sábado, 14 de janeiro de 2012

Qualidade na Internet: Entidades organizam protesto contra a Oi

Convergência Digital :: 13/01/2012

A Anatel espera um respaldo público das metas de qualidade da Internet – e, de fato, entidades civis já começaram a organizar a reação ao pedido da Oi para que os parâmetros para a oferta do acesso sejam anulados. “Seria patético a Anatel recuar e mudar de posição três meses depois. A Oi demonstra não ter apreço pela qualidade e os direitos do consumidor e merece ser criticada”, diz João Brant, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação.

A entidade, assim como demais integrantes da campanha Banda Larga é Um Direito Seu! e órgãos de defesa do consumidor farão manifestações formais, técnicas, à Anatel, mas também planejam mobilização política e popular. “Temos uma reunião na segunda-feira (16/1) mas já fizemos alguns acertos. Vamos apresentar contra-argumentos e o que discutimos é o tempo da mobilização, se agora ou quando chegar ao Conselho Diretor”, completa Brant.

Com 15 dias de prazo – e um sistema que obriga as manifestações serem protocoladas nos escritórios da Anatel – a Superintendência de Serviços Privados da agência espera apoio popular às metas aprovadas em outubro.

“A sociedade tem que responder e contra-argumentar em defesa da qualidade dos serviços. Mesmo que implique em investimentos, é uma melhoria no serviço prestado”, afirma o superintendente da SPV, Bruno Ramos. Os investimentos – ou a imposição deles por metas, na visão apresentada – é um dos argumentos da Oi no pedido de anulação feito à Anatel contra 25 artigos dos regulamentos de qualidade da Comunicação Multimídia e da telefonia móvel.

A operadora sustenta que os direitos do consumidor não podem ser convertidos em metas, especialmente no regime privado, no qual as obrigações são ilegais. Para a Oi, há “vício de motivação” até mesmo em a Anatel tratar do tema. Em essência, a Oi mantém os argumentos já apresentados nas audiências e consulta pública sobre os regulamentos. E, em nota, insistiu que “não é prática internacional” o estabelecimento de metas nas ofertas de banda larga. “A Oi informa que propôs e formalizou na Anatel a adoção de um sistema de medição de qualidade da rede de banda larga, bem como a divulgação dessa medição, por entidade independente, como medida de transparência para melhorar a percepção dos consumidores”, diz a operadora.

O sistema elaborado pela Anatel prevê a medição da qualidade por entidade independente, mas ainda assim a Oi quer que sejam anulados todos os artigos dos regulamentos que tratam dos critérios dessa medição. Como, caso acatado, o pedido tornaria os regulamentos inócuos, a SPV entendeu que a consulta aos interessados – como previsto nos pedidos de anulação – deveria ser estendida a todos os brasileiros. “São tantos artigos que a anulação impacta os regulamentos como um todo, com efeito potencial a 200 milhões de usuários da Internet e da telefonia móvel”, completa o superintendente Bruno Ramos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Telebras e PUC/RS oficializam laboratório de testes para o PNBL

Convergência Digital :: 13/01/2012


Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 13/01, o extrato de convênio firmado entre a Telebras e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) para a criação de um laboratório de testes para os equipamentos utilizados na rede do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). O laboratório será montado em parceria com a Universidade, que já tem um prédio disponível para a finalidade em seu Parque Científico e Tecnológico, em Porto Alegre.

O orçamento total para o projeto é de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 1 milhão do Ministério das Comunicações e R$ 2,2 milhões da Telebras. A PUC-RS entrará com o espaço e com o corpo de pesquisadores.

O laboratório servirá como ambiente para a medição de desempenho e teste para toda a infraestrutura de rede utilizada no PNBL, permitindo a validação dos vários equipamentos diferentes que se interligam formando a estrutura de fibra óptica que leva a internet em banda larga a todas as regiões do país. A previsão é que comece suas atividades de testes em 2012.
Telebras já acendeu 10 mil quilômetros de fibra

Segundo Cezar Alvarez, a estatal está cumprindo bem o seu papel de reguladora do mercado

Tele.Síntese - 13/01/2012

Ao fazer um balanço da atuação do setor no ano passado, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, destaca a atuação da Telebras. "A empresa já tem 10 mil quilômetros de fibras acesas, o que a permite exercer um papel importante de regulador do mercado", afirma. Assinala ainda que a decisão de acelerar a implementação da banda larga na região Norte do país também merece destaque.

Para Alvarez, a oferta da banda larga de 1 Mbps a R$ 35,00 pelas operadoras privadas também foi um passo importante, impacto que será mais positivo, avalia, nas pequenas cidades brasileiras. E já pediu à Oi para fazer um levantamento das linhas da banda larga popular já comercializadas (conforme o cronograma negociado), números que deverão estar disponíveis no início de fevereiro. Destacou também as metas de qualidade das bandas largas móvel e fixa aprovadas pela Anatel e a competição acirrada entre as grandes empresas de celular como fatores de benefícios para a população.

"A proposta de desoneração para a construção de redes de banda larga, cujo regime especial de desoneração deverá ser aprovado este ano por Medida Provisória, faz parte da política de governo de estímulo aos investimentos", completa ele.

O secretário-executivo alerta ainda que, para o atual governo, o mercado interno é visto "como uma vantagem estratégica. Isto não quer dizer, explica, que não entenda que a portaria 950 do MCTI (que estabelece que tecnologia nacional é aquela integralmente desenvolvida no país), possa ser arejada, de maneira a aceitar que diferentes fases do desenvolvimento tecnológico (seja a concepção, o desenvolvimento, a prototipagem) possam ser desenvolvidos fora do Brasil. Mas desde que o país não fique apenas com "o velho e o ruim", alerta.
PPA destina R$ 13,8 bilhões para o PNBL

Tele.Síntese - 13/01/2012


O Plano Plurianual (PPA) do período de 2012 a 2015 prevê R$ 13,8 bilhões para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o que representa R$ 2,1 bilhões a mais do que foi proposto pelo governo. O aumento dos recursos foi assegurado por emenda do relator do projeto, senador Walter Pinheiro (PT-BA), que reconhece a importância do programa para o desenvolvimento do país. Os recursos são destinados principalmente à implantação de infraestrutura de rede pela Telebras.

A meta estabelecida no plano para essa área é chegar a 42 milhões de domicílios com internet em alta velocidade até 2015. Além disso, prevê acesso à web em todas as escolas rurais, e conexões de dados móveis, em alta e média capacidade, nas faixas de 1,9 GHz / 2,1 GHz (3G), em pelo menos 75% dos municípios do país, no período.

O satélite estatal, que entra e sai da pauta do governo desde o primeiro mandato de Lula, parece que finalmente vai ser lançado. Não só a Telebras e a Embraer firmaram parceira para tocar o projeto, como também, pela primeira vez, são alocados recursos importantes para esse fim.

O PPA prevê a destinação de R$ 776 milhões para o satélite de comunicação e de defesa. O planejamento prevê ainda a oferta de banda larga fixa a 10 Mbps e móvel em redes 4G nas cidades-sede da Copa das Confederações de 2013; da Copa do Mundo de 2014; e dos Jogos Olímpicos de 2016, bem como atender aos requisitos de qualidade necessários à realização dos eventos.

O plano estabelece a promoção do uso de bens e serviços de comunicações, com ênfase nas aplicações, serviços e conteúdos digitais criativos para potencializar o desenvolvimento econômico e social do país. Para esse programa foram destinados R$ 270 milhões. Para implantação das cidades digitais, mais R$ 1,2 bilhão. E ainda outros R$ 50 milhões para implantação da rede de fibra óptica no trecho de Macapá ao Oiapoque. Todos esses programas têm conclusões previstas para 2016.

Os gastos totais do PPA são de R$ 5,4 trilhões nos próximos quatro anos, sendo 57% destinados à área social e 26%, a de infraestrutura. O PPA foi aprovado pelo Congresso em 20 de dezembro e aguarda a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Proposta do Senado defende novo satélite para conectar Amazônia

Segundo a proposta, o Poder Executivo fica autorizado a desenvolver, lançar e operar satélite destinado a atender à região amazônica, com fins civis e militares

Administradores - 13/01/2012


Com o objetivo de permitir melhor conexão das regiões remotas da Amazônia com o Plano Nacional de Banda Larga, a região poderá vir a contar com um novo satélite, cujo desenvolvimento seria feito em parceria com países vizinhos. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 500/11, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que será votado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Segundo a proposta, o Poder Executivo fica autorizado a desenvolver, lançar e operar satélite destinado a atender à região amazônica, com fins civis e militares. Fica ainda o Executivo autorizado a firmar tratado com países que desejem compartilhar a capacidade do satélite, desde que assumam, na mesma proporção, os custos de desenvolvimento e lançamento de todo o sistema de comunicação.

O projeto já conta com parecer favorável da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). E, depois de tramitar na CRE, onde ainda aguarda designação de relator, será apreciado terminativamente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Em defesa de seu projeto, a senadora observa que a baixa densidade populacional da Amazônia e os elevados custos para montagem de uma infraestrutura em meio à floresta explicam o desinteresse das operadoras privadas em prover serviços com qualidade para os habitantes da região. Além disso, as grandes distâncias e o isolamento de muitos povoamentos, muitas vezes ligados apenas por hidrovias às cidades maiores, tornariam quase impossível adotar-se ali o modelo de implantação de fibras óticas aplicado em outras regiões.

Para a senadora, depois da recriação da Telebrás, ainda na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo atual precisa adotar um novo passo, com o estabelecimento de uma política diretamente voltada às populações da Amazônia.

- No âmbito do Plano Nacional de Banda Larga, ainda não foram indicadas formas concretas de atender à região amazônica. E ainda há capitais de estado sem conexão de alta capacidade. Pretendo, assim, levantar novamente a discussão sobre a oportunidade e a conveniência de o Estado voltar a investir adequadamente no programa espacial, com vistas a concluir o desenvolvimento e o lançamento de um satélite cuja exploração esteja nas mãos do próprio Estado - diz Vanessa.
Telebras e PUCRS firmam convênio para implantação de laboratório de telecomunicações/rede de referência

Insight - Laboratório de Ideias - 13/01/2012

A Telecomunicações Brasileiras S.A. - Telebras e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS celebraram convênio para "implantação de laboratório de telecomunicações/rede de referência da TELEBRAS no Prédio 99 do Parque Tecnológico da PUCRS - TECNOPUC, na cidade de Porto Alegre - RS, por meio da adequação de infra-estrutura já existente no endereço citado, para a utilização deste na implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), servindo para a medição de desempenho, qualidade de serviço e validação de qualificação técnica de novos aplicativos, softwares e hardwares, e de novas tecnologias e sua aderência à rede TELEBRAS, testes de conformidade, teste de EMI/RFI, Auditoria de Equipamento Nacional e acompanhamento de testes junto às instalações do PNBL. Em contrapartida a PUCRS terá aumento em sua infra-estrutura para pesquisa na área de telecomunicações e capacitarão os pesquisadores e alunos envolvidos".

A vigência do documento se extende de hoje ao dia 15 de dezembro deste ano. O orçamento total para o projeto é de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 1 milhão do Ministério das Comunicações e R$ 2,2 milhões da Telebras. A PUC-RS entrará com o espaço e com o corpo de pesquisadores.

Pela Telebras, assinaram o documento o seu Presidente, Caio Cezar Bonilha Rodrigues, e o Diretor Comercial, Rogério Catunda Boros, enquanto que pela PUCRS foram signatários Paulo Roberto Girardello Franco, Pró-Reitor de Administração e Finanças, e Jorge Luis Nicolas Audy, Pró-Reitor de Pesquisa e PósGraduação.

Segundo o jornal Valor Econômico do dia 26/06/2011, a Telebrás está investindo em centros de pesquisa regionais para realizar testes e homologar produtos nacionais. "A proposta é dar visibilidade para as empresas que apostarem em tecnologias do futuro", disse Bonilha. Entre essas possíveis evoluções está a tecnologia LTE (Long Term Evolution, na sigla em inglês), padrão adotado internacionalmente em redes de quarta geração de telefonia celular (4G).

Parques tecnológicos em universidades do RS atraem empresas de tecnologia criando um novo ambiente de desenvolvimento

Zero Hora - Dinheiro - 24/10/2010

O eixo que liga a movimentada Avenida Ipiranga, na Capital, [do RS] passa pela margem da BR-116 e chega à paisagem cercada de verde, entre morros no Vale dos Sinos, começa a se constituir no primeiro cluster gaúcho de alta tecnologia. O termo, que define um grupo de empresas complementares e próximas, passa a ser aplicado para conceituar o ambiente de inovação e efervescência criativa formado no Tecnopuc, em Porto Alegre, Tecnosinos, em São Leopoldo, e Valetec, em Campo Bom.

Novidades desenvolvidas nesses parques podem ganhar o mundo. Na semana passada, a Hewlett-Packard (HP) apresentou uma linha de impressoras que recebe comando para fazer cópias sem precisar estar conectada (leia mais na página ao lado), com parte da tecnologia desenvolvida no Tecnopuc.

Juntos, os três parques tecnológicos em operação somam 117 empresas instaladas e cerca de 6 mil empregos diretos, números que devem ganhar impulso nos próximos anos com planos de crescimento e implantação de empreendimentos no Estado. O ambiente de incentivo ao desenvolvimento de produtos que agregam altas doses de conhecimento tem a missão estratégica de levar o Estado a ganhar terreno na competitividade e se tornar um novo vetor de desenvolvimento.

– Temos a responsabilidade de criar um novo paradigma econômico para o Estado. Em cinco ou seis anos teremos um grande cluster de alta tecnologia – completa Susana Kakuta, gestora executiva do Tecnosinos, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Voltados a áreas como TI, automação industrial, microeletrônica, convergência digital e biotecnologia, os parques são locais que unem capacidade científica de pesquisadores das universidades e empresas de todos os portes intensivas em tecnologia, atrás de talentos entre estudantes para suplantar a escassez de mão de obra qualificada.

– Países que investiram em inovação tiveram acelerado crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) – diz Roberto Moschetta, diretor do Tecnopuc.

Erguidos quase apenas com recursos privados, os parques agora voltaram a contar com o apoio financeiro público, regra nos países desenvolvidos. No Estado, a Secretaria de Ciência e Tecnologia vai distribuir R$ 10 milhões este ano e a proposta orçamentária para 2011 prevê repetir o valor, revela o titular da pasta, Eduardo Macluf. Na esfera federal, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) tem um edital aberto de R$ 40 milhões para os parques captarem recursos.

– É a primeira vez que temos recursos a fundo perdido – ressalta Maurício Andrade, diretor executivo do Parque Tecnológico do Vale do Sinos (Valetec), da Feevale, de Novo Hamburgo.

DO METAL PARA O PLÁSTICO

Voltada ao desenvolvimento em plástico de produtos fabricados com metal, a Wirklich, de Estância Velha, encontrou no Valetec a ajuda para criar um novo negócio – a WKL Medical – que será uma guinada no negócio da empresa.

Com o auxílio de uma associada ao parque tecnológico, criou uma linha de instrumentos cirúrgicos em plástico, substituindo o inox e o alumínio. O produto, explica Marcelo Sperb, presidente da empresa, além do design, é mais leve e não perde as características mesmo submetido a sucessivos processos de esterilização.



BENEFÍCIOS QUE JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS

Já imaginou poder imprimir um documento, de qualquer lugar e a qualquer hora, sem precisar estar conectado à impressora? Pois essa nova inovadora tecnologia, chamada de ePrint, apresentada pela Hewlett-Packard (HP) para os usuários domésticos brasileiros na última semana, teve a maior parte do seu desenvolvimento realizado na unidade de pesquisa e desenvolvimento que a empresa mantém no Tecnopuc, em Porto Alegre, desde 2003.

A nova solução permite que a impressão seja feita a partir de um e-mail enviado por um smartphone ou laptop, por exemplo, à impressora equipada com o sistema. Mesmo se a máquina estiver desligada, o documento será arquivado na memória e impresso quando for acionada outra vez. A tecnologia leva à impressão o conceito de cloud computing (computação nas nuvens), em que o processamento de informações passa a ser feito na internet.

– Nosso maior desafio foi criar uma solução segura e confiável, mas que ao mesmo fosse fácil de usar – resume Cirano Silveira, diretor de pesquisa e desenvolvimento da HP Brasil.

Para encontrar a resposta a essa equação, uma equipe que chegou a 20 pessoas trabalhou durante dois anos, em parceria com unidades dos EUA e da Índia. Além desse projeto, a equipe da HP no Tecnopuc desenvolve pesquisas que vão desde soluções para computação pessoal até grandes centros de processamento de dados. Mais da metade dos 600 profissionais ligados à área de pesquisa e desenvolvimento da HP no Brasil estão na Capital.

Também no Tecnopuc, a Engeltec, de equipamentos de automação para estacionamentos, criou um sistema que elimina a busca atônita de motoristas por uma vaga em shoppings lotados.

Hoje já tem equipamentos em shoppings em São Paulo. Para o CEO da Engeltec, Marcio Pinheiro, o ambiente que cerca o Tecnopuc estimula a busca por soluções:

– Aqui se respira inovação e tecnologia o tempo todo.

Os sistemas indicam em qual andar há vagas e quantos espaços estão disponíveis. Luz verde significa vaga, vermelha quer dizer lugar ocupado e azul mostra locais reservados para gestantes, deficientes e idosos.

VOO PARA A COPA

Aeromodelismo como hobby, conhecimentos sobre aviônica e a percepção de que a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 serão grandes oportunidades foram o impulso para a criação da SkyDrones, no Tecnosinos, em São Leopoldo.

A empresa desenvolveu veículos aéreos não tripulados (conhecidos pela sigla Vants) em miniatura inicialmente projetados para vigilância. Os quadricópteros foram testados na final da Libertadores, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Agora, a SkyDrones negocia o uso do equipamento com a Fifa e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Sócio da empresa, Ulf Bodgawa informa que há interesse da Brigada Militar nos aparelhos.

Os quadricópteros podem ainda ser utilizados na observação de redes elétricas, para georreferenciamento, fotografia aérea e coleta de amostra de fumaça em chaminés, acrescenta. Bodgawa – que trabalha ao lado do sócio Carlos Hennig – afirma existir apenas mais duas empresas no mundo que produzem equipamentos semelhantes, com preços de até US$ 150 mil. O modelo básico dos quadricópteros custa cerca de US$ 50 mil.

Escolhido recentemente o melhor parque tecnológico do Brasil em 2010, o Tecnosinos também vai abrigar a fábrica da HT Micron, joint venture entre a coreana Hana Micron e a gaúcha Parit para encapsulamento e teste de semicondutores que, junto com a Ceitec, na Capital, será a base para o desenvolvimento da microeletrônica no Estado.

– Estamos construindo uma ferramenta de competitividade para o Estado – afirma o empresário Ricardo Felizolla, da Parit, sobre o cluster de alta tecnologia no eixo Capital-Vale dos Sinos.

PARQUES TECNOLÓGICOS GAÚCHOS

Em operação:

Parque Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc)

Parque Tecnológico de São Leopoldo (Tecnosinos)

Parque Tecnológico do Vale do Sinos (Valetec)

Em fase de implantação ou projeto:

Parque Tecnológico do Polo de Informática de Caxias do Sul (Trino Park)

Centro de Empreendedorismo e Parque Tecnológico de Canoas (CECan)

Parque Tecnológico da Ulbra (PTU)

Parque Tecnológico do Vale do Conhecimento (Parque da UFRGS)

Parque da Fundação de Ciência e Tecnologia (Parque Cientec)

Parque Científico e Tecnológico do Planalto Médio Ijuí Polo Tecnológico (Iptec)

Parque Científico e Tecnológico Regional da Universidade de Santa Cruz do Sul (Tecno-Unisc)

Centro de Inovação Tecnológica da Univates (Inovates)

Parque Tecnológico de Santa Maria (Tecnoparque)

Parque Tecnológico de Pelotas (Tecnosul)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Governo cobra investimentos em banda larga

O ministro Paulo Bernardo quer ampliar o investimento das teles para R$ 20 bi ao ano e, para tanto, pretende isentar impostos

Medidas de isenção fiscal devem elevar patamar de R$ 17 bilhões ao ano para cerca de R$ 20 bilhões, acredita ministro

Brasil Econômico - 12/01/2012

A carência de infraestrutura é o principal inibidor para o avanço da banda larga no país, avalia o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Como estratégia, o governo caminha em duas frentes. De um lado, está a Telebrás, cuja infraestrutura fornecerá capacidade de rede para operadoras e pequenos provedores em todo o país. Do outro, quer estimular o aumento de investimentos privados - por isso promete, desde o ano passado, adotar medidas que ofereçam isenção fiscal para a construção de redes de fibra óptica no país. “As empresas têm investido num determinado patamar que nós achamos que vai ser insuficiente. Precisamos de investimentos mais fortes”, diz. A medida gestada dentro do governo, que valerá por cinco anos, visa antecipar R$ 20 bilhões em investimentos e representará uma renúncia fiscal de R$ 6 bilhões no período.

Entrevista Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações

BE - Qual balanço o sr. faz do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) no ano de 2011?

Aceleramos o processo de banda larga. Fizemos um acordo com as empresas de telefonia para que elas começassem a fornecer internet com velocidades maiores e preço popular de R$ 35. O acordo foi feito em junho para valer a partir de 1º de outubro e no mês de outubro notamos um crescimento de 60% na comparação com outubro de 2010.

BE - Esse crescimento foi da base total? Ele foi impulsionado pela internet móvel?

Sim, em relação à base total de assinantes. Principalmente banda larga móvel que no período mais que dobrou, cresceu 101%. De fato, a internet teve um crescimento muito expressivo no Brasil neste ano e nossa expectativa é que feche o ano muito bem e cresça ainda mais no ano que vem.

BE - O sr. tem dados sobre o nível de adesão dos consumidores aos planos de R$ 35?

Os planos começaram em outubro. A expectativa é que tenhamos, além dos 500 esperados até o final do ano passado, mais uns 2 mil municípios com a oferta do serviço a partir deste ano. A tendência é ter uma adesão muito grande por causa do preço, que é muito atrativo em relação ao que havia antes. Com certeza, o plano vai dar uma acelerada boa.

Estamos achando que a internet móvel, com os smartphones, é que será a grande coqueluche nos próximos anos. E é bem possível que por aí aconteça com mais rapidez a inclusão digital dos brasileiros.

BE - Como o sr. avalia a atuação comercial das operadoras em relação a esses planos?

Ainda está um pouco tímido, mas a tendência é acelerar. As empresas tinham que se estruturar, estruturar call centers, gerências, para oferecer esses planos. Agora está andando bem mais rápido. É um processo e vai andar bem.

BE - 2012 será o ano em que veremos o PNBL decolar?

Acho que em 2012 será mais rápido, principalmente pela oferta feita pelas operadoras. Mas o que também está acontecendo é que o mercado está com boa perspectiva, o poder aquisitivo está aumentando. Tem uma demanda muito grande.

BE - Quais são os principais entraves para o programa avançar?

O principal é que tem que ter investimento em infraestrutura. As empresas têm investido num determinado patamar que nós achamos que vai ser insuficiente. Precisamos de investimentos mais fortes. Tanto que o governo prepara uma medida legislativa para tirar impostos cobrados sobre a construção de redes de fibra óptica. E tem o objetivo de popularizar a internet. Achamos que (o PNBL) vai ser muito bom para popularizar.

BE - Quais são as medidas estudadas pelo governo?

A proposta valerá por cinco anos e acreditamos que neste período ela vai antecipar em torno de R$ 20 bilhões em investimentos que não seriam feitos agora e serão antecipados para aproveitar a medida. Com isso, vamos ter uma renúncia fiscal da ordem de R$ 6 bilhões nos cinco anos, em cima de todo o investimento.

BE - Quando o sr. diz que o setor investe pouco, se refere especificamente a regiões com pouca cobertura?

O setor de telecomunicações investe, em média, por ano, R$ 17 bilhões em infraestrutura. Achamos que é preciso acelerar isso um pouco, por isso essa medida está sendo preparada. Com isso, conseguiremos aumentar para mais de R$ 20 bilhões, de modo que melhore a oferta do serviço.

Veja o seguinte: tem a nova lei de TV por assinatura, que desperta um interesse grande das empresas, porque as operadoras de telefonia poderão passar a atuar neste nicho. Tem a banda larga popular, tem os investimentos necessários para a Copa, vamos fazer o celular de 4G. Vai ter muita novidade que vai demandar novos investimentos. Com certeza tudo isso ajudará a empurrar o setor.

BE - No 4G, há operadoras dizendo ser possível ter velocidades próximas às da quarta geração, sem novas frequências. O leilão está mantido para abril?

As empresas ficam desdenhando para ver se depreciam um pouco o valor. Me parece meio natural num caso como este. Mas vamos fazer e achamos que é importante. Não vamos adiar (o leilão).

BE - E em relação à Copa do Mundo, como está o andamento do projeto de telecomunicações?

Nós vamos fazer a infraestrutura nos locais de jogos, de concentração, no centro de imprensa e com certeza as empresas também vão fazer seus investimentos porque vão oferecer serviços lá. Só a Telebrás vai investir R$ 200 milhões na Copa. Já está trabalhando nisso. No orçamento de 2012, pusemos R$ 82 milhões para essa finalidade.

BE - Como o sr. avalia o papel da Telebras no PNBL em 2011?

A Telebrás agitou o mercado, com certeza criou um elemento de pressão sobre as empresas privadas, que passaram a se preocupar mais em fazer investimento para ocupar espaço. A Telebrás também tem negociado parcerias com a iniciativa privada. Mas perdemos um pouco de tempo, porque na licitação principal para a construção de redes, houve problemas com o Tribunal de Contas, que mandou parar a licitação. Acabamos conseguindo resolver o assunto, mas perdemos um pouco de tempo e achamos que agora vamos conseguir compensar.

BE - Por que o governo decidiu investir em um satélite? A Oi participará do projeto?

Porque precisamos de satélite geoestacionário e temos prazo para lançar até 2014. Esse satélite vai ser construído pela Telebrás e pela Embraer. Pode ser que eventualmente tenha outros parceiros. A Oi está nos procurando para conversar, mas não tem nada definido.
Onde investem 8 gigantes da Bovespa

Conheça as principais posições em ações dos maiores fundos de investimentos nacionais e estrangeiros

Exame - 12/01/2012

São Paulo – Quem já investe em ações há muito tempo sabe que o mercado financeiro é cheio de historinha. Um banco de investimentos responsável por uma oferta inicial de ações pode vender o IPO da vez como o melhor de todos os tempos. Um diretor de relações com investidores de uma empresa pode tentar deixar que os gestores de fundos e a imprensa vejam apenas o potencial de um novo negócio – enquanto esconde seus riscos. Já os bancos e as corretoras podem indicar a clientes papéis que ela mesma precisa vender para reduzir o risco da própria carteira.

Nesse ambiente em que é difícil avaliar em quem acreditar, é sempre interessante não apenas ouvir o que os outros estão lhe aconselhando a fazer mas também observar aonde os grandes investidores – teoricamente, os mais bem-informados – estão colocando o próprio dinheiro. No mercado de ações brasileiro, esse trabalho é facilitado pela instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que obriga qualquer investidor a divulgar a informação ao mercado sempre que passa a deter 5% ou mais das ações preferenciais ou ordinárias de uma companhia aberta.

EXAME.com fez um levantamento entre as 62 empresas abertas que fazem parte do Ibovespa e descobriu quais se tornaram apostas pesadas de grandes fundos de investimento. O levantamento é interessante porque, ao constituir uma posição tão relevante em cada uma dessas companhias, o investidor revela uma enorme convicção de que aquele papel, em algum momento, vai se valorizar.
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N.E. - Matéria relacionada: Fundo Tamisa amplia sua posição na Telebras
Telebras promete concluir rede até metade deste ano

Estatal, que terminou 2011 com 60% da infraestrutura construída e com cerca de 120 cidades conectadas à rede de internet rápida em todo o país, terá R$ 450 milhões para investir em 2012

Rio Negócios - 11/01/2012

ENTREVISTA CAIO BONILHA Presidente da Telebras

Caio Bonilha, presidente da Telebras, diz que em 2012 as ações da empresa no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ficarão mais visíveis, pois a estatal já terá ultrapassado a fase de implantação de rede, dando início à uma ofensiva comercial mais intensa, ligando cidades. Para isso, conta com orçamento de R$ 450 milhões.

RN: Qual foi o foco da empresa no ano passado?
CB: A Telebras se concentrou na construção da rede e começou a operação comercial. Houve alguns atrasos que fugiram à nossa vontade, principalmente o problema com o Tribunal de Contas da União (TCU), resolvido em dezembro passado.

RN: Qual foi o impacto?
CB: Um atraso de três a quatro meses. Ficamos um terço do ano parados e terminamos 2011 em fase final de implantação da rede contínua entre Fortaleza, Brasília, São Paulo, Londrina e Porto Alegre, totalizando um backbone (espinha dorsal da rede) de 19 mil km. Dos 31 mil km do projeto original, apesar do atraso, passamos mais de 60% e até junho concluiremos tudo.

RN: E quanto à rede que se conecta aos provedores?
CB: Estamos entrando em 30 cidades onde já temos contrato, e 82 que estamos interligando no cinturão digital do Ceará. Com isso, fechamos 2011 com 120 cidades, com um provedor em cada - algumas têm mais de um.

RN: E neste ano, qual será o ritmo de expansão?
CB: Vamos nos dedicar à construção de anéis metropolitanos e ao atendimento no interior. Nossa previsão é construir 250 estações terminais de rede. Na nossa conta, cada uma atende 1,5 cidade, logo seriam cerca de 400 cidades até o fim do ano.

RN: A escolha dessas cidades priorizará as sedes da Copa?
CB: Com exceção de Manaus, vamos interligar todas as cidades da Copa até 2012, então é natural que na nossa previsão de construção de redes metropolitanas já comecemos a direcionar para o atendimento da Copa. Essas 250 estações que falei estão no interior. Além delas, estamos construindo redes metropolitanas nas capitais.

RN: Qual é o orçamento da Telebras para 2012?
CB: O orçamento para o PNBL é de R$ 450 milhões. Para nossas necessidades, em princípio, basta.

RN: Quantos usuários contrataram ofertas do PNBL?
CB: Estamos fazendo esse balanço, mas isso ficará melhor caracterizado no fim do ano, quando tivermos uma presença maior. A infraestrutura não nasce do dia para a noite. Fizemos 19 mil km de fibra. É muita coisa, mas isso não aparece. Parece que o PNBL não avançou, que a Telebras não avançou. Eu brinco com meu pessoal que estamos terminando a travessia do deserto. Neste ano, os resultados vão aparecer."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Recursos do Funttel poderão ser usados para comprar ações de empresas tecnológicas

Tele.Síntese - 11/01/2012


Após 10 anos de criação, o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) terá seu regulamento ajustado às novas necessidades do setor. Uma das mudanças será a permissão para que os recursos reembolsáveis do fundo possam ser usados para adquirir, diretamente ou por meio dos agentes financeiros credenciados, ações de empresas de base tecnológica do setor de telecomunicações.

A alteração foi proposta na resolução nº 83 do conselho gestor do Funttel, que aprovou o plano de gestão estratégica do fundo para orientar a aplicação dos recursos, de 29 de dezembro de 2011. Segundo o diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Pedro Alem Filho, essa mudança assegurará que empresas nascentes, que têm dificuldades para tomar financiamento, mas que têm potenciais tenham condições de expansão.

Para Alem, que ocupa também a secretaria-executiva do conselho gestor do Funttel, a medida é interessante para os dois lados: para a empresa, que consegue financiamento, principalmente por falta de capacidade de oferecer garantias, e para o fundo, que tem condições de crescer junto com a empresa. “É claro que é uma operação onde há riscos, mas esse é o papel do estado, de compartilhar riscos”, defende.

A participação nos capitais das empresas – que precisam ser de base tecnológica – se dará por meio principalmente dos agentes financeiros credenciados do Funttel, que são o BNDES e a Finep, sendo que está última tem um perfil mais adequado para esse tipo de atuação, que envolve volumes relativamente modestos de recursos. “Será por meio dos fundos pelos quais a Finep opera”, entende Alem.

Para 2012, o orçamento de recursos reembolsáveis do Funttel previsto é de R$ 200 milhões, quatro vezes maior do que o do ano passado. Porém, os recursos não reembolsáveis, que era de R$ 200 milhões em 2011, caiu para R$ 54 milhões. “Houve uma inversão nos percentuais, mas o valor total do fundo cresceu apenas R$ 4 milhões”, disse Alem.

Prioridades

O plano de gestão estratégica também define as áreas prioritárias para aplicação dos recursos do Funttel, mais alinhadas ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A ideia é focalizar o apoio para as áreas tecnológicas que compõem diretamente a infraestrutura de rede, como as tecnologias e equipamentos de comunicações ópticas; de comunicações digitais sem fio para banda larga; e equipamentos para redes de transporte de dados.

“Não há um redirecionamento de atuação, porque o Funttel já vinha financiando equipamentos para a banda larga, mas um ajuste à fase atual do PNBL, que á a de construção da infraestrutura”, explicou Alem. Ele ressalta que essa priorização coincide com o estudo independente, realizado pela Fundação CPqD a pedido do BNDES. Esse estudo buscou identificar as oportunidades de desenvolvimento tecnológico em telecomunicações no país, à luz do atual contexto do Brasil e do mundo, com foco em tecnologias de rede e apontou essas três áreas.

Pedro Alem disse que a minuta do decreto com os ajustes na regulamentação do Funttel já está pronta, mas ainda está em discussão em outras áreas do governo, até a sua aprovação final.

Capacitação

Na resolução que aprovou o plano de gestão estratégica, ficou estabelecido que os planos de aplicação de recursos propostos pelos agentes financeiros devem contemplar programas de capacitação de recursos humanos nas áreas tecnológicas selecionadas.
Jornal da Globo mostra que ainda estamos longe do 4G

Reportagem com alguns deslizes compara conexão daqui com a oferecida nos Estados Unidos e no Japão.

Jornal da Globo - 11/01/2012

Na madrugada de terça para quarta-feira foi ao ar uma reportagem no Jornal da Globo que evidencia os anos-luz de distância entre a rede de dados que nós temos cá no Brasil com o que os consumidores já têm nos Estados Unidos e no Japão. Sim, sim, os dois países são mercados desenvolvidos em que as operadoras investem os bilhões necessários.

Ainda assim, o vídeo serviu para nos deixar com água na boca. A qualidade da imagem está baixa, por momentos o áudio sai de sincronização e não foi publicado em uma conta da Globo no YouTube, mas é o que temos para agora. Assista.



Há algumas incongruências na reportagem exibida pela TV Globo. Mesmo se tratando de um telejornal para um público diferenciado, nem sempre especializado em tecnologia – nem com interesse em se especializar, devo dizer –, não dá para acreditar que mostraram ali um iPhone 4S como sinônimo de dispositivo compatível com o LTE. Não é.

Nos testes feitos pelo Jorge Pontual nos Estados Unidos, um tablet conectado aparentemente à rede da operadora Sprint apresentou velocidade de mais de 10 Mbps (o certo são megabits por segundo, embora o repórter tenha dito megabytes por segundo no LTE). Já no 3,5 (presumindo que seja o padrão HSDPA ou HSUPA) a velocidade máxima foi de 370 kbps.

Portando uma conexão Wi-Fi ligada no 4G, um transeunte conseguiu baixar uma foto em “apenas 20 segundos” e outro copiou um podcast para o celular “em apenas 1 minuto”. Não dá para saber o tamanho dos arquivos, mas as pessoas que colaboraram para a reportagem parecem realmente impressionadas com o que presumimos ser o LTE.

Outro repórter no Japão conseguiu transmitir vídeo do celular para um computador na afiliada da emissora sem perda de conexão.

O nosso intrépido tecnoblogger Lucas Braga fez uma listinha básica dos padrões considerados como 3G, como 3,5G e como 4G, bem como as respectivas velocidades de download (prometidas, veja bem). Vou te dizer que eu não sabia de todas as gerações da banda larga móvel.

2G — GSM. Conexão via CSD ou HS-CSD (até 38 kbps).
2,5G — GPRS (até 114 kbps).
2,75G — EDGE (até 236,8 kbps).
3G — WCDMA (até 384 kbps).
3,5G — HSDPA (até 7,2 Mbp de download e 384 kbps de upload) e HSUPA (até 7,2 Mbps/5,8 Mbps).
3,75G — HSPA (até 14,4 Mbps/5,8 Mbps) e HSPA+ de única portadora (até 21 Mbps/5,8 Mbps).
4G — HSPA+ de duas ou mais portadoras (até 42 Mbps/11,4 Mbps). Em tese pode chegar até 168 Mbps.

Por enquanto ficamos com o HSPA+, considerado parte do 3,75, oferecido pela Claro e Vivo. A TIM anunciou o HSPA+ de única portadora mas ainda não entrou em operação. Oi e CTBC preparam as redes para a tecnologia. A única empresa que oferece LTE de fato é a Sky em Brasília, porém para banda larga fixa — eles não oferecem com mobilidade.

Mesmo com todos os pequenos deslizes que a reportagem comete, uma coisa continua certa: estamos longe de ter o 4G por aqui. A Anatel, agência reguladora de telecomunicações, ainda não fez o leilão das frequências para que a rede móvel com a tecnologia entre em operação. Deve acontecer ainda nesse ano — antes tarde do que nunca.

A propósito. Até onde eu sei não existe pronúncia correta para “tablet”. Tem quem fale como no inglês, porém também já vi executivo de operadora dizendo “tablete” em bom português.
Tecnologia 4G pede investimentos para chegar ao Brasil em 2014

Conexão 3G chega a uma velocidade de 1 megabit por segundo, enquanto que a 4G passa de 10 megabits. Acesso mais rápido à internet melhora a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.

Jornal do Globo - 10/01/2012

Não é tão antigo quanto a central telefônica da década de 1920, mas sim, o celular já virou peça de museu. Tão obsoleta quanto a pesada bateria dos primeiros “tijolões” é a ideia de um aparelho feito só para falar. A nova geração de celulares promete uma internet dez vezes mais rápida. O 3G, que ainda ontem trouxe o mundo para a palma da mão, já foi superado.

A tecnologia 4G chegou aos Estados Unidos há dois anos. A primeira empresa a oferecer o serviço no país abriu as portas para a equipe do Jornal da Globo fazer testes. Para comparar a velocidade das duas redes, a 3G e a nova a 4G, usamos dois tabletes da mesma operadora, um ligado em cada rede.

A conexão 3G chega a uma velocidade de 1 megabit por segundo, enquanto que a 4G passa de 10 megabits. O acesso mais rápido à internet melhora a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.

A diferença realmente é impressionante. A qualidade do vídeo em 4G é muito superior à qualidade do mesmo vídeo em 3G.

Levamos um aparelho 4G para fazer outro teste: o de download de arquivos. Oferecemos a pessoas que usam o 3G a chance de se conectarem ao wi-fi 4G, para avaliarem a tecnologia mais moderna.

Jacqueline baixou uma foto no celular. Em geral, levava 45 segundos, e levou 20. Michael testou baixar um podcast que costuma levar de cinco a dez minutos. Com o 4G, baixou em apenas um minuto. Ele se diz impressionado, “foi muito rápido”.

Japão

No Japão, os celulares são mais usados como computador de bolso ou TV portátil. Com velocidades de download que chegam até 42 Mbps no meio da rua, Mayumi assiste a um vídeo de um grupo famoso lá, enquanto aguarda uma amiga. Qualidade perfeita.

Com a conexão japonesa, já é possível fazer uma teleconferência por telefone. Quando se captam imagens neste celular e se transmite para o computador, ficam granuladas, ficam congeladas de vez em quando. Quando o 4G chegar, não tenha dúvida. A imagem será perfeita: transmissão ao vivo usando apenas um celular.

Embora as empresas americanas usem comercialmente o termo 4G, os japoneses não consideram que a tecnologia atual, a LTE, usada tanto no Japão como nos Estados Unidos, mereça esse nome. É rápida, mas não o suficiente. Por isso, é chamada ainda de 3G pelos japoneses.

Os japoneses seguem o que sugere a União Internacional de Telecomunicações, órgão da ONU, que considera 4G a conexão com velocidade de download de pelo menos 100 Mbps. A tecnologia funciona perfeitamente em laboratório, mas ainda faltam alguns anos para chegar às ruas. Um dos principais desafios é reduzir o tamanho do aparelho receptor.

Brasil

Estádio do Morumbi, quarta-feira. Faltam poucos minutos para o clássico São Paulo e Corinthians pelo campeonato brasileiro. O estádio não lotou, mas está cheio. Os jornalistas já estão posicionados, e não conseguimos fazer o teste de velocidade de um celular 3G.

A internet ficou instável, lenta. A velocidade, que gira em torno de 1 Mbps, ficou bem menor, porque dividimos o sinal com todo mundo que está acessando a rede. Para a Copa do Mundo, é preciso mais.

O desafio do Brasil é maior do que o da África do Sul, porque, em 2014, os estádios estarão ainda mais cheios de smartphones e tablets. Atualmente, a telefonia móvel no Brasil funciona assim: o sinal do 3G passa por frequências de ondas entre os aparelhos e as antenas, como em uma estrada.

Quando muita gente usa o celular ao mesmo tempo, os dados emitidos e recebidos são como vários carros que congestionam a via aérea. Os sinais de alguns aparelhos são passados para estradas piores, mais lentas, as frequências do 2G. Quando isso acontece aparece aquela letra "e", de edge (limite) no aparelho. Quando o tráfico de dados é grande demais, tanto o 3G quanto o 2G ficam congestionados e o celular fica sem sinal mesmo.

Para começar a resolver isso, no ano que vem, as operadores vão abrir os sinais 3,5G. Até a copa, deve chegar o sinal do LTE, que no Brasil também chamaremos de 4G. Todos os sistemas vão funcionar ao mesmo tempo. Se o 4G ficar congestionado, o sinal vai para o 3,5G e assim por diante.

O governo promete o 4G operando em todas as cidades-sede até a Copa do Mundo. A largada será dada em abril deste ano, com a licitação da concessão do 4G. “Na hora em que assumimos o compromisso com relação à Copa, nós assumimos o compromisso com todos os eventos intermediários. Copa das Confederações, por exemplo, é a mesma coisa”, explica Ronaldo Sardenberg, ex-presidente da Anatel.

O governo deve liberar para o 4G uma frequência de menor alcance. Com isso, as empresas, além de adaptar a rede 3G, terão que montar novas antenas e investir em fibra ótica e microondas para o escoamento de dados. As operadoras vão gastar juntas, esse ano, cerca de US$ 18 bilhões na expansão da rede.

Professor de engenharia elétrica do Instituto Mauá, Marcelo Motta explica que o Brasil está atrasado, mas que há tempo para instalar o 4G nas cidades-sede até a Copa do Mundo. “A implantação das redes 3G no país chegou defasada em relação ao mundo por três anos. O mesmo deve acontecer com o 4G. Muitas vezes se chega a essa situação de ter que investir em uma tecnologia sem ter o retorno da tecnologia predecessora”, diz.

Seja para ver vídeo, ver e-mail ou até mesmo para falar com alguém, o rápido crescimento do 3G no Brasil e o péssimo desempenho do sistema em grandes eventos mostram que o 4G será bem-vindo.
Furukawa vai fazer no Brasil fibras ópticas para setor elétrico

Convergência Digital :: 11/01/2012

De olho no promissor mercado de smart grids no país, a japonesa Furukawa está investindo na produção local de cabos OPGW – também conhecidos como cabos para-raios – para ficar com um naco do fornecimento de fibras ópticas para o setor elétrico do Brasil e da América do Sul.

“Trazíamos esse cabo dos Estados Unidos, Canadá ou Japão, mas o país e a região estão crescendo, o que gera uma demanda por redes mais confiáveis. Só este ano há licitações para cerca de 8 mil km de linhas de transmissão no Brasil. E embora não pretendamos ser os maiores em volume, queremos ser a maior em valor agregado”, diz o presidente da Furukawa no Brasil, Foad Shaikhzadeh.

Formados por tubos de aço ou alumínio, os cabos OPGW são usados como para-raios nas redes de transmissão de energia, mas carregam no seu interior fibras ópticas que já são largamente utilizadas para telecomunicações no país – seja pelo “aluguel” às teles ou pelo uso desse tipo de infraestrutura pela Telebras, por exemplo.

Com a inevitável implantação das redes inteligentes de energia – smart grid – o uso das fibras ópticas para as próprias comunicações do setor de eletricidade, além da venda de capacidade a terceiros só cresce. Um estudo concluído no fim do ano passado, da consultoria Zpryme, indica que o mercado brasileiro para as tecnologias smart grid chegará a US$ 2,2 bilhões em 2015.

“Telecomunicação é um subproduto do smart grid”, resume Shaikhzadeh, que calcula para setembro deste ano o início da operação industrial. A linha para os cabos OPGW será instalada dentro da planta que a Furukawa já possui em Curitiba, no Paraná – a japonesa é uma das principais fornecedoras de fibras ópticas no país.

Além de apostar em um mercado em ascensão, a Furukawa também aproveitou uma janela de oportunidade: com a fusão internacional da Prysmian com a Draka, a ex-Pirelli Cabos e a Telcon subsidiárias de ambas, também se unirão no Brasil, reduzindo para apenas um o número de fornecedores nacionais de cabos OPGW – lacuna que a japonesa pretende ocupar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fundo Tamisa amplia sua posição na Telebras

Insight - Laboratório de Ideias - 10/01/2012

De acordo com a posição acionária publicada ontem, o Tamisa - Fundo de Investimentos Multimercado tem agora 6,65% das ações ordinárias e 24,36% das preferenciais, representando 10,02% do total de ações da Telebras.

Em fevereiro deste ano, o Tamisa havia comunicado à Telebrás ter adquirido a participação de 5,31% na empresa, representada por 4.707.380 de ações ordinárias (Telb3). No início de outubro, informou que detinha 13% das preferenciais (2.730.600) preferenciais (Telb4) e 6,61% (5.860.080) do total de ações ordinárias (com direito a voto) da companhia.No dia 12 de dezembro, em novo comunicado à empresa, o Tamisa afirmou deter 20,04% das preferenciais e 6,63% das ordinárias.

O Tamisa Fundo de Investimentos Multimercado é administrado pela BCSul Verax Serviços Financeiros Ltda., pertencente ao Banco Cruzeiro do Sul.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CPqD acompanhará implantação de rede de fibra óptica no ES

Infraestrutura interligará órgãos públicos no estado e fará parte do PNBL

Tele.Síntese - 09/01/2012


O Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) contratou o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) para atuar nos serviços de consultoria, elaboração de projeto e acompanhamento da implantação da Rede Metro-Gvix. Essa estrutura vai integrar com fibra óptica órgãos públicos estaduais e municipais em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana, para oferecer à população serviços como telemedicina, vídeo vigilância, monitoramento de condições climáticas para prevenção de desastres, gestão integrada de controle de tráfego e educação a distância em tempo real.

Com aproximadamente 492 pontos de acesso espalhados pelos cinco municípios da área de cobertura, a Metro-Gvix deverá estar em pleno funcionamento até o final de 2013. “Essa rede é uma ação do Programa ES Digital, cujo foco é aumentar a utilização de recursos tecnológicos na administração pública estadual e expandir o acesso à Internet de alta velocidade para os capixabas”, explica o presidente do Prodest, Paulo Henrique Rabelo Coutinho.

A Metro-Gvix também fará parte do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), sendo integrada à rede nacional da Telebras e à Metro.ES/Metrovix, que possui velocidades de 1 a 10 gigabits por segundo e já atende a mais de 40 órgãos estaduais na capital capixaba.
BNDES vai financiar projetos de cidades digitais para pequenos municípios

Banco discute com Minicom e SLTI kit com equipamentos e sistemas de gestão

Tele.Síntese - 09/01/2012

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) vai financiar, no âmbito do PMAT, a instalação de equipamentos para os municípios que tenham interesse em implementar suas cidades digitais. Junto com o kit que está sendo definido pela Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações para as cidades digitais, o município terá, também, que adquirir sistemas para a melhoria da gestão. "O BNDES entende como cidade digital não só a oferta de internet grátis para todo mundo, mas o município que presta melhores serviços para o cidadão e para o empreendedor", sintetiza Marcelo Corrêa Barbosa Fernandes, chefe do Departamento de Gestão e Investimentos Públicos, da Área de Inclusão Social do BNDES.

Segundo ele, em função do curto prazo para os municípios contratarem este ano (a legislação eleitoral determina que os financiamentos precisam ser contratados até julho, o que inclui operações pelo PMAT), o BNDES tem conversado com os diversos ministérios, entre os quais o de Saúde, Educação e o das Comunicações, além do Tesouro Nacional, para que o governo federal tenha iniciativas que possam facilitar os programas municipais. "Com o Minicom, estamos definindo um kit para cidades digitais. O Ministério deve implementar pilotos em alguns municípios e, uma vez definidos o kit, a licitação e o piloto, nós podemos financiar até 100% do projeto", informou Fernandes, em entrevista a Wireless Mundi.

A ideia, segundo ele, é facilitar para os pequenos municípios. Uma das dificuldades das prefeituras menores é elaborar o projeto para obter o financiamento do banco pelo PMAT, que é o Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos. Com a proposta em discussão entre o banco e o Minicom, o município terá apenas que aderir a ata de registro de preço da licitação a ser realizada pelo Minicom, sem a necessidade de elaborar um projeto. "O kit terá sistemas de gestão embutidos, uma vez que o PMAT é totalmente descontingenciado com a condição de que haja melhoria da gestão, seja na saúde, na educação, na parte tributária ou financeira", explicou. A definição dos softwares que serão embutidos nos equipamentos está em discussão com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, que trabalha com softwares públicos.

O diretor do Departamento de Gestão e Investimentos Públicos do BNDES acredita que com o kit o processo dará mais agilidade, inclusive para os agentes financeiros. Outra iniciativa do banco é discutir com o o Tesouro Nacional o Manual de Instrução de Pleitos, que define uma série de documentos que os municípios precisam apresentar ao Tesouro Nacional quando vão contrair um financiamento. "Uma das agendas na negociação com os ministérios é ver o que podemos fazer, no sentido de negociar com o STN, em função do volume de operações, o que daria para flexibilizar, porque o MIP acaba sendo um gargalo para os municípios, que precisam apresentar balanços antigos e outros documentos", comenta.

PMAT Automático já tem operações aprovadas

No ano passado, o BNDES lançou uma versão simplificada de seu programa de incentivo à melhoria da eficiência, qualidade e transparência da gestão pública, o PMAT Automático, para municípios com até 150 mil habitantes. O programa pode ser operado por agentes financeiros, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, bancos estaduais ou até mesmo por bancos privados se estes tiverem interesse. De acordo com Marcelo Fernandes, 11 municípios apresentaram projetos para o PMAT Automático e dois deles já tiveram a operação aprovada. São os municípios catarinenses de Lontras e Três Barras. As duas operações somam R$ 23 milhões.

As demandas para o PMAT Automático foram apresentadas por agentes financeiros como o Badesul, o BDMG, o Investe Rio (Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro) e pela Agência de Fomento do Estado de São Paulo. Os demais projetos estão em fase de análise, em diferentes fases. As condições de contratação seguem o PMAT, que estabelece TJLP mais 0,9% ao ano. O que muda é o custo do agente financeiro, uma vez que cada instituição coloca seu spread.
Projeto pretende melhorar serviço de internet no Amazonas

Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, Petrobras e Amazonas Energia fará uso de fibras óticas. Objetivo é atender demanda da Copa do Mundo

A Crítica - 09/01/2012

Um projeto realizado pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect/AM) pretende acabar com o problema da baixa qualidade de sinal e velocidade da Internet disponível no Amazonas, a tempo de apresentar melhorias para atender a demanda da Copa do Mundo de 2014. Denominado de Rede Estadual de Comunicação do Amazonas, com utilização das fibras óticas, o projeto será realizado em parceria pela Petrobras e Amazonas Energia, utilizando estruturas municipais, estaduais e federais.

A rede pretende a interligação da infraestrutura de comunicação com os municípios de Anamã, Anori, Caapiranga, Coari, Codajás, Iranduba, Novo Airão, Manacapuru e Presidente Figueiredo, aproveitando a rede de fibra ótica da Petrobras, seguindo a trilha do gasoduto Coari/Manaus. A previsão é de que o Governo do Estado do Amazonas aplique mais de R$ 10 milhões no projeto, que terá como parceiro a Prodam e as secretarias estaduais de Educação (Seduc), Saúde (Susam) e Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan).

O projeto visa disseminar o sinal de Internet por meio do compartilhamento da infraestrutura que já existe no sistema do Estado. “A ideia é conectar todas as instituições públicas utilizando a estrutura em comum do Estado. Ele envolve o uso da fibra ótica até Manaus e vai proporcionar uma verdadeira revolução no Estado. Quanto ao custo, vamos fazer parcerias com outras instituições como Seduc e Secretaria de Segurança”, disse Odenildo Sena, secretário de Ciência e Tecnologia.

Odenildo explica que a interligação vai beneficiar não só as as instituições municipais, estaduais e federais. “É a forma de facilitar o trabalho dessas instituições públicas e beneficiar a população. Já existe uma série de projetos que, se conectados à Internet, vão trazer benefícios para o Estado, como por exemplo a telemedicina da UEA.

O secretário informa que até janeiro, a Telebras deverá disponibilizar a fibra ótica do gasoduto Coari/Manaus para ser liberada para o Governo do Amazonas. Ea previsão é que até o segundo semestre de 2012 o sistema já esteja operacionalizando com todas as linhas de fibra ótica. Uma dela é linha de fibra ótica para Manaus, que deve vir de Porto Velho (RO).

A segunda, na previsão da Sect, será a da Oi, vinda do Município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus). “Essas serão as etapas secundárias do projeto. Por enquanto estamos nos focando no trajeto do gasoduto. Também estamos em contato com a Secretaria de Inclusão Digital para disponibilizar um antena de wireless, para possibilitar Internet para uso da população”, disse Odenildo Sena.
TV Brasil quer sair do traço, mas falta dinheiro para investimento

R7 - 09/01/2012

No ar há pouco mais de quatro anos, a TV Brasil, TV pública nacional criada pelo presidente Lula, ainda é pouco conhecida. Em São Paulo, maior cidade do país, pouca gente sabe que pode sintonizá-la nos canais 62 (analógico) e 63 (digital). Sua audiência não passa de 0,1 ponto. Ou seja, traço.

O jornalista Nelson Breve, há dois meses presidente da emissora, quer mudar esse quadro. "Minha missão é fazer a comunicação pública ser conhecida e valorizada. Não podemos nos sentir ofendidos quando alguém fala que não somos conhecidos. Não somos mesmo", admite. Não será uma missão fácil. Embora tenha um orçamento anual de R$ 400 milhões, um "caminhão de dinheiro" para uma emissora pública, menos de 20% desse total (ou cerca de R$ 70 milhões) pode ser investido em equipamentos e novos programas. O resto já está comprometido com despesas de custeio (pessoal, produção). E a verba que o governo federal investe na TV Brasil pouco cresceu desde que ela foi fundada. Neste ano, em valores reais, até caiu em relação a 2011.

Para aumentar os recursos, Breve aposta no que chama de "captação". Quer buscar patrocínios de estatais como a Petrobras para telejornais, apoio cultural a programas e propaganda institucional. No ano passado, a TV Brasil captou R$ 20 milhões nesse mercado. É pouco.

Melhorar o sinal
Nelson Breve reconhece que a qualidade do sinal é um dos principais problemas da TV Brasil. "O sinal é muito importante melhorar", afirma. A TV, orgulha-se, tem uma "programação de qualidade, não no topo das TVs públicas mundiais, mas acima da média". Porém, com apenas R$ 70 milhões para investir, a TV Brasil não pode falar em novos e potentes transmissores para São Paulo. Aqui, pelo menos, há canais próprios, embora distantes das TVs abertas que monopolizam a audiência (Globo, Record, SBT, Band).

Em capitais importantes como Belo Horizonte, a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação, a estatal que administra a TV Brasil e rádios públicas federais) só tem canal digital. Em Estados importantes, como Paraná e Rio Grande do Sul, depende de parcerias com TVs públicas estaduais.

Breve aguarda, com certa ansiedade, a definição do projeto da Telebrás para a criação do operador de rede. O operador de rede será uma empresa que administrará torres de antenas e a distribuição de sinais de canais públicos, como a TV Senado e a própria TV Brasil. O crescimento nacional da TV Brasil depende do operador de rede.

Para melhorar o sinal da TV Brasil, que chega "lavado" às operadoras de TV paga, Breve pensa em mudar o uplink (subida) do Rio para Brasília.

Reestruturação
Para impulsionar seus projetos, Breve comanda uma reestruturação na emissora. Nos próximos dias, deve anunciar o assessor da Casa Civil André Barbosa como superintendente de engenharia, operações e TV digital. Barbosa foi um importante interlocutor do governo na implantação da TV digital no Brasil.

Deverá ser criada também uma diretoria de captação, focada na busca de recursos extra-orçamentários, de patrocínios, por exemplo.

Diálogo com São Paulo
Ainda neste ano, segundo Breve, deverá ser lançado um jornal local em São Paulo, para que a cidade apareça em sua programação. "Hoje a gente é quase repetidora em São Paulo, não uma geradora. Precisamos dialogar com a cidade", diz. O telejornal depende da contratação de profissionais. E, tão cedo, não será possível produzir mais programas na maior metrópole do país. "O orçamento não está nos permitindo", lamenta.

domingo, 8 de janeiro de 2012

"A Banda Larga está para este século como a energia elétrica esteve para a economia no século passado"

Insight - Laboratório de Ideias - 08/01/2012

A frase do título é do Deputado Federal Newton Lima (PT/SP), um dos nomes mais cotados para a pasta da Ciência e Tecnologia no lugar de Aloizio Mercadante, que já teria comunicado a interlocutores que será deslocado para o Ministério da Educação, no lugar de Fernando Haddad.

Um confesso eterno apaixonado pela Ciência, Tecnologia e Inovação, além de um permanente e dedicado batalhador pela Educação, Newton Lima afirmou em sua página na Internet que "não poderia deixar de trabalhar por essa área que levará o País a condição de 5ª potência mundial. Depois de estudar a disponibilidade do serviço de internet no Brasil, propus a criação da subcomissão que analisa o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da qual assumi a relatoria dos trabalhos. Por acreditar que a Banda Larga está para este século como a energia elétrica esteve para a economia no século passado, estou certo de que o PNBL irá democratizar e qualificar o acesso à internet para milhares de brasileiros".

O nome de Newton Lima tende a facilitar a escolha da Presidente, pois uniria o critério técnico ao político, já que ele foi reitor da conceituada Universidade Federal de São Carlos, além de ser ex-prefeito dessa cidade paulista, possuindo amplo respaldo de setores do mundo acadêmico e da área empresarial.

Além disso, a cidade de São Carlos adquire uma importância bastante simbólica quando o assunto é Ciência e Tecnologia. A presidente Dilma Roussef aprovou, no dia 13 de outubro de 2011, a lei que confere ao município o título de Capital Nacional da Tecnologia. O projeto, que foi apresentado pelo então deputado federal Lobbe Neto, trouxe como justificativa o alto nível tecnológico das pesquisas desenvolvidas pela Universidade de São Paulo (USP), pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pelos demais centros ali instalados. Também fez referência a maior concentração per capita de profissionais com doutorado do país: enquanto a média brasileira é de 1 doutor para cada 5.423 habitantes, em São Carlos é de 1 para 180.

Além das qualificações próprias e da região que representa como Deputado, se nomeado ministro, Newton Lima abrirá vaga na Câmara para o retorno de José Genoino (PT/SP), primeiro suplente do partido, interlocutor privilegiados com setores das forças armadas e um quadro histórico que o PT pretende trazer de volta à atividade parlamentar.
Corrida global pela banda larga já começou

Para a UIT, o acesso universal não é apenas uma necessidade, mas um direito

O Estado de S.Paulo* - 08/01/2012

Parece uma utopia, mas existe um país em que a internet de banda larga já está presente em 97% dos domicílios ou residências - além de interligar todas as escolas, hospitais, empresas, museus, laboratórios e repartições públicas.

E mais: oferece uma velocidade média de 50 Megabits por segundo (Mbps), com a melhor qualidade e a preços acessíveis, a US$ 25 (ou R$ 47) por mês, sem qualquer limitação de download. E, acredite, seu governo se antecipa ao futuro e decide investir mais de US$ 24 bilhões (R$ 45 bilhões) para multiplicar cinquenta vezes a velocidade atual de sua internet, para elevá-la ao patamar de 1 Gigabit por segundo (Gbps) até 2013.

Apenas um lembrete: com a velocidade de 1 Gbps, podemos baixar um filme de duas horas, com a melhor qualidade de imagem, em pouco mais de 12 segundos.

Esse país existe, caro leitor. É a Coreia do Sul, que dispõe da rede de banda larga mais avançada do planeta. Para conseguir essa posição única, o governo e as maiores empresas de telecomunicações coreanas decidiram apostar todas as fichas na implantação de uma infraestrutura avançada de banda larga, com mais de uma década de antecedência, para que todos os seus cidadãos pudessem ter acesso à internet mais rápida do mundo, com a melhor qualidade e pelo menor preço.

O país conta hoje com a melhor cobertura nacional de telefonia celular de terceira geração (3G), graças à qual a capital, Seul, supera todas as cidades do mundo em densidade de smartphones e na utilização de recursos de computação móvel e mobile-commerce. Tudo se faz pela internet móvel de banda larga.

O grande objetivo da universalização da banda larga na Coreia do Sul é elevar permanentemente a qualidade de vida, os padrões educacionais e a produtividade da nação. A rede nacional de fibras ópticas do país interliga praticamente todas as cidades, vilas e comunidades rurais, conectando escolas, empresas, hospitais e repartições públicas.

O único país além da Coreia que também investe prioritariamente em banda há mais de dez anos é a Finlândia. Além de seus extraordinários índices de desenvolvimento humano (IDH), a Finlândia foi, em 2009, o primeiro país a votar uma lei que tornou o acesso à banda larga um direito fundamental de cada cidadão, ao lado de outros direitos básicos, como educação, moradia, saúde e alimentação.

Logo em seguida, três outros países - França, Grécia e Estônia - seguiram o exemplo finlandês e tornaram também o acesso à banda larga um direito garantido por lei.

Novo direito
Essa é, aliás, a mesma posição defendida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), a agência das Nações Unidas para o setor, que propõe a todos os países que transformem o acesso à banda larga em direito fundamental do cidadão, tal a importância que a nova comunicação passou a ter para os seres humanos.

E a boa notícia é que a UIT tem feito um trabalho de âmbito global de conscientização de governos e lideranças nessa área. Seu secretário-geral, Hamadoun Touré, afirma categoricamente: "As tecnologias de banda larga estão transformando profundamente nosso jeito de viver. Por isso, acreditamos que a comunicação não é apenas uma necessidade humana, mas um direito".

Em mensagem dirigida a todos os países e líderes do mundo, ao final de seminário internacional realizado em outubro de 2011 em Genebra, os dirigentes da UIT conclamavam: "Nós, participantes do Encontro Mundial de Lideranças de Banda Larga, lançamos hoje este desafio aos líderes de todo o mundo, formadores de opinião, dirigentes políticos e industriais, usuários e consumidores, para que acelerem a implantação de infraestruturas nacionais de banda larga, pois elas são vitais para que ninguém seja excluído das novas sociedades globais do conhecimento que estamos construindo".

Metas e conteúdos
Os documentos divulgados pela UIT propõem que o mundo tenha metas bem definidas para a ampliação da banda larga, a começar do atendimento de, pelo menos, 40% dos domicílios, dos países em desenvolvimento, em 2015.

O grande objetivo da entidade neste novo milênio é incluir cada ser humano nas novas sociedades do conhecimento que estão sendo construídas em cada continente.

Na opinião dos especialistas, as nações têm tudo para ampliar substancialmente o entendimento entre os seres humanos e superar o imenso desafio do desenvolvimento de nossa sociedade global complexa e interdependente. Para eles, a consecução dessas metas ambiciosas, a médio e longo prazos, se torna factível, graças às TICs, as tecnologias da informação e da comunicação (ou ICTs, na sigla em inglês, de Information and Communication Technologies).

"Para que tudo isso se concretize - explica o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré -, é preciso que todos os governos e empresários trabalhem lado a lado, no desenvolvimento de políticas públicas inovadoras, no desenvolvimento de modelos de negócio e de financiamentos capazes de assegurar o acesso à banda larga em escala mundial".

Touré enfatiza, também, a necessidade de estimular a produção de conteúdos nas diversas línguas locais "e ampliar os benefícios de todos os que contribuem para essa revolução digital": "Os governos não devem onerar a banda larga nem os serviços de comunicação e informação com tributos desnecessários". Eis aí um recado oportuno ao Brasil, país campeão mundial de tributação sobre os serviços de telecomunicações, que são onerados com cerca de 43% de impostos.

Os benefícios
As reais consequências e benefícios desse acesso amplo às comunicações de alta velocidade podem ser mais bem compreendidos pela leitura das mensagens dirigidas ao mundo há dois meses pela Broadband Commission, da mesma UIT.

Para essa comissão, "ao abrir novos horizontes para as mentes jovens por intermédio das novas tecnologias aplicadas à educação, a banda larga traz benefícios reais e profundos". Nos debates de Genebra, as centenas de profissionais de comunicação e de educação delinearam o extraordinário alcance do que já é chamado de revolução da banda larga.

O conhecimento difundido via redes de banda larga - afirmam os especialistas - cria, na verdade, uma nova consciência sobre a importância da higiene e dos cuidados com a saúde. Confere maior poder às mulheres e lhes permite expandir suas oportunidades mediante escolhas genuínas e amplia a muitas famílias as possibilidades de ganhos econômicos, com a elevação dos salários e o retorno de seus produtos e mercadorias.

Há, portanto, sólidas razões para que a banda larga se torna uma prioridade quase obsessiva para muitas nações, desenvolvidas ou emergentes. A cada dia mais líderes e governantes se convencem de que é preciso assegurar aos cidadãos o acesso à internet de alta velocidade e, assim, garantir-lhes o maior intercâmbio possível de conteúdos de informação, de educação e de entretenimento.

Essencial é o conteúdo
O grande valor da comunicação está no conteúdo e não na tecnologia da banda larga ou na infraestrutura da internet. Por isso, a meta a ser perseguida pelos governos, segundo a UIT, deve ser a universalização dos benefícios dessa nova comunicação.

Daí decorre a corrida mundial deflagrada a partir do fim dos anos 1990 pela implantação das redes de banda larga. De lá para cá, o acesso à internet transformou-se em fator decisivo e fundamental de desenvolvimento, não apenas para as sociedades industrializadas, mas muito mais para as economias emergentes, como a dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e menos desenvolvidas, como as nações africanas.

*Ethevaldo Siqueira