sábado, 28 de abril de 2012

Telecom terá R$ 371 milhões para Copa

MiniCom - 27/04/2012

Resolução publicada nesta sexta-feira destina R$ 371 milhões para ações orçamentárias da Anatel e Telebras para a Copa do Mundo 2014. 

Os recursos serão destinados á modernização da infraestrutura e serviços de suporte às competições. Os investimentos do governo federal são para o cumprimento da garantia governamental assinada junto á FIFA para assegurar a infraestrutura de telecomunicações com condições de suportar o evento. 

Para isso, a Telebras deverá implantar, nas cidades-sede, fibras que serão ligadas à sua Rede Nacional, construída para o Programa Nacional de Banda Larga. Quem utizar as redes durante o evento, seja a FIFA ou empresa contratada pela entidade, deverá remunerar a estatal

Após a Copa, essas redes continuarão sendo da Telebras que deverá usá-las para o PNBL e também para transportar serviços de outras operadoras.
À espera do 4G

 Zero Hora - 29/04/2012

Leilão de licenças de novo serviço de telefonia celular ampliará possibilidades da internet móvel

Nas próximas semanas, o Brasil avançarão na implantação da tecnologia de redes de quarta geração. O leilão do dia 12 de junho distribuirá lotes da faixa de frequência de 2,5 Ghz e deve arrecadar no mínimo R$ 3,85 bilhões.

As redes 4G permitem que celulares e tablets se conectem à internet a uma velocidade até 10 vezes maior do que uma conexão 3G. As capitais que receberão a Copa das Confederações terão o sistema em funcionamento até dezembro de 2013. Porto Alegre deverá ter o serviço ativo até a Copa do Mundo.

A tecnologia amplia as possibilidades para a internet móvel. Será possível assistir a filmes, baixar músicas e fazer videochamadas. A conexão funcionará em veículos em movimento e alcançará pontos hoje inacessíveis. Também ajudará a descongestionar o tráfego de dados.

– Essa tecnologia não vai substituir o 3G. Como hoje, existe o GSM (2G) que é combinado com a tecnologia 3G. Se o usuário precisa de um serviço de vídeo, vai ser direcionado para a rede LTE. Se é algo simples, que não demanda tanta velocidade, poderá usar uma rede mais antiga – diz Maurício Higa, gerente de marketing para redes móveis da Huawei.

A implantação do sistema terá custos para as empresas, que precisarão construir a estrutura para o 4G e manter a expansão do 3G.

– É tecnologia completamente nova. Vai ser preciso construir mais torres, instalar mais antenas – ressalta Erasmo Rojas, diretor da 4G Américas para América Latina e Caribe.


Conexão 3G ainda tem tropeços

Redes móveis enfrentam problemas como capacidade insuficiente em grandes centros urbanos e pouco alcance em cidades menores

A proposta das redes móveis é tirar o internauta da cadeira e deixá-lo conectado ao mundo digital 24 horas por dia em qualquer lugar. Mas a ideia só é cumprida parcialmente no Brasil. Por enquanto, a cobertura chega apenas aos centros urbanos, com qualidade que varia conforme o bairro, a concentração de pessoas, a presença de prédios e morros no entorno e a operadora contratada.

No ano passado, só no Procon de Porto Alegre foram registradas 300 queixas contra o serviço. A maioria se referia a dois problemas: a promessa de conexão ilimitada – mas com cobrança de excedente caso o usuário baixe mais dados do que o plano permite – e o serviço que não funciona fora da cidade onde foi adquirido.

Foi o que ocorreu com o professor Eduardo Cortez. Morador da Capital, ele relata que a conexão funcionava muito mal no Litoral Norte nos meses de verão tanto no notebook quanto no celular.

– Em Atlântida, o modem 3G, com muita sorte, eu conseguia conectar às 6h ou 7h da manhã. No smart- phone, a rede caía toda hora – relata o professor.

Quem costuma viajar precisa estudar o mapa de cobertura de cada empresa antes de adquirir o serviço para não ser surpreendido com a falta de sinal. No Rio Grande do Sul, a operadora que tem a cobertura mais ampla é a Vivo, presente em 358 municípios. A Claro está em 131, e a Oi, em 45. A Tim é a operadora com menor cobertura 3G: 20 municípios.

– Temos previsão de levar a rede 3G a 40 cidades até o fim do ano. Mas a maioria dos municípios opera na rede 2G, que é suficiente para acessar o plano de dados Infinity pré – explica Christian Krieger, diretor da TIM no Rio Grande do Sul.

Outro problema é a grande concentração de pessoas em uma pequena área. É o caso de eventos esportivos, shows e até do aumento da população do litoral durante o verão. Cada antena tem uma capacidade máxima de tráfego de dados. Em alguns casos, os usuários são direcionados a uma “estrada secundária” – a rede 2G.

Por isso, as operadoras são constantemente desafiadas a aumentar sua estrutura. O número de acessos por banda larga móvel no país cresceu 99,3% em 2011, chegando a 41 milhões de conexões.

– Para a colocação de mais estações, existe um complicador que é a legislação ambiental. E Porto Alegre tem uma das mais rígidas do mundo – diz Mauricio Perucci, diretor da Claro para o RS.


Metas de qualidade serão exigidas a partir de outubro

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começará a fiscalizar nos próximos meses a qualidade dos serviços prestados. A Pricewaterhouse Coopers irá aferir a qualidade do serviço. Enquanto os dados sobre as redes 3G não estão disponíveis, Vanderlei Rigatieri, diretor-geral da WDC, decidiu conferir a situação das redes 3G por conta própria. Equipada com tablet, notebook e smartphone, a expedição WDC percorre o Brasil testando a conexão das quatro principais operadoras. No Rio Grande do Sul, visitou 17 cidades. Encontrou situações muito distintas.

– Se for traçar uma média, o Estado é bem servido. Mas, ao sul de Rio Grande, é muito ruim. Nos arredores de Santa Vitória do Palmar, está tão ruim como o Mato Grosso, pior lugar que encontramos até hoje. A melhor situação é em Caxias do Sul, com conexões de até 4 Mbits porsegundo – aponta Rigatieri.


Na Fronteira Oeste, o sinal também é precário.

– Dirigimos por horas nas estradas sem sinal ou navegando a velocidade muito baixa – conta Rigatieri.

A Vivo afirma que, apesar de a cobertura ser obrigatória apenas no perímetro urbano, o sinal da operadora frequentemente chega até as rodovias:

– Depende da topografia do município. Se não há barreiras naturais, o sinal chega mais longe – afirma Clenir Wengenowicz, diretora da regional sul da Vivo.

A partir de outubro, as operadoras terão de atender a exigências mínimas de velocidade e cobertura, sob risco de multas. Hoje, cada empresa é obrigada a cumprir apenas o que está em contrato, o que permite entregar apenas 10% da velocidade contratada.

– Se o serviço contratado não está sendo prestado ou não for satisfatório, é possível até retirar a cláusula de fidelidade. O primeiro passo é procurar a operadora para tentar acordo – diz Flavia do Canto Pereira, diretora do Procon da Capital.


Na Serra, sinal dependente do bairro

Apesar de ser considerada uma cidade bem servida por sinal 3G, Caxias do Sul não é coberta de forma igual por todas as operadoras. Ligada ao mundo virtual móvel durante todo o dia com tablet, notebook e smartphone, a empresária Liliane Trentin (foto) precisou pesquisar qual operadora lhe ofereceria maior cobertura depois de ter problemas de conexão.

O que provocou a mudança de plano foram as falhas da antiga operadora, com sinal 3G fraco e inconstante. A procura foi por uma internet mais rápida e que, principalmente, mantivesse o sinal com boa qualidade em diferentes pontos da cidade.

– Circulo por três bairros bem distantes e fico conectada praticamente o tempo todo – diz a empresária do ramo gastronômico, agora satisfeita com o serviço.

O buraco na cobertura de algumas operadoras em Caxias é o que ainda gera reclamação dos usuários e cancelamentos. Assim como Liliane, a engenheira química Renata de Carvalho Teles deixou de se conectar com um modem 3G por considerar a conexão péssima.


No Extremo Sul, isolamento digital

A aposentada Tereza Graneiro, 53 anos, adquiriu um modem 3G há mais de dois anos. Com a promessa de melhoria no serviço, apostou na placa para se comunicar com o filho, que mora na Europa. A surpresa foi o equipamento nunca ter funcionado. Foi então que Tereza se viu diante de dois problemas: falta de conexão e o cumprimento do prazo de um ano com o cadastro de fidelidade.

– Me vi obrigada a entrar na Justiça. Troquei um serviço de R$ 40 por um de R$ 120 que não funcionava e não conseguia me ver livre dele. Depois de quatro meses, fui indenizada – lembra Tereza.

Em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Estado, a conexão é considerada tão ruim que até uma audiência pública foi realizada para discutir o tema. A iniciativa foi da vereadora Maria do Rosário, também proprietária de dois hotéis na cidade – que, em razão dos problemas, não oferece serviço de internet para os hóspedes. Cada um dos moradores que têm placa 3G em casa se comprometeu a criar um arquivo com informações diárias da velocidade da internet registrada no computador. A ideia é reunir documentos para dar início a uma ação judicial coletiva.

– Enviamos convite aos representantes de todas as operadoras, para que viessem na audiência, mas nenhum compareceu. Buscamos respostas e a única que tivemos foi a de que a nossa rede precisa de reparos e que não há projetos previstos, pelo menos, até 2014 – indigna-se Maria do Rosário.

Um abaixo-assinado com mais de 2 mil assinaturas será anexado aos documentos dos consumidores que adquiriram a placa 3G. A conexão não funciona nas praias do Hermenegildo e Barra do Chuí e, na cidade, durante o horário comercial também há problemas.

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Matriz de telecomunicações prevê R$ 371 milhões em fiscalização e infraestrutura

Tribuna do Norte via Copa 2014 - 27/04/2012

Documento foi publicado nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União. Estados e municípios deverão agilizar licenças para uso de redes e instalações de antenas

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27.04) traz a resolução nº 8 do Grupo Executivo da Copa do Mundo FIFA 2014, que autoriza a revisão da Matriz de Responsabilidades, com a inclusão de anexo referente à preparação para o Mundial em telecomunicações. As ações serão executadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Telebrás, e devem ser investidos R$ 371,22 milhões. Os esforços em telecomunicações fazem parte do segundo ciclo de planejamento para o Mundial, com as ações de infraestrutura e serviços complementares.

A Anatel ficará responsável pela fiscalização e monitoração de equipamentos e radiofrequência, gestão do uso do espectro e segurança de infraestruturas críticas de telecomunicações, a um custo de R$ 171,05 milhões. O planejamento inclui, para cada cidade-sede, quatro estações móveis em estádios; seis estações fixas, em aeroportos e fan fests; 10 fiscais; duas unidades que farão testes de qualidade dos serviços móveis.

A agência ainda tomará medidas regulatórias, como a emissão de licenças de uso temporário do espectro; mapeamento dos riscos na infraestrutura crítica de telecomunicações; e o suporte à mobilidade dos agentes, possibilitando o acesso em tempo real a sistemas. Já a Telebrás fará a implantação da infraestrutura necessária para fornecimento de redes de fibra ótica metropolitana, links de satélite nas estruturas chave da Copa e ligação via rádio nos campos base das seleções, com valor estimado de R$ 200,17 milhões.

O anexo da resolução ainda traz o compromisso dos governos estadual e municipal para que adotem procedimentos que agilizem a liberação, estabelecendo prazo máximo de 60 dias, do direito de passagem em dutos, condutos torres e postes públicos; e da instalação de redes e antenas que atenderão o evento.

Matriz de Responsabilidades

O instrumento tem o objetivo de definir as responsabilidades de cada um dos signatários (União, estados, Distrito Federal e municípios) para a execução das medidas conjuntas e projetos imprescindíveis para a realização do Mundial.
Rede de 10 mil km de fibra óptica faria conexão regional

Valor - 27/04/2012

A integração dos países sul-americanos não depende apenas de estradas de ferro, pontes e rodovias. Para especialistas da Telebrás, a unificação da região também pode ser costurada com conexões de fibra óptica. O projeto Interligação Óptica Continental dos Países Sul-Americanos, apresentado pela estatal brasileira no Fórum de Infraestrutura da Fiesp, tem como objetivos aumentar o conteúdo local para banda larga, construir cabos internacionais e fazer a interconexão entre países da América do Sul, com a diminuição do tráfego de dados para os Estados Unidos.

A iniciativa inclui uma estrutura de anéis de fibra óptica com mais de dez mil quilômetros de extensão, capaz de baratear os custos da internet banda larga na região e diminuir o fluxo de dados intercontinental. Hoje, um e-mail do Brasil para o Uruguai, por exemplo, ao invés de apenas cruzar uma fronteira, precisa seguir até os Estados Unidos e então seguir seu destino.

"A banda larga é uma das prioridades do governo federal e requer investimentos públicos e privados", diz Aldemo Garcia Jr., assessor internacional do Ministério das Comunicações. "A ferramenta pode servir para o aumento da inclusão social e para o desenvolvimento da América do Sul."

Os investimentos no projeto sul-americano de fibra óptica estão estimados em R$ 100 milhões. A conta para a fabricação e instalação de cinco cabos submarinos, para dar suporte à região e fazer ligações com linhas já existentes, ultrapassa US$ 800 milhões. A previsão é entregar 12 mil quilômetros de cabos, até 2014.

O Brasil tem quatro saídas para cabos submarinos, operados por empresas privadas, que conectam a América do Sul aos Estados Unidos. Estão em Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP). Com exceção do Paraguai e da Bolívia, que não têm saída oceânica, os demais países sul-americanos também têm ligações com esses pontos. O cabo que sai de Fortaleza para a Flórida pode ter novas conexões com a Colômbia, Guiana e Suriname.

Segundo Paulo Kapp, gerente de inovação e tecnologia da Telebrás, dependendo do Estado brasileiro, o custo do enlace internacional varia de 32% a 37% do total gasto com o acesso à internet. Na Colômbia, essa despesa sobe para 92% e, na Argentina, 75% do tráfego gerado estão fora do país. Na prática, um provedor de serviço de conexão à internet na América do Sul paga três vezes mais pela conectividade internacional do que um provedor localizado nos EUA.

"No Brasil, 77% do fluxo internacional de internet seguem para a América do Norte e 13% para a Europa", diz Kapp. "A novidade é que a movimentação dentro da América do Sul aumentou três pontos percentuais nos últimos 12 meses, com grande participação das redes de pesquisa. Mais uma razão para levarmos essa ideia adiante."

O projeto foi lançado em Brasília, no ano passado, durante uma reunião dos ministros de comunicações dos países da América do Sul. Foi formado um grupo de trabalho, com novas reuniões previstas para Assunção, no Paraguai, em julho; e em setembro, no Rio de Janeiro. Para dinamizar o diálogo entre os países durante a execução do projeto, foi criada ainda a Organização Internacional de Telecomunicações das Américas (Oita), com sede em Montevidéu, e associados regionais, como as estatais de telecomunicações da Bolívia (Entel), Uruguai (Antel), Argentina (Arsat), Telebrás (Brasil) e CanTV (Venezuela). Cuba e Costa Rica também participam.

De acordo com Bolívar Moura Neto, diretor da Telebrás, a iniciativa privada brasileira poderá participar da implantação dos anéis ópticos. "O backbone nacional é 100% da Telebrás, mas temos acordos com Petrobras e empresas privadas, como no aluguel de passagem de fibra em estradas", diz. "Podemos fazer acordos, inclusive com concessionárias, para investir menos em infraestrutura e avançarmos mais com a rede física."

A apresentação na Fiesp atraiu representantes de companhias, como o Grupo CCR, Copel e a Empresa de Energia de Bogotá (EEB).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

'Região Norte é prioridade para banda larga', diz ministro das Comunicações

Paulo Bernardo esteve em Manaus para discutir o Plano de Banda Larga.
Governo Federal investiu mais de R$ 66 milhões no projeto.


G1 - 26/04/2012

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo afirmou, nesta quinta-feira (26), que a Região Norte é prioridade no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Em entrevista, ele afirmou que a internet na região não é boa. "As críticas e reclamações em relação a internet aqui são justas, temos uma defasagem muito grande na Região Norte. Até no Nordeste, que não é tão bem servido em termos de estrutura quanto o Sudeste ou o Sul, a internet é melhor. A região é prioridade no Plano de Banda Larga e é preciso correr para tirar o atraso da região", declarou.

Ele ressaltou as dificuldades de infraestrutura da região e disse apostar no projeto do Linhão de Tucuruí para trazer internet de qualidade para o Amazonas até 2013. "Também fizemos acordos entre a Telebras e empresas privadas para usar a fibra ótica já instalada no trecho entre Manaus e Coari. As cidades nesse trecho serão beneficiadas. Quem sabe até 2013 as pessoas param de reclamar que aqui não tem internet", disse Paulo Bernardo.

O Governo Federal investiu R$ 66,5 milhões para a conclusão do projeto. O ministro anunciou também que o projeto da construção de um satélite para levar banda larga à regiões mais afastadas dos grandes centros já foi aprovado pela presidenta Dilma e está em andamento.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sem banda larga, não há computação na nuvem

Convergência Digital - 24/04/2012

O Brasil tem muito a ganhar com o desenvolvimento da computação em nuvem, especialmente se conseguir viabilizar a infraestrutura que garanta alta capacidade no transporte de dados – e usar isso como diferencial de mercado para atrair investimentos para o país.

“Se não houver garantia de acesso de banda larga, não vai adiantar ter um processamento de alta capacidade, porque a entrega para o usuário final vai ter demora. Hoje, grande parte dos datacenters estão se alocando em São Paulo e precisamos de uma distribuição maior para que isso seja acessado de forma correta em outros pontos do país”, afirma o diretor comercial da Telebras, Rogerio Boros, que participou de audiência pública sobre Computação na nuvem, na Câmara, nesta terça-feira, 24/04.

Nessa linha, como lembra o presidente da Abranet, Eduardo Neger, a massificação da banda larga é essencial para o desenvolvimento da computação em nuvem. “Mas temos regiões onde não há mais de um provedor de acesso”, lamenta, insistindo que a existência (ou não) de competição tem impacto direto na qualidade e no preço dos serviços.

Na visão de um provedor de transporte de dados, a Telebras acredita que o Brasil tem um bom potencial de desenvolvimento da “nuvem”, a começar pela chance de concentrar aqui os conteúdos em português. “Vários países tem demanda e interesse em ter tráfego com o Brasil”, indicou, lembrando o recente acordo com Angola para a construção de um cabo submarino no Atlântico.

“Se pudermos explorar o que vai ser desenvolvido em conteúdo em português, teremos potencial para gerar competitividade, trazendo emprego e tráfego. Ao trazer tráfego, outros países querem interconexão e gera potencial econômico não só em TI, em aplicações, mas também em telecomunicações”, sustentou Boros. Com essa escala, ele acredita, o país também poderia se tornar hub também para os conteúdos em espanhol dos vizinhos latinoamericanos
.

O país, porém, parece distante desse cenário. Basta verificar as distâncias mencionadas durante audiência na Câmara sobre computação em nuvem. Enquanto o sudeste concentra a maioria das conexões com mais de 2Mbps, no Norte, mais de 60% dos acessos não chega a isso. “O custo da banda de Internet no país ainda é alto, especialmente fora do eixo Rio-São Paulo”, emendou o diretor de projetos especiais e desenvolvimento do NIC.br, Milton Kashiwakura.

Governo vai criar grupo interministerial sobre computação em nuvem

O governo deve criar até o final de maio, um grupo interministerial para discutir internamente os princípios do que será a nuvem governamental, mas também para tratar de ações executivas com o objetivo de se chegar a um projeto-piloto e a prova de conceito dessa tecnologia na administração federal.

“A ideia é discutir as estratégias, os aplicativos que vão rodar nessa nuvem, em quais datacenters. Até para termos um diálogo direto unificado do governo com a iniciativa privada e mesmo com outros agentes federados”, explica o coordenador de software e serviços do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Moreira.

Paralelamente, o MCTI promete para maio a divulgação de uma Política Nacional de Software, onde parte das questões relativas à computação em nuvem começarão a ser endereçadas. E promete novos editais para o desenvolvimento dessa tecnologia no país. “Teremos editais de aproximadamente R$ 30 milhões, com recursos de Finep, Fapesp, etc, ainda este ano”, completou Moreira.

Na prática, a formalização de um grupo interministerial já teve um ponto de partida com os trabalhos que desenvolvidos pelo grupo que reúne o próprio MCTI, o Planejamento e estatais como Serpro, Dataprev e Telebrás, além do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) com vistas a estruturação de uma nuvem privativa do governo.

Orquestrador

Até aqui, as iniciativas em nuvem estão apenas começando no governo. O principal aplicativo talvez seja a suíte de comunicações Expresso, desenvolvida pelo Serpro e pela Dataprev – basicamente uma solução de e-mail, agenda e contatos.

De olho no futuro, o Serpro já planeja a contratação de um “orquestrador” capaz de garantir a interoperabilidade das diferentes tecnologias de nuvem. Mas aguarda o aparecimento de mais competidores nesse cenário.

“Naturalmente, queremos ser múltiplos, capazes de trabalhar com ‘nuvens’ diferentes. Por enquanto podemos esperar, porque rodamos somente em XEN. E queremos, para essa licitação, ver se aparecem outros além dos únicos dois orquestradores disponíveis no mercado hoje (na visão dele - Dell e CA)”, afirma o presidente da estatal, Marcos Mazoni. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Data Center da Ascenty vai hospedar POP da Telebras em São Paulo

Em contrapartida, o acordo prevê a compra de banda da estatal pela empresa.

Tele.Síntese - 23/04/2012


Os links de conectividade contratados por empresas da macro-região de Campinas junto a Telebras serão hospedadas em um Data Center Ascenty, em Campinas. O centro de processamento de dados será inaugurado em agosto e já foi vistoriado pelo Uptime Institute, que classifica os Data Centers em categorias (Tiers). O Data Center da Ascenty foi classificado como Tier III, o nível máximo no Brasil.

“A Telebras escolheu nosso Data Center porque garantimos altíssima disponibilidade de serviços. Na prática, isso quer dizer que podemos garantir o funcionamento 24 horas ininterruptas, sem riscos de queda de energia elétrica. Investimos muitos milhões na compra de seis grupos de geradores de alta potência e contratamos redes de energia para impedir qualquer mínima chance de interrupção do serviço. Além disso, temos um arsenal de equipamentos e sistemas de backup de ponta. O certificado do Uptime Institute comprova que estamos preparados”, afirma Roberto Rio Branco, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Ascenty.

Segundo ele, a implantação do POP Metropolitano da Telebras em Campinas é só um dos itens do acordo de serviços. Em outro momento, haverá a interconexão com o POP da Telebras de Tanquinho, também em São Paulo. “E em uma próxima etapa, será feita a interconexão entre as redes da Telebras e da Ascenty na região do ABC paulista”, afirma Rio Branco, um dos condutores do processo de negociação ao lado de Chris Torto (CEO do Grupo Ascenty), Caio Bonilha, presidente da Telebras e Rogerio Boros, diretor comercial da Telebras.

O acordo de serviços firmado entre a Ascenty Data Center e a Telebras também prevê que a estatal será uma das principais fornecedoras de banda para a empresa do Grupo Ascenty. Outra novidade é que a rede da Ascenty trará complementaridade ao Backbone IP da Telebras levando capilaridade até o cliente final.

Constituído a partir da unificação da MFB (Metro Fiber Brasil Telecomunicações Ltda.) com a DCB (Data Centers do Brasil Ltda.) e da aquisição da Ascenty, o Grupo Ascenty é o controlador das empresas Ascenty Telecom e a Ascenty Data Centers, que oferecerem soluções de transmissão de dados em alta capacidade (2 Mbps a 40 Gbps) através de redes de fibras ópticas próprias e também serviços de Data Center (colocation, hosting, cloud computing e serviços gerenciados) para os segmentos de Operadoras de Telecomunicações e Corporativo.

Telebras negocia com NeoTV