sexta-feira, 2 de março de 2012

Telebras fecha 2011 com prejuízo de R$ 47,9 milhões

Tele.Síntese - 02/03/2012

A Telebras fechou 2011 com prejuízo de R$ 47,9 milhões ante o resultado negativo de R$ 13 milhões registrado em 2010. Porém, o patrimônio líquido da estatal em 2011 apresentou forte evolução, passando de R$ 22,3 milhões negativos para R$ 338,7 milhões positivos, em função do ingresso de recursos a serem incorporados ao capital social da empresa, decorrentes de subscrições de capital por parte do acionista controlador, o governo.

Segundo a empresa, o aumento das perdas se deve principalmente ao fato de que no ano anterior houve reversão de despesas da Provisão do Programa de Incentivo por Serviços Prestados (PISP), em função de sua revogação parcial gerando uma receita da ordem de R$ 27 milhões, enquanto que em 2011 a receita decorrente da extinção do programa foi de apenas R$ 8,7 milhões.

Investimentos

Os investimentos da Telebras em 2011 ficaram em R$ 75,6 milhões, aplicados basicamente na construção da rede para atender ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Esses recursos representam apenas 13,7% das aplicações aprovadas de R$ 552,2 milhões.

Para atender aos projetos de infraestrutura de fibras ópticas para a Copa do Mundo de 2014, a estatal prevê contar com um reforço de caixa de R$ 200 milhões.

Atendimento ao governo

A estatal terminou o ano de 2011 com 25 contratos comerciais assinados e 1,8 Gbps de banda contratada, um crescimento de 210% entre o 3º e 4º trimestre do ano. “A média de capacidade vendida por provedor superou em até três vezes as expectativas iniciais”, destaca a empresa. Mas afirma que a capacidade instalada em operação seguiu níveis ainda irrisórios, com projeção de aumento significativo ao longo do ano de 2012 à medida que a rede entre em operação.

A Telebras tem focado sua atuação no atendimento a clientes corporativos e governo. No ano de 2011, o destaque foi o contrato firmado com a Sky para fornecimento de acesso internet para sua rede 4G, que iniciou uma nova operação em Brasília oferecendo banda larga aos seus usuários. “Ao longo do ano, foram mais de 70 oportunidades criadas e 39 propostas de serviço emitidas, o que constrói um cenário promissor para 2012, tendo em vista o ciclo de venda envolvendo clientes corporativos e o segmento governo”, salientou. As dificuldades para atendimento aos órgãos públicos se devem às exigências de utilização da lei de licitação, justifica a estatal.

Pessoal

Ao final de 2011 o quadro de pessoal da Telebras era formado por 289 empregados, sendo que 190 prestavam serviço na sede da empresa, 71 encontravam-se cedidos à Anatel e 28 cedidos a outros órgãos da administração federal. O quadro de pessoal apresentou evolução de 6,2% em relação a dezembro de 2010, quando registrava 276 funcionários sendo 149 cedidos.
Telebras vai contratar fábrica de software

Consulta pública sobre os termos de referências fica aberta até o dia 11. Não há exigência de fornecedor brasileiro.

Tele.Síntese - 02/03/2012

A Telebras abriu consulta pública para contratação de uma fábrica de software com o objetivo de operacionalizar os serviços de TI e atender às necessidades tecnológicas das unidades da estatal para desenvolvimento de seus negócios ligados ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A licitação dos serviços será dividida em três lotes, sendo o primeiro de uma fábrica de desenvolvimento, outro de uma fábrica de testes e qualidade e o terceiro de assessoria técnica.

Serão contratados fornecedores diferentes para cada lote e não há exigência de que a empresa seja brasileira, porém os sistemas desenvolvidos serão de propriedade intelectual da Telebras, de forma permanente. Além disso, a empresa terá que ceder o projeto, suas especificações técnicas, documentação, códigos-fonte de programas, dados de identificação dos técnicos desenvolvedores e todos os produtos gerados na execução do contrato, para o caso de instrução de processo de registro do Sistema no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) pela estatal.

O contrato ainda estabelecerá que o fornecedor cederá os direitos permanentes de instalação e uso do software, incluindo as licenças de uso das ferramentas de produtividade utilizadas para o desenvolvimento do sistema e necessárias para sua manutenção corretiva ou evolutiva e todos os arquivos e programas necessários ao funcionamento do sistema a partir de ambiente computacional único, independentemente do número de servidores, processadores utilizados e de usuários simultâneos. Bem como os direitos permanentes de uso e instalação sobre todas as adequações ao software e atualizações corretivas ou a arquivos e rotinas a ele associadas, desenvolvidas em decorrência do contrato, sem ônus adicionais à estatal.

A proposta do termo de referência estabelece que haverá transferência de conhecimento das soluções desenvolvidas pela contratada, sem ônus adicionais para a Telebras, por meio de eventos específicos e baseados em documentos técnicos ou manuais específicos da solução desenvolvida. A transferência de conhecimento deverá ser focada na solução adotada, de forma que ao final técnicos da estatal ou outros por ela indicada deverão estar capacitados para realizarem a instalação, a manutenção e a evolução das funcionalidades do sistema.

As contribuições à consulta pública serão aceitas até o dia 11 de março. Os textos podem ser acessado no site da estatal.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Brasil critica custos das conexões de dados internacionais

Paulo Bernardo: 2012 será o ano da infraestrutura óptica no Brasil, com a ativação da maior parte da rede da Telebrás

Teletime - 29/02/2012

Em sua participação no programa ministerial do Mobile World Congress, um encontro fechado a autoridades promovido paralelamente ao congresso de mobilidade que acontece esta semana em Barcelona, o ministro das comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, criticou duramente a estrutura de custo das conexões de dados internacional. Segundo o ministro, se as conexões internacionais fossem US$ 4 menores, seria possível apenas ao Brasil ter 3 milhões de domicílios a mais conectados à banda larga. Ainda segundo dados apresentados pelo ministro, os custos de conectividade para o usuário sul-americano representam de 35% a 40% do valor do serviço. Segundo o ministro brasileiro, um provedor de serviço na América do Sul paga três vezes mais do que nos EUA.

Unasul

No próximo dia 9 de março, informou o ministro, haverá uma nova reunião de ministros da Unasul em Assunção, no Paraguai. Será discutido o acordo definido em novembro para a construção de um anel óptico que será feito por agentes públicos ou privado e que, segundo Paulo Bernardo, ficará 100% pronto em 2014. Mas o ministro espera que essa rede opere parcialmente ainda neste ano com a interligação das redes já existentes. Esse modelo podem ser estendidos a todos os países latino americanos, disse o ministro. Com os custos reduzidos, pode-se massificar as tecnologias de acesso e esse é um objetivo dos governos, informou Bernardo. Segundo ele, expandir a infraestrutura é palavra de ordem.

Paulo Bernardo disse ainda que 2012 será o ano da infraestrutura óptica no Brasil, com a ativação da maior parte da rede da Telebrás. Também serão contratados, segundo o ministro, até o final do ano, os fornecedores do cabo submarino para ligar Brasil à Europa, África e América do Norte, e também o fornecedor do satélite geoestacionário de comunicação brasileiro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Prodest e RNP fazem acordo para integração de fibras ópticas

Acordo reduz custos de implantação no Espírito Santo.

IPNews - 28/02/2011

O Prodest (Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo) assinou um termo de cooperação técnica com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa). O acordo prioriza o compartilhamento de redes de fibra óptica, o que vai reduzir os custos para a implantação de uma infraestrutura que permita o acesso à internet de alta velocidade aos órgãos públicos no Estado.

A parceria terá uma duração de cinco anos e também prevê ações voltadas para a pesquisa e desenvolvimento tecnológico de redes e o intercâmbio de informações. A iniciativa também é importante para a expansão do Programa ES Digital, que irá possibilitar a implantação de uma rede de fibra óptica para atender a todos os órgãos estaduais.

A RNP desenvolve e mantém uma infraestrutura nacional avançada de comunicação e colaboração a distância, integrando mais de 600 instituições de ensino e pesquisa no País. Essa estrutura de fibra óptica é considerada fundamental para a implementação do PNBL (Programa Nacional de Banda Larga).

Integração
Segundo o diretor presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) e gestor do Programa ES Digital, Anilton Salles Garcia, o acordo vai viabilizar o acesso à Internet de alta velocidade para todas as unidades do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) no Estado.

Na avaliação do presidente do Prodest, Paulo Henrique Rabelo Coutinho, a parceria possibilitará a capacitação de recursos humanos na área de TIC e ajudará num direcionamento mais eficiente das atividades do Programa Nacional de Banda Larga no Espírito Santo.

“Vamos trabalhar melhor os nossos projetos para haver uma integração tríplice de redes (Governo do Estado, Telebras e RNP)”, explica Coutinho. “A ativação da Rede Metro.ES/Metrovix, que já contempla mais de 40 órgãos estaduais em Vitória, e a implantação da Rede Metro-Gvix, que vai atender órgãos estaduais e municipais na Grande Vitória em 2013, são ações importantes para efetivar essa parceria. Isso possibilitará a integração das redes estaduais e federais de fibra óptica futuramente.
Parceira da Telebras na construção de satélites, Embraer está entre as 100 maiores do mundo na área de Defesa

Embraer no ranking das maiores em defesa - Pela primeira vez, grupo brasileiro entra na lista dos 100 maiores do setor no mundo

DefesaNet - 28/02/2012

A Embraer entrou pela primeira vez na lista das cem maiores empresas militares e de armamentos do mundo. Dados publicados ontem pela entidade sueca Stockholm International Peace Research Institute (Sipri) apontam a empresa brasileira no 94.º posto, em uma classificação dominada por companhias americanas e europeias.

Apesar da crise mundial, o comércio de armamentos continua em expansão, ainda que de uma forma bem mais modesta que nos anos anteriores. As ambições de países emergentes mantiveram o mercado aquecido, apesar de cortes de orçamentos militares nos países ricos.

A liderança mundial continua com a americana Lockheed Martin, com US$ 35,7 bilhões em vendas de armamento apenas no ano de 2010. No total, a companhia emprega 132 mil funcionários.

No caso da Embraer, a empresa entra pela primeira vez na seleta lista, depois de um salto importante nos últimos anos nas vendas de aeronaves para fins militares. A lista, porém, não inclui empresas chinesas, por conta da falta de informações confiáveis sobre as vendas das empresas militares de Pequim. Entre 2009 e 2010, as vendas da empresa brasileira no setor aumentaram de US$ 470 milhões para US$ 670 milhões. Hoje, 12% de todas as vendas da Embraer vêm do setor militar.

Desde 2005, as vendas da empresa brasileira praticamente dobraram, em uma taxa de expansão superior ao da média mundial. Segundo o Sipri, as vendas militares no mundo tiveram um incremento de 60% entre 2002 e 2010, mas de apenas 1% entre 2009 e 2010. No total, o setor foi responsável por vendas de US$ 640 bilhões em 2010. Em 2002, o movimento chegou a US$ 280 bilhões.

Outra constatação é que há um número cada vez maior de empresas de países emergentes na lista até hoje dominada pelos países ricos. Das cem empresas, três são indianas, uma de Cingapura, duas da Coreia do Sul, além de empresas do Kuwait e da Turquia. Na Ásia e Oriente Médio, empresas locais já representam US$ 24 bilhões em vendas.

Ainda assim, o controle do setor militar está mesmo nas mãos de países europeus e dos Estados Unidos, com uma concentração alta do poder bélico nas mãos de poucas indústrias. Dos Estados Unidos, há nada menos que 44 empresas entre as cem maiores, representando 60% das vendas. Também fazem parte da lista 29 grupos europeus.

As dez maiores produtoras de armas do mundo representaram 56% das vendas internacionais em 2010, ou cerca de US$ 230 bilhões. Juntas, as empresas europeias e americanas controlam 91% das vendas mundiais. "Os dados demonstram mais uma vez a habilidade do setor de continuar vendendo armas, apesar da crise internacional", declarou Susan Jackson, especialista da entidade.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Telebras participa na Alemanha da CeBIT 2012

Telebras - 27/02/2012


A Telebras participa de 06 a 10 de março da Feira Internacional de Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Software e Serviços (CeBIT) que ocorrerá em Hanover, na Alemanha. A ideia é mostrar a empresas e parceiros estrangeiros os produtos e as soluções de transporte em telecomunicações oferecidos pela Telebras. Também será apresentado o projeto de cabos submarinos, cujo lançamento está previsto para ocorrer até 2014.

A CeBIT é considerada a maior e mais importante feira de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) do mundo e, nesta edição, contará com o Brasil como parceiro do evento. Segundo a organização, a Feira recebeu em 2011 4,2 mil empresas, de 70 países, e foi visitada por mais de 330 mil profissionais.

De acordo com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que coordena a participação brasileira, o país contará com seis estandes distribuídos entre os diversos pavilhões temáticos para consolidar sua imagem como um produtor de tecnologias avançadas. A meta é posicionar o Brasil como provedor de TIC com alcance global, gerando novos negócios para a delegação, que deve ser formada por cerca de 80 empresas e instituições.

Rede nacional de telecomunicação
A Telebras é uma operadora de telecomunicações voltada ao mercado de atacado de transporte e capacidade IP. Atua na massificação do acesso à Internet no Brasil. Sua rede nacional de telecomunicação terá cerca de 30 mil quilômetros, chegando a mais de quatro mil municípios brasileiros até 2014.

A rede nacional de telecomunicações utiliza fibras ópticas e dispõe de uma infraestrutura que está entre as mais modernas do mundo. O núcleo central da rede tem equipamentos e serviços com capacidade e funcionalidades avançadas que permitem alta disponibilidade aos clientes de sua rede e demais parceiros da Telebras.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Internet 4G pode chegar, mas para poucos

Governo trabalha para ter tecnologia na Copa e nas Olimpíadas, mas usuários de pré-pagos não devem sentir mudanças

O Globo - 26/02/2012

BRASÍLIA. A banda larga móvel de altíssima velocidade (4G), que será licitada em maio, é apontada como um grande avanço da tecnologia, permitindo o acesso a voz e conteúdo multimídia com velocidade dez vezes superior à internet móvel (3G), utilizada hoje nos smartphones e nos tablets. O governo considera fundamental que o serviço 4G esteja funcionando durante os grandes eventos esportivos, principalmente na Copa do Mundo, mas esse novo sistema está muito longe de transformar o dia a dia da maioria dos brasileiros, que usam celulares pré-pagos como instrumento de trabalho e em substituição ao telefone fixo.

Para a consultora jurídica da ProTeste, Flavia Lefèvre, os grandes beneficiários do 4G serão as empresas e as classes A e B. As demais camadas da população não terão acesso ao serviço 4G - que permite acessar, além de voz, chamadas de vídeo, conteúdo multimídia, jogos e navegação com grande rapidez - porque os preços serão muito altos.

- O pequeno consumidor mal fala no celular. A média da recarga do cartão do celular é de R$ 5 - destaca.

O ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros, sócio-diretor da Orion Consultores, tem a mesma opinião. O típico usuário do serviço será quem tem conta pós-paga, de maior poder aquisitivo, e o mercado corporativo. Para a grande maioria da sociedade, a internet 4G não terá qualquer influência, admite. Entretanto, Quadros não descarta totalmente a possibilidade de o serviço 3G ficar mais barato, por uma questão de concorrência. Os consumidores que usam esse serviço hoje devem migrar para o 4G, mas ele não se arrisca a fazer qualquer projeção de queda de preço.

- O preço do serviço 4G chegará alto ao país, e os aparelhos também serão mais caros (entre R$ 1.500 a R$ 1.800) - destaca o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente.

Ele acredita que haverá uma contrapartida para as classes menos favorecidas, porque o preço da assinatura mensal do pacote 3G (voz e dados), hoje em torno de R$ 60, terá uma queda de 50% até 2014 com a implantação da tecnologia 4G.

Redução dos preços só virá com o tempo

A nova rede também deverá desafogar a banda larga 3G

BRASÍLIA. Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, aposta que, com o tempo e maior volume de vendas, os preços da nova tecnologia cairão, inclusive para pacote de serviços que será oferecido pelas operadoras. Tude destaca que hoje já existem planos pré-pagos 3G bem baratos, na base de R$ 0,50 por dia.

Para ele, o serviço 4G terá um papel importante para o sistema de banda larga móvel no país, porque, além de aumentar a velocidade, ajudará a descongestionar as redes 3G utilizadas pela maioria dos internautas. A banda larga móvel cresceu 99,3% no ano passado frente a 2010, com mais 20,5 milhões de novos acessos.

A licitação da faixa de frequência 2,5 gigahertz (GHz), que será usada para o serviço 4G, está prevista para maio, com edital lançado em abril. Uma das principais exigências é que as sedes da Copa das Confederações e da Copa do Mundo tenham o serviço até o fim de 2013.

No mesmo edital serão divulgadas as regras para a licitação da faixa de 450 MHz, que levará a banda larga para a área rural. Neste caso, a empresa que ofertar o menor preço ao consumidor vencerá o leilão. A Anatel espera que o valor fique em torno de R$ 60 mensais para os serviços de voz e dados, mesmo preço praticado em áreas urbanas. Cerca de 8,3 milhões de pessoas vivem em área rural.

Os moradores das grandes cidades serão os primeiros a desfrutar da tecnologia 4G. O novo sistema vai reforçar as comunicações de voz e dados, principalmente nas regiões metropolitanas, onde a rede 3G está congestionada. Mas o funcionamento do serviço depende da instalação de muitas torres e estações, o que exigirá grandes investimentos por parte das operadoras.

Ex-diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o professor José Leite Pereira Filho explica que a frequência de 2,5 GHz é considerada muito alta, por isso a necessidade de reforçar a rede no Rio e em São Paulo:

- A velocidade cai onde há muita gente conectada.

Para criar competição no leilão da tecnologia 4G, o governo quer atrair cinco empresas que já operam no país com o sistema 3G: Sky, Vivo, Oi, Claro e Nextel. Mas grupos estrangeiros também poderão explorar o serviço. Os principais fornecedores de equipamentos são Ericsson, Nokia-Siemens, Huawei e ZTE.

O governo estuda oferecer à população de baixa renda uma internet móvel com preço acessível, mas o programa apelidado de "Banda Larga no Bolso" ainda não tem nenhuma perspectiva de ser implantado. Pelas previsões, o projeto não será concluído antes de um ano.

Para obter uma redução significativa no valor do serviço, o governo teria de abrir mão de parte dos tributos recolhidos pelas empresas. A proposta é que estas fiquem isentas dos tributos, mas reduzam as tarifas para os usuários.