sábado, 4 de fevereiro de 2012

Fifa não tem cumprido prazos

O Povo (via Agência Estado) - 04/02/2012

Se por um lado a Fifa cobra do governo mais rapidez nas obras de aeroportos, estádios e na aprovação da Lei Geral da Copa, a entidade máxima do futebol não tem cumprido alguns prazos acertados com a administração federal. O atraso da organização em decidir os locais de treinamento, hotéis e escritórios que serão usados na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo, em 2014, tem embolado o meio de campo da logística em telecomunicações.

Segundo o diretor comercial da Telebrás, Rogério Boros, a estatal já está adiantada na construção de 21 mil quilômetros de interligação nacional por meio de fibras ópticas e dos anéis metropolitanos.

A Telebrás avalia que as cidades que acolherão os jogos serão interligadas a tempo com a chamada “abordagem dupla”, que na prática é uma redundância na rede para garantir que os sinais sejam transmitidos mesmo em uma eventual falha nas linhas. O que falta definir é exatamente onde estarão os terminais de acesso a essas redes.

O diretor confirmou que o assunto foi abordado em uma reunião nesta semana com dirigentes da Fifa. De acordo com ele, esse prazo de menos de um ano e meio para o evento já começa a ficar apertado porque, a partir da definição desses locais, a Telebrás iniciará o processo de mapeamento, busca de parcerias, realização das licitações, busca das autorizações ambientais, além da construção e montagem dos equipamentos nos pontos finais dessas redes.

Ele rebateu as críticas de que o orçamento de R$ 200 milhões que a Telebrás dispõe para a preparação do Mundial seria insuficiente. Segundo ele, a cifra dá conta dos investimentos já programados e focados na transmissão de dados.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Investimento em Wi-Fi pode reduzir custo com implantação de redes, diz estudo

Teletime - 03/02/2012


Aumentar as redes Wi-Fi pode ser a solução para as operadoras reduzirem em até 50% os custos de transporte de rede e enfrentar o aumento de até oito vezes nos custos de acesso 3G. A conclusão é da consultoria Analysys Mason, que divulgou relatório sobre o assunto nesta sexta-feira, 3.

De acordo com o levantamento, as operadoras da Europa Ocidental têm empregado esforços apenas no sentido de atender à demanda pelo crescente tráfego de dados, implantando cada vez mais estações rádio base (ERBs). O custo total destes investimentos pode chegar a US$ 40 bilhões por ano até 2016. "As operadoras não podem se dar ao luxo de gastar tanto dinheiro", diz Terry Norman, co-autor do relatório e analista líder para o programa sem fio Analysys Mason redes de pesquisa. "Por isso, as operadoras irão aceitar o congestionamento da rede ou usar de preços para controlar a demanda - o que não é uma boa prática comercial. A solução elegante é fazer melhorias de eficiência substanciais".

Para combater o custo excessivo da melhoria das redes, a saída seria investir em tecnologias alternativas, como o Wi-Fi, que é amplamente utilizado. Com preços competitivos, é um dos principais candidatos para compor pequenas células nas redes das teles.
'É preciso definir responsabilidade para que se possa cobrar'

Analista critica ausência de projetos para a área de telecomunicações e teme falhas que prejudiquem a imagem do País

O Estado de S.Paulo - 31/01/2012


Se os atrasos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 nas obras de estádios, mobilidade urbana e aeroportos já estão bem mapeados, pouco se tem falado sobre os preparativos do País na área de telecomunicações. Por isso, o professor de engenharia da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Ribeiro dos Santos, alerta para a falta de definição sobre os investimentos necessários no setor para atender o público do evento.

Segundo ele, ainda não estão claras as responsabilidades do governo e das empresas no mundial. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Como o sr. avalia a preparação do País para o Mundial na área de telecomunicações?

Para quem não está muito engajado no assunto, pode até haver a impressão de que está tudo pronto e resolvido no setor. Mas não está e temos alguns caminhos muito longos para seguir, considerando principalmente o tempo escasso para o evento. No meio do próximo ano já teremos a Copa das Confederações.

Quais são as maiores necessidades que um evento como esse demanda no setor?

É preciso ter uma rede poderosa concentrada para a transmissão dos jogos, mas também há a questão da comunicação pessoal. Os estrangeiros chegarão com todas as plataformas e tecnologias e as operadoras do País precisarão estar preparadas. Sabemos que hoje existe até certa saturação das redes nas maiores metrópoles do País.

Qual seria o principal entrave para os investimentos necessários?

O problema é que o governo está longe de assumir responsabilidades ou dizer quais as companhias serão as responsáveis pelo atendimento no período da Copa. É hora de colocar o quebra-cabeça na mesa e botar as peças nos seus lugares. É preciso definir as responsabilidades para que se possa cobrar.

O governo alega que a Telebrás atenderá as demandas do evento, enquanto o público seria atendido pelas operadoras.

Mas falta uma definição mais clara. Se forem todas as companhias que vão atuar, como será feito? Todas vão investir pesado em todos os lugares? Será que está todo mundo disposto? Na dúvida, não se pode correr o risco de que alguma sede não seja atendida. É tempo de correr atrás de um planejamento mais integrado e alguém tem de liderar isso, seja o governo, a Telebrás ou a própria associação das empresas.

A Telebrás tem fôlego financeiro suficiente para montar a estrutura exigida pela Fifa?

O orçamento de R$ 200 milhões da Telebrás até 2015 não é uma cifra considerável, principalmente em um contexto no qual os investimentos em telecomunicações no País são da ordem de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões por ano. É natural supor que a estatal terá de pedir mais recursos ao Tesouro Nacional para arcar com as responsabilidades necessárias para a Copa do Mundo.

E há tempo para que essa infraestrutura seja concluída?

Em tese, um estádio pode ficar pronto até uma semana antes do primeiro jogo, mas as telecomunicações não podem ficar prontas em cima da hora. Trata-se de um item da infraestrutura que vai dar suporte para ferramentas de controle, supervisão, acompanhamento e da própria imprensa, que são atividades que começam antes da Copa e dependem de preparação e treinamento. Estamos falando de um grande sistema integrado que vai envolver milhares de pessoas.

Caso todos esses problemas citados pelo sr. e por outros especialistas não sejam contornados, a Copa do Mundo no Brasil poderá ficar comprometida?

É claro que vai haver Copa, mas obviamente perde-se um pouco daquele outro lado, de promoção do Brasil. Seria lamentável que o quinto maior País do mundo em telecomunicações - quantitativamente - deixasse uma má imagem por causa disso. Imagina se o sinal de transmissão cai durante um jogo? Já pensou se há um blecaute nos celulares dentro ou no entorno dos estádios? Não pode haver falhas, é nisso que um mundial de futebol se diferencia de outros eventos.
MiniCom apresenta proposta técnica para construção de anel óptico na América do Sul

Anel vai interconectar as redes de fibra óptica dos países sul-americanos, reduzindo custos de conexão

MiniCom - 03/02/2012

O Ministério das Comunicações deu mais um passo para a construção do anel que vai interligar as fibras ópticas dos países da América do Sul e reduzir os custos de conexão. O Brasil apresentou uma proposta técnica detalhada durante a I Reunião do Grupo de Trabalho sobre Telecomunicações do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), realizada no dia 31 de janeiro, no Paraguai. Agora, o projeto será avaliado pelos países participantes.

A construção do anel óptico foi estabelecida como uma prioridade pelos ministros das Comunicações dos países sul-americanos. Isso porque a solução vai possibilitar a seus cidadãos uma conexão mais rápida a preços mais baixos. Atualmente, o caminho percorrido pelos dados numa simples conexão à internet é extenso e caro: se um internauta do Brasil acessa um site do Chile, por exemplo, a conexão segue até um servidor nos Estados Unidos, via cabos submarinos, para, então, voltar ao Chile. Com o anel óptico interligando os países sul-americanos, o tráfego circulará diretamente entre as redes locais.

O projeto apresentado pelo Brasil na reunião do Cosiplan incluiu tanto propostas para a integração física das redes já existentes nos países de fronteira quanto para sua integração lógica. Nesse último caso, trata-se de uma série de acordos de interconexão para que as redes dos países sul-americanos possam efetivamente se comunicar. Com os acordos, cada rede seria dotada de tabelas de rotas, ou seja, informações sobre o “caminho” para chegar a cada um dos outros países.

De acordo com o diretor do Departamento de Banda Larga do MiniCom, Artur Coimbra, os acordos devem ser firmados assim que os países avaliarem a proposta. A expectativa é que, no prazo de um ano, seja possível fechar os acordos e fazer a ligação das redes já existentes nas fronteiras.

“Muitos países já têm redes fronteira com fronteira. O tom da reunião foi que temos condições de ligar essa infraestrutura já posta a um custo relativamente baixo”, explica Artur Coimbra, que representou o MiniCom no encontro.

A construção das redes ficará a cargo da estatal de cada país - no caso do Brasil, a Telebras.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Empresas investem na expansão das redes óticas

Fibra ótica deve baixar preços e melhorar serviços nas telecomunicações – quem sai ganhando é o consumidor

Exame - 02/02/2012


São Paulo - Os moradores dos grandes centros urbanos do país deverão verificar nos próximos meses os efeitos de uma nova etapa de investimento das empresas de telecomunicação, desta vez na expansão das redes de fibras óticas. A novidade é que a tecnologia, desenvolvida ainda na década de 50, chegará neste ano às casas de milhares de brasileiros (fiber-to-home ou FTTH). Graças a uma capacidade imbatível de transmitir dados, essas fibras – que transportam e até entortam a luz – surgem como a melhor opção para os consumidores modernos.

O uso intensivo de serviços virtuais baseados na “nuvem” – grandes servidores espalhados pelo planeta – tem feito com que número crescente de usuários exija cada vez mais banda das companhias. O destaque fica para a TV via internet, que, grosso modo, usa a web como suporte para a veiculação de conteúdo audiovisual (IPTV), inclusive em alta definição. De olho na rentabilidade que essa demanda representa, o setor já se articula para oferecer através da fibra ótica um amplo de leque de serviços sob uma plataforma convergente. Na esteira deste movimento conjunto vem a competição que deve se traduzir em preços menores e melhoria da qualidade.

Os cinco conglomerados de telecomunicações do país confirmam projetos de ampliação das redes óticas, principalmente nos centros urbanos com maior renda per capita e adensamento populacional. São eles o grupo controlado pelo bilionário mexicano Carlos Slim, que congrega NET, Claro e Embratel; os espanhóis da Telefônica/Vivo e sua parceira TVA; a italiana TIM, que é dona da Intelig e da AES Atimus (hoje TIM fiber); a brasileira Oi; e a GVT, que pertence ao grupo francês Vivendi.

Abertura de mercado – O pontapé para essa ação simultânea das teles foi dado em 12 de setembro do ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff assinou a Lei nº 12.485 – mais conhecida por nova lei da TV a cabo. A sanção implicou a liberação do segmento às operadoras de telefonia; a abertura para reorganizações societárias e aprofundamento de parceiras; e, por fim, a possibilidade de ofertar novos pacotes convergentes, inclusive com a venda de TV por assinatura via web. Livres de amarras legais, as empresas já não escondem a corrida para disponibilizarem estes serviços.

“A concorrência deve ficar mais forte daqui para frente. Logo, a TV paga deve ter seu preço reduzido. O que deve acontecer com a banda larga é que as pessoas terão pacotes mais velozes pelo mesmo preço, o que é o mesmo que reduzir tarifas”, disse o analista de telecomunicações do Banco Banif, Alex Pardellas.

A chegada das redes óticas deve mexer com o market share das teles. Antes dela, avançaram no segmento aquelas companhias que eram donas empresas de TV por assinatura via cabo coaxial – tecnologia que permite transmitir dados em alta velocidade e pacotes convergentes, mas ainda em velocidade bem inferior à das fibras. O destaque ficou para a Net, campeã em adições líquidas no ano passado.

“A vantagem da fibra é a possibilidade de oferecer maior velocidade de transmissão de dados, o que dá suporte a filmes e música para o público, bem como um uso mais intensivo de softwares e outros serviços”, disse o sócio da gestora de recursos Polo Capital, Cláudio Andrade.

Benefício para as teles – A fibra ótica também é economicamente vantajosa para as empresas de telecomunicação, que poderão incluir novos produtos em seus portfólios. Basicamente, pesados recursos são despendidos para adaptação e construção de redes, com destaque para a fase de implementação. Feito o investimento, a nova infraestrutura permite a adição de milhares de usuários e a exploração diversos serviços. Desta maneira, a amortização do gasto é uma consequência não muito distante e o que vem depois é lucro – um expressivo lucro.

“A expansão das redes de fibra ótica vai ser intensa em 2012. As principais operadoras do país já lançaram seus planos de negócios para investir no setor e assim ganhar o público com novos serviços – além de aumentar a lucratividade”, disse o presidente da consultoria em telecomunicações, Eduardo Tude. “A tendência é o oferecimento dos chamados ‘combos’ aos usuários, o que permite preços menores. Na verdade, os valores dos serviços já começaram a baixar. Onde a rede chega, o serviço começa e já é mais barato”, afirmou Tude.

O que vem por aí – Embora não divulguem valores, todas as empresas confirmam a tendência para este ano. A Oi – que já possui uma rede de fibra ótica com extensão de 178 mil quilômetros quadrados, a qual cobre o território brasileiro e se interliga aos Estados Unidos, Bermudas e Venezuela – ratificou seus planos para expansão da estrutura, com o foco no aumento da penetração de banda larga fixa nas residências.

Já a TIM concluiu, em 28 de dezembro, o processo de aquisição da AES Atimus – empresa de telecom antes pertencente à distribuidora de energia elétrica AES Eletropaulo, com mais de 5.500 quilômetros só de fibra ótica. Em 2012, o grupo italiano pretende ofertar pacotes de serviços com base nesta rede a 21 cidades dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A ideia é misturar a oferta de serviços fixos com móveis aos clientes.

A Telefônica, hoje unida à Vivo, já disponibiliza banda larga ultra rápida e TV por assinatura via internet a residências com o serviço Fibra, em parceria com a TVA. Desde 2009, a operadora é a que mais tem investido em fibras óticas domiciliares no Brasil – atualmente sua rede chega a aproximadamente 1 milhão de residências, mas somente no estado de São Paulo. A expectativa é que os serviços móveis da Vivo sejam agregados aos pacotes já oferecidos pela tele fixa.

A NET já se faz presente no mercado de TV por assinatura, banda larga, telefonia fixa, vídeo sob demanda e transmissões em HD 3D, além de conexões sem fio através de Wi-Fi. Em outubro do ano passado, em parceria com a Claro e a Embratel, começou a oferecer os chamados combos multi, que trazem tudo isso mais planos de celular e de 3G para smartphones e notebooks. Com a autorização, dada no último dia 26, para que o empresário mexicano Carlos Slim amplie sua fatia de capital na NET, espera-se que a integração entre as empresas se intensifique. Ao site de VEJA, contudo, o grupo não divulgou seu plano de expansão.

A GVT – que já comercializa internet de 100 Megabits por segundo (Mpbs) via rede ótica aos clientes finais e também pacotes que reúnem o serviço aliado a IPTV e telefonia fixa – tampouco divulga seu plano de expansão em fibra para 2012. Como a operadora é que atualmente possui a maior base de usuários com ultravelocidades de internet (67% dos clientes utiliza 10 Mbps e acima), o mercado espera que a política tenha continuidade.

Concentração geográfica – As redes de fibra ótica concentram-se hoje em regiões mais ricas e populosas, principalmente ao redor das capitais paulista e fluminense. E isso não deve mudar. “Na verdade, as empresas interessam-se pelas áreas com maior poder de consumo. Então é de se esperar que os investimentos aconteçam preferencialmente nesses locais. Como em qualquer negócio, a decisão de investir ou não depende da viabilidade econômica. Não adianta sair investindo em fibra ótica sem ter retorno”, disse Pardellas.
Dilma promete concluir este ano a revisão do marco regulatório da mídia digital

Em mensagem enviada ao Congresso, presidente também assegura investimentos em satélite e cabos submarino por meio da Telebras.

Tele.Síntese - 02/02/2012


Em mensagem enviada nesta quinta-feira (2) na reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff afirma que dará continuidade em 2012 ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), inclusive com a contratação do satélite geoestacionário brasileiro e investimentos em infraestrutura de cabos submarinos permitindo a expansão e diversificação das conexões de dados internacionais para América do Norte, América Latina, África e Europa. Prometeu também concluir o projeto do novo marco regulatório da mídia eletrônica.

Para este ano, a expectativa do Planalto é de que a Telebras disponibilize infraestrutura de banda larga para 150 municípios e promova o aumento contínuo da capilaridade da rede de transporte até que se complete o atendimento de 4.283 municípios brasileiros em 2014. “Com vistas a acelerar a implantação da infraestrutura necessária, encontra-se em fase de conclusão a criação de um regime tributário especial para o PNBL (REPNBL), que possa, por meio de renúncia fiscal, antecipar investimentos adicionais da ordem de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos”, ressalta Dilma na mensagem.

Em relação à infraestrutura necessária para os grandes eventos esportivos, a presidente destacou a licitação da faixa de 2,5 GHz, que permitirá levar o serviço 4G em abril de 2013, em tempo para ser utilizado e testado na Copa das Confederações em algumas das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife e Salvador.

Regulação
A presidente destacou os avanços na regulação das telecomunicações, com a emissão de 11 resoluções pela Anatel com grande impacto sobre os direitos dos usuários e a qualidade dos serviços prestados, dentre as quais destacou o estabelecimento de padrões de qualidade para o serviço de suporte à banda larga fixa.

Para 2012, assegurou que Plano Geral de Metas de Competição será concluído, assim como outros importantes instrumentos regulatórios, com destaque para o Regulamento de Exploração Industrial de Linha Dedicada (EILD), o Regulamento de Sanções Administrativas, o Regulamento de Fiscalização, o Regulamento do Serviço Limitado Privado (SLP), o Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), o Regulamento de Obrigações de Universalização, a Norma de Condições de Operação de Satélites Geoestacionários em Banda Ka com Cobertura sobre o Território Brasileiro e a Norma de Licenciamento de Estações Terrenas.

Radiodifusão
Para radiodifusão, a presidente prometeu a conclusão do projeto de revisão do marco regulatório, “com o objetivo de integrar em um único regulamento os procedimentos relativos a todos os serviços de radiodifusão, seus ancilares e auxiliares, bem como outras evoluções visando à simplificação dos processos de outorga e pós-outorga”, assegurou.

Quanto à radiodifusão comunitária, a mensagem da presidente informa que para o período 2012-2013, o governo, objetivando agilização e maior eficiência, combinou dois conjuntos de ações: a de universalização, possibilitando o alcance de municípios ainda não cobertos pelo serviço, e a de atendimento de demanda reprimida, o que totalizará 1.425 municípios com emissoras comunitárias.

No que diz respeito à TV digital, a presidente disse que serão intensificados este ano os esforços de atração de outros países ao padrão nipo-brasileiro, sobretudo na América Central e na África. Também pretende fortalecer o diálogo com os países que já adotaram o padrão.
Mexicanos pagam por telefonia e internet bilhões de dólares a mais do que deveriam

Rombo no bolso do consumidor é de US$ 13 bilhões por ano

Reuters - 31/01/2012


CIDADE DO MÉXICO. Os mexicanos vêm pagando anualmente 13,4 bilhões de dólares a mais do que deveriam por serviços de telefonia e Internet, setores dominados pelo bilionário Carlos Slim, cujas empresas exploram os consumidores e impedem que a economia cresça, afirma um estudo divulgado na segunda-feira.

O México, a segunda maior economia latino-americana, não conseguirá atingir seu pleno potencial de crescimento até que o custo de acesso à Internet e dos serviços de telefonia caia e mais pessoas obtenham acesso fácil a serviços de telecomunicações, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De 2005 a 2009, os mexicanos pagaram anualmente uma média 13,4 bilhões de dólares a mais do que deveriam por serviços de telefonia e Internet, e as tarifas mais altas incidiram de maneira desproporcional sobre a população mais pobre, segundo o estudo.

No total, as tarifas excessivas custaram 129 bilhões de dólares à economia mexicana no período de cinco anos estudado, ou quase 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), constatou o relatório.

"Os mercados ineficientes de telecomunicações impõem um custo significativo à economia mexicana e ao bem-estar da população", de acordo com um relatório sobre o setor de telecomunicações do México.

O serviço telefônico convencional mexicano é dominado pela Teléfonos de Mexico (Telmex), de Slim, que atende a cerca de 80 por cento dos consumidores do país. O bilionário também controla 70 por cento do mercado de telefonia móvel do México, por meio da América Móvil

"Trata-se de um estudo crítico (...) que expõe a fraqueza do setor de telecomunicações no México", disse o ministro das Comunicações e Transportes do país, Dionision Perz-Jacome, no lançamento do relatório.

O levantamento constatou que o México tem o mais baixo investimento per capita em telecomunicações entre os 34 membros da OCDE, enquanto a Telmex apresenta margens de lucro muito altas se comparada a operadoras de outros países.

Em 2008, a Telmex teve margem de lucro de 47 por cento, enquanto a média em países como o Canadá, Reino Unido e Estados Unidos era de 28 por cento.

Um porta-voz de Slim se recusou a comentar sobre a acusação de que os consumidores estão pagando demais, mas apontou para outros relatórios segundo os quais os mexicanos dispõem de acesso razoavelmente fácil a serviços de banda larga.

O estudo da OCDE constatou que as velocidades da banda larga mexicana são baixas em comparação com a média dos demais países e que os serviços são caros.

A OCDE sugeriu que o México elimine restrições ao investimento estrangeiro no setor de telecomunicações e reduza a burocracia judicial que permite ao setor de telecomunicações postergar o cumprimento de novas regras, o pagamento de multas e a adoção de restrições
Brasil perde liderança em ranking sobre banda larga móvel na AL

Valor - 02/02/2012

O Brasil recuou duas posições no ranking dos países da América Latina mais avançados na adoção da banda larga móvel. O país, que liderava a lista em 2008, recuou para o terceiro lugar no levantamento mais recente, baseado em dados de 2010. Foi ultrapassado pelo Chile, que agora está em primeiro lugar, e pela Argentina.

O Índice de Prontidão da Banda Larga Móvel (IPBLM) faz parte de um estudo feito pela consultoria A.T. Kearney para a GSM Association (GSMA), órgão que reúne as principais operadoras de telefonia móvel do mundo. "Não foi o Brasil que piorou, mas a Argentina e o Chile que se desenvolveram mais em algumas coisas", afirma ao Valor o diretor da GSMA para a América Latina, Sebastian Cabello.

O índice é composto por 13 critérios, que têm pesos diferentes. A adesão da população à banda larga móvel, o alcance da cobertura de terceira geração de telefonia (3G), a presença de smartphones e o uso das tecnologias de informação e comunicações (TIC) pelo governo são alguns dos critérios.

O Brasil avançou no acesso à banda larga móvel, mas perdeu posições em parâmetros como proporção da população coberta pelas redes 3G e velocidade dos acessos de internet pelo celular.

Segundo o documento, intitulado GSMA Mobile Observatory, o Chile assumiu a liderança porque aumentou as velocidades de conexão móvel. A Argentina melhorou principalmente no acesso de sua população a esses serviços.

"O Brasil tem de assumir seu papel de liderança na América Latina", afirma Cabello.

O diretor da GSMA aponta melhorias feitas pelo país nos últimos anos. Entre elas está o crescimento da chamada teledensidade a mais de 120% - ou seja, a existência de mais de 120 aparelhos celulares para cada grupo de cem habitantes - e a expansão da banda larga móvel como alternativa de acesso à internet em localidades onde não há banda larga fixa. "A telefonia móvel cresceu de maneira expressiva e tem levado conexão a pessoas que não tinham outra forma de acesso à internet", observa o executivo.

No entanto, o diretor da GSMA também menciona aspectos que dificultam uma expansão mais rápida da banda larga móvel no país. Um deles é a elevada carga tributária incidente sobre os serviços de telecomunicações.

Outro fator apontado por ele é a demora do governo em definir novas faixas de espectro para uso pelas empresas de telefonia móvel. Cabello defende a ideia de que as operadoras tenham acesso às frequências de 700 megahertz (MHz), que será desocupada com o apagão da TV analógica previsto para 2016. "É um recurso estratégico para reduzir o dividendo digital do país", diz. "Hoje em dia, as pessoas querem mais internet que televisão."

O Brasil terminou o ano passado com 18,5 milhões de conexões de banda larga fixa e o dobro disso na internet móvel, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tendência é que a diferença a favor da banda larga móvel se amplie no país, assim como no restante da América Latina.

O estudo da A.T. Kearney estima que o total de conexões de banda larga móvel na América Latina vai chegar a 318 milhões em 2015 - o total era de 42 milhões no ano passado. Ao mesmo tempo, a base de telefones móveis na região poderá passar de 630 milhões para 750 milhões nesse mesmo intervalo.

O mercado de telefonia móvel movimentou US$ 175 bilhões na América Latina no ano passado (incluindo operadoras e outros participantes da cadeia). O número equivale a 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) regional.

Foi a primeira vez que a GSMA elabora esse levantamento sobre o mercado latino-americano. "Queríamos mostrar quais são as conquistas e o potencial do setor", afirma Cabello.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pinheiro assume liderança do PT no Senado

Senador baiano é conhecedor profundo do setor de telecomunicações

Tele.Síntese - 01/02/2012

O senador Walter Pinheiro (PT-BA) é o novo líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (1]), após a reunião de senadores petistas. Pinheiro destacou-se em 2011 por sua atuação como relator do Plano Plurianual (PPA) para o período 2012-2016, quando incluiu, por meio de emenda de sua autoria, mais R$ 2 bilhões para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

No ano passado, ele também relatou a Lei de Acesso à Informação e a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que unifica as regras da TV por assinatura. O parlamentar é conhecedor profundo do setor de telecomunicações.

Na liderança, Pinheiro destacou que vai buscar fortalecer a criação de um novo pacto federativo no País, de forma a equalizar as distorções regionais. Segundo ele, a necessidade é reforçada pelo cenário de crise internacional, afirmando que a justa distribuição de recursos entre os entes federados reforça a musculatura do país como um todo, tornando-o mais forte para enfrentar a turbulência.
Operadoras investem R$ 2,9 bi em banda larga fixa e têm receitas de R$ 2 bi em 2011

O Brasil fechou 2011 com 18,4 milhões de acessos fixos à internet.

Tele.Síntese - 01/02/2012

Números divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Anatel apontam a predominância de conexões em São Paulo, que responde por quase 7,2 milhões de acessos, enquanto o Amapá, em último lugar, conta com apenas, 4,8 mil conexões fixas.

A Oi liderou o mercado em 2011 de conexões fixas com 6,3 milhões de acessos ou 34,4% de participação. A NET, em segundo lugar, obteve 22,65% do mercado, com quase 4,2 milhões de conexões. A Telefônica ficou com 21,77% de market share, com 4 milhões de conexões e a GVT alcançou no período 1,5 milhão de conexões ou 8,32% do mercado.

Porém quem investiu mais em 2011 foi o Grupo Embratel (NET), que aplicou quase R$ 782 milhões ou 26,41% dos R$ 2,9 bilhões de recursos investidos pelo total de operadoras na ampliação da banda larga fixa em 2011. Em segundo lugar, a Telefônica aplicou R$ 659,4 milhões, ou 22,27% do total. E a Oi, que detém a maioria dos acessos, investiu R$ 619,3 milhões ou 20,92% do total. A GVT aplicou em 2011 RS 327,7 milhões ou 11,07%.

O total de receita operacional bruta obtido por todas as operadoras com o serviço em 2011 ficou em R$ 2,8 bilhões, enquanto a receita operacional líquida foi de R$ 2 bilhões. A rede instalada alcançou, em 2011, 249,3 milhões de quilômetros, sendo 243 milhões de quilômetros de fibras ópticas e 883,7 mil quilômetros de cabos.
Plano Nacional de Banda Larga no Brasil

TV NBR - 31/01/2012


O Brasil já tem 800 cidades atendidas pelo Plano Nacional de Banda Larga. A meta é levar internet mais rápida e mais barata a mais de quatro mil municípios até 2014.
Entrevista exibida no NBR Notícias(TV NBR) em 31/01/2012.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

4G no Brasil: Operadoras insistem em separar 450 MHz do 2,5 GHz

Convergência Digital - 31/01/2012

Em audiência pública realizada nesta terça-feira, 31/01, em Brasília, na Anatel, o SindiTelebrasil defendeu a desvinculação das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz no leilão para a venda de espectro, previsto para acontecer em abril pelo governo Dilma. Também manifestou que a fixação de metas de coberturas do serviço 4G aconteçam apenas para as cidades-sedes e sub-sedes da Copa das Confederações e da Copa de 2014.

A posição coloca mais uma vez teles e Anatel em campos opostos. A Anatel vinculou as faixas, com a justificativa de atrair interessados na compra da faixa de 450 MHz, voltada para levar serviços de telefonia e banda larga para as áreas rurais. Para o SindiTelebrasil, no entanto, as faixas de 450 MHz e 2,5 GHz 'possuem características e finalidades distintas".

Na sua exposição, o SindiTelebrasil deixou claro que a a tecnologia disponível para uso na sub-faixa de 450 MHz não é indicada para o caso brasileiro, pois não há sinergia com as demais tecnologias em operação. Segundo ainda a entidade, "essa faixa tem menor capacidade para transmissão de dados, pouca escala de produção e evolução incerta".

Já com relação ao uso do 2,5 GHz, pelas suas características técnicas e funcionais, a faixa é ideal para atender às necessidades de capacidade de dados e não de cobertura, sustentou ainda o Sinditelebrasil. As operadoras deixaram claro que "as metas de cobertura previstas no edital, para o uso de 2,5 GHz, exigirão altos níveis de novos investimentos que deverão ser feitos sem que ainda tenha ocorrido a amortização dos investimentos realizados para o atendimento do edital de 3G".

A Anatel trabalha com a previsão de que todas as cidades-sede da Copa das Confederações de 2013 serão atendidas até o fim de maio de 2013 com a tecnologia 4G. Pretende também que, até o fim do mesmo ano, todas as sedes e subsedes da Copa do Mundo de 2014 sejam atendidas. Para as capitais e os municípios com mais de 500 mil habitantes, a quarta geração da telefonia celular deve chegar até maio de 2014, enquanto as cidades com mais de 100 mil moradores deverão ser beneficiadas até dezembro de 2015.

Por fim, além de cobrar o uso da faixa de 700 Mhz para a 4G - essa faixa é a do divididendo digital provocado pela digitalização da TV pelo uso do SBTVD - o SindiTelebrasil destacou a necessidade de que sejam estabelecidos mecanismos para cobertura e atendimento de áreas rurais e remotas, com recursos públicos, especialmente os de fundos setoriais de telecomunicações.

A consulta pública sobre a proposta de Edital de Licitação para a expedição de autorizações de uso de Radiofrequências na subfaixa 2,5 GHz e 450 MHz, associadas a autorizações para exploração do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), do Serviço Telefônico Fixo Comutado Destinado ao Uso do Público em Geral (STFC) e e do Serviço Móvel Pessoal (SMP), disponível por meio da Consulta Pública nº 4, foi aberta no dia 25 de janeiro e receberá contribuições até o dia 26 de fevereiro.
Brasil ofrece a Unasur sus redes para un "anillo óptico" regional

Agencia EFE - 31/01/2012

Asunción, 31 ene (EFE).- Brasil, que linda con nueve países de Suramérica, planteó hoy en Asunción aprovechar su infraestructura y redes de comunicación para el "anillo óptico" regional que proyectan los doce países de la Unión Suramericana de Naciones (Unasur).

Esa idea fue presentada por el director del departamento de Banda Ancha del Ministerio brasileño de Comunicación, Artur Coimbra, en la I Reunión del Consejo Suramericano de Infraestructura y Planeamiento (Cosiplan).

Coimbra dijo que el objetivo del proyecto, aprobado el 30 de noviembre de 2011 por los ministros del área de infraestructura y comunicaciones de la Unasur, es reducir costes entre países de la región, así como del tráfico intercontinental a través de cables submarinos.

Añadió que las empresas estatales de telecomunicaciones de cada país en las áreas de frontera con Brasil son "parte prioritaria en el proyecto", aunque afirmó que el sector privado será bienvenido para lograr estar "completos".

"Sin la empresa privada el proyecto funciona, (pero) lo ideal es que los Estados sin empresas estatales indiquen qué empresas privadas se manifiestan" (interesadas), refirió, al detallar que en las áreas de frontera las comunicaciones están interconectadas.

Por su parte, el director de tecnología e innovación de Telebras, Paulo Kapp, planteó la integración a través de lo que se conoce como 'peering' (interconexión voluntaria de empresas autónomas) "sin limitación de bandas para que el sistema funcione".

Telebras, que posee redes en áreas de frontera que pueden ser activadas en corto plazo, también tiene disponibles cables submarinos de fibra óptica con EE.UU., con un tramo al que se enganchan Colombia, Europa y África.

La reunión de Cosiplan, en la que los delegados deberán exponer las condiciones de cada uno de los países en cuanto a redes de fibra óptica, fue abierta por el ministro de Obras Públicas de Paraguay, Cecilio Pérez, cuyo país preside actualmente la Unasur.

En la apertura también participó la secretaria general de la Unasur, la colombiana María Emma Mejía, quien advirtió de que la región tiene "un serio rezago" tecnológico vinculado con la falta de infraestructura.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cidade de Ubiratã-PR está no planejamento da Telebrás para o Programa Nacional de Banda Larga

Portal de Ubiratã - 30/01/2012

O prefeito Fábio D’Alécio recebeu na última semana um comunicado oficial do presidente da Telecomunicações Brasileiras (Telebrás), Caio Cezar Bonilha Rodrigues, destacando que Ubiratã está no planejamento da estatal para receber o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Na carta, consta que a Telebrás poderá disponibilizar ao município o PNBL, a fim de que os provedores façam o atendimento aos usuários finais da internet popular que será de 1Mbps (megabytes por segundo) ao custo de R$ 35 ao mês. A rede também atenderá órgãos públicos como prefeitura, secretarias, universidade e delegacia, entre outros.

Para o administrador ubiratanense é importante para o desenvolvimento do município contar com esse tipo de serviço, uma vez que a internet é hoje essencial em todos os setores comerciais e administrativos, bem como primordial no trabalho de promoção da inclusão digital da população. “Vamos analisar as alternativas de parcerias que podem ser feitas e dessa forma tentar viabilizar a implantação dessa rede digital em Ubiratã”, pontua Fábio D’Alécio.
Atraso na Copa inclui telecomunicações

O Estado de São Paulo - 30/01/2012

BRASÍLIA - A extensa lista de requisitos na área de telecomunicações que o Brasil prometeu cumprir para ser sede da Copa de 2014 ainda está longe de ser entregue, embora o mundial de futebol já esteja perto no calendário. Faltando menos de um ano e meio para o evento teste da Copa das Confederações, a maior parte da infraestrutura necessária não foi implementada e, pior que isso, grande parcela não foi nem mesmo contratada.

Um evento global do porte de uma Copa por si só já demanda capacidades gigantescas de tráfego de dados. E o desafio é ainda maior pelo fato de o torneio ser espalhado por 12 capitais distantes entre si. Tudo isso no momento em que a internet se torna onipresente nas atividades das pessoas, as transmissões de vídeo em alta definição já são uma realidade e a TV 3D promete virar moda.

Documento do Ministério das Comunicações elaborado no ano passado detalha uma lista de necessidades que o governo - via Telebrás - deve prover no setor para atender a Copa. A constatação é de que quase nada até agora foi decidido.

Nos estádios e centros de mídias de cada cidade, por exemplo, serão necessários links ópticos duplamente redundantes - ou seja, com duas 'reservas' para o caso de falhas - com velocidades de pelo menos 20 gigabits por segundo (Gbps) durante os jogos. Tudo isso interligado em poderosas antenas para a transmissão via satélite.

Além disso, tanto os estádios quanto os hotéis, as sedes dos árbitros, concentrações e centros de treinamento das equipes e, é claro, estações de imprensa terão de estar funcionando em redes apropriadas para as transmissões de dados, áudio e vídeo.

Cobrança
Nesse quesito, o governo cobra desde o fim do ano passado uma definição mais rápida por parte da Fifa dos locais aptos a receber os atletas entre uma partida e outra. Consequentemente, parte considerável do público do evento também passará por esses lugares. A lista preliminar da entidade que comanda o futebol trazia 145 localidades pré-selecionadas.

Responsável pela implantação de toda essa parafernália, a Telebrás precisará lidar com as exigências dispondo de um orçamento de R$ 200 milhões, dos quais pelo menos R$ 20 milhões estão programados para depois da Copa. A intenção do governo é desmontar parte da exagerada estrutura após o mundial, levando o que for possível para outras cidades de grande porte que não estão no evento.

Curiosamente, a parte mais adiantada pelo governo diz respeito exclusivamente aos investimentos privados, das operadoras de telecomunicações que serão as responsáveis por atender o público na Copa. O primeiro passo foi a licitação em outubro do ano passado de quatro posições orbitais para satélites, que reforçarão a capacidade de transmissão do País, sobretudo na região Norte.

Para abril, está previsto o lançamento do edital para o leilão da telefonia de quarta geração (4G), que terá de atender turistas e moradores nas cidades da Copa. Nesse caso, o orçamento não deve ser problema.

Os investimentos previstos ultrapassam os R$ 20 bilhões por ano - 100 vezes mais que a Telebrás em quatro anos. E há a prometida desoneração para a construção de redes de fibras ópticas que, segundo o governo, um dia ainda sai.