quinta-feira, 10 de maio de 2012

Telebras está se preparando para disputar o mercado de atacado de venda de capacidade de rede nos centros onde há competição

Para a Telebras, novo EILD padrão sem revisão de velocidades é insuficiente. 

Diretor da estatal afirma que links atuais servem apenas para oferta de circuito de voz

Tele.Síntese - 10/05/2012

A redução do preço da banda larga no atacado, estabelecida no novo regulamento de EILD (Exploração Industrial de Linha Dedicada), não terá o efeito esperado no aumento da competição se as velocidades da linha dedicada padrão não forem revisadas. A avaliação é do diretor comercial da Telebras, Rogério Boros, ressaltando que o link atual, de até 2 Mbps, é suficiente apenas para oferta do circuito de voz.

“Para que o novo regulamento tenha impacto significativo, é preciso aumentar as velocidades da EILD padrão, que tem preço referenciado”, defendeu Boros. O regulamento foi aprovado pela Anatel na semana passada, mas para valer ainda depende de publicação no Diário Oficial da União.

Boros, que foi um dos palestrantes do seminário “Banda Larga no Brasil e os direitos dos consumidores”, promovido pelo Idec nesta quinta-feira (10), em Brasília, afirmou que a Telebras está se preparando para disputar o mercado de atacado de venda de capacidade de rede nos centros onde há competição. “A estatal não tem medo de competir, pelo contrário, nós queremos atuar nesses mercados até para financiar nossa ação em locais onde não há viabilidade econômica”, afirmou.

Licença única

Em sua apresentação durante o seminário, a advogada do Idec, Veridiana Alimonti, criticou a proposta de licença única para os serviços de telecomunicações, defendida pelo vice-presidente da Anatel, conselheiro Jarbas Valente. “Isso seria institucionalizar a venda casada”, disparou. Para ela, a proposta também traz perigo para o patrimônio público, hoje em poder das concessionárias.

Veridiana voltou a defender um novo modelo para a banda larga no país. Só que agora, ao invés da prestação do serviço em regime público, ela já defende o regime misto, para assegurar que pequenos provedores continuem ofertando banda larga por meio de autorização. Enquanto as grandes empresas ficariam com o regime público, com metas de universalização.

A advogada do Idec também criticou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), executado pelas concessionárias por intermédio dos termos de compromisso assinados com o Ministério das Comunicações. “A banda larga popular tem se mostrado insuficiente para atender a demanda pelo serviço”, completou.
Banda larga: governo impõe o compartilhamento de rede

Convergência Digital :: 10/05/2012

Se por negociação de mercado, o compartilhamento de rede em telecom pouco andou no Brasil, agora, o governo planeja editar um decreto para tornar obrigatório o compartilhamento de infraestrutura de rede, em especial, da última milha. Os circuitos alugados têm sido uma dor de cabeça no mercado nacional e razão de discórdia entre os agentes do setor, uma vez que a rede é usada, sim, como um ativo concorrencial.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta quinta-feira, 10/05, diz que será editado um decreto para 'forçar' as operadoras a compartilharem fibras ópticas no país. Segundo Bernardo, "o Brasil não é rico, então não há racionalidade de fazer infraestrutura paralela de rede". O decreto que o governo planeja editar também mexerá num ponto que é reclamado pelas operadoras: O direito de passagem.

A medida do governo, se de fato acontecer, complementaria o Regulamento de Exploração Industrial de Linha Dedicada (EILD), aprovado na semana passada pela Anatele que cuidará do custo no atacado do uso de rede para banda larga. Proposta do órgão regulador é reduzir o preço dos circuitos em até 30%.

Quando vier, o decreto governamental beneficiará, num primeiro plano, as operadoras TIM, Nextel e GVT, com redes de menor capilaridade, em relação às concessionárias Oi, Telefônica e Embratel/Claro. Mas essas empresas, em especial, TIM e GVT também partiram para a construção de redes próprias para reduzir os custos com aluguel de linhas e para melhorar a performance dos seus backbones. Isso significa que, após o decreto,elas terão de compartilhar suas infraestruturas.
Infovia trará economia de R$ 100 milhões ao RS

Convergência Digital :: 10/05/2012

A Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) já concluiu a instalação de oito novos pontos de presença (PoPs) de acesso à internet no interior do estado. Nos municípios de Camaquã, Rosário do Sul, São Borja e São Gabriel, os PoPs já estão em operação, e em Jaguarão, Lagoa Vermelha, Piratini e Santiago, está tudo pronto, aguardando apenas o enlace de fibra óptica.

A entrega desse serviço faz parte do projeto da InfoVia RS, uma estrutura de fibra óptica voltada tanto à interconexão dos diversos órgãos estaduais quanto às estratégias de inclusão digital do Rio Grande do Sul.

Além dos objetivos de eficiência e integração administrativa, e dos benefícios aos cidadãos, Cláudio Crosseti Dutra, vice-presidente da Procergs, estima que serão economizados pelo menos R$ 100 milhões nos próximos três anos, apenas com a redução dos custos com telecomunicações.

Todas as comunicações de longa distância, inclusive telefonia, trafegam sobre essa infraestrutura própria, e o órgão tem que contratar da operadora apenas o trecho entre o ponto de presença da InfoVia e o endereço da unidade.

Os quatro novos PoPs em funcionamento atendem 13 cidades e prestam serviço a Detran, Corsan, Regionais Procergs, Brigada Militar, Susepe, Secretaria da Fazenda, Instituto Geral de Pericias e Polícia Civil. Com as novas instalações, a Companhia passa a manter 40 pontos de presença.

Flávio Arthur Ferreira, gerente de telecomunicações da Procergs, explica que a velocidade de acesso varia entre 1 Mbps até 100 Mbps, o que é dimensionado conforme a necessidade de cada instituição.

Educação digital

A partir deste mês, a InfoVia RS leva a banda larga aos municípios de Bagé e Aceguá, em apoio ao Projeto Província de São Pedro, coordenado pela Secretaria Estadual da Educação. O objetivo é fornecer um computador para cada aluno e professores das escolas estaduais localizadas nos municípios da região de fronteira com o Uruguai.

No final do mês passado, foram distribuídos 315 netbooks a professores e estudantes de Bagé e Aceguá, em uma cerimônia realizada na Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Edisson Heráclito Cerezer, em Bagé.

O projeto prevê a entrega de 7,5 mil equipamentos, beneficiando 23 escolas estaduais de ensino fundamental – em torno de 6 mil alunos – e 800 professores. O investimento é de R$ 5,3 milhões, que abrange a aquisição de netbooks, instalação de infraestrutura nas escolas e formação dos professores.

Junto ao atendimento às necessidades de uso de tecnologia na edução, Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, destacou o avanço das aplicações de controle da população sobre seus governantes. "É um instrumento de organização, inserção e qualificação da vida pública", define.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Br1Sat já lança consulta de preço para a construção de satélite

A parceria entre a Embraer e Telebras está na fase final do acordo de acionistas

Tele.Síntese - 09/05/2012


O ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou hoje que a joint-venture entre a Embraer e Telebras, para a construção do satélite nacional de comunicações e militar, está sendo sacramentada por acordo de acionistas entre as duas empresas, que está em sua fase final.

Segundo ele, a nova empresa, a Br1sat, começou a lançar no  mercado internacional os pedidos de propostas de preço das peças dos satélites, cuja integração será feita pela nova empresa.

Conforme o ministro, ainda no governo de Dilma Rousseff deverão ser lançados três satélites brasileiros. Este de telecomunicações, geoestacionário, para o qual o governo está reservando R$ 716 milhões, e dois outros satélites meteorológicos, em parceria com a China e Ucrânia. "Bateremos o recorde de, em um único mandato presidencial, lançarmos três satélites", afirmou o ministro.

domingo, 6 de maio de 2012

Telebras provides details of new submarine cable network

Tele Geography - 06/05/2012


Brazilian state-controlled telecoms group Telecomunicacoes Brasileiras (Telebras) has provided details of a new submarine cable project designed to connect the Latin American country to the US, Europe, Africa and the South American Atlantic coast.

The proposed subsea cable system will comprise five sections in total, according to Telebras’ innovation and technology manager, Paulo Eduardo Kapp, speaking to BNamericas on the sidelines of Capacity Latam, in Sao Paulo. Kapp is quoted as saying the first section will link Ceara state capital Fortaleza to the US, with a spur reaching Colombia; a second section will connect Fortaleza and Europe; a third cable will originate in Fortaleza and connect to Africa via the Angolan capital Luanda, with a leg connecting the Brazilian archipelago of Fernando de Noronha as well.

A fourth section will run from Fortaleza to Santos, in Sao Paulo state, with a spur to Rio de Janeiro, and the final section will join Santos with the Uruguayan city of Maldonado and the Argentine municipality of Las Toninas. although no timeframe has been given for the completion of each section, Kapp said the Fortaleza to US link will be delivered by 2014 – in time for the FIFA Football World Cup, which Brazil is hosting.

The Brazilian government is working with a shortlist of partners to finance and build the coastal cable, with Kapp noting that as a pre-requisite, the winning partner must be Brazilian. ‘The partner has to be 100% Brazilian, and it must associate with and be part of other companies and consortiums in the sub cable network project,’ Kapp said. Local press reports suggest that the government of Brazil is considering a memorandum of understanding with Brazil’s Odebrecht to form a joint venture on the mooted BRL2 billion (USD1.13 billion) cable project.