sábado, 18 de fevereiro de 2012

Bernardo viaja a Barcelona para o Congresso Mundial de Telefonia Móvel

MiniCom - 17/02/2012

O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, estará em Barcelona, Espanha, no dia 27 de fevereiro, para participar do Congresso Mundial de Telefonia Móvel da GSMA - Group Speciale Mobile Association. Bernardo fará palestra no Seminário Regional da América Latina e Caribe sobre o tema "Conectando a América Latina através da banda larga".

São esperados cerca de 50 Ministros de Comunicações, 70 chefes de agências reguladoras além de participantes da Comissão Europeia e OCDE.

Durante sua permanência na Espanha, está prevista visita à sede e ao Centro de Inovação e Desenvolvimento da operadora Telefônica e encontros bilaterais com representantes de outras operadoras.

PARIS
Bernardo permanece em Barcelona até o dia 3 de março quando segue para Paris no âmbito do programa de construção e lançamento do satélite geoestacionário nacional de comunicações, projeto de grande importância para a aceleração do Programa Nacional de Banda Larga. O Ministro tem na sua agenda encontro com o Ministro da Indústria, Energia e Economia Digital do governo francês, Eric Bresson, quando está prevista a assinatura de ato do Acordo de Cooperação entre os dois países para matérias relacionadas à Tecnologia da Informação e Comunicação - TICs.

O ministro incluiu ainda na sua passagem por Paris uma visita à empresa Arianespace e à fábrica de motores do foguete Vulcan , próximo à capital francesa.

HANNOVER
No dia 4 de março, o Ministro e comitiva, formada pelo Secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão, Leones Dall Agnol, chefe de gabinete e pelo Assessor Internacional do MiniCom, Aldemo Gracia, seguem para Hannover, Alemanha, onde integrarão a delegação da Presidente Dilma Roussef na abertura da CeBit 2012 - Feira de soluções de informática e telecomunicações mais importante do mundo. O Brasil é o destaque da edição 2012 da tradicional feira, além de ser o país parceiro.

Bernardo e comitiva participarão da cerimônia de abertura da CeBIT 2012 e da inauguração do Pavilhão Brasileiro na feira.

O Ministro fará no âmbito da CeBIT duas apresentações: uma no Germany ICT Summit sobre o Programa Nacional de Banda Larga e outra no Seminário Invest in Brazil, organizado pela APEX sobre "Oportunidades de Investimento no setor de Telecomunicações no Brasil".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Governo ainda estuda meio para contratação direta da rede da Telebras

:: Luiz Queiroz :: Convergência Digital :: 17/02/2012


Ao participar do "Seminário Políticas de Telecomunicações e TICs", da Converge Comunicação, realizado esta semana, em Brasília, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Delfino Natal de Souza, falou do papel da Telebras na construção de uma rede federal de Comunicação Multimídia.

Primeiro, garantiu que o governo mantém a estratégia de utilizar a Telebras como rede federal por onde trafegarão todos os dados de seu interesse. Para tanto, explicou que onde a estatal puder chegar para prestar o serviço de rede, ela terá prioridade para faze-lo.

No entanto não descartou a compra dos serviços prestados pelas empresas de telefonia. Porém, neste caso, a Telebras será utilizada como meio de induzir a competição local com entre teles, com o objetivo de induzir uma baixa no preço dos serviços.

No momento, Delfino de Souza admite que não há na legislação de compras um dispositivo que privilegie ou que assegure a prioridade de contratação direta da Telebras. A eventual dispensa de licitação para a oferta dos serviços de rede ou Comunicação Multimídia não tem amparo legal para facilitar essa escolha. A Telebras seria obrigada, em tese, a disputar os contratos com as teles por meio de concorrência pública.

Desvio

Mas Delfino sinalizou que o governo pode estar buscando uma alternativa para se desviar da a atual legislação de compras. A possível estratégia em curso seria a Telebras atuar como Infovia Federal, nos mesmos moldes do Serpro que, em Brasília, tem prestado Serviço de Comunicação Multimídia através da Infovia Brasilia. Convém lembrar que tanto o Serpro quanto a Telebras já dispõem de autorização da Anatel para prestar o SCM em caráter nacional.

O Serpro mascara a prestação do Serviço de Comunicação Multimídia que presta na Infovia Brasília - um serviço de telecomunicações e, portanto, passível somente de ser obtido por meio de licitação - transformando o negócio em "serviços de TI". A Lei 8.666 não atinge a empresa de processamento de dados vinculada ao Ministério da Fazenda. Ela acaba favorecida junto aos órgãos públicos com a dispensa da licitação. O Serviço de Comunicação Multimídia executado por ela na Infovia acaba assegurado como uma "carona" nos contratos de TI assinados com ministérios e órgãos vinculados pelo Serpro.

A Telemar (Oi) já questionou a validade jurídica dessa contratação de serviço de TI casado com serviço de telecomunicações realizado pelo Serpro, mas não há notícias que a concessionária tenha logrado êxito com a sua ação.

Com a declaração do secretário da SLTI que a Telebras poderá atuar na Infovia Federal, não está descartada a hipótese de o Ministério do Planejamento - que controla a Infovia Brasilia - venha a casar as operações de TI do Serpro com os serviços de rede da Telebras, para facilitar a assinaturas de contratos. E isso poderá valer tanto para os organismos federais em todo o país, quanto para os governos estaduais e municipais - tudo sem sem licitação. É uma hipótese que o mercado privado de telefonia terá levar em conta e se preocupar daqui para a frente.

CDTV do portal Convergência Digital gravou as declarações do secretário de Logística e TI, Delfino Natal de Souza, no Seminário promovido pela Converge Comunicação.


CeBIT 2012: 76 empresas e 20 entidades integram a delegação brasileira

Com o status de país parceiro, o Brasil levará para o evento a maior delegação da historia

itweb - 17/02/2012

As 76 empresas e 20 instituições privadas e governamentais brasileiras com presença confirmada na CeBIT 2012 levarão para a mostra um amplo portfolio de soluções de ponta, de módulo para equipamentos de transmissão óptica a 100 gigabits por segundo (Gbps), passando por aplicações para governo eletrônico, cloud computing e contra crimes cibernéticos, até sistemas embarcados críticos para áreas estratégicas como meio ambiente, segurança, defesa nacional e agricultura. O evento será realizado de 6 a 10 de março na cidade de Hanover, na Alemanha.

Em uma participação histórica como país parceiro, o Brasil contará pela primeira vez com estandes em todos os pavilhões temáticos do maior evento mundial voltado às tecnologias digitais, o que proporcionará uma visibilidade internacional sem precedentes para a indústria brasileira de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs). A iniciativa conta com apoio e realização do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), SOFTEX e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e (Apex-Brasil).

Compõem a delegação ABVCap, Apex-Brasil, BMF Bovespa, BNDES,CGI, Ceitec, CPqD, Embraer, Embrapa, Finep, Interlegis, ITI, Ministério das Comunicações (MinCom), Telebrás, Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Petrobrás, Receita Federal e RNP. Essas instituições somam-se às 77 empresas brasileiras que também estarão presentes na mostra.

Com dois estandes, o CPqD (www.cpqd.com.br) faz sua estreia no evento. “A CeBIT é a grande vitrine mundial do setor. O destaque que o Brasil terá como país parceiro desta edição permitirá mostrar nossas competências, os avanços das nossas atividades de pesquisa e desenvolvimento em TICs, bem como nossas soluções e produtos destinados às comunicações em banda larga por meio das tecnologias óptica e sem fio, que estão no estado da arte da tecnologia mundial”, avalia seu presidente, Hélio Graciosa.

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), rede de pesquisa que apoia o desenvolvimento de soluções e aplicações para áreas estratégicas como meio ambiente, segurança e defesa nacional e agricultura, também comparece à CeBIT pela primeira vez e levará à mostra veículos autônomos aéreos e terrestres desenvolvidos em parceria com a indústria nacional.

“Uma linha central de pesquisa e desenvolvimento do Instituto é a concepção de veículos autônomos para viabilizar soluções em domínios de aplicações com relevância social e econômica. A CeBIT se apresenta como o ambiente propício para o estabelecimento de contatos, cooperação, desenvolvimento futuro e, principalmente, fortalecimento da relação academia-empresa sob o ponto de vista internacional”, comenta José Carlos Maldonado, coordenador do INCT-SEC.

Djalma Petit, diretor de mercado da SOFTEX, entidade responsável pela organização da participação nacional no evento, destaca que a CeBIT deve ser observada também como uma oportunidade única para a apresentação do potencial de inovação nacional, mapeamento de oportunidades e troca de experiências. “Como parceiro da CeBIT 2012, temos por objetivo projetar para o mundo a imagem de um país desenvolvido, criativo e inovador. Temos um grande espaço a ser ocupado internacionalmente e a enorme exposição mundial proporcionada pelo evento contribuirá para que nos posicionemos de forma mais assertiva e agressiva no cenário global de TICs”, reforça.

Organizada pela Deutsche Messe AG, que tem a Hannover Fairs do Brasil como sua subsidiária no País, e combinando feira, conferências, palestras, encontros corporativos e salas de negócios, a CeBIT foi idealizada como um evento único. No ano passado, a mostra recebeu 4.200 empresas, de 70 países, e foi visitada por mais de 330 mil profissionais.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ministro das Comunicações garante internet rápida na Copa

Zero Hora - 15/02/2012

Paulo Bernardo assegura investimentos federais para turbinar a velocidade de conexão nos jogos do Mundial, omntando sobre a participação da Telebras nesse processo. Afirmou também que o leilão da tecnologia 4g está previsto para maio.


Data Center do Estado (ES) participará de interligação de redes do Governo e da Telebras

INCorporativa - 16/02/2012


Representantes do Governo do Estado, da Telebras e da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) estiveram reunidos para definir ações que promovam a integração entre as redes de fibra óptica do Estado e as da União. O encontro foi realizado na sede do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest), em Vitória, nesta quarta-feira (15).

Ficou decidido que serão instalados dois pontos de presença (recursos que permitem a interligação de redes) no Espírito Santo. Um deles, ficará no Data Center do Estado, situado no Prodest, e permitirá a junção entre a Rede Metro.ES/Metrovix e a da Telebras, o que está previsto para acontecer até o final do primeiro semestre.

O local onde ficará o segundo ponto de presença ainda está em estudos. A consultora da Telebras Soraia Emery de Carvalho Braga disse que o Espírito Santo está com a infraestrutura tecnológica necessária para a integração das redes por causa do Data Center, considerado uma referência nacional.

“Outro ponto positivo é o bom andamento do processo para que Petrobras e Furnas façam a cessão das fibras ópticas que farão parte da rede da Telebras no Estado. Essa parceria será importante para atender órgãos públicos, provedores de Internet e a população em geral”, explica.

Rede Metro-Gvix

A diretora Técnica do Prodest, Sylvia Abaurre, disse que a presença da Rede Nacional de Pesquisa será importante, principalmente, para a integração de redes na Grande Vitória. Até o final de 2013, estará instalada a Rede Metro-Gvix, que atenderá a órgãos estaduais e municipais em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana com fibra óptica.

“Essa reunião foi bastante positiva, porque estamos estabelecendo melhor as metas para uma integração tríplice de redes (Governo do Estado, Telebras e RNP). Esse encontro também contribui para verificarmos a topologia ideal e os pontos de acesso para a Rede Metro-Gvix”, explica a diretora.

O diretor presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Anilton Salles Garcia, destaca a importância do trabalho em conjunto com a RNP e a Telebras. “A parceria com RNP será responsável por viabilizar o acesso a todas as unidades do Ifes, Ufes, Incaper e Idaf no Estado. Isso significa que disponibilizaremos rede mais rápido ao interior. Em conjunto com a Telebras, conseguiremos viabilizar o Programa Nacional de Banda Larga no Estado.”

O diretor de Engenharia e Operação da Rede Nacional de Pesquisa, Eduardo Grizendi, afirmou estar otimista com a reunião e as ações discutidas. “Esta é uma grande oportunidade para viabilizar o atendimento às instituições usuárias da RNP no Estado. Queremos também disponibilizar Internet a 100 megabytes por segundo também no interior, onde vamos atender a 21 instituições que pretendemos acoplar a essa rede de alta velocidade. Isso apenas será possível, pois os investimentos serão feitos em parceria com o Governo do Estado.”

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sky quer chegar a 10 capitais com serviço 4G até o final do ano

Baptista diz que operadora de DTH não tem “cacife” para participar de leilão do 2,5 GHz, mas não descarta possibilidade

Tele.Síntese - 15/02/2012


Com o sucesso de seu projeto piloto em Brasília, lançado em dezembro, a Sky agora planeja expandir seu serviço de banda larga fixa baseado na tecnologia LTE para entre cinco e dez capitais até o final de 2012. No começo do ano, a operadora de TV por satélite anunciou a compra da Acom, empresa de MMDS, que mais que dobrou seu portfólio de licenças na faixa de 2,5GHz para oferecer serviços em 4G.

Segundo o presidente da Sky Brasil, Luiz Eduardo Baptista, o objetivo principal do serviço não é entrar no mercado de banda larga, mas oferecer uma nova forma para seus assinantes acessarem seu conteúdo, uma vez que o crescimento dos serviços de vídeo móveis deve congestionar as redes 3G das operadoras de celular. “Entendemos muito mais de conteúdo que nossos concorrentes, que não são pure players, não trabalham só com TV. Nós decidimos ser especialistas”, afirmou Baptista durante o lançamento do serviço over-the-top Sky Online nesta quarta-feira (15), que no futuro também será disponibilizado para dispositivos móveis.

“É óbvio que não vamos concorrer com um serviço de fibra, mas também existem muitas cidades que não têm esse serviço”, disse o executivo. Além de Brasília, a operadora já detinha licenças de SCM nas cidades de Belém, Goiânia, Campinas, Vitória, Bauru (SP), Franca (SP), Uberaba (MG) e Caruaru (PE). Com a aquisição da Acom, a operadora acrescentou a essa lista as cidades de Manaus, São Luís, Teresina, Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Cuiabá, Campo Grande, Ipatinga (MG), Juiz de Fora (MG),Volta Redonda (RJ) e Santos (SP).

Leilão

Baptista não confirmou se a empresa pretende comprar mais licenças de 4G para expandir seu serviço, afirmando que ainda não decidiu se a Sky participará do leilão da Anatel para a faixa de 2,5 GHz, previsto para maio. “É muito difícil brigar com empresa de telecom. Nós não temos cacife para participar, vai ser muito caro”, disse. O executivo, no entanto, não descartou a possibilidade de fazer uma oferta pelo espectro do 4G. “Tenho até o dia 3 de março para decidir”.


SKY lança oferta de 4G com rede fornecida pela Telebras

Telebras - 14/12/2011

Brasília será a primeira cidade atendida no país pelo serviço de Internet móvel de 4ª Geração (4G). Lançado nesta terça-feira (13/12) pela operadora de TV por assinatura SKY, a tecnologia utiliza a rede de fibras ópticas da Telebras e já está disponível em cinco localidades da capital federal (Asas Sul e Norte, Lago Sul e Lago Norte, Sobradinho e Águas Claras). A previsão é que a partir de 2012 estenda a cobertura para outras cidades em que a SKY possui licença para operar serviços de comunicação de dados (SCM).

Segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, a rede de quarta geração da SKY é o que há de mais moderno em tecnologia sem fio. Ele explica que a conexão ocorre por meio de um modem 4G, um pequeno aparelho sem fio que capta o sinal da Internet e o redistribui, permitindo que o usuário baixe filmes, músicas e jogos com uma conexão estável e para todos os aparelhos da residência como notebooks, PCs, tablets e celulares. O serviço utiliza a tecnologia LTE, fornecida pela Nokia Siemens.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, parabenizou a SKY pela iniciativa e disse estar orgulhoso em participar desta parceria. De acordo com a SKY, haverá duas opções de velocidades – 2MB e 4MB – e o produto poderá ser adquirido por qualquer usuário, independentemente de ser cliente ou não dos serviços de TV por assinatura oferecidos pela operadora.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Telebrás, Odebrecht to build underwater cable

RCRWireless Americas - 14/02/2012

Brazilian telecom provider Telebras has informed the Securities and Exchange Commission it will sign a memorandum of understanding with Odebrecht Defesa e Tecnologia in order to create a company to provide voice and data services via underwater cables. The agreement includes the building of two submarine cables, opening up new Internet connections with the United States and Europe.

The project is part of the Brazilian government’s list of priorities as it looks to increase Internet access for the FIFA World Cup in 2014, as well as to provide cheaper IP connections than are currently available through existing international lines.

Created in 2011, Odebrecht Defesa e Tecnologia is part of the Odebrecht Organization and is focused on offering equipment, integrated command and control systems and defense and security management services for military and civilian use. It has also assumed shareholder control of Mectron, a manufacturer of aerospace equipment.

Odebrecht Defesa e Tecnologia also holds stake in the Odebrecht – EADS Defesa e Segurança, which offers integrated solutions in the sector under the form of a joint venture; Baía de Sepetiba Consortium. That venture manages a national submarine development program and is currently constructing a shipyard and naval base complex – Itaguaí Construções Navais, which builds conventional and nuclear submarines, and Copa Gestão em Defesa S.A, which structures and manages projects in the segment.

Earlier this month, Telebras announced plans to raise $175 million through a public offering. The company said it intended to use the proceeds from the offering to fund operations as part of Brazil’s National Broadband Plan.
Telebras confirma cessão de fibras óticas da Petrobras no trecho gasoduto Coari-Manaus para o Governo do Amazonas

Participaram da videoconferência com a Telebras, o secretário de C&T do Amazonas, Odenildo Sena, técnicos em tecnologia da informação e assessores da Prodam: Guilherme Moraes, Antônio Farias, Regis Muller e Márcio Belmont

SECTAM - 13/02/2012

Um ano após iniciadas as articulações para a cessão do uso, para o Governo do Amazonas, de parte das fibras óticas do Gasoduto da Petrobras no trecho compreendido entre Coari e Manaus, a Telebras anunciou na última sexta-feira (10/02), por meio de viodeoconferência, que o acordo está confirmado.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Amazonas, Odenildo Sena, um dos mentores e articuladores do projeto, enfatizou que “se pouco representa para outros estados conectar sete municípios por meio de fibra ótica, para o Amazonas vai proporcionar uma revolução”.

O diretor-presidente da empresa Processamento de Dados Amazonas S.A. (Prodam), Tiago Monteiro de Paiva, complementou: “Por meio do projeto, as populações dos sete municípios do entorno do gasoduto terão acesso a uma internet com capacidade de até 30 Megabits por segundo. Este projeto representa uma revolução tecnológica para o Estado, uma vez que, muitos programas e serviços de Governo Eletrônico, tanto Estadual quanto Federal, precisam da internet para chegar até o cidadão do interior”.

Serão beneficiados os municípios de Coari, Codajás, Caapiranga, Anamã, Anori, Manacapuru e Novo Airão. Odenildo Sena explicou que Novo Airão, apesar de não estar no trecho do Gasoduto, será beneficiado em substituição ao município de Iranduba que já está sendo contemplado por outro projeto de internet banda larga proposto pela SECTAM, em parceria com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e empresa Processamento de Dados Amazonas S.A. (Prodam).

A expectativa é que a conexão desses municípios acarrete impactos positivos na área da saúde, deslanchando programas de telessaúde e prontuário on line, por exemplo. “Na educação, a integração entre escolas e outras instituições de pesquisas, acesso a banco de dados, livros e a capacitação de professores são apenas algumas das possibilidades”, afirmou o secretário. “O cidadão se sente muito mais cidadão quando tem o direito de falar e de se manifestar. A internet é o veículo ideal para isso”, disse Odenildo.

O gerente de Planejamento Empresarial da Telebrás, Erivan Paiva, compartilhou alguns termos do acordo: “A Petrobras cederá as fibras ótica e a Prodam fará a iluminação das fibras [preparo para o tráfego de informações]”. Também será feita uma reserva para a Rede Nacional de Pesquisas (RNP).

Como encaminhamento, Prodam e SECTAM estão elaborando um cronograma de visita a cada um dos locais onde estão instaladas as fibras óticas nos sete municípios contemplados para reconhecimento dos locais que permita detalhamento dos projetos e planejamento dos investimentos necessários para o uso destas fibras óticas pelo Governo do Estado.

A otimização do uso da fibra ótica já implantada por empresas instaladas no Amazonas é um dos desafios do Governo do Amazonas para consolidar uma Rede Estadual de Comunicação. O secretário esclarece que “há capacidade instalada pelas empresas muito superior ao que é utilizado. Assim, o compartilhamento da rede de fibra ótica não compromete as atividades desenvolvidas pelas empresas”. O especialista em Tecnologia da Informação da Prodam, Guilherme Moraes acrescenta outro aspecto fundamental para a opção pelo compartilhamento das redes: “Ao se utilizar uma infraestrutura já instalada estamos evitando impactos na floresta”.

A proposta do Governo do Amazonas, por meio da SECTAM e da Prodam já vem sendo articulada há algum tempo e contempla outras redes de fibra ótica (OI, Embratel e Linhão de Tucuruí). Juntas essas redes permitem implantar a Rede Estadual de Comunicação, conectando órgãos das três esferas de governo: municipal, estadual e federal em 21 municípios do Amazonas.
Bernardo apresenta metas para o setor de telecom em 2012

MiniCom - 14/02/2012


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participou na manhã desta terça-feira do Seminário Políticas de (Tele)comunicações, em Brasília. Durante o evento, o ministro apresentou as metas para o setor neste ano de 2012 e fez um balanço das realizações de 2011.

Bernardo destacou o crescimento da internet no país. O Brasil fechou 2011 com um total de 58 milhões de acessos em banda larga. Na banda larga fixa, a expansão foi de aproximadamente 20%, com 2,8 milhões de novos acessos durante o ano. Já a banda larga móvel cresceu mais de 99%, com 20,5 milhões de novos acessos adicionados à base em 2011.

“Estamos vivendo um momento positivo. O setor de telecom cresceu 20% no ano passado. O número de assinantes da TV paga cresceu 30% e da internet, em geral, 67%”, comemorou o ministro.

O ministro ressaltou ainda o crescimento da chamada banda larga popular, oferecida nos moldes definidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL): “A banda larga popular já está atingindo entre 1,2 e 1,3 milhões de usuários, desde outubro do ano passado. E a rede da Telebras já está com 10 mil quilômetros de fibras iluminadas. Pretendemos chegar a 30 mil quilômetros até o fim deste ano”.

Outro ponto destacado pelo ministro foi a aprovação da nova lei da TV por assinatura, que permitiu a entrada de novas empresas no mercado e criou regras para a produção de conteúdos. Na avaliação de Paulo Bernardo, a medida vai impulsionar o crescimento do acesso ao serviço, tornar os preços mais competitivos e ajudar na expansão da internet pelo país.

Desoneração para construção de redes
O ministro afirmou que deve sair em março a publicação da medida provisória de desonera a construção e modernização de redes de telecomunicações. Segundo o ministro, o texto do documento já está acertado entre os ministérios das Comunicações, da Fazenda e da Ciência e Tecnologia.

Bernardo disse que foi preciso recalcular os valores dos benefícios levando em consideração os ajustes fiscais que estão sendo definido pelo Governo Federal. "O governo está preparando o cronograma orçamentário deste ano. Fizemos o redimensionamento de quanto vai ser a isenção e quanto vai diminuir de receita", explicou o ministro das Comunicações.

A previsão é que as medidas fiscais tenham efeito a partir de julho deste ano.

Leilão 4G
O ministro Paulo Bernardo reiterou que estão mantidas para abril as publicações de editais de licitação das faixas de 2,5 GHz, para a internet 4G, e de 450 MHz, para a internet e telefonia rural. A previsão é de que o leilão seja realizado no mês de maio.

“Quem vencer para operar o 4G vai implementar as redes, primeiramente, nas cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Em seguida, serão atendidas as cidades que tenham mais de 500 mil habitantes. Depois, a tecnologia deverá ser expandida, gradativamente, até cobrir as cidades menores”, disse Bernardo.
Telebras prevé instalar fibra óptica a todo el país

Cronista.com - 14/02/2012

Desde que fue reactivada, hace exactamente dos años, la estatal brasileña Telebras consiguió situarse en el centro de casi todo, menos de las telecomunicaciones. Recreada para liderar un proyecto inédito de popularización de internet rápida en el país, la empresa pasó a ser objeto constante de críticas de parte de las operadoras privadas de telefonía, sufrió vaciamiento político y financiero, fue acorralada por las auditorías del Tribunal de Cuentas del Estado (TCU, sigla en portugués) y terminó sometida a un ostracismo que transformó sus planes y metas en lindas piezas de ficción.

Todo eso pasó, dijo Caio Bonilha, que desde hace nueve meses asumió la presidencia de Telebras. La semana pasada, una docena de proveedores de equipamientos estuvo en la sede de la estatal, en Brasilia, para chequear detalles de lo que la empresa comprará a lo largo de 2012. Es la forma en que todo el mundo se anticipa y se prepara para las licitaciones.

Bonilha abre una secuencia de slides en la laptop y enumera los proyectos que, según prevé, transformarán a Telebras. Este año se invertirán R$ 510 millones en proyectos de peso, como la instalación de miles de kilómetros de fibra óptica en el país, la construcción de cables submarinos internacionales, el armado de un satélite geoestacionario en sociedad con Embraer y la creación de centros de internet ultra rápida para apoyar a las ciudades sedes de la Copa de las Confederaciones.

Según el presidente de Telebras, el Estado garantiza la inversión, pero también hay posibilidades de que la empresa realice una emisión de debentures este año para capitalizarse. El plan es usar la nueva ley sancionada por el Palacio do Planalto, que favorece la emisión de títulos de deuda de parte de empresas vinculadas a proyectos de infraestructura.

Seguramente vamos a aprovechar ese mecanismo, que puede ayudar a fortalecernos, comentó Bonilha. Estamos caminando, a pesar de todas las dificultades que enfrentamos. Finalmente el mercado comienza a creer que Telebras existe.

Pero la estatal todavía está muy lejos de sus ambiciones originales. Se preveía, por ejemplo, que hasta diciembre del año pasado 1.100 municipios estarían conectados en una red central (backbone) de fibra óptica de Telebras, que alcanzaría a mitad de la población del país. Para esa cobertura, se invertirían R$ 1.000 millones en 2011, con otros R$ 1.500 millones este año. La realidad es que las primeras ciudades pasaron a recibir la señal del Programa Nacional de Banda Ancha (PNBL, sigla en portugués) solo en julio del año pasado y los desembolsos menguaron en cerca de R$ 70 millones.

Los millones de reales prometidos, según Bonilha, no se necesitan más, porque la estatal revisó todos sus proyectos. Cuando hicimos el diseño de Telebras, creíamos que haríamos todo desde cero, principalmente en las áreas metropolitanas. Pero eso cambio fuertemente después de los acuerdos firmados con las empresas de energía, comentó. Otra razón para la caída del presupuesto es la reducción del precio de los equipamientos en relación a aquello que estimábamos. Todo cayó bastante a lo largo del tiempo.

Telebras tiene actualmente 200 empleados, pero pretende llegar a 500 profesionales en la planta propia hasta final de este año, a través de concurso público. Se contrató una consultora para elaborar un plan de cargas y remuneraciones. Hoy, sin un empleado se enferma, no hay nadie para remplazarlo, dijo el presidente de la estatal.
Embraer y Telebrás crearán una empresa para lanzar el primer satélite

Infoespacial.com - 14/02/2012

Brasilia.- En las próximas semanas las compañías Empresa Brasileria de Aeronáutica S. A. (Embraer) y Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) darán a luz una nueva sociedad encargada de construir y operar el primer satélite geoestacionario de Brasil.

La nueva sociedad, participada por Embraer en un 51 por ciento y por Telebrás en un 49, estará ubicada en la localidad de Sao José dos Campos (Sao Paolo) y tendrá dos años para diseñar y elaborar el satélite que, según lo previsto, será puesto en órbita a lo largo del año 2014.

"Las compañías que fabrican satélites forman parte de un grupo muy restringido en el mundo, y el Gobierno vio la oportunidad de reanudar su programa espacial geoestacionaria. Nos unimos a este grupo. Ya hemos establecido la posición orbital. Este proyecto comienza a jugarse el próximo mes", ha declarado el presidente de Telebrás, Caio Bonilha, según recoge Valor Económico.

En la construcción de este satélite también están implicados los Ministerios de Defensa, Comunicaciones y Ciencia y Tecnología y su función principal será centralizar información y dar cobertura a más de 4.200 municipios ubicados en áreas remotas.

El proyecto está incluido en el Plan Plurianual (PPA) de 2012-2015, donde se le atribuye una inversión aproximada de 700 millones de dólares, y su viabilidad está en todo momento vigilada por la presidenta Dilma Rousseff.

Con el lanzamiento de este nuevo satélite de órbita geoestacionaria, Brasil refuerza su apuesta por el sector aeroespacial. En esta misma línea se enmarca la propuesta hecha por la Agencia Espacial Brasileña (AEB) a la Agencia Espacial Japonesa (JAXA), instituciones que podrían diseñar un satélite conjunto para la constelación GPM (Global Precipitation Measurement).

Brasil refuerza su apuesta por el sector aeroespacial

Empresa Brasileria de Aeronáutica S. A. es propietaria de una de las principales fábricas de aviones comerciales, militares y ejecutivos de Brasil, y es el tercer exportador de aeronaves del país, inmediatamente después de Boeing y Airbus, a quienes superó entre 1999 y 2001.

La sede principal de la compañía se encuentra en Sao Jose dos Campos y cuenta con una planta en Gaviao Peixoto donde fabrica los componentes más importantes de sus productos y realiza las pruebas de vuelo. Asimismo, tiene abiertas delegaciones comerciales y de mantenimiento en Estados Unidos, Francia, China y Singapur.

Por su parte, Telecomunicações Brasileiras S.A. está integrada por casi una treintena de operadoras regionales y una larga lista de operadoras de larga distancia. La compañía fue creada en 1972 con el objetivo de centralizar las empresas de telecomunicaciones concesionarias de los servicios públicos y privatizada más de dos décadas después, en julio de 1998, en un intento de optimizar su rendimiento.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Telebras e Odebrecht se unem por cabo submarino brasileiro

Convergência Digital :: 13/02/2012

O Conselho de Administração da Telebras já informou à Comissão de Valores Mobiliários que vai assinar um "Memorando de Entendimentos" com a empresa Odebrecht Defesa, com o intuito d criar uma sociedade voltada à exploração de serviços de voz e dados através de cabos submarinos.

O acordo vai abrir novas saídas de Internet em direção aos Estados Unidos e Europa. A ideia do projeto é garantir valores menores que os cobrados nas atuais conexões internacionais e beneficiaria não apenas o Brasil, mas outros vizinhos sulamericanos. “Nosso objetivo é termos preços mais baixos nas conexões IP”, afirmou o presidente da Telebras, Caio Bonilha, no final do ano passado, após acertar os detalhes do plano com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O projeto do cabo submarino está associado à interligação de redes sulamericanas o que, em essência, garantirá demanda para as novas conexões internacionais. Por isso, além da Odebrecht, outras parcerias podem se dar com empresas de outros países da região e inclusive da África. A Angola Telecom, por exemplo, já assinou com a Telebras um acordo para construção da interligação com aquele país.

Por outro lado, alguns dos países vizinhos demonstraram, até agora, que entrarão no projeto somente com a demanda pelo transporte de dados. Pelo menos foi essa a posição sinalizada pelo Chile, há um mês, durante reuniões com brasileiros.

Além desses arranjos, é provável que a Telebras precise montar uma empresa nos Estados Unidos para superar as limitações legais que exigem empresas norte-americanas na implantação de cabos submarinos.
Telebras e Odebrecht vão criar empresa de cabo submarino

Tele.Síntese - 13/02/2012

A Telebras assinou memorando de entendimento com a Odebrecht Defesa e Tecnologia no sentido de concluir conjuntamente os estudos no intuito de constituir uma empresa, cujo objeto social preponderante seja a exploração de serviços de transmissão de voz e dados através de cabos submarinos. O projeto, incluído na relação de prioridades do governo, prevê a construção de dois cabos submarinos – um para os Estados Unidos e outro para Europa – até 2014, reforçando o acesso à internet para a Copa do Mundo de Futebol.

O acordo foi definido pela diretoria da estatal e informado ao conselho de administração na reunião do dia 7 deste mês, conforme ata divulgada pela Telebras.

A Odebrecht Defesa e Tecnologia é empresa da Organização Odebrecht criada em 2011 com foco de atendimento na área militar e foi reforçada com a compra da Mectron, fabricante de equipamentos aeroespaciais, como radares, mísseis e sistemas de comunicação, controle e comando com 20 anos de serviços prestados às Forças Armadas do Brasil e de outros países.

A empresa tem participação acionária também na Odebrecht – EADS Defesa e Segurança fornece soluções integradas no setor, sob a forma de uma joint venture; Consórcio Baía de Sepetiba – CBS: gerencia o Programa Nacional de Desenvolvimento de Submarinos e executa a construção de um complexo de Estaleiro e Base Naval; Itaguaí Construções Navais – ICN: constrói submarinos convencionais e nucleares; e Copa Gestão em Defesa S.A.: estrutura e gere projetos complexos no segmento.
Investidor compra 7% das ações da Telebras e mercado só é avisado 15 dias depois

Estatal argumenta que só foi informada da aquisição no dia 10 de fevereiro

Tele.Síntese - 13/02/2012


A aquisição de 7,80% das ações preferenciais da Telebras, no dia 27 de janeiro, por Paulo de Almeida Nobre e o Manitu High Yield Fundo Investimento em Ações (do qual Paulo é o único cotista), que adquiriram 1.639.899 ações preferenciais da Telebras (Telb4), sendo 1.075.299 de titularidade do primeiro, e 564.600 de titularidade do segundo (Manitu), causou estranheza nos acionistas minoritários da estatal.

A principal questão levantada pelo blog Insight- Laboratório de Ideias -, que acompanha de perto o movimento das ações preferenciais da holding, é que esta mudança só foi conhecida pelo mercado 15 dias depois, ou no dia 10 de fevereiro, quando a Telebras enviou o comunicado à CVM.

A estatal argumenta que ela fez o comunicado à CVM no mesmo dia em que recebeu a comunicação dos investidores. Conforme o levantamento do Insight, Paulo de Almeida é mais conhecido como "Palmeirinha", advogado atuante em São Paulo, que tem amor pelo clube de futebol paulista do qual já foi vice-presidente e é hoje conselheiro. Já o fundo Manitu, cujo único cotista é o próprio Paulo, iniciou suas operações em 2005, mas em 09 de julho de 2010 (dois meses após o lançamento do PNBL e a reativação da Telebras) teve seu regulamento alterado.

Conforme o blog, até o dia 27 de janeiro, a posição do fundo registrada na CVM não reveleva qualquer ação da Telebras em seu poder, o que é mais um fato esquisito, já que todos os fundos têm que informar suas ações em carteira até o último dia útil do mês seguinte à qualquer mudança.

Pode ter acontecido, então, que esses investidores venderam as ações da Telebras nos dias 30 e 31 de janeiro, mas neste caso, não tem sentido eles informarem somente no dia 10 à estatal que ainda são detentores de mais de 5% das ações preferenciais da holding.
Governo dá novas missões ambiciosas para a Telebras

Reativada em 2010 para colocar de pé ambicioso plano de popularização da internet, a Telebras praticamente não saiu do lugar. Foi alvo constante de críticas das operadoras de telefonia, perdeu orçamento e sofreu com auditorias do Tribunal de Contas da União. Agora, o governo decidiu dar novo alento à estatal

Valor Econômico - 13/02/2012

Desde que foi reativada, há exatamente dois anos, a Telebras conseguiu estar no centro de quase tudo, menos das telecomunicações. Recriada para liderar um projeto inédito de popularização da internet rápida no país, a estatal passou a ser alvo constante de críticas por parte das operadoras privadas de telefonia, sofreu esvaziamento político e financeiro, foi emparedada pelas auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e acabou metida em um ostracismo que transformou seus planos e metas em belas peças de ficção.

"Tudo isso passou", diz Caio Bonilha, que há nove meses assumiu a presidência da Telebras. Na semana passada, uma dúzia de fornecedores de equipamentos esteve na sede da estatal, em Brasília, para checar detalhes do que a empresa comprará ao longo de 2012. "É uma forma de todo mundo se antecipar e estar preparado para as licitações", diz o executivo.

Bonilha abre uma sequência de slides no laptop e enumera os projetos que, segundo ele, "viraram a página" da Telebras. Neste ano serão investidos R$ 510 milhões em projetos de peso, como a instalação de milhares de quilômetros de fibras ópticas pelo país, a construção de cabos submarinos internacionais, a montagem de um satélite geoestacionário em parceria com a Embraer e a criação de centros de internet ultrarrápida para apoiar as cidades-sedes da Copa das Confederações.

O investimento, diz ele, já está garantido pela União, mas também são grandes as chances de a Telebras fazer uma emissão de debêntures neste ano para se capitalizar. O plano é usar a nova lei sancionada pelo Palácio do Planalto, que favorece a emissão de títulos de dívida por empresas ligadas a projetos de infraestrutura. "Com certeza vamos aproveitar esse mecanismo, que pode ajudar a nos fortalecer", comenta Bonilha. "Estamos caminhando, apesar de todas as dificuldades que enfrentamos. E, finalmente, o mercado começa a acreditar que a Telebras existe."

É fato que a estatal ainda está muito longe de suas ambições originais. Previa-se, por exemplo, que até dezembro passado 1,1 mil municípios estariam plugados em uma rede central ("backbone") de fibra óptica da Telebras, alcançando metade da população do país. Para essa cobertura, seriam investidos R$ 1 bilhão em 2011, com mais R$ 1,5 bilhão em 2012. A realidade é que as primeiras cidades passaram a receber o sinal do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) só em julho do ano passado e os desembolsos acabaram minguando para cerca de R$ 70 milhões. No final das contas, o investimento necessário de R$ 2,5 bilhões para os dois anos foi reduzido para R$ 580 milhões no período.

Os bilhões de reais prometidos, segundo Bonilha, já não são mais necessários, porque a estatal revisou todos os seus projetos. "Quando fizemos o desenho da Telebras, achávamos que faríamos tudo do zero, principalmente nas áreas metropolitanas. Mas isso mudou radicalmente após os acordos firmados com as empresas de energia", comenta. "Outra razão para a queda no orçamento é a redução do preço dos equipamentos em relação àquilo que estimávamos. Tudo caiu bastante ao longo do tempo."

A Telebras tem hoje 200 funcionários, mas pretende chegar a 500 profissionais no quadro próprio até o fim deste ano, por meio de concurso público. Uma consultoria já foi contratada para elaborar um plano de cargos e remuneração. "Hoje, se um funcionário adoece, não tem ninguém para repor", diz Bonilha.

Os planos e metas podem ter mudado bastante, mas a companhia ainda está no vermelho. Em 2010, o resultado líquido ficou negativo em R$ 13,8 milhões. Entre janeiro e setembro de 2011, o saldo negativo chegou a R$ 30,1 milhões. Para Bonilha, os resultados estão dentro do esperado. "Estamos em um setor de capital intensivo, no qual é impossível dar lucro antes de três, quatros anos. Além disso, nossa estratégia não é o lucro imediato, como é a das teles", comenta. "Estamos implantando uma política de governo. Sabemos de nossa responsabilidade de regular o mercado."


Finalmente, plano de banda larga começa a virar realidade

O prometido Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) vai começar, finalmente, a mostrar a que veio. Neste mês, um total de 10,5 mil quilômetros de fibra óptica estará "iluminado" pela Telebras em Estados de Norte a Sul do país. A rede, conhecida como backbone, usa a malha de fibra óptica que está instalada ao longo das linhas de transmissão de energia do sistema Eletrobras, mas que estavam subutilizadas até agora. Coube à Telebras instalar equipamentos ao longo dessa rede para, finalmente, torná-la ativa.

Com essa infraestrutura, a Telebras passa a ter capacidade de atender até 600 municípios do país a partir de março, segundo o presidente da estatal, Caio Bonilha. Cerca de 60 centros de distribuição (torres de disseminação de sinal) entrarão em operação neste mês. É nessas estações que o provedor de acesso busca suas conexões para oferecer o serviço - por cabo ou rede sem fio - até a casa do usuário.

Até dezembro, a estatal planeja chegar a 31 mil km de fibra óptica ativa no país. Para levar essa infraestrutura aos provedores de acesso serão instaladas pelo menos mais 250 estações de distribuição. A Telebras só atende o segmento de consumo, e não o de empresas, mas sempre por meio de outros provedores. "Fecharemos o ano com a cobertura em todos os Estados e 21 mil cidades poderão ser atendidas em um raio de até 50 quilômetros do backbone", diz Bonilha. "Até lá, queremos ter ao menos 510 provedores plugados nessa rede."

Com a rede preparada, estatal terá condições de atender até 600 municípios a partir de março

Antes de instalar suas estações de distribuição de sinal, porém, a Telebras precisa encontrar terrenos para isso. No mês passado, a estatal disparou cartas para 2 mil prefeituras, convidando o gestor municipal a ceder uma área de pelo menos 100 metros quadradros para receber a central e, assim, passar a ser beneficiado pela cobertura do sinal digital. O retorno não foi muito empolgante. "Nossa grande dificuldade hoje é conseguir esses terrenos, sem contar as licenças ambientais envolvidas no processo, que facilmente levam mais de 120 dias para ser liberadas", diz Bonilha. Para 2012, a meta é encontrar pelo menos 350 terrenos.

Embora a oferta do PNBL por provedores ainda esteja engatinhando, é fato que a entrada da Telebras no mercado já causou efeitos práticos para queda de preço do acesso. Entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011, conforme levantamento feito pela própria estatal, o preço do megabit contratado pelo provedor caiu, em média, 54%. Há casos de provedores que pagavam R$ 400 pelo link de uma grande operadora e hoje desembolsam R$ 90 mensais pelo mesmo serviço.

Uma nova série de licitações será feita nos próximos meses para garantir a entrega da rede. Paralelamente, a Telebras está construindo trechos próprios de fibra óptica em cidades com mais de 50 mil habitantes. Ao todo, serão construídos 5 mil km de malha para se plugar às redes já existentes da Eletrobras e da Petrobras, outra parceira do projeto. "Neste ano vamos implantar uns 4 mil quilômetros de fibra em áreas metropolitanas", diz o presidente da estatal.

Boa parte dessa nova estrutura será destinada a atender as seis cidades-sede da Copa das Confederações: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Só neste ano essas cidades receberão investimentos de R$ 80 milhões em infraestrutura de telecomunicações por conta da Telebras. "Faremos um teste em breve para ver como essa rede vai funcionar."

Paralelamente, a estatal quer concluir até abril os projetos para as 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014. Bonilha nega atraso na execução das obras e afirma que os problemas se devem exclusivamente à indefinição causada pela Fifa, que ainda não indicou onde ficarão os centros de treinamento e concentração das seleções, que hotéis serão usados etc. "Estamos cobrando essas informações. Sem isso, não conseguimos avançar." (AB)


Nova companhia planeja colocar satélite em órbita até 2014

Nas próximas semanas será oficialmente lançada a empresa resultante de uma parceria entre a Telebras e a Embraer, criada para liderar o processo de construção e operação de um satélite geoestacionário. Ainda neste semestre, essa sociedade colocará na rua o edital para contratação da companhia que apoiará a fabricação do equipamento. Serão dois anos de construção, com a sede da nova empresa em São José dos Campos (SP). A Embraer terá participação de 51% e a Telebras, de 49%. A previsão de lançamento é 2014. "Já temos a posição orbital definida. Esse projeto começa a ser tocado no próximo mês", diz Caio Bonilha, presidente da Telebras.

A compra dos equipamentos que compõem o satélite será feita por etapas. Para este ano, a previsão é de investir R$ 56 milhões no projeto. A construção do satélite tem a participação dos ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. Para a Telebras, diz Bonilha, o equipamento servirá de apoio à disseminação da banda larga em regiões remotas que não forem alcançadas pela fibra óptica. Com o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) está prevista a cobertura de até 4,2 mil municípios por meio de cabos. Ao satélite caberá a cobertura adicional das demais 1,3 mil cidades do país. Para o Ministério da Defesa, o satélite servirá para centralizar informações consideradas críticas para o governo. "Será um tipo de backup de informações consideradas estratégicas."

A viabilização de um satélite geoestacionário brasileiro é acompanhada de perto pela presidente Dilma Rousseff, que quer a nacionalização dessa indústria, já que os componentes que darão vida ao equipamento serão fornecidos majoritariamente pelo mercado internacional. Incluído no programa plurianual (PPA) de 2012-2015, o satélite tem uma previsão de investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões. "As empresas que fabricam satélites fazem parte de um grupo muito restrito em todo o mundo, e o governo vislumbrou uma oportunidade de retomar seu programa espacial geoestacionário. Faremos parte desse grupo", afirma Bonilha.

A preocupação de lançar o equipamento até 2014 se deve ao fato de que, em dois anos, vencerá o prazo para que o Brasil ocupe a reserva feita para duas posições orbitais a que o país tem direito no espaço para aplicações na área de defesa, conforme as regras definidas pela União Internacional das Telecomunicações (UIT). (AB)

Ligação com os EUA é prioridade

A construção de uma complexa malha de cabos submarinos de fibra óptica começou a ganhar corpo dentro da Telebras. A estatal negocia acordos com várias estatais e empresas estrangeiras para ampliar a conexão entre países e reduzir a dependência das estruturas atuais, praticamente limitadas a redes dos Estados Unidos.

Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, atualmente há três projetos em andamento, todos eles com origem em Fortaleza (CE). Dali sairá um cabo que ligará o país aos EUA. Um segundo projeto, já negociado com a empresa Angola Cables, prevê a construção de um ramal submarino até a África. O terceiro projeto, com destino à Europa, está em negociação com uma operadora espanhola.

Além dessas iniciativas, está em andamento um projeto de integração das redes de telecomunicações dos países sul-americanos. Este, porém, será viabilizado por meio de linhas de transmissão de energia e dutos. O trabalho, coordenado pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul), já está adiantado em países como Argentina e Paraguai.

"Hoje, o protocolo de internet contratado é muito caro para nós. Pagamos alto esse transporte. Com os cabos submarinos, vamos baratear o nosso custo", afirma Bonilha.

O projeto prioritário é a ligação até os Estados Unidos. A Telebras tem realizado reuniões frequentes com as teles privadas para fechar parcerias que viabilizem a empreitada de 8 mil quilômetros de extensão, R$ 400 milhões em investimento e um ano e meio de trabalho.

"Como o risco de cada um construir seu cabo é alto, queremos encontrar parceiros com interesse em comprar parte da capacidade de transmissão desse cabo", diz o presidente da Telebras. "Fechadas as parcerias, faremos uma concorrência para escolher quem vai construir o cabo e, depois de pronto, cada um explora a sua capacidade, separadamente."

A expectativa é de que as parcerias sejam firmadas no primeiro semestre e a contratação da obra ocorra no semestre seguinte. Estimativas mostram que até 2016 a capacidade instalada de boa parte dos cabos submarinos estará saturada. Embora a fibra óptica tenha uma capacidade extrema de tráfego de dados, essa potência tem vida útil e tende a cair conforme a malha vai perdendo suas características. Em média, elas duram de 20 a 30 anos. Uma emenda, por exemplo, já diminui a sua vida útil.

"O beneficio de contar com essa malha é que, além de reduzirmos custos, podemos ter uma rede estratégica, que pode ser gerenciada com o apoio de mais países", diz Bonilha. (AB)