante venceu a disputa no leilão de fornecimento de equipamentos para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) com um lance de R$ 68 milhões, que posteriormente foi reduzido para R$ 63 milhões. Na época, o processo recebeu críticas de concorrentes, como a chinesa ZTE, que apresentou uma proposta de menor valor.

No mês passado, a Telebras assinou acordo com o governo do Amazonas para projetos de integração das redes de fibra óptica no Estado, também para o PNBL.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Telebras e Padtec assinam contrato para construção de rede em eventos


Valor - 26/07/2012

A brasileira Padtec, fabricante de equipamentos de telecomunicações, foi a empresa escolhida pela Telebras para fornecer os equipamentos de transmissão óptica para a construção de uma rede de alta velocidade voltada ao atendimento dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos. A rede começará a ser implantada em agosto. O valor do contrato é de R$ 68 milhões.

A proposta do projeto é interligar, a princípio, as 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014, com a infraestrutura necessária para a transmissão de conteúdos de voz e vídeo. “Mais do que [atender a] essas capitais, a rede nasce para dar vazão a todo o tráfego que esses eventos irão gerar, principalmente de conteúdos de vídeo, com demanda partindo de diferentes regiões, tanto no Brasil como no exterior”, afirmou Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, ao Valor.

Segundo o executivo, a nova estrutura será integrada à rede principal (backbone) que vem sendo construída pela Telebras e cuja meta é alcançar uma extensão de 30 mil quilômetros até 2014, interligando cerca de quatro mil cidades brasileiras.

Esse não é o primeiro projeto da Padtec com a Telebras, que vem priorizando a contratação de fornecedores brasileiros em seus projetos. No fim de 2010, a fabricante venceu a disputa no leilão de fornecimento de equipamentos para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) com um lance de R$ 68 milhões, que, posteriormente, foi reduzido para R$ 63 milhões. Na época, o processo recebeu críticas de outros concorrentes, como a chinesa ZTE, que apresentou uma proposta de menor valor.
Consórcios para construção de cabos submarinos saem em agosto

Presidente da Telebras diz que modelagem das parcerias pode seguir os princípios da SPE


Tele.Síntese - 25/07/2012

Até o final de agosto a Telebras fecha as composições dos consórcios para a construção dos cinco cabos submarinos. A informação foi dada nesta quarta-feira (25) pelo presidente da estatal, Caio Bonilha, após reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre o andamento do projeto.

Pelo projeto, avaliado em R$ 1,8 bilhão, serão construídos cinco cabos óticos submarinos, totalizando 24 mil quilômetros e com início de operação previsto para 2014. O primeiro trecho e o mais importante prevê conectar o Brasil aos Estados Unidos, a partir de Fortaleza (CE). O segundo liga Fortaleza (CE) a Angola. Nesse trecho, de cerca de 6 mil km, o principal parceiro é a Angola Cables e ele pode ser, posteriormente, estendido para os países do Bric.

O terceiro cabo sai também de Fortaleza para Rio de Janeiro e São Paulo. O quarto, sai de São Paulo e de lá para Uruguai e Argentina (posteriormente), com vistas à integração do Anel Sul-americano. O quinto trecho é o que liga Fortaleza a Portugal, na Europa, ainda em consolidação.

Segundo Bonilha, serão constituídos consórcios diferentes para cada cabo, até por divergências de interesse, e a modelagem pode decidir pela implantação de Sociedade de Propósito Específico (SPE). O presidente da Telebras disse que as empresas associadas somente serão conhecidas quando da divulgação dos consórcios, em função de cláusula de confidencialidade. “Tivemos contato com muitas, mas isso não significa que todas elas vão fazer parte do negócio”, ressaltou.

Bonilha disse que a consulta pública sobre o termo de referência de Construção de infraestrutura de Cabos Ópticos Submarinos e Estações de Aterragem, encerrada dia 5 deste mês, trouxe muitas contribuições, a maioria delas de correção e aperfeiçoamento ao projeto, sem grandes alterações da proposta inicial. Após a indicação dos consórcios, serão iniciados os processos de contratação das obras.

Suspensão de vendas de chips
Sobre a suspensão da venda de chips pela TIM, Oi e Claro, estabelecida pela Anatel em função da má qualidade do serviço, presidente da Telebras disse que a estatal colocou sua rede à disposição das operadoras punidas. “Estanmos prontos para ajudar a melhorar a qualidade do serviço móvel”, disse Bonilha. Ele afirmou que está em contato com as empresas, mas nada de concreto foi estabelecido.

Pela punição, que entrou em vigor nesta segunda-feira (23), a TIM não pode vender novas linhas ou ativar serviços em 18 estados e no Distrito Federal. A Oi teve suspenção de comercialização de chips em cinco estados e a Claro, em três. A retomada das vendas depende de aprovação, pela agência, de plano de ação suficiente para assegurar a qualidade do serviço.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Alvarez: "a Telebras trabalha velozmente para ampliar a infraestrutura e vender rede às operadoras que não dispõem."

MiniCom - 17/07/2012

Brasília, 17/07/2012 - O ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez, em conversa com jornalistas na sede do MiniCom, em Brasília, disse que a solução para superar o descompasso entre a demanda e a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil é acelerar a construção de redes de infraestrutura. Alvarez deu esta declaração a propósito da suspensão da venda de novos pacotes de telefonia em Porto Alegre, determinada pelo Procon.

Segundo Alvarez, "o crescimento da demanda é maior que o tempo de maturação dos investimentos", mas as empresas têm que se esforçar e entregar o que foi pago". Destacou que "o brasileiro vem consumindo cada vez mais serviços de telecomunicações e a infraestrutura "está no limite de sua capacidade instalada".

Para ajudar, o governo vem fazendo a sua parte, afirmou, com medidas como o Regime Tributário Especial do Programa Nacional de Banda Larga, incluído na MP 563, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados, que desonera a construção de redes de fibra óptica. Falou ainda das medidas para o compartilhamento de redes e acrescentou que a Telebras trabalha velozmente para ampliar a infraestrutura e vender rede às operadoras que não dispõem.

Cezar Alvarez lembrou outras ações de desoneração tributária tomadas pelo governo federal, como a inclusão de tablets e modems na Lei do Bem, que levaram a um crescimento grande dos acessos à internet que não está sendo acompanhado na mesma velocidade pelos investimentos. E as razões são muitas, disse, destacando a legislação das antenas, questões ambientais e urbanas e o tempo de maturação dos investimentos.

O ministro interino chamou a atenção para a entrada em vigor do regulamento de qualidade em outubro deste ano, "uma determinação expressa da presidenta Dilma Rousseff", reforçou, que exigirá ainda mais investimentos para a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil.
Telebras é uma das parceiras na 6ª edição do REDES


Network Eventos - 24/07/2012

As inscrições já estão abertas para a 6ª edição do REDES, uma realização da Network Eventos, em parceria com o Banco do Brasil, Caixa, Dataprev, Serpro e a Telebras.

O evento, que acontecerá no dia 27 de setembro, na Finatec (Brasília/DF), tem como objetivo levantar questões, debater casos de sucesso, modelos de negócios e novas tecnologias.

Estão confirmadas, entre outras autoridades, as presenças de Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev, Caio Bonilha, presidente da Telebras e Marcos Mazoni, presidente do Serpro.

Neste ano serão abordados temas importantes como Redes compartilhadas de atendimento, Sistemas e Redes de Telefonia, Redes de Acesso, Redes de dados e cabeamento, Redes Móveis, Convergência de Redes, Redes em Nuvem,Tendências de Segurança da Informação, Mobile Computing, Near Field Communications (NFC), Aplicações móveis na área bancária, Data Center compartilhado.

Servidores públicos podem realizar sua inscrição gratuitamente. Mais de 150 inscrições já foram realizadas, não perca tempo e faça a sua clicando aqui.

Telebras promove workshop sobre “Plano de Desenvolvimento de Produtos”


Telebras - 24/07/2012

A Telebras realiza até sexta-feira (27.07) o Workshop Plano de Desenvolvimento de Produtos com o objetivo de buscar sintonia entre as necessidades da empresa e o desenvolvimento de produtos previstos pelos fabricantes.

Empresas como Digitel, Padtec, Intelbras, Datacom, Furukawa, WXBR, Prysmian, Stemac, Cianet, Telcon, Asga, Taghos, CP Eletrônica e Parks estão dispondo de duas horas cada para uma apresentação institucional e para mostrar os planos de desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Dentre os convidados do Governo Federal a participarem do evento estão o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Dataprev, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Infraero, Ministério das Comunicações, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Polícia Federal.
Telebras negocia venda de capacidade para a TIM

Estatal quer ajudar no esforço de melhoria da qualidade dos serviços

Tele.Síntese - 19/07/2012

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse nesta quinta-feira (19) que a rede de transporte da estatal está disponível para as operadoras que queiram contratar capacidade da empresa para "desafogar" o tráfego no backhaul. "Um dos grandes problemas que as operadoras de celulares têm é o backhaul, que é a interligação entre a estação básica e a central de controles da operadora. É nisso que a gente quer entrar e pode auxiliar nesse esforço de melhora da qualidade dos serviços das operadoras", disse Bonilha, que participou de um evento na Firjan.

O comentário, feito um dia depois de a Anatel anunciar a punição às operadoras TIM, Oi e Claro, gerou notícias desencontradas no mercado, de que a Telebras ajudaria as operadoras em suas redes 3G. Fonte da estatal esclareceu ao Tele.Síntese que a empresa já vem negociando a venda de capacidade no modelo VPN (Rede Privada Virtual) com a TIM desde o início do ano e que o processo já está em fase de homologação.

Bonilha também disse que, além de trabalhar com previsão de orçamento de R$ 1 bilhão em 2013 - conforme adiantado pelo Tele.Síntese - o valor deve se repetir no orçamento de 2014.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Governo estuda lei de emergência para minimizar caos na telefonia

IPNews - 19/07/2012

Compartilhamento de torres e regulação da instalação de antenas são alvos.

O ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez, disse que o governo federal está disposto a preparar uma legislação de emergência para o compartilhamento de torres e de infraestrutura entre operadoras de celular e acelerar a criação de uma lei geral para a instalação de antenas no país.

“A nossa contribuição será total, o que podemos fazer estamos fazendo, mas as empresas têm que fazer a sua parte. Hoje, a bola está com elas”, disse à Agência Brasil.

Para Alvarez, a medida anunciada pela Anatel de suspender a venda de novas linhas de celular e internet das operadoras TIM, Claro e Oi é extrema mas necessária. O governo espera que, antes mesmo do prazo de 30 dias estipulado pela Anatel, as empresas apresentem ações para melhorar os serviços.

“Pelo que eu observei hoje, nas redes sociais, os consumidores estão apreensivos, mas estão exultantes, porque sabem que, para o serviço voltar, vai ter que voltar melhor”.
Patrulhamento nas fronteiras contará com novos terminais para comunicação via satélite

Farol Comunitário - 23/07/2012

Novos terminais táticos para comunicações militares via satélite serão utilizados nas operações de patrulhamento das fronteiras brasileiras. A “estreia" desses equipamentos, entregues recentemente ao Ministério da Defesa (MD), deverá acontecer na próxima edição da Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras.

Transportáveis e com recursos avançados de transmissão, os terminais ampliam a capacidade de comunicação das Forças Armadas em operações militares. “Com esses equipamentos, é possível ter acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos nos locais mais longínquos”, afirma o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do MD.

Ao todo, 31 novas estações do tipo “Fly Away” foram incorporadas ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) do Ministério da Defesa, a um custo unitário de US$ 157 mil. Os equipamentos foram fornecidos pela companhia espanhola Indra, encarregada de colocar em funcionamento tanto os terminais (navais e terrestres), quanto o sistema de gestão da rede.

A principal vantagem dessas estações é seu desdobramento rápido, garantindo facilidade para serem transportadas e instaladas. Cada estação tem antena de 1,8 m, pesa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps).

“Trata-se de um equipamento muito flexível”, garante o coronel Edwin Pinheiro. “Contamos hoje com 13 desses terminais instalados em navios da Marinha, o que possibilita a comunicação por satélite mesmo quando as embarcações estão se deslocando em alto-mar”, completa.

Segundo ele, o sistema tem sido largamente utilizado no Brasil e também no exterior, inclusive pelas forças de paz brasileiras que atuam no Haiti, onde estão instaladas três unidades.

Satélite próprio
Com o novo lote fornecido pela Indra, as Forças Armadas brasileiras passam a dispor de um total de 87 termináveis transportáveis. Pela falta de um satélite próprio brasileiro, no entanto, menos da metade deles pode ser usada simultaneamente, inibindo maior possibilidade de cobertura do território nacional.

Hoje, o segmento espacial do SISCOMIS está baseado no aluguel de uma faixa exclusiva (Banda “X”) dos satélites C1 e C2 da companhia Star One, subsidiária da Embratel, de capital externo. De acordo com o chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, a perspectiva de lançamento, para 2014, de um satélite geoestacionário brasileiro deverá mudar esse cenário, passando o governo brasileiro a ter total controle do satélite.

“Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”, prevê o coronel Edwin.

“Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”, conclui.
O falso elixir milagroso da privatização das teles

*Helena Sthephanowitz


Rede Brasil Atual - 23/07/2012

Se um camelô vender na praça um elixir da juventude garantindo que faz rejuvenescer 20 anos, acabará sendo preso por fraude. Se uma indústria de alimentos vender embalagem de um quilo de feijão contendo 900 gramas, será multada e a lei prevê até prisão para os donos da empresa.

A partir de hoje (23) – finalmente! – vigora a determinação da Anatel que proibiu temporariamente a venda de chips das empresas de telefonia celular, porque a rede não está dimensionada para atender o número de aparelhos vendidos. Estas empresas que venderam de propósito mais linhas do que suas redes comportam não são muito diferentes do fabricante que vende 900 gramas como se fosse um quilo, nem do camelô que vende elixir da juventude. Não estão entregando a mercadoria que deveriam.

E foi esse modelo de privatização que o tucanato deixou de legado, colocando o planejamento destes serviços públicos essenciais na mão invisível do mercado. À Anatel cabe multar ou proibir a venda, mas só fica sabendo depois que o serviço fica tão ruim que atinge uma massa crítica de usuários reclamando.

Até há pouco tempo a punição vinha sendo multas sobre as empresas. Mas parece que só pagar a multa compensava, perto do lucro que ganhavam ao saturar a rede, sem investir no mesmo ritmo do crescimento de usuários. A proibição da venda deve ser mais eficiente como punição, pois atinge o faturamento da empresa e sinaliza para o consumidor que está vendendo porcaria de serviço.

De qualquer forma essa situação, somada ao alto custo da ligação (sobretudo do celular pré-pago usado pelas pessoas de baixa renda), derruba a versão tucana de que a privatização das teles tenha sido um sucesso.

Como mostrou Aloysio Biondi em seu livro "O Brasil privatizado", a privatização deu prejuízo, pois o governo FHC investiu nas empresas mais dinheiro para "saneá-las" antes de privatizar do que arrecadou no leilão. Há uma falácia quanto ao alegado investimento privado trazido para o setor, pois grande parte não passa de fluxo de caixa gerado pelas tarifas, portando é dinheiro do usuário que paga a conta e não do investidor estrangeiro.

Pelo contrário, o que tem se notado é uma notável remessa de lucros para cobrir crises nas matrizes estrangeiras, sem reinvestir aqui. A queda de preços na habilitação da linha e dos aparelhos se deveu ao barateamento mundial da tecnologia e ao aumento de tarifas como a assinatura básica, e não à privatização em si.

A restrição da oferta em telefonia fixa já estava sendo resolvida com o saneamento do sistema Telebras antes de ser privatizada. E agora consolidou-se um mercado da má qualidade como padrão que todas as empresas seguem, atuando em forma de cartel, e que agora está tendo de ser reenquadrado pelo governo e pela Anatel.

O fato é que o antigo sistema Telebras nunca deveria ter sido privatizado. Era altamente lucrativo, mas já havia telefonia celular privada concorrendo com as estatais. Outras empresas de telefonia fixa privada poderiam entrar no mercado concorrendo com a Telebras. Mas a estatal deveria se manter como referência de qualidade mínima e de tarifas a custos acessíveis.

Desde 2010 o governo federal reativou a Telebras e está construindo uma grande rede nacional de fibra ótica para suprir banda larga no atacado, onde provedores podem explorar o varejo, levando o sinal até os domicílios. Até 2014, segundo as projeções oficiais, boa parte desta rede estará pronta, e a Telebras deverá ganhar musculatura. Como onde passam dados de internet passa voz digital, se as atuais operadoras não melhorarem muito e rápido, haverá forte pressão popular para a Telebras voltar a oferecer também telefonia. Aí sim o cidadão terá alternativa de qualidade e preço.