sábado, 10 de março de 2012

10 perguntas para Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência e Tecnologia

A banda larga deixará de chegar só às regiões mais desenvolvidas e estará em todo o País.

Revista IstoÉ Dinheiro - 09/03/2012

Conhece a Embrapa? Pois vem aí a Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Essa é a aposta do gaúcho Marco Antonio Raupp, que assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia em janeiro, para destravar a inovação no País. Raupp participou na Alemanha da abertura da CeBIT, uma das principais feiras de tecnologia do mundo, que teve o Brasil como o país parceiro neste ano. Lá, ele falou à DINHEIRO. Confira:

O que o Ministério da Ciência e Tecnologia pode fazer para melhorar o serviço de banda larga?
Estamos colaborando com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A rede nacional de pesquisa, por exemplo, está ampliando sua capacidade. Outra cooperação está na área de satélites.

Como está esse projeto?
Desenvolvemos o programa do satélite geoestacionário de comunicações, que pode ser utilizado na banda larga e entrará em órbita em 2014. Vamos investir R$ 750 milhões no projeto em três anos. A banda larga deixará de chegar só às regiões mais desenvolvidas e estará em todo o País.
Sete municípios do AM terão banda larga até o 2º semestre, diz governo

Localização dos municípios é o principal gargalo, diz secretaria.
Técnica da Sect-AM, Telebrás e Petrobras vão discutir implantação.

G1 - 10/03/2012

As cidades de Coari, Anamã, Anori, Codajás, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba, no Amazonas, receberão internet banda larga até o segundo sementes deste ano. O início da implantação foi anunciada pelo titular da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect/AM), Odenildo Sena, durante o Fórum conjunto do Conselho Nacional de secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado nesta quinta e sexta-feira, em Curitiba (PR).

De acordo com Sena, expectativa é interligar as sete cidades aos 383 quilômetros de cabo de fibra ótica instalado no gasoduto Urucu-Coari-Manaus. O secretário informou ainda que essa iniciativa vai revolucionar o atual cenário de acessibilidade à internet pela população desses municípios do Amazonas. "Atualmente, a conexão com a rede mundial de computadores nessas localidades ocorre de forma lenta e precária", informou a Sect/AM.

No município de Iranduba (a 27 km de Manaus) a expansão da internet pela banda larga será viabilizada por meio de convênio no valor de R$ 2,5 milhões, com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Será feita a instalação de 35 quilômetros de fibra ótica, que interligará a capital Manaus ao município vizinho. Nos outros seis municípios, o projeto será viabilizado por meio de Acordo de Cooperação Técnica entre Sect-AM, Prodam, Telebrás e Petrobras, alinhado ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

De acordo com a Sect/AM, o projeto prevê ainda cobertura por satélite, além do contrato com a Embratel, cuja rede liga Manaus a Porto Velho (RO). O principal gargalo encontrado é a localização dos municípios, que dificulta a instalação de infraestrutura, conforme informou o secretário de C&T do Amazonas.

Segundo o diretor da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), atualmente, existe uma rede metropolitana, compartilhada pela rede, mas o tráfego no interior ainda é um fator complicador.
Essa será a primeira infraestrutura que iremos colocar no ar na Amazônia, o que vai permitir a interligação de instituições de ensino e pesquisa de forma mais ágil e veloz. Além disso, vamos colocar as conexões dessas instituições no nível das que estão em grande área metropolitana”, afirmou o diretor da RNP, Nelson Simões.

Reunião
No próximo dia 14 de março, haverá em Manaus, uma reunião técnica entre a Sect-AM, Prodam, Telebrás e Petrobras para discutir aspectos operacionais da implantação da banda larga nos sete municípios do Amazonas. Ainda de acordo com a Sect/AM, para o dia seguinte está programada a primeira vistoria em Iranduba.
Brasil quer integrar internet com países sul-americanos

Anel óptico busca interligar banda larga entre vizinhos e deixar conexão mais veloz

46% do tráfego de dados vem de fora do país, 90% deste com parada nos EUA; valor mínimo é de US$ 100 mi

Folha de São Paulo - 09/03/2012

Os ministros de Comunicação dos membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) devem ratificar hoje em reunião em Assunção, no Paraguai, o plano de trabalho para integrar as redes de banda larga da internet entre os vizinhos, por meio de um anel óptico.

Em conjunto com o Plano Nacional de Banda Larga, o anel óptico "aumentará a capacidade e barateará o custo das conexões", afirmou a presidente Dilma Rousseff, na abertura da feira de tecnologia CeBIT, em Hannover, na Alemanha.

Outra iniciativa citada por Dilma para ampliar a infraestrutura tecnológica é a contratação da construção de cabos submarinos ainda neste ano para ligar o país aos EUA, à Europa e à África. Eles levam dados de internet do Brasil para outros países.

Hoje é necessário cruzar o oceano Atlântico para acessar do Brasil sites hospedados em países como Colômbia e Equador. A informação ruma aos EUA, por meio de um cabo submarino, e depois retorna, por outro cabo, pelo oceano Pacífico. No caso do Peru, o trajeto tem mais de 8.000 km. Com o anel, a distância cairia para 2.000 km.

Quando estiver funcionando, o anel óptico permitirá que o tráfego de informação não precise sair da América do Sul para circular entre os países. Mais de 46% do tráfego de dados vai para fora do país. Desses, quase 90% fazem um pitstop nos EUA. A velocidade nesses casos aumentará de 20% a 30%, afirma Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações.

CONEXÃO

A implantação do projeto é dividida em três etapas. Na primeira, os pontos físicos de banda larga localizados nas fronteiras serão conectados para que a informação tenha um canal para passar de um país a outro.

De acordo com o Ministério das Comunicações, as ligações físicas com Argentina, Paraguai, Venezuela, Bolívia e Uruguai poderão ser feitas já neste ano.

A segunda etapa será protagonizada pelas empresas nacionais de telecomunicações dos países. Estatais onde houver, como no Brasil (Telebrás) e Argentina (Arsat); privadas nos outros.

Elas firmarão acordos com as empresas dos países fronteiriços. A ideia é que forneçam um tipo de autorização para que as companhias vizinhas consigam "enxergar" as redes internas de fibra ótica, os "backbones", complementando assim a conexão física da primeira etapa. Sem a conexão lógica do anel, a informação não circula.

Com prazo fixado em 2014, a terceira fase será construir redes até as fronteiras em que não há pontos de conexão. Até o Peru, por exemplo, serão necessários 250 km de malha. Bolívia e Guiana são os outros países da lista.

O valor mínimo estimado para o anel é de US$ 100 milhões. "Se decidirem aumentar as conexões com os países, o valor pode aumentar", afirma Coimbra. O BNDES deve oferecer linhas de crédito.

O plano prevê ainda a entrada das teles no anel por meio de pontos de troca de tráfego. Os países sul-americanos poderão também se beneficiar dos cabos submarinos brasileiros para se conectar à Europa. Mas isso dependerá de acordos futuros.

Anel óptico dará à internet brasileira mais autonomia

Atualmente, 90% do tráfego de saída internacional do país passa pelos EUA

*ROGÉRIO SANTANNA - ESPECIAL PARA A FOLHA

Se analisarmos o perfil do tráfego de saída internacional demandado pela internet no Brasil, veremos que 90% dele sairá pelos EUA. Isso quer dizer que, se estivermos acessando um portal na Europa, estamos passando por Miami para chegarmos lá. Para piorar as coisas, 35% do tráfego interno no Brasil é roteado por lá.

Essa excessiva fragilidade pode nos deixar sem comunicação via internet se algum incidente na rede ocorrer nesse trecho.

Daí a importância de aproveitarmos a construção de outras infraestruturas -tais como estradas, ferrovias e redes de transmissão de energia elétrica- para desenvolvermos infovias que possam assegurar autonomia nas comunicações entre os países latino-americanos.

É preciso também investir no lançamento de cabos submarinos que nos liguem diretamente à Europa e à África. E, além disso, providenciarmos novas rotas de chegada à Ásia.

O anel óptico proposto pelo Brasil vem ao encontro dessa preocupação de natureza estratégica com uma maior autonomia nas comunicações. Permite também maior segurança nas comunicações entre os países da região, evitando que esse tráfego passe por onde não é preciso.

Os usuários podem se beneficiar com um aumento da redundância de trajeto, da velocidade e da qualidade nos seus acessos de internet.

Mais oferta de saída internacional também ajudará a baixar o preço, reduzindo o preço do megabit transportado, e isso pode permitir preços melhores para o usuário final do serviço.

Resumindo, quanto mais ofertas de saída internacional e mais variados forem os caminhos, mais barato, de melhor qualidade e mais seguro será o acesso para o usuário da internet no Brasil.

*ROGÉRIO SANTANNA, 54, engenheiro mecânico especialista em gerência em engenharia de software pela UFRGS, é ex-presidente da Telebrás.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ministros renovam compromisso de interligar redes de comunicação na América do Sul

Declaração foi assinada durante II Reunião de Ministros das Comunicações dos países da UNASUL

MiniCom - 09/03/2012

Brasília, 09/03/2012 – Os ministros de Comunicações dos países da União de Nações Sulamericanas (UNASUL) assinaram nesta sexta-feira, em Assunção, no Paraguai, uma declaração em que renovaram o compromisso de continuar trabalhando juntos para garantir a interconexão de suas redes. Os ministros aprovaram os prazos para a implementação de cada fase do projeto de anel óptico, que deverá ser concluído em três anos.

O documento destaca a importância do projeto para possibilitar aos cidadãos uma conexão mais rápida a preços mais baixos, além de fortalecer a soberania dos países. É que, atualmente, o caminho percorrido pelos dados numa simples conexão à internet é extenso e caro: se um internauta do Brasil acessa um site do Chile, por exemplo, a conexão segue até um servidor nos Estados Unidos, via cabos submarinos, para, então, voltar ao Chile. Com o anel óptico interligando os países sul-americanos, o tráfego circulará diretamente entre as redes locais.

A declaração ressalta, ainda, a necessidade de trabalhar para a geração, armazenamento e distribuição de conteúdos locais, de modo a aumentar a importância do tráfego de dados na região.

Também foram definidas as datas dos próximos encontros sobre o projeto. Em junho, ocorrerá a II Reunião do Grupo de Trabalho de Telecomunicações, em Assunção. Em setembro, o Brasil sediará a III Reunião de Ministros de Comunicações dos países membros da UNASUL.

Assinam o documento os ministros dos seguintes países: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
Telebrás quer se tornar uma operadora Tier 1 com cinco links submarinos em cinco anos

Sinco - 08/03/2012

Em 07 de março de 2012 Paulo Eduardo Kapp - gerente de Tecnologia e Inovação da Telebrás - pronunciou-se sobre a a missão da empresa de reduzir o custo de banda no país e viabilizar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Para isso a estatal pretende se lançar no mercado de links submarinos e se tornar uma operadora Tier 1 nos próximos 5 anos, contando com até 5 links submarinos próprios.

Estamos em busca de um parceiro 100% brasileiro para se associar e fazer parte de outras empresas e consórcios nos projetos de cabos submarinos”.

Em fevereiro a Telebrás havia assinado um memorando de entendimento com a Odebrecht Defesa para a viabilização do projeto de cabos submarinos. Pelas declarações do executivo, a Telebrás procura ainda outros parceiros, apesar de reconhecer se tratar de uma lista restrita.

Atingindo a classe Tier 1 a empresa passa a dispor de conexão direta aos principais PTTs (pontos de troca de tráfego), sem precisar passar por intermediários.

O plano, segundo Kapp, prevê cinco links submarinos, com tempo de implementação estimado entre cinco e seis anos.
As rotas seriam:
Fortaleza - Estados Unidos (com uma derivação para a Colômbia no Caribe)
Fortaleza - Europa
Fortaleza - Luanda (derivando para Fernando de Noronha)
Fortaleza - Santos (derivando para o Rio de Janeiro)
Santos - Uruguai (bifurcando para Las Toninas, na Argentina)

A intenção da empresa é iniciar o projeto em junho próximo.

“Cada uma dessas redes demora, em média, 18 meses, entre projeto e construção. Mas o link Fortaleza-Estados Unidos já deve estar em operação na Copa do Mundo.” - Paulo Eduardo Kapp
Colombiana Internexa quer 21% do mercado de trafego de dados do Brasil

Convergência Digital :: 09/03/2012

A colombiana Internexa, que tem redes de fibras ópticas instaladas em pelo menos sete países da América do Sul, chegou ao Brasil com apetite para abocanhar 21% do mercado de tráfego de dados em cinco anos.

O anúncio oficial do início da operação brasileira, nesta sexta-feira, 9/3, coincide com a reunião de ministros de comunicações dos países da Unasul para definição da rota do anel óptico sulamericano.

Braço de fibras ópticas do grupo ISA – que no Brasil já detém a companhia de transmissão de energia CTEEP, em São Pauloa Internexa não só está envolvida no projeto do anel sulamericano como já começou acertos com a Telebras.

A estatal brasileira é a principal responsável pelo projeto de interligação das infraestruturas de dados da região, que será potencializada com os novos cabos submarinos para Estados Unidos, Europa e África.

No Brasil, a Internexa calcula investir US$ 30 milhões [cerca de R$ 52 milhões] até 2016, ano em que pretende deter mais de um quinto do mercado nacional de tráfego de dados.

“Nossa infraestrutura direcionada às operadoras permite oferecer uma Internet mais rápida e acessível. Nossa proposta é que o tempo gasto para baixar um vídeo passe de horas para minutos”, diz o presidente da empresa, Genaro García Domínguez.

Uma das estratégias para conexões mais rápidas é migrar conteúdo de grandes geradores mundiais (Google, Netflix, etc) para servidores instalados na Colômbia e no Brasil – em São Paulo e Belo Horizonte.

A exemplo da Telebras, a Internexa utiliza principalmente a transmissão de dados sobre redes elétricas – ao todo, já conta com 21 mil km de fibras próprias ou em acordos na Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Chile e Argentina.

No Brasil, acordos garantem à Internexa acesso a 3,5 mil km de fibras, permitindo conexões entre Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba e a rede já existente nos países vizinhos.
Empresa de telecom do grupo Isa inicia operação no Brasil

Tal oferta será feita no atacado, ou seja, para clientes institucionais que compram capacidade para revender.

Reuters - 09/03/2012

RIO DE JANEIRO, 9 Mar (Reuters) - A companhia de serviços de telecomunicações Internexa, parte do grupo de infraestrutura colombiano ISA, anunicou nesta sexta-feira o início de suas operações no Brasil, que contarão com investimentos de 30 milhões de dólares até 2016, segundo comunicado.

A companhia propõe contruibuir para a melhora nos serviços oferecidos por provedores de Internet ao disponibilizar capacidade em sua rede de fibra ótica de 21 mil quilômetros na América Latina -que interliga, além do Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Argentina.

Tal oferta será feita no atacado, ou seja, para clientes institucionais que compram capacidade para revender. A empresa fornecerá a esses clientes "transporte, acesso à Internet, interconexões entre operadoras, conexões a cabos submarinos, infraestrutura, operação e manutenção de redes".

Com uma rede que passa por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, a Internexa prevê chegar a 21 por cento de participação no mercado de transporte de dados em sua área de cobertura no Brasil.

A empresa diz que entre seus diferenciais estão transmissão de dados sobre redes elétricas e sinergia com os sistemas de infraestrutura lineares, "o que permite construir redes de fibra óptica em todos os países da América Latina".

Em 2010, o governo reativou a Telebrás com a finalidade de popularizar a banda larga no país através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), aumentando a cobertura da rede. A estatal já informou que será agressiva na oferta de capacidade de rede no atacado.


Comentário do Laboratório de Ideias: a Internexa é uma gigante sulamericana do setor que se orgulha de ter a maior rede de telecomunicações terrestres da América Latina, com cerca de 21.000 quilômetros em todos os países, exceto nas Guianas e muito pouco no Peru.

No Brasil, pode parecer que ela vá competir diretamente com a Telebras, pois atuará também no atacado. Na verdade, o que poderá haver é uma "troca de figurinhas", já que ambas integrarão o grande anel ótico sulamericano que está sendo criado.

De qualquer forma, a conclusão é bastante simples. Se uma gigante como a Internexa vai se estabelecer no Brasil para atuar no atacado, é porque espera ter lucro com suas operações. Obviamente, a Telebras, atuando no mesmo segmento e tendo um espectro bem mais amplo (satélites, cabos submarinos, etc.), deverá também auferir um bom lucro com suas operações.

Às vezes, é necessário que um estrangeiro mostre à plebe tupiniquim o que está diante dos olhos e não é visto...
Fibra ótica deve melhorar serviços de banda larga prestados

NBR Notícias - 07/02/2012


O serviço de banda larga no país deve melhorar o acesso às populações de baixa renda com a fibra ótica. Com estes fios, mais finos e mais sensíveis, será possível garantir a capacidade de transmissão, com grande quantidade de informações, mais seguras e mais baratas.



Telebras contrata R$ 70,4 milhões em equipamentos para o PNBL

Aquisições contemplam empresas brasileiras vencedoras de licitações promovidas pela estatal

Tele.Síntese - 09/03/2012

A Telebras assinou neste mês dois contratos no valor total de R$ 70,4 milhões para aquisição de equipamentos visando expandir a rede do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O primeiro contrato, assinado com a empresa Bimetal Indústria Metalúrgica prevê o fornecimento de produtos e materiais que compreendem torres, postes de serviços de instalação, com garantia, em diversos estados do país, pelo preço de R$ 13,8 milhões.

O segundo contrato, no valor de R$ 38,8 milhões, corresponde à aquisição de solução de rede de comunicação de dados em protocolo IP/MPLS, referente às redes de Borda e de Acesso IP, composta por equipamentos de comutação de dados, servidores, softwares e serviços profissionais de instalação, treinamento, configuração e operação inicial, com garantia. A empresa fornecedora será a Teracom.

As duas empresas brasileiras venceram licitações da estatal e as contratações se dão por meio de registro de preços. Os estratos das compras foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira (9).
Bernardo viaja a Assunção para encontro com ministros das Comunicações da Unasul

Conexão MiniCom - 08/03/2012

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participa nesta sexta-feira (09) da segunda reunião de ministros das Comunicações dos países da Unasul, a União de Nações da América do Sul. O principal tema da reunião é "bater o martelo" sobre a construção do anel óptico que vai interligar as redes de fibra óptica dos países da porção sul do continente americano.

Bernardo vai destacar aos colegas das Comunicações que é preciso avançar nos mecanismos de financiamento para o projeto. A ideia é que Bid, Caf, Fonplata e BNDES participem, de forma direta, dos projetos de construção e operação das redes de fibras ópticas por agentes públicos e privados.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Cabo submarino e satélite despertam interesse de empresas estrangeiras

Telebras participa em Hanover da Feira Internacional de Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Software e Serviços

Telebras - 08/03/2012

Empresas estrangeiras de países como Argentina, Portugal, Rússia, Egito e Estados Unidos demonstraram interesse na parceria com a Telebras para o lançamento do satélites geoestacionários e de cabos submarinos. Representantes dessas empresas visitaram o estande da empresa na Feira Internacional de Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Software e Serviços (CeBIT), que ocorre em Hanover, na Alemanha, entre os dias 06 e 10 de março.

A Telebras integra a área de expositores do Brasil presentes na Feira Internacional localizada no Pavilhão 11. Entre as autoridades que visitaram o estande da empresa estão o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), Hélio Graciosa, e o presidente da Padtec, Jorge Salomão.

A CeBIT é considerada a maior e mais importante feira de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) do mundo e, nesta edição, conta com o Brasil como parceiro do evento. Segundo a organização, a Feira recebeu no ano passado 4,2 mil empresas, de 70 países, e foi visitada por mais de 330 mil profissionais.


Infovia Brasília

gov.br

A Infovia Brasília é uma infraestrutura de rede ótica metropolitana de comunicações, construída para fornecer, aos órgãos do Governo Federal situados em Brasília, um conjunto de serviços e funcionalidades em ambiente seguro, de alta performance e de alta disponibilidade, proporcionando uma significativa redução dos custos de comunicação e um ambiente capaz de servir de suporte à implementação das políticas públicas de Governo.

Sob a responsabilidade da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), ligada ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, o projeto possui uma rede de comunicação de voz, dados e imagens de alta velocidade, com futura abrangência nacional, que permitirá a integração de todos os órgãos e entidades da administração pública federal no País.

O Modelo de Negócio da INFOVIA Brasília, elaborado em conjunto pelo Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – MP e pelo Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO, tem como objetivo apresentar os serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC –, que são disponibilizados na INFOVIA Brasília, juntamente com seu formato de comercialização, além dos preços praticados.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Telebrás terá cinco links submarinos próprios nos próximos cinco anos

Teletime - 07/03/2012

A Telebrás segue firme em sua missão de reduzir drasticamente o custo por megabit da banda que chega ao Brasil e assim viabilizar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e suas operações no País. Nesta quarta-feira, 7, o gerente de Tecnologia e Inovação da Telebrás, Paulo Eduardo Kapp, reafirmou o interesse da estatal de se lançar no mercado de links submarinos e se tornar uma operadora Tier 1, ou seja, com capacidade de conexão direta aos principais pontos de troca de tráfego sem precisar passar por intermediários.

O anúncio - bem como o valor do projeto, de R$ 2 bilhões - já havia sido feito no final do ano passado, com algumas possibilidades de rotas submarinas. A novidade, informada por Kapp, é a quantidade de redes e a definição das ‘saídas’ e ‘chegadas’ dos links. Serão cinco links: Fortaleza-Estados Unidos (com uma derivação, no Caribe, para a Colômbia); Fortaleza-Europa; Fortaleza-Luanda (derivação para Fernando de Noronha); Fortaleza-Santos (com derivação para o Rio de Janeiro); e Santos-Uruguai (Maldonado) com bifurcação para a Argentina (Las Toninas).

Estamos em busca de um parceiro 100% brasileiro para se associar e fazer parte de outras empresas e consórcios nos projetos de cabos submarinos”, diz. Sem dar mais detalhes, Kapp informou que já trabalha com uma “short-list” de prováveis parceiros, que investiriam uma parte do capital na construção e operação dessas redes.

No mês passado, a Telebrás assinou um memorando de entendimento com a Odebrecht Defesa para a viabilização do projeto de cabos submarinos. Pelas declarações do executivo, a Telebrás procura ainda outros parceiros.

A intenção da empresa é a de iniciar o projeto em junho próximo e o tempo estimado para o estabelecimento dos cinco links é de cinco a seis anos. “Cada uma dessas redes demora, em média, 18 meses, entre projeto e construção. Mas o link Fortaleza-Estados Unidos já deve estar em operação na Copa do Mundo.”
Copa 2014: Telebras terá redes metropolitanas para atender cidades-sede

Convergência Digital :: 07/03/2012

Em comunicado oficial ao mercado, a Telebras reporta que já efetuou todos os contratos necessários para a implantação do trecho de 21 mil quilômetros da rede nacional de telecomunicação (backbone) que deve ser concluído até o final de 2012. Isso incluiu a infraestrutura para os Pontos de Presença (POPs), os equipamentos DWDM (Dense Wavelengh Division Multiplexing) para iluminação das fibras ópticas, equipamentos da rede IP e de rádio e torres, entre outros. Com essa expansão da rede, a previsão é que cerca de 40% dos municípios brasileiros possam ser atendidos pelo PNBL até o final do ano.

A estatal também informa que também serão instaladas redes metropolitanas, baseadas em fibras ópticas, nas principais cidades atendidas pela rede de telecomunicação, em especial naquelas definidas como sedes da Copa do Mundo, como é o caso de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, entre outras. Para o projeto de construção de infraestrutura em redes de fibra óptica para a Copa do Mundo, a Telebras deverá contar com R$ 200 milhões.

Os dados constam do Relatório de Administração relativo ao exercício de 2011 publicado pela empresa no último dia 2 de março. O documento informa ainda que no ano passado foram concluídos 45 Pontos de Presença (POPs) no Anel Nordeste e 18 no Anel Sudeste e iniciadas as obras em quatro POPs do Anel Sul. Esses locais abrigam os equipamentos da Telebras que permitem a integração das fibras ópticas do backbone (núcleo central da rede). A previsão é concluir 250 estações até o final de 2012.

Para ampliar a capilaridade da rede, a Telebras firmou no ano passado 20 Acordos de Cooperação, destacando-se entre eles as parcerias firmadas com a Rede Nacional de Pesquisas (RNP), com a Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev), com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e com a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice). Outros cinco contratos de cessão de infraestrutura foram assinados com o Grupo Eletrobras e Petrobras para uso das fibras ópticas que compõe a rede nacional de telecomunicações.

A expansão da rede no ano passado viabilizou a realização de 25 contratos comerciais e uma oferta de 1,8 Gbps de banda contratada por prestadores de serviços de telecomunicação. Isso significa um crescimento de 210% entre o terceiro e o quarto trimestre do ano passado. Atualmente há mais de 700 provedores de Internet interessados em participar do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Foram desenvolvidas atividades comerciais junto a 221 clientes e as vendas não foram concretizadas em maior volume devido às dificuldades enfrentadas nas viabilidades técnicas de atendimento ainda decorrentes da expansão da rede. Ainda assim, a Telebras fechou o ano de 2011 com R$ 287,8 milhões em licitações, em 164 processos licitatórios. Deste valor, R$ 215,7 milhões foram contratados por meio de pregão eletrônico.
Rede da Telebras atenderá até 40% dos municípios em 2012

A estatal pretende implantar 21 mil km de backbone e redes metropolitanas, especialmente nas cidades-sedes da Copa do Mundo

Tele.Síntese - 07/03/2012


A Telebras informa que já efetuou todos os contratos necessários para a implantação do trecho de 21 mil quilômetros da rede nacional de telecomunicação (backbone) que deve ser concluído até o final de 2012. Isso incluiu a infraestrutura para os Pontos de Presença (POPs), os equipamentos DWDM (Dense Wavelengh Division Multiplexing) para iluminação das fibras ópticas, equipamentos da rede IP e de rádio e torres, entre outros. Com essa expansão da rede, a previsão é que cerca de 40% dos municípios brasileiros possam ser atendidos pelo PNBL até o final do ano.

Também serão instaladas redes metropolitanas, baseadas em fibras ópticas, nas principais cidades atendidas pela rede de telecomunicação, em especial naquelas definidas como sede da Copa do Mundo como é o caso de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, entre outras. Para o projeto de construção de infraestrutura em redes de fibra óptica para a Copa do Mundo, a Telebras deverá contar com R$ 200 milhões.

Os dados constam do Relatório de Administração relativo ao exercício de 2011 publicado pela empresa no último dia 02 de março. O documento informa ainda que no ano passado foram concluídos 45 Pontos de Presença (POPs) no Anel Nordeste e 18 no Anel Sudeste e iniciadas as obras em quatro POPs do Anel Sul. Esses locais abrigam os equipamentos da Telebras que permitem a integração das fibras ópticas do backbone (núcleo central da rede). A previsão é concluir 250 estações até o final de 2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dilma Rousseff: Exclusão digital acirra a desigualdade social

Convergência Digital - 05/03/2012

Ao participar da cerimônia de abertura da CeBIT 2012, em Hannover, na Alemanha, nesta segunda-feira, 05/03, a presidenta Dilma Rousseff destacou os avanços sociais e econômicos do Brasil, o papel em mercados de informática e telecomunicações e convidou os participantes da maior feita de tecnologia de informação do planeta a apostarem no país.

“Para empreendedores e investidores, o Brasil é um país de oportunidades”, disse a presidenta, enumerando a estabilidade política, a solidez fiscal, a expansão da infraestrutura e a ascensão social. “A grande mobilidade social tem impacto direto no uso e apropriação das tecnologias digitais. E o Brasil está fazendo a sua parte levando serviços para as classes menos favorecida. A exclusão digital acirra a desigualdade social”, discursou.

O combate à exclusão digital, inclusive, foi tema do discurso da presidenta Dilma Rousseff. Ela lembrou que o país vive um momento ímpar e que a economia consolidada permite que as classes D e E consigam entrar no mercado consumidor e demandem o consumo de TIC.

Além de pontuar que o Brasil já é o terceiro mercado mundial de computadores e o quinto de telefones celulares, Dilma garantiu que com o leilão das faixa de 2,5 GHz, o 4G estará funcionando até o próximo ano nas cidades sede da Copa.

A presidenta destacou, ainda, os investimentos em novos cabos submarinos – projeto tocado pela Telebras para novas saídas internacionais da América do Sul para EUA, Europa e África – e a implantação da TV Digital. “Estamos estimulando agora a adoção dos recursos interativos na TV aberta por meio de uma tecnologia desenvolvida no Brasil”, concluiu a presidenta, referindo-se ao middleware Ginga, criado no país.

...
Telebrás reapresenta Balanço Anual na BM&FBovespa, incluindo o item Projetos Estratégicos

Insight - Laboratório de Ideias - 05/03/2012

A Telebras reapresentou hoje na BM&FBovespa o seu Relatório de Administração (Balanço Anual) de 2011, anteriormente enviado no dia 02 de março.

O motivo foi a inclusão do item nº 8 - Projetos Estratégicos da Empresa:

Seguindo orientação do Ministério das Comunicações, foi iniciado o desenvolvimento de projetos estratégicos, sendo os principais:
  • Anel Sulamericano
  • Cabo Submarino Internacional
  • SatéliteUniversidade Telebras
  • Copa 2014

Anel Sulamericano
Este projeto tem como origem o entendimento dos países sulamericanos que compõem a Unasul da necessidade de interligação entre os países, de modo a se obter uma maior integração regional e uma maior racionalidade no tráfego regional. Realizaram-se diversas reuniões e chegou-se a um desenho preliminar de rede tendo a rede da Telebras como a de maior envergadura e com maior nível de interligação, compatível com as dimensões do Brasil.

Cabo Submarino Internacional
Os objetivos são assegurar ao Brasil sua independência internacional, perdida quando da privatização do Sistema Telebras, e garantir preços competitivos para acesso ao backbone internacional de internet. Foram desenvolvidos os primeiros estudos técnicos, um plano preliminar de negócios e mantidos contatos com inúmeros parceiros potenciais, com destaque para a Angola Cables e a Odebrecht.

Satélite
Este projeto tem como objetivos assegurar ao Brasil sua independência internacional no segmento satelital, perdida quando da privatização do Sistema Telebras, e garantir que o segmento de defesa e as comunicações estratégicas do país estejam sob controle nacional. Foi formado um grupo interministerial (MC, MD e MCTI) o qual, sob coordenação da Telebrás, desenvolveu os primeiros estudos técnicos, assim como a modelagem do projeto tecnológico. Tal modelagem previu a criação de uma nova empresa para a integração do primeiro satélite no país, sendo a Telebras uma de suas acionistas.

Universidade Telebras
Os objetivos deste projeto são:

(i) capacitar os colaboradores da Telebras, através de cursos internos e externos;

(ii) desenvolver acordos com Universidades e Centros de P&D, com vistas ao desenvolvimento de tecnologias de telecom;

(iii) certificar os equipamentos utilizados na rede da Telebras e (iv) validar em laboratórios os produtos ofertados pela Telebras.

Para a consecução dos objetivos, inicialmente a Telebras realizou em 2011 uma seleção pública de entidades de ensino e P&D nacionais, assinou dois acordos (PUC-RS e CTI) e, com a PUC-RS firmou Acordo de Cooperação Técnica para a implantação de um laboratório de telecom na Tecno-PUC em Porto Alegre-RS. A implantação do laboratório está prevista para março de 2012 e seu funcionamento em abril/2012.

Copa 2014
A empresa foi escolhida pelo Ministério das Comunicações para representar o Governo na execução das garantias assumidas pelo Brasil para a realização da COPA em nosso País. Com este objetivo, em 2011 foram mapeados todos os requisitos necessários ao atendimento das garantias de infraestrutura, bem como os potenciais parceiros em cada cidade-sede da Copa 2014, de modo a atender o SLA (Service Level Agreement) requerido. Com o mapeamento de rede efetuado, foi executado um anteprojeto executivo para cada cidade-sede e calculado o investimento em infraestrutura ótica necessário. A expectativa é de que sejam liberados mais de R$ 200 MM para a construção de infraestrutura em redes de fibra óptica".

Telebras vê cenário promissor para 2012

Insight - Laboratório de Ideias - 05/03/2012

O prejuízo de 47,9 milhões de reais em 2011, divulgado pela Telebrás no último dia 02, não trouxe nenhuma surpresa a analistas e ao mercado de ações. Afinal, após a reativação em maio de 2010, a estatal ainda não teve, na prática, receitas operacionais expressivas advindas de sua atividade precípua.

No próprio balanço anual, a empresa se autodefine como "em fase de reestruturação organizacional e inicio das operações".

Apesar do prejuízo, os números da empresa tiveram algumas melhoras sensíveis.

O Ativo apresentou uma evolução da ordem de 100%, quando comparado com 2010, decorrente do crescimento das rubricas do Ativo Circulante (evolução de 119%) e Ativo Imobilizado (evolução de 1.870%), embora essas variações tenham decorrido do aporte de recursos por parte do acionista controlador para o financiamento da implantação do Programa Nacional de Banda Larga, que não foram totalmente utilizados.

O Patrimônio Líquido apresentou forte evolução, passando de R$ 22,3 milhões negativos para R$ 338,7 milhões positivos. Com isso, o Valor Patrimonial por Ação (VPA = Patrimônio Líquido / nº ações) teve um salto de R$ 0,71104 negativo para R$ 3,08759 positivos.

Segundo a Telebras, os dados da estrutura patrimonial refletem uma situação que deve continuar sofrendo profundas alterações nos períodos subsequentes, uma vez que a atividade da empresa requer a utilização intensiva de capitais concentrados no seu ativo imobilizado e o processo de implantação de seu projeto foi acelerado ao longo do exercício de 2011, com reflexos mais fortes nos exercícios seguintes.

A estrutura da área comercial se encontra consolidada com segmentos de vendas, desenvolvimento de produtos, regulação, interconexão, parcerias, marketing, atendimento, faturamento e gestão de clientes. As atividades realizadas englobam a oferta de soluções com foco no PNBL para pequenos e médios provedores e Prefeituras, soluções de acesso internet e transporte para Grandes Clientes, Empresas e Administração Pública, interconexão, swap, compartilhamento e Parcerias com Cedentes, Operadoras e Empresas de Processamento de Dados Municipais e Estaduais.

Foram desenvolvidas ações estratégicas para o posicionamento da empresa no mercado, o mapeamento competitivo de preços e a compilação da demanda nacional distribuída geograficamente para priorização de atendimento, assim como pesquisa de mercado junto aos provedores e a participação ativa em eventos do setor de banda larga, como o patrocínio da Expedição WDC para investigação da qualidade de rede e serviços ao longo do trajeto da rede Telebras, além da participação da Telebras na Futurecom e ABTA.

Projeção de aumento significativo na capacidade instalada ao longo deste ano

Foi iniciada uma atividade de propaganda junto a todas as Prefeituras que se encontram dentro do raio de atendimento da rede. A área de gestão de clientes realizou a licitação do Call Center e toda a estrutura para atendimento foi formulada.

A área de desenvolvimento de produtos foi estruturada e formulou um amplo portfólio que inclui a oferta de IP PNBL, IP Corporativo, redes VPN/MPLS, enlaces Ponto-a-Ponto utilizando L2-VPN ou DWDM, entroncamento TDMoIP e anel metropolitano sobre tecnologia DWDM.

A Gerência de Grandes Clientes tem focado sua atuação no atendimento a clientes corporativos e governo. No ano de 2011, o destaque foi o contrato firmado com a SKY para fornecimento de acesso Internet para sua rede 4G, que iniciou uma nova operação em Brasília oferecendo banda larga aos seus usuários.

Ao longo do ano, foram mais de 70 oportunidades criadas e 39 propostas de serviço emitidas, o que constrói um cenário promissor para 2012, tendo em vista o ciclo de venda envolvendo clientes Corporativos e o segmento Governo. Apesar das dificuldades encontradas relacionadas às exigências de utilização da Lei 8666, diversos projetos se iniciaram e muitas parcerias foram consolidadas.

A Telebras firmou 20 Acordos de Cooperação, destacando-se os contratos firmados com a Rede Nacional de Pesquisas - RNP, Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social - DATAPREV, Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG, ETICE e Ministério do Planejamento. Estes acordos são de fundamental importância para a viabilização de redes de acesso em Estados onde a empresa necessita atuar. Foram iniciadas também diversas negociações com as empresas de energia elétrica e a Petrobras, empresas que hoje são responsáveis pelo fornecimento do backbone óptico utilizado pela estatal, assinando cinco contratos de cessão de infraestrutura.

Importante destacar a contribuição da Telebras no projeto da Copa de 2014. A empresa foi escolhida pelo Ministério das Comunicações para representar o Governo na execução das garantias assumidas pelo Brasil para a realização da Copa no País. A expectativa é de que sejam liberados mais de R$ 200 milhões de reais para a construção de infraestrutura em redes de fibra óptica.

O ano de 2011 terminou com 25 contratos comerciais assinados e 1,8 Gbps de banda contratada, um crescimento de 210% entre o 3º e 4º trimestre do ano. A média de capacidade vendida por provedor superou em até 3 vezes as expectativas iniciais. Durante o ano de 2011, foram desenvolvidas atividades comerciais junto a 221 clientes, e as vendas não foram concretizadas em maior volume devido às dificuldades enfrentadas nas viabilidades técnicas de atendimento ainda decorrentes da expansão da rede. A capacidade instalada em operação seguiu níveis ainda irrisórios, com projeção de aumento significativo ao longo do ano de 2012 à medida que a rede entre em operação.

Foram ativadas também as 6 primeiras estações do tipo terminal de rádio (ETR) que possibilitaram o atendimento às primeiras localidades do programa PNBL, já ativando 9 provedores de acesso a internet, garantindo assim o acesso a baixo custo a rede mundial de computadores .

"2012 será o ano da infraestrutura óptica no Brasil, com a ativação da maior parte da rede da Telebrás"

Em participação no programa ministerial do Mobile World Congress, um encontro fechado a autoridades promovido paralelamente ao congresso de mobilidade que aconteceu na semana passada em Barcelona, o ministro Paulo Bernardo disse que 2012 será o ano da infraestrutura óptica no Brasil, com a ativação da maior parte da rede da Telebrás. Disse também que serão contratados os fornecedores do cabo submarino para ligar Brasil à Europa, África e América do Norte, e também o fornecedor do satélite geoestacionário de comunicação brasileiro. Além disso, será o ano dos investimentos na infraestrutura de comunicações que suportará o tráfego de voz e dados da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

A afirmação de Paulo Bernardo corrobora assim o otimismo dos administradores da Telebras expresso no balanço da empresa e em entrevistas recentes à imprensa.

A partir deste mês, um total de 10,5 mil quilômetros de fibra óptica estará "iluminado" pela empresa em Estados de Norte a Sul do país. A rede usa a malha de fibra óptica que está instalada ao longo das linhas de transmissão de energia do sistema Eletrobras, mas que estavam subutilizadas até agora. Coube à Telebras instalar equipamentos ao longo dessa rede para, finalmente, torná-la ativa.

Com essa infraestrutura, a Telebras passa a ter capacidade de atender até 600 municípios do país a partir de março. Até dezembro, a estatal planeja chegar a 31 mil km de fibra óptica ativa no país. "Fecharemos o ano com a cobertura em todos os Estados e 21 mil cidades poderão ser atendidas em um raio de até 50 quilômetros do backbone", diz Bonilha. "Até lá, queremos ter ao menos 510 provedores plugados nessa rede."

Satélite, cabos submarinos, internet ultrarrápida e subsidiária nos Estados Unidos

Segundo o presidente da Telebras, neste ano serão investidos R$ 510 milhões em projetos de peso, como a instalação de milhares de quilômetros de fibras ópticas pelo país, a construção de cabos submarinos internacionais, a montagem de um satélite geoestacionário e a criação de centros de internet ultrarrápida para apoiar as cidades-sedes da Copa das Confederações. Os cabos submarinos serão construídos por uma empresa formada pela Telebras e pela Odebrecht Defesa e Tecnologia, enquanto que o satélite geoestacionário o será pela associação entre a estatal (49%) e a Embraer Defesa e Segurança (51%). É bastante provável também que a Telebras necessite montar uma subsidiária nos Estados Unidos para superar as limitações legais que exigem empresas norte-americanas na implantação de cabos submarinos.

Capitalização via Debêntures de Infraestrutura

O investimento para este ano já está garantido pela União, mas também são grandes as chances de a Telebras fazer uma emissão de debêntures neste ano para se capitalizar. O plano é usar a nova lei sancionada pelo Palácio do Planalto em 2011, que favorece a emissão de títulos de dívida por empresas ligadas a projetos de infraestrutura. "Com certeza vamos aproveitar esse mecanismo, que pode ajudar a nos fortalecer", comenta Bonilha.

Fornecimento de serviços a orgãos públicos sem licitação

O governo pode estar buscando uma alternativa para se desviar da atual legislação de compras. A possível estratégia em curso seria a Telebras atuar como Infovia Federal, nos mesmos moldes do Serpro que, em Brasília, tem prestado Serviço de Comunicação Multimídia através da Infovia Brasilia. Convém lembrar que tanto o Serpro quanto a Telebras já dispõem de autorização da Anatel para prestar o SCM em caráter nacional.

Com a declaração do secretário da SLTI de que a Telebras poderá atuar na Infovia Federal, não está descartada a hipótese de o Ministério do Planejamento - que controla a Infovia Brasilia - venha a casar as operações de TI do Serpro com os serviços de rede da Telebras, para facilitar a assinaturas de contratos. E isso poderá valer tanto para os organismos federais em todo o país, quanto para os governos estaduais e municipais - tudo sem sem licitação.

Participação na CeBIT dará visibilidade internacional à Telebras

A Telebras participa de 06 a 10 de março da Feira Internacional de Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Software e Serviços (CeBIT) que ocorrerá em Hanover, na Alemanha. A ideia é mostrar a empresas e parceiros estrangeiros os produtos e as soluções de transporte em telecomunicações oferecidos pela Telebras. Também será apresentado o projeto de cabos submarinos, cujo lançamento está previsto para ocorrer até 2014. A CeBIT é considerada a maior e mais importante feira de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) do mundo e, nesta edição, contará com o Brasil como parceiro do evento. Segundo a organização, a Feira recebeu em 2011 4,2 mil empresas, de 70 países, e foi visitada por mais de 330 mil profissionais.

A grande feira de tecnologia digital contará neste ano com a presença de grandes empresas da internet e será inaugurada nesta segunda-feira à noite pela chanceler alemã Angela Merkel e pela presidente Dilma Rousseff, em um evento que tem o Brasil como convidado de honra.

A cerimônia de abertura contará também com as principais autoridades dos governos alemão e brasileiro, além de CEOs e presidentes das maiores empresas de TIC do mundo. O Brasil e sua marca ocuparão espaços nobres no recinto de feiras e na cidade de Hannover. O encontro atrairá mais veículos de comunicação do que eventos como as Olímpiadas e o Fórum Econômico de Davos.

A Cebit 2012 destacará o Brasil, promovendo-o como País Parceiro do evento. A participação no evento possibilitará visibilidade, projeção e perspectiva de negócios para a Telebras, abrindo um espaço privilegiado como plataforma de negócios e oportunizando a abertura de mercado internacional.

*Fontes: Balanço Anual da Telebras, Valor Econômico, Tele.Síntese, Convergência Digital, Teletime e Exame.

domingo, 4 de março de 2012

Internet em casa reduz número de LAN houses no país

Com aumento nos acessos domiciliar e móvel, 30 mil estabelecimentos fecham as portas em 2011, estima Sebrae

Entidade propõe mudança de modelo de negócios para dar sobrevida aos empreendimentos

Folha de São Paulo - 04/03/2012

As LAN houses, que respondiam pela maioria dos acessos à internet no Brasil até três anos atrás, estão mais raras. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estima que o número de unidades tenha caído de 130 mil em 2010 para 100 mil em 2011 (-23%).

João Maria de Oliveira, pesquisador de Políticas Setoriais de Inovação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), defende não desperdiçar a estrutura e a experiência acumuladas.

"Fala-se tanto em estimular o pequeno empreendedor", diz Oliveira. "A LAN house é um espaço de empreendedorismo marcante no país. Entraram no espaço vazio, cumprindo papel fundamental na inclusão digital."

O acesso nos domicílios que superou as LAN houses em 2009, segundo o CGI (Comitê Gestor da Internet)- e nos aparelhos móveis, entre outros fatores, abriu uma corrida para desenvolver novo modelo de negócios.

"Como inicialmente concebido, o modelo talvez deixe de existir", afirma Juliano Cappi, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação do CGI. "Não podem mais ser um lugar só de acesso à internet, mas um ponto que ofereça serviços, outros tipos de atividade."

O Sebrae é uma das organizações que buscam saídas para as LAN houses.

"O setor passa por consolidação", diz o diretor técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. "O serviço tinha demanda pela falta de acesso. Já ocorreu em outros países: à medida que aumenta o número de computadores nos lares e o acesso, o serviço deixa de ter importância."

No Brasil, segundo estudo da FGV, a quantidade de computadores deve chegar a 98 milhões neste ano. Em 2005, eram 30 milhões. O aumento é creditado à elevação na renda e à queda no preço.

A banda larga vem crescendo "num ritmo lento", diz Oliveira, do Ipea. Ele relata que caiu o preço que "as grandes operadoras cobram dos pequenos provedores, o que repercute positivamente", e diz aguardar o efeito das mudanças de legislação que buscam estimular a concorrência.

"A gente ainda tem uma concentração muito grande", diz, citando dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que mostram que 81,3% das cidades enfrentam monopólios (a operadora domina mais de 80% do mercado de banda larga).

RISCO

Se crescer a concorrência, como esperado, deve se acelerar ainda mais a consolidação de LAN houses. "Qualquer movimento pode fazer essas empresas quebrar", avisa Cappi, do CGI. "São negócios familiares 80%, declaram ter até três funcionários 97% e metade é informal."

Cappi defende priorizar a capacitação dos donos das LAN houses, "para que um gestor possa pensar no seu negócio, gerir sua empresa" e assim "repensar o modelo".

Santos diz que o Sebrae faz esse trabalho. O projeto Raio Brasil (Rede de Atendimento, Informação e Orientação) é "voltado aos gestores" e já atinge 2.500 LAN houses; o Desafio LAN Sebrae, que associa as LAN houses "como um pequeno ponto de atendimento do Sebrae", apoia a formalização e oferece serviços como ensino a distância.

Segundo a CDI Lan, empresa que dá suporte a 6.500 LAN houses em periferias e cidades do interior, mais de 50% da receita desses locais já vêm de serviços como cadastro de currículos e pagamento de contas. O faturamento médio de uma LAN house popular é de R$ 3.000 por mês.

"Há cinco anos, a conexão à internet era a fonte de receita", diz Bernardo Faria, diretor-presidente da CDI Lan. "Em cinco anos, terão virado centros de conveniência."

Faria diz que, na periferia, a falta de segurança é fator limitador do desenvolvimento, "quanto à possibilidade de se tornar correspondente bancário" para pagamento de contas. "Esse receio não existe nas cidades do interior."