quinta-feira, 5 de abril de 2012

Diretoria da Telebras é reeleita para mandato de mais três anos

Telebras - 05/04/2012

O presidente e os diretores da Telebras foram reeleitos nesta quarta-feira (04.04) pela Assembleia Geral Extraordinária, composta pelos acionistas, para um mandato de mais três anos à frente da empresa. Na ocasião também tomou posse Silvinio Virgílio Bento, eleito no dia 30.03 como representante dos empregados, para integrar o Conselho de Administração. A medida atende à Lei Nº 12.353 de 28 de dezembro de 2010 e o escolhido terá mandato de um ano com possibilidade de ser reeleito por mais 12 meses. Os membros tomaram posse agora há pouco no Gabinete da Telebras.

Reconduzida, a Diretoria tem a missão de finalizar mais de 30 mil quilômetros de rede até 2014, chegando a 4,2 mil municípios brasileiros. A ideia é atender a mais de 80% da população brasileira no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Além disso, também está sob sua responsabilidade conduzir projetos estratégicos que ampliam o âmbito de sua atuação. É o caso do lançamento até 2014 de um cabo submarino que ligará o Brasil a Angola e cujo acordo com a Angola Cables, parceira da Telebras nesta iniciativa, foi selado no dia 23 de março.

Outra iniciativa é o lançamento de um satélite geostacionário até 2014 e que prevê a criação de uma nova empresa para a integração do primeiro satélite no país. A Telebras também foi escolhida pelo Ministério das Comunicações para representar o Governo na execução das garantias assumidas pelo Brasil, na área de telecomunicações, para a realização da Copa de 2014. A expectativa é de que sejam liberados mais de R$ 200 milhões para a construção de infraestrutura em redes de fibra óptica. Outro projeto é a integração das redes de telecomunicação dos países sul americanos para ampliar a sua independência de tráfego.

Ampliação da rede

A Telebras concluiu até março deste ano cerca de 6,2 mil quilômetros de rede e 47 estações de telecomunicação. Também foi finalizada a construção de 80 Pontos de Presença. Destes, 37 já estão ativos e outros 43 aguardam ativação elétrica. Tanto os POPs quanto as Estações de Telecomunicação abrigam os equipamentos da Telebras que permitem a integração das fibras ópticas do backbone (núcleo central da rede). Isso representa mais de 6 mil quilômetros de rede instalada e um potencial de atendimento para mais de trezentos municípios brasileiros.

Para 2012, a meta é finalizar 21 mil quilômetros de rede, concluir 250 estações de telecomunicação e chegar a mais de dois mil municípios, atendendo a cerca de 40% da população do país. A Telebras atua na comercialização de conexão para provedores de internet que são responsáveis por levar o sinal até o usuário final. Para isso, mais de cinquenta contratos já foram assinados até março deste ano com prestadores de serviços de telecomunicação.


CAIO CEZAR BONILHA RODRIGUES
Presidente

Engenheiro Eletrônico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e com especialização em Telecom pela Unicamp, é especialista em tecnologias, negócios e estratégias para empresas de telecomunicações e energia.
Tem mais de vinte anos de experiência gerencial e comercial e antes de assumir a Presidência da Telebras atuou, entre novembro de 2010 a junho de 2011, como diretor comercial. Tem experiência gerencial em empresas de porte como Alcatel, Elebra Telecom, Construtel) e em empresas nascentes (Celplan, Brampton Telecom) e atuou como consultor da Rede Nacional de Pesquisa (PNBL) quando esteve encarregado do Plano de Negócios do Programa Nacional de Banda Larga. Iniciativa que resultou na reativação da Telebras. Reúne conhecimentos do mercado nacional e internacional, com experiência em regulação, avaliação de negócios e mercados. Tem trabalhos publicados em diversas revistas especialistas e já passou por treinamento na Europa e no Canadá.


BOLIVAR TARRAGÓ MOURA NETO
Diretor de Administração e de Relações com Investidores

Economista e mestre em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem 21 anos de experiência na área. É analista do Banco Central, atualmente cedido à Telebras. Foi diretor da Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e entre março de 2005 e julho de 2011 esteve à frente da vice-presidência de Gestão de Ativos de Terceiros da Caixa Econômica Federal. Já atuou como conselheiro-presidente do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional e também como diretor comercial do Banco do Estado do Rio Grande do Sul entre 1999 e 2003. Entre abril de 2003 e março de 2005 foi assessor especial do ministro da Fazenda. Já atuou como presidente do Conselho de Administração do Banco da Amazônia e do Banco do Nordeste. Está licenciado do cargo de professor assistente do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do RS.


ROGÉRIO CATUNDA BOROS
Diretor Comercial

Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília em 1996, com MBA em Gestão e Finanças Corporativas pela FGV/RJ em 2002. Tem 15 anos de experiência na indústria de Telecomunicações, sendo 12 anos em vendas. Viveu e trabalhou no Brasil, Argentina, Finlândia e Espanha, além de atuar em vários casos internacionais na América Latina e Europa com grandes operadoras globais. Atuou também em diferentes funções como desenvolvimento de produtos, gerência de projetos, consultoria e integração de sistemas, marketing e vendas consultivas e gerência de grandes contas em casos envolvendo comunicação via Satélite, Wireless Internet, Redes de Comutação, Serviços de Valor Agregado e Infraestrutura de Redes de Comunicação Móvel em empresas como Autotrac, Nortel, InfoSpace, Nokia Siemens Networks e recentemente como Diretor de Vendas da NOKIA.


VILMAR JOSÉ PEREIRA DA SILVA
Diretor Técnico-Operacional

Possui 32 anos de experiência no ramo de telecomunicações, realizando atividades relacionadas às áreas de Planejamento, Engenharia, Operações e TI. Atuou continuamente no gerenciamento de projetos, gestão de contratos de terceiros, especificação e implementação de novos equipamentos, na definição de programas de evolução de Sistemas de Suporte à Operação, Redes de Transmissão e Comunicação de Dados, bem como na Gestão de Recursos, Orçamento e Pessoas. Foi executivo da Oi, na matriz do Rio de Janeiro, onde respondeu pela eficiência de rede de telecomunicações nos segmentos: móvel, comunicação de dados, banda larga e telefonia. Entre outras realizações, também atuou na BRT respondendo pela área técnica da filial do Rio Grande do Sul. Também atuou na Telefônica, na CRT do RS e Telecomunicações do Paraná e conta com cursos internacionais na área.

Problema de preço pode atrasar ainda mais rede da Telebras na região Norte

Tele.Síntese - 05/04/2012


Já com seis meses de atraso em função de cancelamento da licitação, o anel Norte da rede da Telebras corre risco de demorar ainda mais, prejudicando a implantação do Plano Nacional de Banda Larga na região mais carente de conexões. Isto porque a estatal vai recomeçar o leilão das obras de infraestruturas necessárias atendendo às recomendações do Tribunal de Contas da União, que exige preço e a segmentação dos editais, incompatíveis com a realidade dos sete estados abrangidos.

Em setembro do ano passado, a estatal teve de cancelar a licitação do anel Norte do PNBL porque os preços obtidos estavam além da tabela do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) elaborada pela Caixa Econômica Federal e que é usada como referência pelo TCU. Segundo o diretor técnico-operacional da Telebras, Vilmar Pereira da Silva, a tabela é feita a partir de cotações de preços apenas nas capitais, enquanto que a maioria das obras é no interior. Além disso, o sistema não leva em conta os produtos de telecomunicações, que é diferente dos usados em obras civis normais.

Outra exigência é o fatiamento dos editais para os sete estados, o que dificulta o interesse de empresas de qualidade, já que a perspectiva de lucro é pequena. “A empresa terá que vencer mais de um lote para ter lucro”, avalia Pereira. O receio é de que essas licitações possam ser desertas, ou seja, sem propostas das empresas. Ou ainda, que concorram construtoras que não estão acostumadas com obras de infraestrutura de telecomunicações, o que não garantiria a qualidade dos serviços.

Na licitação realizada no ano passado, a Telebras optou por contratar uma empresa única que ficaria responsável pela contratação de terceiros para a realização das obras de infraestrutura necessárias à construção do anel Norte. O preço de referência, por sua vez, foi estipulado por meio de cotações das praças a serem atendidas feitas pela própria estatal, mais de acordo com a realidade dos sete estados abrangidos (Pará, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amapá e Roraima).

Para atender as recomendações do TCU, o edital foi dividido em três segmentos, um para obras civis, alambrados, caixas de passagem, bases para apoio de equipamentos; outro para contêineres, abrigos e equipamentos internos e o terceiro para energia usada na extensão de redes. Cada segmento, por sua vez, foi subdividido em sete estados. “Então nós poderemos ter sete contratos diferentes somente para o edital de obras civis”, disse o gerente de engenharia da estatal, Roberto Zanoni.

Edital lançado

Atualmente, somente o edital de obras civis foi lançado, com previsão de recebimento de propostas em maio e assinatura dos contratos em meados de junho. Os outros editais ainda estão em elaboração. A demora se dá exatamente pela necessidade de atender as recomendações do TCU, que requer um cuidado maior dos técnicos da Telebras. Caso os preços não atendam a tabela do Sinapi, resta à estatal justificar os preços maiores ao tribunal. Mas nada garante que seja o bastante.

O orçamento da estatal para atender a região Norte é de R$ 65 milhões, em todos os segmentos. Os recursos já estão disponíveis, falta apenas a conclusão das licitações. “Nossa expectativa é de que consigamos chegar e atender uma região que já deveria estar conectada à rede do PNBL”, disse Pereira. A previsão é de que até o final do ano é de que a Telebras chegue a um potencial de atendimento de dois mil municípios. “Só depende dos provedores”, concluiu.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Telebras prevê investir R$ 400 milhões neste ano

Reuters - Folha de São Paulo - 04/04/2012

A Telebrás pretende investir R$ 399,7 milhões em 2012, ante R$ 75,6 milhões no ano passado, informou a estatal de telecomunicações nesta quarta-feira.

A meta da companhia é atingir 21 mil quilômetros de rede de fibra óptica (backbone) neste ano, chegando a 30 mil quilômetros em 2014,

A empresa destacou que os valores dos investimentos estão garantidos pela Lei Orçamentária de 2012, e que vê possibilidade de realizar uma captação por meio de debêntures, "apesar de não ser necessária".

A Telebrás estima também atender a no mínimo 600 cidades neste ano e 410 provedores que manifestaram interesse em serviços da empresa no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga.
Planejamento cede à Telebras uso de fibras da Infovia Brasília

Convergência Digital :: 04/04/2012

Telebras e Ministério do Planejamento firmaram um acordo de cooperação que prevê a cessão de uso de fibras ópticas que fazem parte da Infovia Brasília – rede administrada pelo Serpro que conecta boa parte dos órgãos públicos na capital.

Em contrapartida, o acerto com a Secretaria de Logística e TI do Ministério do Planejamento prevê o uso do datacenter da Telebras para hospedagem de alguns portais da administração: o Portal do Software Público, assim como os das comunidades de municípios e de padronização desses programas; e o Portal do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP).

Além disso, a Telebras será responsável pela expansão da Infovia – hoje concentrada no Plano Piloto (área central e asas) de Brasília – para outros pontos do Distrito Federal. Por enquanto, nenhuma parte do acordo envolve repasse de recursos.

“Estamos cedendo capacidade disponível da Infovia e a Telebras vai hospedar sistemas que já compreendem milhares de usuários, além de expandir a rede, algo que a Telebras já está fazendo”, explica o secretário de Logística e TI, Delfino Natal de Souza.

Os pares cedidos à estatal são de fibras apagadas, nas quais a própria Telebras está instalando os equipamentos de transmissão. Na prática, a empresa entra no “consórcio” informal de uso dessas fibras, do qual também fazem parte o próprio Serpro e a Rede Nacional de Pesquisa (RNP).

A Infovia Brasília já é utilizada por diferentes órgãos públicos da administração federal para a substituição de contratos de telefonia, por exemplo, por uma operação com base em VoIP. O acerto com a Telebras, no entanto, ainda não envolve a prestação de serviços, apenas infraestrutura.

Nota do Laboratório de Ideias: Esse pode ser o primeiro passo, ou o passo-piloto, para o estabelecimento da Infovia Brasil, no qual a Telebras prestaria também alguns dos serviços que hoje o Serpro presta, só que em nível nacional.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Telebras e Embraer formam a BR1Sat para integrar satélite

Nome da empresa foi aprovado hoje pelo conselho de administração da estatal

Tele.Síntese - 03/04/2012

A BR1Sat – parceria entre a Telebras e a Embraer Defesa e Seguramnça Participações – é a empresa que ficará responsável pela integração do satélite geoestacionário brasileiro. O nome da companhia e o acordo de acionista foram aprovados na reunião do conselho de administração da estatal, realizada nesta terça-feira (3).

Pelo acordo, a Embraer ficará com 51% das ações e a Telebras, com 49%. As deliberações de hoje serão apreciadas na Assembleia Geral Ordinária da estatal, que será realizada amanhã(4).
Plano de banda larga terá renúncia de R$ 1,4 bi

IstoÉ Dinheiro - 03/04/2012

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que será criado o Plano Nacional de Banda Larga que vai triplicar a rede de 11 mil para 30 mil quilômetros até 2014. Mantega disse que a renúncia fiscal para o programa é de R$ 461,5 milhões este ano e de R$ 970 milhões em 2013, um total de R$ 1,431 bilhão.

O ministro também anunciou a prorrogação do programa Um Computador por Aluno até 2015. Está suspensa a cobrança de IPI, PIS, COFINS e Cide para fabricantes de computadores portáteis na aquisição de matérias primas.

O ministro também anunciou uma desoneração de IPI, PIS e COFINS sobre aquisições no mercado interno e importações de insumos e bens da indústria de semicondutores.

Garantias

Mantega anunciou também a criação da Agência Brasileira de Garantias (ABGF), do Fundo Garantidor de Infraestrutura e do Fundo Garantidor do Comércio Exterior. Eles serão criados a partir da união de recursos de vários fundos garantidores, que hoje operam sem alavancagem. Segundo informações do ministério da Fazenda, o total de recursos disponíveis poderá atingir até R$ 25 bilhões.

A missão da ABGF será administrar os fundos garantidores e prover garantias para investimentos, exportações, pequenas empresas, setor aeronáutico, habitação social e crédito educativo. O objetivo, segundo o governo, é otimizar a administração e utilização dos recursos; concentrar o processo de concessão das garantias, com maior eficiência e redução do tempo de análise; aumentar alavancagem; e reduzir a necessidade de recursos do Tesouro Nacional.
Banda larga: papel decisivo na economia do futuro

Convergência Digital - 02/04/2012

A banda larga pode ajudar o mundo na transição para uma economia de baixo consumo de carbono, ao agir nas causas e efeitos das mudanças climáticas – é o que diz um relatório apresentado nesta segunda-feira, 2/4, durante a reunião da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital, das Nações Unidas.

O relatório faz parte do trabalho de um grupo de trabalho da Comissão da Banda Larga e defende conjugar as tecnologias de informação e comunicações (TICs) com ações climáticas. O GT inclui representantes da indústria, organizações internacionais e ONGs.

O objetivo é chamar a atenção para o papel central das TICs, especialmente as redes de banda larga, no desenvolvimento de uma economia do futuro, com baixo consumo de carbono, além de destacar a importância de parcerias público-privadas nesse desenvolvimento.

“Tratar das mudanças climáticas significa transformar completamente nosso modo de vida, a maneira como trabalhamos ou viajamos, mudando nosso modelo de desenvolvimento para um modelo mais justo e sustentável que garanta nossa sobrevivência. Precisamos de todos os recursos disponíveis e mobilizar a vontade política para transformar discussões e negociações em acordos e ações”, sustenta o secretario-geral da UIT, Hanadoun Touré.

Partindo dos acordos firmados na conferência da ONU realizada no ano passado sobre mudanças climáticas (COP-17), o relatório enfatiza as soluções transformadoras viabilizadas pela banda larga – com exemplos práticos de como a tecnologia pode contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa, bem como mitigar os efeitos das mudanças climáticas ao mesmo tempo em que ajuda a construir sociedades mais inclusivas.

“O papel da banda larga no crescimento do PIB, no alcance dos Objetivos do Milênio e na reação os efeitos das mudanças climáticas está apenas começando a ser entendido. As sociedades precisam se desenvolver e com enfoque em soluções que endereçam as mudanças climáticas, podemos acelerar um novo tipo de crescimento verde”, diz Hans Vestberg, presidente da Ericsson e líder do GT da banda larga em mudanças climáticas.

Em preparação à Rio+20 – que será realizada em junho deste ano no Brasil – o relatório apresenta dez recomendações da Comissão para o fortalecimento das TICs e da banda larga com vistas à aceleração do progresso global em direção a uma economia de baixo consumo de carbono:

1) Adoção de um Plano/Estratégia Nacional de Banda Larga de longo prazo, baseado no acesso custeável universal, conectado às metas climáticas;
2) Considerar a convergência nas políticas de TICs, de forma a alinhá-las com as áreas de energia, educação, saúde e clima;
3) Garantir uma regulação clara em clima e banda larga, de forma a criar um ambiente seguro para investimentos;
4) Induzir a colaboração interministerial e decisões integradas, alinhando metas climáticas e digitais;
5) Identificar e eliminar regras e barreiras que inibam investimentos na infraestrutura de TICs do século 21;
6) Encorajar soluções de baixo uso de carbono, premiando ou incentivando comportamentos de consumo desejáveis;
7) Financiar e facilitar projetos-piloto escaláveis para demonstrar a viabilidade e efetividade da banda larga como indutor de soluções de baixo uso de carbono;
8) Formar parcerias público-privadas e com setores não governamentais e indústrias;
9) Desenvolver métricas harmonizadas e padrões comuns para o cálculo dos impactos ambientais das TICs;
10) Partilhar o conhecimento com a disseminação ativa dos resultados de projetos e das melhores práticas.

O uso da Banda Larga para otimizar a oferta de serviços de TIC será um dos temas da BITS 2012, que será realizada de 15 a 17 de maio, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre – RS. O evento contará com os seguintes setores de exposição: Business TI e infraestrutura de TI; Bancos e finanças; Comunicações B2B; Internet 2.0; Navegação, Transportes e Logística; Setor Público; Conferências; Distribuição e revendas; Telecom e mobile; Software e serviços.

Além de exposição, a Business IT South America conta com o Congresso oficial denominado BITS GLOBAL CONFERENCES. O evento é organizado pela SOFTSUL, e ocorre no âmbito da feira. Informações sobre o programa da BITS no www.bitsouthamerica.com.br

* Com informações da UIT

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Satélite para banda larga também terá fins militares, diz ministro

Embraer vai montar; Telebras, Defesa e Forças Armadas vão operar.
Previsão é lançar satélite até 2014.

G1 - 02/04/2012

O ministro Paulo Bernardo afirmou, nesta segunda-feira (2), que o novo satélite de telecomunicações brasileiro que será construído, além de levar internet banda larga a regiões remotas do país, também vai atender a fins militares.

“Nós vamos construir um satélite geoestacionário, que vai ficar a 36 mil quilômetros de altitude, com capacidade para fazer a cobertura do país inteiro”, explicou. “O objetivo é atender a todas as comunicações militares e a todas as comunicações estratégicas do país, dentre elas o Plano Nacional de Banda Larga”, acrescentou.

De acordo com o ministro, a Embraer vai fazer a montagem do satélite e, após o lançamento, já no espaço, a operação civil vai ficar a cargo da Telebras. “O Ministério da Defesa vai operar a parte militar do satélite, em conjunto com as Forças Armadas”, afirmou. “A previsão é lançar o satélite até 2014”, complementou.

O satélite foi anunciado, na última quarta-feira (28), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em Nova Délhi, em viagem à Índia. Segundo Paulo Bernardo, o custo do satélite vai ficar em torno de R$ 750 milhões.

Um dos objetivos principais do novo satélite, de acordo com Bernardo, é levar a internet banda larga a “populações ribeirinhas da Amazônia e do interior de estados da Região Norte, que é muito difícil de cobrir”. Ainda segundo o ministro, uma das metas é tentar utilizar o máximo de conteúdo nacional possível.
Ministro diz que governo irá desonerar rede para internet rápida

Folha de São Paulo - 02/04/2012

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) afirmou nesta segunda-feira (2) que o pacote de estímulo ao setor industrial incluirá a desoneração para a construção de rede dados de internet de alta velocidade no Brasil. A informação foi dada durante um evento da empresa de tecnologia Cisco, no Rio de Janeiro.

O ministro não deu mais detalhes para não "furar o plano" da presidente Dilma Rousseff, que vai apresentar o pacote de estímulo amanhã.

Os incentivos, afirmou Bernardo, serão importantes para o governo dar seguimento ao Plano Nacional de Banda Larga. O ministro informou também que o governo já acertou com as empresas os últimos detalhes para a realização do leilão de concessão da rede de internet 4G no Brasil.

Marcado para junho próximo, o leilão enfrentava resistência das empresas de tecnologia por conta da exigência de conteúdo local. As companhias alegavam não haver condições de fabricar todos os equipamentosno Brasil.

Bernardo disse que, em conversa com os interessados, o governo flexibilizou alguns prazos para que as empresas possam se adequar as novas exigências. A necessidade de pelo menos 30% de conteúdo nacional, no entanto, ainda será exigida.

A criação da rede 4G faz parte do plano do governo de melhorar a rede de transmissão de dados para a realização da Copa do Mundo de 2014. "Algumas cidades já terão 4G no ano que vem, na ocasião da realização da Copa das Confederações", disse Bernardo.

O ministro disse acreditar que tanto as operadoras de serviço de telefonia como as construtoras de rede poderão participar. "Vai ser um leilão bilionário", afirmou.
CEEE Telecom foi para gaveta. Telebras explorará a rede de fibras óticas

Baguete Diário - 27/03/2012

Em abril se completam seis meses da entrega de um estudo de viabilidade para a criação da empresa de telecomunicações dentro da estatal de energia elétrica gaúcha, feito pela consultoria CPqD, de Campinas.

Procurada pela reportagem do Baguete Diário, a estatal gaúcha de energia elétrica informou que os planos estão em “stand by” pendentes de uma “análise estratégica” que deve acontecer após ser concluído o processo de recuperação financeira da empresa, atualmente em curso. Stand by tem sido o estado natural do tema, que circula na CEEE desde 1999, quando o grupo recebeu outorga da Anatel para explorar o serviço limitado especializado.

Passos concretos, no entanto, só começaram a ser tomados 10 anos depois da concessão, quando o presidente da estatal no governo Yeda Crusius, Sérgio Campos de Morais, formou um grupo de trabalho e abriu o edital que resultou na contratação do CPqD.

Assinado em 21 de dezembro de 2010, o contrato era de três meses, prevendo entrega do estudo de viabilidade em abril de 2011. Segundo a consultoria, um aditivo no contrato levou ao adiamento dos prazos de entrega.

O CPqD não comenta o resultado do relatório, detalhes do aditivo, ou alterações no contrato original, como um possível reajuste no valor de R$ 364 mil definido inicialmente como pagamento. Apesar dos resultados do estudo do CpqD não estarem abertos ao público, já existem estimativas, ainda que díspares, sobre quanto custaria colocar em operação comercial a rede de fibra óptica da CEEE.

A estatal conta com mais de 1,2 mil quilômetros de linhas de transmissão em fibra óptica, utilizadas, na sua maioria, para troca de informações entre as unidades da companhia. Pelos cálculos da empresa, ainda é necessária uma expansão de 1,1 mil quilômetros, que estenderia a infraestrutura para a região Central do estado, completando o anel da fibra óptica no Rio Grande do Sul.

Na época em que foi encomendado o estudo de viabilidade, o investimento necessário para a expansão era avaliado pela CEEE em R$ 61 milhões. Em julho do ano passado, quando foi assinado um convênio de colaboração com a Telebras, o valor estimado para a cobertura de todo o estado foi de R$ 250 milhões.

Decisão é por terceirizar
De qualquer maneira, o engavetamento da CEEE Telecom parece ter mais que ver com uma decisão estratégica do que com problemas de dinheiro.

Em janeiro deste ano a presidente Dilma Rousseff (PT) esteve em Porto Alegre para anunciar o pagamento de uma dívida de R$ 2,3 bilhões com a CEEE, após um litígio que já durava 20 anos.

A opção da estatal no momento parece ser ceder a rede que já possui a outros atores, em projetos de parceira.

Com o PNBL começando a operar, estatais da área de energia que possuem cabos de fibra ótica foram procuradas pela Telebras a fim de firmar convênios e viabilizar a atuação da estatal federal nos estados. A CEEE não foi exceção. Em julho de 2011, foi assinado um acordo de cooperação técnica com a empresa gaúcha para a instalação do ponto de presença da Telebras no Rio Grande do Sul.

A ideia é atender a cerca de 90% do estado, através do compartilhamento da infraestrutura. Parte da rede é da Telebras, no extremo norte do estado e em um trecho próximo a Uruguaiana; a participação da CEEE fica no Centro-Sul.

Um levantamento prévio das estruturas que a concessionária de energia possui, feito no meio do ano passado, incluindo torres e redes de fibra ótica, foi feito.

Em setembro do ano passado, outro projeto, se valendo da infraestrutura da CEEE entrou em cena. O Infovia-RS, comandado pela Procergs, tem a ambição de conectar todos os serviços do governo do estado em uma rede única, com uma economia prevista de R$ 91,6 milhões em três anos, para um investimento de R$ 44,9 milhões.

A rede prevê quatro etapas de expansão, aproveitando a Telebrás, que entrará com o sinal, iluminando a estrutura de cabos já existente da Sulgás e da CEEE.

Entrevista de Paulo Bernardo para a Record News

MiniCom - 29/03/2004

Entrevista concedida pelo Ministro Paulo Bernardo ao programa Brasília ao Vivo, da Rede Record, falando sobre a atualidade do Programa Nacional de Banda Larga e sobre as perspectivas futuras para o Brasil na área de telecomunicações, como 4G, internet rural, Copa 2014, etc.