sexta-feira, 1 de junho de 2012


A nova era dos satélites brasileiros

Empresa criada em parceria pela Embraer e a Telebras promete assegurar a transmissão de informações de defesa nacional e ampliar a oferta de banda larga para todo o Brasil

IstoÉ - 01/06/2012
Juliana Tiraboschi

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ESTACIONADOS
Satélites geoestacionários, como o da foto,
são ideais para telecomunicações
No último dia 29, a Embraer e a Telebras divulgaram um acordo que promete ajudar o Brasil a acelerar sua capacitação no setor aeroespacial, desenvolver novas tecnologias, ter mais autonomia no setor de defesa e, de quebra, levar a internet por banda larga aos locais mais remotos do País. As duas companhias anunciaram a formação de uma nova empresa, a Visiona, que participará do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). A primeira missão da joint venture será capitanear o desenvolvimento de um novo satélite geoestacionário, ideal para o uso no setor de comunicações (leia quadro na página a seguir). A estimativa inicial é de que o equipamento fique pronto até 2014 e custe cerca de R$ 720 milhões, mas esse prazo pode mudar dependendo da complexidade do projeto final.

A principal função do novo equipamento, prestar o serviço de transmissão de dados sigilosos ao Ministério da Defesa, é importantíssima para o País. “O Brasil carece de um satélite para transferência de informações de forma segura, especialmente de caráter estratégico”, diz Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança. Atualmente, o governo federal aluga o serviço de satélites de empresas privadas.

A máquina vai operar em duas bandas, termo usado para designar as faixas de frequência de transmissão de dados. A banda X será exclusiva para o Ministério da Defesa. Já a banda K será usada para ampliar a oferta de internet banda larga no Brasil. Segundo Bolivar Tarragó Moura Neto, diretor de administração e relações com investidores da Telebras, o plano é que o satélite ofereça cobertura de internet em todo o território nacional. “Estamos construindo nossa rede terrestre. Mas a algumas regiões, como o Norte do País, é mais difícil de chegar”, afirma Moura Neto. Hoje, a Telebras tem oito mil quilômetros de rede de fibra ótica construída, mas o sistema deve alcançar 30 mil quilômetros até o fim do ano.
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"O Brasil carece de um satélite para transferência
de informações de caráter estratégico"

Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança
Segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), a internet banda larga fixa e móvel no Brasil cresceu 70% apenas no ano passado. O número de acessos passou de 34 milhões em 2010 para 58 milhões em 2011, fazendo o serviço chegar a 2.650 municípios, nos quais vivem 83% da população brasileira.

De acordo com José Mauro Fortes, professor do Centro de Estudos em Telecomunicações da PUC-RJ, um aspecto interessante sobre o projeto é que o novo satélite poderá fornecer cobertura de internet conforme a necessidade de cada região. “É possível ofertar um sinal com mais ou menos potência de acordo com a demanda dos municípios”, diz. Dessa forma, a distribuição ficaria mais precisa e o desperdício seria evitado. Vale esclarecer que a Telebras não fornecerá o acesso à internet diretamente ao consumidor final. A estatal venderá os serviços aos provedores, principalmente os de pequeno porte, que, por sua vez, atenderão os seus clientes.

Enquanto a Telebras termina de elaborar as especificações do satélite para que a Visiona corra atrás da empresa que irá construí-lo, sua parceira, a Embraer, se prepara para cuidar da integração dos sistemas ligados ao satélite, como o comando de controle terrestre. Além disso, a empresa também será responsável pelo lançamento do equipamento ao espaço. Para Aguiar, da Embraer, é natural que uma empresa que desenvolve tecnologia no setor aeronáutico ingresse no segmento espacial. “Outras companhias passaram pela mesma diversificação. É o caso da Boeing, importante no mercado de satélites, e da Airbus, cuja controladora, a EADS, também tem uma área específica para projetos espaciais”, diz o executivo.
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"A ideia é que o satélite complemente as redes terrestres de internet
por banda larga, principalmente em regiões de difícil acesso"

Bolivar Tarragó Moura Neto, diretor de administração
e relações com investidores da Telebras
Além de comandar o projeto do novo satélite brasileiro, a Visiona vai assumir o papel de líder do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais do Parque Tecnológico de São José dos Campos, em São Paulo, entidade privada sem fins lucrativos que abriga diversas empresas nas áreas de energia, aeronáutica, espaço, defesa, tecnologia da informação, telecomunicação, saúde, recursos hídricos e saneamento ambiental. A ideia é que a Visiona estabeleça parcerias com entidades de ensino e pesquisa aeroespacial.
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Banda larga no Amapá cairá de R$ 429 para R$ 39,90 com chegada da fibra óptica


Teletime - 01/06/2012

Parceira do governo do estado do Amapá com a Oi permitirá que a companhia leve os serviços de banda larga ao custo do PNBL por fibra óptica a oito municípios do estado, que hoje é atendido pela empresa apenas por conexão satelital. Os municípios que serão atendidos são: Macapá, Santana, Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Amapá, Calçoene e Oiapoque. Atualmente a Oi atua com banda larga apenas na capital Macapá e o preço do Velox de 300 kbps custa R$ 219 e o de 600 kbps R$ 429. Com a chegada da fibra, a empresa comercializará o Velox de 1 Mbps por R$ 35. Caso o estado faça a adesão ao convênio do Confaz que isenta o PNBL do ICMS, o preço cai para R$ 29,90.

O estado do Amapá receberá o link de fibra com a construção de um backbone de Calçoene até Oiapoque. De lá, a Oi fez um acordo com a operadora francesa Guayacom que completará a construção do backbone até Cayenne na Guiana Francesa. De Cayenne, a rede se conecta ao cabo submarino Americas 2, controlado por um consórcio do qual a Embratel faz parte. A extensão da rede do lado brasileiro (trecho que será realizado pela Oi) é de 230 Km; no lado francês são mais 180 km. A partir de Calçoene, a Oi trocará tráfego com a rede da Eletrobras que levará o sinal da operadora até Macapá.

É grande a contribuição do Estado do Amapá no projeto. Do orçamento de R$ 32 milhões, o Estado, através de renúncia do ICMS, contribuirá com R$ 16 milhões. A secretária estadual da Fazenda, Jusinete Alencar, explica que a o Estado renunciará ao ICMS dos serviços prestados pela Oi até o limite de R$ 16 milhões. O Amapá, assim como outros 7 estados, aderiu ao convênio 85/2011 que trata de desoneração tributária para a construção de infraestrutura.

O diretor de política regulatória da Oi, Carlos Alberto Cidade, diz que a expectativa para a finalização das obras é de seis meses, a partir da obtenção de todas as licenças necessárias. A operadora já tem a licença do DNIT para a implantação das torres (a rede será aérea) ao longo da BR 156 e aguarda a liberação da Funai e do Ibama. Segundo ele, essas autorizações devem sair em algumas semanas. Cidade explica que a licença da Funai é a mais complicada porque envolve negociação com o conselho de caciques das tribos da região. Segundo ele, normalmente os índios solicitam um ponto de conexão à internet para a aldeia e acesso telefônico. Hoje a Oi tem 1,8 mil clientes do Velox na cidade e a expectativa do executivo é que haja um grande aumento de interessados com a chegada do PNBL.

A operadora espera instalar 12 mil portas de seu serviço de Internet fixa (Oi Velox) nos primeiros doze meses de operação e, em um segundo momento, levar sua rede para mais seis dos 16 municípios do Amapá, atendendo 570 mil pessoas, ou 85% da população urbana (81% da população total do estado).

O acordo da Oi com o governo do estado antecipa em pelo menos dois anos a chegada da fibra óptica no estado. Isso porque o linhão Tucuruí-Manaus-Macapá está previsto para ser concluído apenas em 2014.

Telebrás

O anúncio foi feito em cerimônia no Museu Sacaca em que estavam presentes o governador do Estado, Camilo Capiberibe, o ministro Paulo Bernardo, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e autoridades locais.

A Telebrás também pretende levar o seu backbone até Macapá e para isso já assinou contratos para a realização de obras civis em Calçoene e Macapá onde serão instalados os conteiners com os equipamentos para iluminar fibras do cabo OPGW da Eletrobras. A previsão é que a rede da Telebrás chega a Macapá em 2013.

Enquanto a fibra estatal não chega a Macapá, a Você Telecom, entretanto, já está usufruindo do backbone da Telebras por meio de uma rede própria que liga Macapá a Barcarena no Pará. O provedor construiu uma infraestrutura que vence 400 km de floresta em 8 enlaces e consegue levar o sinal da Telebrás que vem de Belém até Macapá. Antes da chegada da Telebrás em Belém, a Amigo Telecom comprava um link em São Paulo que era transportado até Belém pela rede da Eletrobras.

Em seu discurso na cerimônia, o presidente da Telebrás Caio Bonilha lembrou que essas obras da empresa estão sendo possíveis porque o Ministério das Comunicações destinou R$ 66 milhões para serem aplicados especialmente na região Norte. “Estamos empenhados no projeto de cabos submarinos que junto com o Satélite Geoestacionário Brasileiro vai levar banda larga com qualidade e baixo preço a toda região Norte”, disse ele.
Parceria entre Oi, Telebras e Guyacom leva fibra óptica ao Amapá

O acordo entre as empresas foi oficializado hoje. A expectativa é de que, em seis meses, Macapá tenha banda larga por fibra


Macapá - Com a presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e do presidente da Telebras, Caio Bonilha, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou oficialmente hoje o início das obras de infraestrutura para o acesso em banda larga no Estado via fibra óptica. A Oi vai construir o trecho entre Calçoene e Oiapoque, a Telebras fica responsável pelo trecho entre Calçoene e Macapá e a empresa francesa Guyacom vai fazer o trecho Oiapoque até Cayenne. A infraestrutura vai atender, além da capital, os municípios de Oiapoque, Santana, Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Calçoene e o município de Amapá. Nessa região, vivem cerca de 80% da população do estado.

Hoje, a capital do estado tem serviço via satélite, com a conexão de 300 Kbps custando R$ 219, segundo José Alípio Diniz, presidente do Prodap (Centro de Gestão de TI do Amapá). Em uma boa parte dos 16 municípios do estado, a conexão ainda é discada ou via satélite. Na capital, a Telebras já está operando, numa parceria com o provedor local Você Telecom, com oferta de internet via rádio.

A rede de Macapá até Calçoene será feita através de um cabo OPGW para telecomunicações, que faz parte de uma linha de transmissão de energia da Eletronorte, com 400 quilômetros de extensão. De Calçoene, um cabo aéreo de fibra ótica de 230 quilômetros de extensão será instalado e chegará a Oiapoque, o município no ponto mais extremo ao norte do território brasileiro.

A partir de Oiapoque, a transmissão será feita pelo território da Guiana Francesa, por cerca de 200 quilômetros, até Cayenne, por uma conexão com a rede de fibra óptica da Guyacom. A rede continua por cabo submarino até Fortaleza, consolidando assim a ligação da fibra de Macapá e demais localidades do estado do Amapá à rede brasileira de telecomunicações.

O trecho da Oi está orçado em R$ 32 milhões -- 50% dos recursos serão investidos pela operadora e os outros 50% pelo governo do estado que, para isso, aprovou no Confaz (conselho de política fazendária) convênio para um crédito outorgado de isenção do ICMS para a Oi no valor de R$ 16 milhões, como incentivo fiscal. “A arrecadação da Oi no estado (ICMS) com a prestação de serviços é de R$ 1,2 milhão/mês e terá uma redução de 60% nesse valor, por um período de dois anos, até o teto de R$ 16 milhões”, explicou o presidente da Prodap.

Atualmente, além da Oi, a Prodap compra capacidade do provedor ProntoNet, da Ilha de Marajó. “São 100 mega que a Prodap distribui para as secretarias e órgãos do estado”, informa Alípio Junior. Da Embratel, o estado compra mais 4 Mbps, pagando R$ 700,00 por mega. Além de ampliar o acesso a internet, o governo espera ter redução de custos com os serviços de telecomunicações.

O acordo com a Oi foi firmado pelo governo do Amapá depois que a Telebras se desligou do projeto que previa levar a conexão ao Amapá, a partir da Ilha de Marajó, no Pará, numa parceria que envolvia também a empresa de processamento de dados daquele estado, a Prodepa. “Acabamos firmando um acordo com o provedor Você Telecom, que está trazendo a conexão, com capacidade de 600 Mbps, para Macapá”, disse Bonilha. Sua expectativa é de que até o final do ano a rede da Telebras seja ligada à rede da Oi em Calçoene. O acordo é para troca de capacidade.

O trecho que será construído pela Oi será com fibra via aérea. A expectativa é que as obras sejam realizadas em seis meses, mas ainda faltam as licenças do Ibama e da Funai. O diretor de Política Regulatória da Oi, Carlos Alberto Cidade, espera que as licenças saiam nos próximos dias. “Como a fibra será por via aérea, ao longo de uma estrada federal, acredito que não teremos problemas para a liberação”, disse Cidade, informando que a operadora já obteve licença do Dnit. Hoje, a Oi em 1.811 clientes de internet no Amapá, incluindo os clientes corporativos. A conexão é via satélite.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Visiona abre espaço para produção de satélite brasileiro

Valor Econômico - 30/05/2012

A Embraer e a Telebras assinaram ontem o acordo para constituição da Visiona Tecnologia Espacial S.A, empresa que irá coordenar a aquisição do Satélite Geoestacionário Brasileiro. O satélite, que inicialmente será comprado no exterior, visa atender às necessidades de comunicação satelital do governo federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e a área de comunicações estratégicas da defesa, informou a Embraer em comunicado.

A nova empresa terá 51% de participação da Embraer e 49% da Telebras, e participará do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

Em entrevista ao Valor, o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, informou, na semana passada, que a nova empresa ficaria sediada no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Segundo a Embraer, a Visiona também assumirá o papel de líder do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais do Parque Tecnológico. Nessa posição, a nova empresa atuará em parceria com universidades e centros de pesquisa, para acelerar a capacitação do setor espacial brasileiro.

Para o presidente da Telebras, Caio Bonilha, o satélite brasileiro permitirá a ampliação do acesso à internet a milhões de lares. Além disso, estrategicamente é importante para o país garantir a posse e a operação de um satélite, tanto para segurança nas transmissões de informações das redes do governo federal, quanto para a autonomia do processo de desenvolvimento.

O presidente da agência disse que a iniciativa poderá gerar muitos "spin offs"(criação de empresas a partir de uma tecnologia ou de outra empresa) para vários segmentos das atividades espaciais do Brasil.

Embora o primeiro satélite geoestacionário [que se encontra parado relativamente a um ponto fixo sobre a Terra] seja importado, o governo brasileiro vai exigir contrapartidas tecnológicas para a solução de alguns gargalos do programa espacial. A agência espacial, segundo Coelho, vai comandar esse processo de transferência de tecnologia para a indústria nacional para que ela não precise mais contratar todos os elementos de um satélite fora do Brasil. Além disso, no longo prazo poderá haver produção local. "No Brasil não se fabrica nenhum componente eletrônico com qualidade espacial, todos são importados. Para que possamos dominar todos os níveis de tecnologia, temos que ser capazes de ultrapassar essas dificuldades", afirmou.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Telebras e Embraer se unem em programa de satélite brasileiro

Telebras - 29/05/2012

A Telebras e a Embraer assinaram hoje o acordo de acionistas para constituição da Visiona Tecnologia Espacial S.A., empresa cujo capital social será 51% da Embraer e 49% da Telebras, para atuar no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), conforme Memorando de Entendimento anunciado em novembro de 2011.

O objetivo inicial da empresa é atuar no Satélite Geoestacionário Brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de transmissões estratégicas de defesa.

A Visiona terá sede no Parque Tecnológico de São José dos Campos, São Paulo, onde também assumirá o papel de líder do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais, atuando em parceria com as mais relevantes entidades de ensino e pesquisa aeroespacial do País e acelerando a capacitação do setor espacial brasileiro.

“Este projeto representa um passo histórico para o avanço da prontidão tecnológica e industrial do setor espacial no Brasil, e a Embraer tem satisfação e orgulho de ser a parceira estratégica da Telebras e do Estado Brasileiro nesse importante desenvolvimento para nossa nação”, disse Frederico Curado, Diretor-Presidente da Embraer.

Para o presidente da Telebras, Caio Bonilha, “o satélite brasileiro permitirá a ampliação do acesso à internet a milhões de lares brasileiros. Além disso, a posse e a operação de um satélite através do Brasil propiciará não somente a segurança necessária às transmissões de informações das redes estratégicas do Governo Federal, mas também a autonomia do processo de desenvolvimento tecnológico aeroespacial”.
PNBL sofre com falta de planejamento e monitoramento, adverte TCU

TCU sugere que as atividades de monitoramento relacionadas ao PNBL passem a fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2)

Convergência Digital :: 29/05/2012

Na avaliação das contas do governo federal em 2011, o Tribunal de Contas da União faz uma breve menção ao Plano Nacional de Banda Larga, apesar de destacar o programa no contexto das ações voltadas a melhorar a infraestrutura do país.

Segundo o TCU, “verificou-se que o PNBL deve abranger maior horizonte temporal de planejamento, ser atualizado e acompanhado periodicamente e contemplar metas mais detalhadas, com indicadores, prazos e unidades responsáveis por cada uma de suas ações”.

No lugar de indicações de resultados, ainda que parciais, do PNBL – talvez pela falta deles – o TCU indica preocupação com a efetiva operacionalização do programa e, nesse sentido, faz duas sugestões à Casa Civil – a primeira delas, quereative ou crie uma nova estrutura que funcione como Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital.

Em tese, desde o início do governo da presidenta Dilma Rousseff, as tarefas do Comitê Gestor, ou seja, a própria coordenação dos diferentes programas de inclusão digital, teriam migrado da Casa Civil para o Ministério das Comunicações – ou assim anunciou o Minicom quando Paulo Bernardo assumiu a pasta, e que tem como secretario executivo Cezar Alvarez, que era do Comitê Gestor no governo Lula.

Ou o TCU não foi informado dessa “migração” de competências ou elas não se efetivaram na prática. Tanto é que o Tribunal de Contas sugere, igualmente à Casa Civil, que as atividades de monitoramento relacionadas ao PNBL passem a fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Novo cabo submarino revoluciona telecom na África

Sistema permite 5,12 Tbps de tráfego

IPNews - 28/05/2012

O agora totalmente operacional cabo submarino do Sistema de Cabo Oeste Africano (WACS) deve alterar drasticamente o mercado para as operadoras da África do Sul, indica um novo relatório da Pyramid divulgado na sexta-feira (25). Com a chegada do cabo, o setor atender deve ser capaz de atender à demanda crescente de dados (inclusive móveis) com um crescimento anual composto de 19% até 2017, para uma receita prevista de US$ 6,8 bilhões.

"O sistema submarino de cabos custou aproximadamente US$ 650 milhões e permite velocidades de 5,12 Tb (terabits) por segundo", explica a analista Ronda Zelezny-Green. O sistema deve permitir que os operadores ofereçam serviços de internet de banda larga avançados a preços mais acessíveis. Novas tecnologias, como a quarta geração de telefonia celular (4G/LTE), também devem ser viabilizadas no País graças ao sistema.

Em dezembro de 2011, a Telebras e a Angola Cables fecharam um acordo para o lançamento de um cabo óptico submarino entre Fortaleza e Luanda, em Angola. O cabo, de aproximadamente seis mil quilômetros, deve ser inaugurado até 2014. Outras empresas, como a France Telecom, também investem em conexões de fibra óptica com o continente africano.