sábado, 7 de julho de 2012

Telebras confirma data center de R$ 60 mi em Fortaleza

Além de centro de processamento de dados, Capital terá quatro cabos submarinos instalados

Diário do Nordeste - 07/07/2012

A Telebras irá instalar em Fortaleza um data center de porte internacional na região da Praia do Futuro. As informações sobre essa possibilidade já vinham sendo divulgadas e, nesta semana, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, reuniu-se com o ministro das Telecomunicações, Paulo Bernardo, em Brasília, para assinar um termo de cooperação técnica entre a Prefeitura e a Telebrás para o empreendimento, que envolverá investimentos de R$ 60 milhões em infraestrutura e equipamentos.

Cabos
Além deste centro de processamento de dados, a Capital terá instalados quatro cabos submarinos ligando a cidade aos Estados Unidos, África e Europa. O objetivo, de acordo com a Telebras, é baratear os custos de internet para os usuários de todo o País, ao diminuir o tráfego internacional de dados. Fortaleza possui localização geográfica considerada estratégica, por estar distante cerca de 6.500 quilômetros dos principais centros de dados do Atlântico.

Referência
"O investimento que a Telebras está fazendo nesse centro de dados é fundamental para impulsionar o desenvolvimento do País, ao permitirmos uma conexão mais rápida e barata à população. Estamos nos tornando um dos grandes players na área de telecomunicações", afirmou o presidente da empresa, Caio Bonilha. O data center será referência mundial no armazenamento e transmissão de dados para o Brasil e o mundo. Segundo o coordenador de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Fortaleza, Cristiano Therrien, a cidade ampliará seu diferencial estratégico como a entrada principal de telecomunicações da América do Sul, com banda larga mais veloz, barata e direta do País".

Diferencial
Tal diferencial, acrescenta, também servirá de atrativo para a vinda de novas empresas ligadas à área de tecnologia.

O coordenador explica que o data center fará o roteamento do tráfico de dados no Brasil, reduzindo significativamente o custo do transporte de dados.

Distorção corrigida
De acordo com ele, existem casos em que dados saem de algum estado da Federação, indo aos Estados Unidos, para então chegar a um outro estado, destino final da informação. O equipamento corrigirá esta distorção. Através de concessão pública, a Prefeitura irá disponibilizar um espaço de nove mil metros quadrados na Praia do Futuro para o equipamento, que prevê a geração de até 300 empregos diretos e indiretos com sua instalação.

Cabos
Já os cabos submarinos, que serão cinco ao todo, sendo quatro partindo de Fortaleza e um de Santos, em São Paulo, estão orçados em R$ 1,8 bilhão. Este montante, contudo, não será diretamente arcado pela Telebrás, mas por meio de um modelo que prevê parceiros privados e com estatais da Argentina e Uruguai para cada ligação. A participação mínima da Telebras deverá ficar entre 10% e 15% do projeto - podendo ser maior a depender dos acertos. Hoje, a Praia do Futuro já conta com quatro fibras óticas instaladas, aponta Therrien, mas todas de empresas multinacionais. "O Brasil é dependente destes contratos. Com estas fibras sendo instaladas pela Telebras, que tem parcela pública, trará maior autonomia para o País. É uma questão de segurança nacional", destaca.

Até a Copa
O primeiro link deverá estar instalado até a Copa do Mundo, ligando Fortaleza a Jacksonville, na Flórida, Estados Unidos, considerado o mais importante pelo fato de que aquele país é a principal origem do tráfego internacional de internet. Esta ligação terá "braços" para Caiena, na Guiana Francesa, e Puerto Plata, na República Dominicana.

Outro trecho ligará a Capital cearense à África, através da capital de Angola, Luanda. Este link tem vistas, a longo prazo, a garantir parte fluxo da Ásia que contorna o continente africano. Outro cabo seguirá para Santos (SP), e com conexão já prevista para o Rio de Janeiro.

O último trecho saindo de Fortaleza seguirá para a Europa, na cidade de Seixal, Portugal - próximo à capital Lisboa. O link que partirá de Santos irá a Maldonado, no Uruguai, com perspectiva de uma ligação com a Argentina.

Acordo
O acordo prevê que a Prefeitura compartilhe sua estrutura de redes de fibras ópticas e WiMAX e, em troca, terá a rede Gigafor ampliada pela Telebrás. A capital também receberá da Telebrás mais banda para atender as necessidades da cidade na Copa do Mundo de 2014 e a programas de inclusão digital.

Unidade
A Telebras também planeja instalar por aqui uma unidade operacional, onde dará conta de toda a demanda do Nordeste.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Brasil se reúne com Argentina e Uruguai para tratar de cabo submarino

Teletime -06/07/2012

O Brasil iniciará na próxima semana uma rodada de negociação com a Argentina e o Uruguai para tratar de infraestrutura de telecomunicações. De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o secretário executivo do Minicom, Cezar Alvarez, e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, iniciam na segunda, 9, viagem de negociações com os governos argentino e uruguaio para tratar da extensão àqueles países do projeto de cabo submarino brasileiro, que ligará os EUA ao Brasil e, posteriormente, à Africa. “Nosso pessoal vai tratar dos acordos para a construção do cabo que ligará os EUA ao Brasil, passando por Fortaleza e Santos, e queremos levar esse cabo até o sul (do continente)”.

Roaming internacional

As negociações devem abordar ainda a questão das tarifas de roaming internacional, tendo em vista os grandes eventos esportivos que estão para acontecer no Brasil. “Muitas operadoras já começaram a fazer acordos bilaterais, mas também queremos discutir isso com Uruguai e Argentina. Os preços estão pela hora da morte”, disse. Segundo o ministro, a construção de um cabo submarino com investimento público poderá colaborar com a redução de tarifas de roaming internacional na medida em que barateia o tráfego internacional de dados”. Paulo Bernardo participou nesta sexta, 6, da inauguração da estação radiobase de 3G da Vivo em Rocha Alegre, no PR.
Telebras vai forçar queda de roaming internacional

Se cair pouco o preço, não resolve. Precisa cair muito, diz Bernardo


Tele.Síntese - 06/07/2012

O plano de expansão dos cabos submarinos da Telebras deve afetar a competição no roaming internacional e puxar para baixo os valores cobrados, conforme avaliação do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Na segunda-feira (9), uma comissão que inclui o secretário executivo, Cézar Alvarez, e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, irão para os países vizinhos debater o tema.

"Todas as empresas privadas têm fibra [no eixo sul], mas usam para eles. Quando o poder público entra, a tendência é derrubada dos preços", disse Bernardo, em entrevista a jornalistas durante inauguração de uma Estação Rádio Base da Telefônica em Rancho Alegre (PR).

Bernardo ainda demarcou sua opinião sobre os valores cobrados ao afirmar: "Se cair pouco, não resolve. Precisa cair muito", relatando experiência própria de uso da internet fora do Brasil. "Você deixa o salário", concluiu.

A Telebras anunciou, em junho, o início da consulta pública sobre o Termo de Referência do Sistema Atlântico de Cabos Submarinos. O projeto, avaliado em R$ 1,8 bilhão, tem como objetivo colher subsídios de empresas nacionais e internacionais.

Serão cinco cabos óticos submarinos, totalizando 24 mil quilômetros e com início de operação previsto para 2014. O primeiro trecho e o mais importante prevê conectar o Brasil aos Estados Unidos, a partir de Fortaleza (CE). O segundo liga Fortaleza (CE) a Angola. Nesse trecho, de cerca de 6 mil km, o principal parceiro é a Angola Cables e ele pode ser, posteriormente, estendido para os países do Bric.

Mas a tentativa do governo de reduzir o valor cobrado em roamings internacionais vão além da entrada da Telebras como concorrente. A Anatel tem projeto de novo regulamento de SMP (celular) que atualiza as atuais regras do serviço e e traz uma nova fórmula para para a cobrança de roaming.

quinta-feira, 5 de julho de 2012


MiniCom conclui regras para facilitar obtenção de recursos destinados a projetos de infraestrutura


Serão priorizadas propostas de implantação, ampliação ou modernização de rede de banda larga ou para a radiodifusão digital


O Ministério das Comunicações concluiu o texto da portaria que traz os requisitos mínimos para aprovação dos projetos de investimento considerados como prioritários para os setores de telecomunicações e radiodifusão. A portaria regulamenta, no âmbito das comunicações, o Decreto no 7.603, de 9 de novembro de 2011, que estabeleceu as condições para a criação de Sociedades de Propósito Específico (SPE) para gerir e implementar projetos de investimentos considerados prioritários na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, por meio de lançamento de debêntures.

A portaria do MiniCom, que deverá ser publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (6), estabelece que são passíveis de aprovação como prioritários os projetos que visem a implantação, ampliação ou modernização de rede de telecomunicações que suporte a comunicação de dados em banda larga ou a implantação de infraestrutura de rede para a radiodifusão digital. Ou seja, poderão ser beneficiados projetos de rede de transporte; rede de acesso, inclusive aquela que opere nas subfaixas de radiofrequência de 451 MHz a 458 MHz e de 461 MHz a 468 MHz e FemtoCell; sistema de comunicação satelital; rede local sem fio em locais de acesso público; cabo submarino para comunicação de dados; e infraestrutura de rede para radiodifusão digital.

Como o decreto, a portaria determina que a SPE, constituída para viabilizar os projetos de infraestrutura, pode assumir a forma de companhia aberta, com valores mobiliários admitidos a negociação no mercado, por meio do lançamento da emissão de debêntures, nos termos da Lei no12.431, de 2011. E ressalta que a solicitação deverá ser individual para cada projeto de investimento, a ser financiado no todo ou em parte com a emissão de debêntures.

A aprovação do projeto como prioritário se dará por ato do ministro das Comunicações e terá validade a partir de sua publicação no Diário Oficial da União. O acompanhamento dos projetos se dará pelos ministérios da Fazenda e das Comunicações, que solicitará apoio à Anatel, caso se faça necessário.

De acordo com o decreto, a data-limite para emissão das debêntures por SPE, para implementar projetos prioritários aprovados, é 31 de dezembro de 2015. O modelo deverá ser aplicado à empresa Visiona, criada pela Telebras e Embraer para integração do satélite geoestacionário brasileiro. Assim como para a empresa que a estatal criará para contratação dos cinco cabos submarinos.
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Minicom libera debêntures para financiar Banda Larga e TV digital

Convergência Digital :: 05/07/2012



Investimentos em infraestrutura voltados à oferta de banda larga e TV Digital já podem contar com a redução de Imposto de Renda no uso de debêntures como forma de financiamento. Uma portaria do Ministério das Comunicações foi assinada nesta quinta-feira, 5/7, pelo ministro Paulo Bernardo e será publicada no Diário Oficial da União nesta sexta, 7/7.

Trata-se da regulamentação específica para telecomunicações da Lei 12.431/2011, e do posterior Decreto 7.603, do mesmo ano – mas que dependem de mecanismos de cada área para valerem de fato. O que o Minicom faz agora é definir que tipos de projetos podem ser enquadrados no benefício fiscal.

O benefício consiste na redução a zero da alíquota do Imposto de Renda sobre o rendimento das debêntures cobrados de pessoas físicas – e para 15% no caso das pessoas jurídicas. Sem o alívio fiscal, os juros variam de 15% a 22,5% em ambos os casos.

Em essência, trata-se de uma ferramenta de incentivo aos investimentos, visto que busca reduzir o custo da captação de recursos – sem contar que, vale lembrar, praticamente apenas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece juros amigáveis nos investimentos de longo prazo.

A portaria define que “são passíveis de aprovação como prioritários os projetos que visem a implantação, ampliação ou modernização de rede de telecomunicações que suporte a comunicação de dados em banda larga ou a implantação de infraestrutura de rede para a radiodifusão digital”.

Nesse sentido, os pedidos de desoneração – que precisam ser submetidos ao Minicom, em formulário próprio disponível no site da pasta – devem ser feitos individualmente para cada projeto a ser financiado, no todo ou em parte, com a emissão de debêntures. Os passíveis de aprovação devem tratar de:

1) Rede de transporte;
2) Rede de acesso, inclusive na faixa de 450 MHz e Femto Cell;
3) Sistema de comunicação satelital;
4) Rede local sem fio, em locais de acesso público;
5) Cabo submarino para comunicação de dados; ou
6) Infraestrutura de rede para radiodifusão digital.

A partir de ato do ministro das Comunicações declarando tal investimento como prioritário – e portanto apto ao benefício – as Sociedades de Propósito Específico criadas para esse fim terão um ano para emitir as debêntures. As SPEs terão que encaminhar relatórios periódicos ao Minicom destacando a destinação específica dos recursos captados por meio das debêntures.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cabos submarinos: Telebras fecha acordo com prefeitura de Fortaleza

Convergência Digital :: 04/07/2012

A Telebras e a prefeitura de Fortaleza-CE firmaram nesta quarta-feira, 4/7, um acordo de cooperação para o uso de infraestruturas mútuas – e que tem como um dos objetivos facilitar a disponibilização de um terreno onde a estatal fará o aterramento dos cabos submarinos internacionais.

“Tratamos do atendimento para a Copa do Mundo e também das necessidades da prefeitura. É um acordo amplo, que inclui uma localização para o aterramento, visto que Fortaleza é o ponto de chegada e saída dos cabos submarinos”, explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha, após a reunião no Ministério das Comunicações.

Segundo o coordenador de TI da prefeitura de Fortaleza, Cristiano Therrien, já foram identificados terrenos possíveis de serem utilizados pela Telebras na Praia do Futuro. “Há uma troca de facilidades que inclui a oferta de banda para atender as necessidades da prefeitura”, adianta.

A administração municipal já conta com 23 órgãos interligados, mas o objetivo é chegar a 60. A ideia é utilizar a infraestrutura disponibilizada à Telebras pelo acerto com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que viabiliza o uso da Rede Comep – fibras metropolitanas existentes praticamente todas todas as capitais do país.

O acordo também é interessante à capital do Ceará pois a instalação dos cabos submarinos deve levar a estatal a instalar uma estrutura própria na cidade, visto que ali também devem ficar novos datacenters por conta das conexões internacionais.


Telebras e prefeitura de Fortaleza acertam parceria por Copa e cabos submarinos


Tele.Síntese - 04/07/2012

Acordo prevê cessão de banda pela estatal que, em troca, usará a rede do município e ainda terá terreno para aterragem dos cabos.

A Telebras vai ceder banda à rede municipal de Fortaleza para atender as necessidades da cidade na Copa do Mundo de 2014 e atender aos programas de inclusão digital. Em troca, a estatal poderá usar a rede de fibras ópticas e WiMAX da prefeitura – a GigaFor – e ainda receberá um terreno na Praia do Futuro para instalações da companhia.

O acordo de cooperação técnica foi assinado nesta quarta-feira (4), pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT) e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, no gabinete do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Para Bonilha, o acordo é vantajoso para as duas partes já que a estatal necessitará de espaço físico para aterragem dos cabos submarinos que serão contratados , que terão em Fortaleza os pontos de partida e de chegada. “É possível que instalemos na cidade uma regional da Telebras e um data center internacional para atender as demandas dos cabos submarinos”, disse.

A prefeitura, por sua vez, dependerá de mais banda para ampliar suas ações na área de inclusão digital. “Hoje, 270 escolas municipais da cidade já contam com laboratórios de informática e já interligamos 23 órgãos públicos com fibras ópticas”, disse o coordenador de TI de Fortaleza, Cristiano Therrien. A meta, afirmou, é levar a rede de fibras ópticas para um total de 60 órgãos municipais.

A Telebras vai contratar cinco cabos ópticos submarinos ligando Brasil, Estados Unidos, África e Cone Sul, totalizando 24 mil quilômetros. O custo total estimado é de R$ 1,8 bilhão, e com início de operação previsto para 2014.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cidades Digitais: Governo garante levar serviços a 80 municípios até dezembro

Convergência Digital :: 02/07/2012

O Ministério das Comunicações divulgou nesta segunda-feira, 2/7, a lista dos 80 municípios que farão parte do projeto piloto de implantação de cidades digitais. O governo federal vai aplicar diretamente R$ 40 milhões na construção de redes metropolitanas de fibras ópticas, a partir de empresas que serão selecionadas em pregão eletrônico.

“As cidades terão um anel de fibras ópticas que vai conectar todos os órgãos públicos das prefeituras e até o fim de julho a SLTI [secretaria de logística e TI do Ministério do Planejamento] lançará os editais relacionados aos aplicativos de gestão. Se não houver nenhum problema, tudo estará pronto até o fim de dezembro”, explica a secretária de inclusão digital do Minicom, Lygia Pupatto.

Os 80 municípios contemplados foram selecionados a partir de 192 propostas de projeto apresentadas ao ministério e levam em conta critérios de porte e desenvolvimento – são cidades de até 50 mil habitantes com baixo IDH. Além disso, todas encontram-se em raio de até 50 km do backbone da Telebras, para viabilizar as conexões.

Apesar da coincidência entre os calendários do projeto e dos pleitos municipais, Pupatto descarta influência nas eleições para prefeito deste ano. “São apenas 80 cidades, um número pequeno considerando-se o tamanho do Brasil, e o projeto só ficará pronto depois das eleições. Não terá impacto”, sustenta a secretária de inclusão digital.

A infraestrutura será custeada com recursos federais – diretamente, sem repasse aos municípios – mas são as prefeituras que ficarão responsáveis pela contratação da capacidade de acesso. Assim, embora a arquitetura facilite a oferta desse serviço pela Telebras, os prefeitos podem preferir contratar banda de operadoras privadas.

Em resumo, o governo federal vai financiar as redes de fibras, que serão doadas aos municípios. As prefeituras, então, poderão assumir diretamente o custeio ou autorizar a prestação do serviço por terceiros. Nesse caso, a capacidade extra – após de atendidos os pontos públicos – poderá ser vendida, o que permitiria a continuidade dos acessos e a manutenção da rede sem custos para as cidades.

O desenho inicial prevê uma garantia mínima de capacidade, equivalente a 4Mbps em cada um, até o máximo de 30, dos pontos públicos de acesso – órgãos públicos e “hotspot”, como uma “praça digital” ou, provavelmente, um telecentro. “A menor rede deverá ter quatro pontos de governo e um ponto público”, explica o diretor de infraestrutura para inclusão digital, Americo Bernardes.
Sai a lista de municípios selecionados para projeto de Cidades Digitais

Tele.Síntese - 02/07/2012

O Ministério das Comunicações divulgou, nesta segunda-feira (2), a lista dos 80 municípios selecionados para o projeto-piloto das Cidades Digitais. Desse total, 49 ou 61% dos municípios são das regiões Norte e Nordeste; 15 ou 18,7% ficam no Sudeste, mesma proporção selecionada para a região Sul; e apenas 1 cidade ou 1,2% é da região Centro-Oeste. Para este ano, o orçamento previsto para o projeto é de R$ 40 milhões.

A expectativa da secretária de Inclusão Digital do MiniCom, Lygia Pupatto, é de que até dezembro essas redes municipais estejam já em funcionamento e que o processo de implantação sirva de modelo para o chamamento público para selecionar novos municípios, previsto para ser lançado em 2013. Ela destacou que os objetivos principais a serem atingidos é melhorar a gestão pública e a oferta de serviços pelas prefeituras; dar mais transparência as ações municipais; e criar uma cultura digital, por meio da oferta de acesso público gratuito à internet.

Até o final de julho, o MiniCom deve lançar o edital para contratação das empresas integradoras – aquelas que ficarão responsáveis pela implantação dos anéis ópticos de banda larga, aquisição dos equipamentos e treinamento dos funcionários das prefeituras. Paralelamente, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, promoverá licitação eletrônica para contratação dos aplicativos, em software público, para gestão tributária, financeira, de educação e saúde, que fazem parte do projeto das Cidades Digitais.

A contratação do link de acesso à banda larga ficará a cargo das prefeituras, que podem optar pelo serviço oferecido pela Telebras. A capacidade mínima de banda é de 4Mbps, mas dependerá do projeto de cada cidade.

Os critérios para escolha seguiram o que estava estabelecido no edital de chamada pública, como o índice da receita corrente per capita da cidade; baixa densidade de acesso à banda larga; a disponibilidade de equipe de servidores público para treinamento; infraestrutura local; possibilidade de estabelecimento de parcerias para manutenção e operação do projeto, já que o MiniCom garante manutenção dos equipamentos por apenas três anos. Na primeira fase foram pré-selecionadas 192 cidades.

A oferta de internet gratuita nos domicílios não faz parte do projeto, que prevê apenas acesso público em telecentro e em pelo menos um hotspot. “Nesse caso, recomendamos às prefeituras que estabeleça convênios com pequenos provedores de internet para oferta de serviço nas residências a um preço mais barato”, disse Lygia.

Cidades
Região Centro-Oeste: Estrutural, em Brasília.

Região Nordeste: Guanambi, Itaberaba, Itabuna, Juazeiro, Lauro de Freitas, Nilo Peçanha, Piraí do Norte, Uruçuca e Vitória da Conquista na Bahia. Araripe, Barreira, Brejo Santo, Jaguaruana, Maracanaú, Milhã, Quixeramobim, São Gonçalo do Amarante, Varjota e Viçosa do Ceará no Ceará. São José do Ribamar no Maranhão. Cabaceira, Cachoeira dos Índios, Esperança, Lagoa Seca, Nova Floresta, Pocinhos, Queimadas e São José do Rio do Peixe na Paraíba. Bodocó, Casinhas e Correntes em Pernambuco. Inhuma, Regeneração e São José do Divino no Piauí. São João de Sabugi no Rio Grande do Norte.

Região Norte: Coari, Manacapuru e Manaquiri no Amazonas. Serra do Navio no Amapá. Conceição do Araguaia, Curuçá, Goianésia do Pará, Itaituba, Paragominas, Trairão, Tucuruí e Uruará no Pará.

Região Sudeste: Cariacica no Espírito Santo. Nepomuceno, Pimenta e Rio Acima em Minas Gerais. Engenheiro Paulo de Frontin, Maricá e São José do Vale do Rio Preto no Rio de Janeiro. Casa Branca, Descalvado, Guararapes, Lourdes, Penápolis, Presidente Epitácio, Santa Gertrudes e Socorro em São Paulo.

Região Sul: Assis Chateaubriand, Bandeirantes, Ibiporã, Palmas, Quatro Barras, Santa Cecília do Pavão, São Miguel do Iguaçu e Toledo no Paraná. Candelária, Jari, Não-Me-Toques, Nova Bassamo, Santo Ângelo e São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul. Joaçaba em Santa Catarina.
Bonilha é confirmado na presidência da Telebras até 2015

Na mesma reunião, Cezar Alvarez foi eleito, por unanimidade, a presidente do conselho de administração da estatal, cargo que já ocupava.


O presidente da Telebras, Caio Bonilha, foi reconduzido ao cargo até 2015 em reunião extraordinária do conselho de administração da estatal, em abril. Também foram confirmados nos cargos os diretores Bolivar Tarragó Moura Neto (administrativo financeiro e relações com investidores), Rogério Boros (comercial) e Vilmar Pereira da Silva (técnico-operacional) também pelo prazo de três anos.

Na mesma reunião, foi eleito o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, como presidente do conselho de administração da Telebras, cargo que já ocupava por indicação do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Também foi integrado ao conselho Silvinio Vergilio Bento, representante eleito dos funcionários da estatal.

A eleição do presidente do conselho e a nomeação do presidente da Telebras e de seus diretores atendem a alterações no estatuto social da estatal, aprovadas em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em março deste ano, recomendadas pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento. A ata da reunião foi publicada na edição desta segunda-feira (2), do Diário Oficial da União.