sábado, 7 de janeiro de 2012

Últimos dias para participar da consulta pública das cidades digitais

Interessados têm até dia 10 de janeiro para enviar contribuições

Conexão MiniCom - 06/01/2012

Repórter: Termina na próxima terça-feira, dia 10 de janeiro, a consulta pública sobre cidades digitais. Desde o mês passado, o Ministério das Comunicações está ouvindo a sociedade sobre o modelo a ser adotado para o projeto, que começa a ser implantado até abril em 80 municípios. De acordo com a secretária de Inclusão Digital do MiniCom, Lygia Pupatto, o objetivo é dar transparência ao processo.

Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do Minicom: A consulta tem o objetivo de colocar para a sociedade brasileira o modelo que nós estamos pensando - tanto do chamamento das prefeituras, o modelo técnico da infraestrutura, dos aplicativos -, para que nós possamos aprimorar o projeto inicial através das contribuições que a sociedade possa nos dar.

Repórter: A ideia é que as prefeituras interessadas em ter uma cidade digital apresentem suas propostas ao ministério, seguindo o edital que será lançado. Caberá ao MiniCom disponibilizar a infraestrutura de conexão. Já a prefeitura deve se comprometer a manter a cidade digital funcionando. Segundo Lygia Pupatto, o projeto deve utilizar as redes de fibra óptica da Telebras e vai se articular diretamente com o Programa Nacional de Banda Larga.

Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do MiniCom: Eles são projetos casados, porque logicamente você só pode fazer implantação de uma cidade digital onde haja conexão. Nós vamos fazer a última milha. Chegando a infovia da Telebras, nós vamos distribuir essas fibras ópticas para todos os prédios públicos da prefeitura, bem como nós vamos disponibilizar sinais públicos de internet, que pode ser o sistema wi-fi como também os nossos telecentros.

Repórter: Para participar da consulta, basta entrar na página do ministério na internet, no endereço www.mc.gov.br, e clicar em cidades digitais, consulta pública. As contribuições são abertas a qualquer interessado.
Espanha - La velocidad mínima de internet será de un mega a partir del 1 de enero

Telefónica, la operadora que ofrece el servicio, señala que unos 200.000 ciudadanos se verán beneficiados con esta velocidad | El servicio de información telefónica 11818 deja de funcionar

La Vanguardia - 30/12/2011

Madrid. (EFECOM).- La velocidad mínima de acceso a internet será de un megabit por segundo a partir del día 1 de enero y, de esta forma, España será, junto con Finlandia y Malta, de los pocos países europeos que tienen reconocida por ley la velocidad de navegación por la red. Fuentes de Telefónica, que es la operadora que ofrece el servicio, señalaron que alrededor de 200.000 ciudadanos se verán beneficiados con esta velocidad que se garantizará a través de la tecnología más adecuada en cada ocasión: cobre, móvil, radio o satélite.

El uno de enero entra en vigor el contrato de Telefónica con el Estado para dar el servicio universal de telecomunicaciones tras el concurso que se celebró este año y que tiene como novedad la inclusión de la velocidad mínima de internet y que ha salido de las obligaciones el servicio de información telefónica 11818.

Al concurso para el servicio universal, cuyo coste es financiado por todos los operadores con poder significativo en el mercado, sólo se presentó Telefónica, que es la operadora que siempre ha sido la encargada de garantizar el derecho de acceso a las telecomunicaciones y ahora ha asumido de nuevo el compromiso por un periodo de 5 años.

A partir del uno de enero, los ciudadanos que hasta ahora no podían acceder a internet a un mega podrán pedir el servicio que tendrá un coste de 19,9 euros al mes más la cuota de línea mensual de 13,97 euros, que en 2012 vuelve a permanecer sin subida por acuerdo de la Comisión del Mercado de Valores.

El alta del servicio es de 38,1 euros para los que ya tienen contratadas las llamadas, y de 121,63 para los que no tienen ningún contrato de línea telefónica. Los usuarios que sólo quieran contratar internet tendrán que pagar un alta de 66 euros y pagar al mes 29,9 euros. A estos precios hay que sumar el IVA correspondiente.

El servicio universal de internet a un mega tiene una limitación de 5 gigabytes de contenidos al mes y a partir de ahí la velocidad baja a 126 kilobits por segundo. En el servicio universal que ofrece Telefónica a partir del uno de enero también se incluye el acceso obligatorio al servicio telefónico, a teléfonos públicos de pago (cabinas) y a guías telefónicas que podrán ser en formato digital, aunque el usuario siempre podrá exigirlas en papel.

El coste máximo del servicio universal, que será financiado por los operadores con poder significativo en el mercado, ha establecido tras el concurso en un máximo de 74,6 millones de euros al año.

A partir del uno de enero deja de estar incluido entre los servicios a los que tienen derecho todos los usuarios el de información telefónica a través del 11818, que costaba a 0,35 euros el minuto. Desde el 1 de enero las llamadas a este número no tendrán coste y el usuario escuchará una alocución indicando que ya no está disponible el servicio y que pueden dirigirse a otro servicio de información.
Governo prepara plano de voz e internet no celular por R$ 30 mensais

Para ter acesso ao plano popular, consumidor precisará ser beneficiário de algum programa social do governo

O Estado de São Paulo - 06/01/2012

O governo quer lançar este ano um pacote popular de celular e internet para consumidores de baixa renda. A ideia é que as operadoras vendam planos de serviços no valor máximo de R$ 30 por mês, que darão direito a fazer uma quantidade razoável de ligações pelo telefone móvel para qualquer operadora e usar a banda larga pelo aparelho.

"A ideia é que as pessoas possam ligar para outras operadoras, pois franquia para números da própria empresa elas já dão", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Para contratar o pacote, o usuário precisa receber algum benefício social do governo, ou seja, estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A proposta está sendo desenvolvida pelo Ministério junto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As operadoras já foram sondadas. "Vamos definir no governo a proposta e chamar as empresas para negociar os parâmetros mínimos que aceitaremos", afirmou Bernardo.

A iniciativa do governo, segundo o ministro, busca promover a universalização do serviço para os consumidores que estão de fora da inclusão digital, por não terem condições de pagar nem mesmo o valor de R$ 35 por mês para o pacote de internet de um mega de velocidade comercializado no âmbito no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

"Estamos estudando como a gente pode fazer para ter um pacote de serviços tanto de telefone quanto de internet por um preço mais reduzido, de maneira que todo mundo possa usar o serviço", ressaltou Bernardo.

Complemento

O ministro destacou que o lançamento do pacote é uma medida complementar à proposta de desoneração de 25% para produção de smartphones no País, com o objetivo de realizar o sonho das classes C, D e E de ter conexão de internet no celular.

"Minha empregada compra R$ 25 de crédito por mês, mas a ligação de pré-pago é mais cara (então o crédito acaba rápido). Queremos negociar com as empresas de modo que a gente misture telefone e internet nesse plano e a pessoa tenha um volume suficiente de crédito para ela se virar durante o mês", enfatizou o ministro.

Qual será a quantidade de ligações que a pessoa poderá realizar no período, bem como a franquia de uso a internet, ou seja, o volume permitido para ela baixar conteúdo (download) ou inserir conteúdo (upload) na internet ainda estão sendo estudadas. Para fechar a proposta, talvez o governo tenha que fazer algumas concessões, como isenção fiscal, disse o ministro.

Bolsa celular

A ideia do governo de criar esse pacote não é inédita. No fim de 2009, o então ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou o "Bolsa Celular", um plano para estimular as operadoras a distribuir telefones celulares de graça para os cidadãos quer recebiam Bolsa Família. Os beneficiados pelo programa também teriam direito a um crédito de R$ 7 mensais para fazer ligações. A proposta chegou a ser apresentada ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva mas não prosperou.

Em julho do ano passado, o Ministério e a Anatel fecharam com as empresas o telefone fixo social, que custará R$ 13,30 (valor com impostos) por mês.

A oferta vai se tornar obrigatória pelas concessionárias de telefonia fixa assim que o regulamento do plano, denominado Acesso Individual Classe Social (Aice) for publicado pelo órgão regulador. O plano também é restrito às 20 milhões de famílias inscritas no CadÚnico.

Em novembro do ano passado, havia 236 milhões de celulares no País, o que representava uma densidade de 120,8 acessos por 100 habitantes. Do total, 81,65% eram pré-pagos. Em 12 meses, o crescimento da base foi de 19,5%, segundo a consultoria Teleco.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Banda larga é ponto-chave dos serviços 4G

Convergência Digital - 06/01/2012


As redes LTE (Long Term Evolution) deverão atingir cerca de 509 milhões de assinantes até 2016, o que representaria aproximadamente 7,3% da base total de linhas móveis em todo o mundo, revela estudo divulgado pela Pyramid Research.

Consultoria diz ainda que, nos próximos dois anos, a banda larga para PCs e computadores móveis seguirá sendo o ponto-chave dos serviços 4G, com os vídeos sendo os grandes responsáveis pelo tráfego de dados.

O estudo da Pyramid diz que, hoje, há 35 redes em operação comercial e um portfolio de 197 terminais. Entre o final de 2010 e outubro do ano passado, aumentou 11 vezes a disponibilidade de dispositivos móveis compatíveis com LTE. Três em cada cinco desses dispositivos são modems, routers ou equipamentos que podem ser instalados nos PCs.

Atualmente, pontua ainda a consultoria, cerca de 80% de todo o tráfego móvel de dados nas redes LTE passa pelo acesso via PCs enquanto menos de 4% representam os assinantes móveis. A partir de 2014, sustenta ainda o estudo, os serviços LTE vão migrar de forma mais efetiva dos computadores para os dispositivos móveis (tablets e smartphones).
Smartphones, tablets e notebooks com modem 3G criam ‘famintos’ por dados

Estadão - 06/01/2012


O consumo de dados em smartphones, tablets e notebooks com modem 3G está em ritmo explosivo e sendo exercido, cada vez mais, por usuários “famintos”, segundo um estudo feito pela empresa britânica Arieso. Ao analisar o uso da internet por 1,1 milhão de assinantes de uma operadora europeia, a companhia observou que 1% desse público consome metade de todos os dados transferidos entre os aparelhos e a rede.

Essa fatia de usuários extremos é representada por tablets (3%), 3G modem (64%) e smartphones (33%). Nessa última categoria, destaca-se o iPhone 4S (foto acima), aparelho lançado pela Apple em outubro de 2011. Seus donos requerem o triplo de dados demandados pelos usuários do iPhone 3G e o dobro em relação aos do iPhone 4.

“A exigência maior de dados pelo novo smartphone da Apple pode ser explicada por sua melhor base de comunicação em nuvem e pela Siri (assistente de comando de voz)”, diz o diretor de tecnologia da Arieso, Michael Flanagan. O iPhone 4S, segundo o estudo, parece desencadear comportamentos sem precedentes de consumo de dados.

Os dispositivos com Android, sistema operacional do Google, não ficam atrás. As transferências de dados no HTC Google Nexus One foram mais que o dobro dos do iPhone 3G, aparelho usado como referência na pesquisa por simbolizar o marco dos smartphones no mercado dos celulares.

Consequências

Com a crescente adoção de celulares e tablets potentes no mundo, a tendência é de que o tráfego de dados aumente consideravelmente. Pesquisa da Cisco aponta que haverá 788 milhões de usuários de internet móvel em 2015, número 56 vezes maior do que os 14 milhões registrados em 2010.

Isso exigirá investimento em infraestrutura por parte das operadoras. “Se o usuário extremo estiver descontente com o serviço oferecido pelo operador de rede, ele pode ir embora e ser extremo na rede concorrente”, diz o estudo da Arieso. Uma das saídas, segundo a pesquisa, é equipar o usuário com um dispositivo 4G.

Dessa forma, o desafio está lançado não só para operadoras como para os clientes, que não querem enfrentar problemas ao usar o aparelho. Celulares e tablets com rápido processador, boa câmera para fotografar e filmar em alta definição e sistema operacional amigável ao usuário são um prato cheio para os ‘famintos’ por dados. É bom que funcione bem.
Obras terão de conter duto para fibra óptica

Regra em fase de formatação atingirá todo projeto de infraestrutura feito pelo governo federal ou financiado por ele

Setor elétrico já opera dessa forma, mas áreas como transporte e saneamento ainda não adotam essa conduta

Folha de São Paulo - 06/01/2012

Toda obra de infraestrutura feita pelo governo federal ou financiada por ele terá de conter dutos para fibras ópticas. Estradas, dutos de água e esgoto, linhas de transmissão e distribuição de energia deverão seguir a regra.

O Executivo está formatando um decreto com a norma e espera publicá-lo ainda no primeiro semestre. O texto deverá conter regras de governança dessas estruturas.

Os projetos deverão contemplar dutos com espaço para vários cabos e, consequentemente, várias prestadoras de telecomunicações.

Algumas obras no país já seguem essa conduta, principalmente no setor elétrico. Nas linhas de transmissão de energia, os cabos de fibra óptica são alojados nos cabos de proteção.

No entanto, setores como transportes e saneamento ainda não despertaram para o investimento em infraestrutura de fibras, e todo incremento sempre é feito por meio de reformas, novas escavações e mais investimento. O governo quer adotar a política do "dig once" (do inglês, "cave uma vez").

Segundo o Ministério das Comunicações, cada quilômetro de fibra óptica instalada custa cerca de R$ 10 mil, valor que considera elevado.

Por isso, uma política paralela está sendo pensada para obras já concluídas sem os dutos. O governo vai negociar com todos os setores da infraestrutura para baixar preços.

Com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), por exemplo, o governo vai negociar o barateamento do uso da faixa de guarda das pistas (depois do acostamento).

ELÉTRICAS

Algo semelhante foi feito com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a pedido da Anatel (agência de telecomunicações), ao estabelecer um preço de referência de aproximadamente R$ 2 para o aluguel de postes para acomodação de cabos de fibra óptica. As elétricas chegavam a cobrar até R$ 19 pelo aluguel de cada unidade.

Sobre os cabos de fibra óptica já existentes há uma regulamentação prevendo o compartilhamento entre as teles. No entanto, a Anatel quer estimular a conduta com o PGMC (Plano Geral de Metas de Competitividade), que está em consulta pública e deve entrar em vigor em meados do ano.

Segundo o plano, toda tele com poder de mercado significativo será obrigada a compartilhar sua rede, uma espécie de aluguel da estrutura.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Internet para carros pode virar norma

Consultoria internacional divulgou que, até 2026, 25% dos veículos brasileiros contarão com tecnologia

IG - 05/01/2011


Uma novidade para aqueles que gostariam de unir o prazer ao dirigir e a interatividade da internet acaba de surgir. Segundo a consultoria internacional KPMG, a conexão via Wi-Fi e 3G nos carros deve virar norma nos próximos 5 anos. A fonte diz que os chamados “serviços de mobilidade urbana” também devem alcançar os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

E o Brasil está cotado para liderar o mercado para o segmento. Conforme uma pesquisa feita pela própria KPMG, 25% dos brasileiros deverão utilizar algum tipo de serviço móvel integrados em seus veículos até 2026.

O presidente mundial da KPMG, John Lench, também deu sua opinião sobre a conexão nos carros. Ele frisou a união entre a Toyota e a Intel e disse que “o crescimento de dispositivos para carros cresce tanto quanto o desenvolvimento de tablets e smartphones”, à BBC inglesa.

Enquanto 2016 não chega, a Chevrolet do Brasil já se adiantou com relação a essa tecnologia. Caso você não se lembre, a marca lançou em 2011 uma versão limitada do Agile chamada Wi-Fi. O modelo teve 1.000 unidades comercializadas, equipadas com um sistema de internet móvel para aparelhos como notebooks e smartphones. A Audi também oferece a mesma opção para o luxuoso A7, que conta com conexões com o Google e Google Earth.
Sobre o blog Insight - Laboratório de Ideias

Insight - Laboratório de Ideias - 03/01/2012

Este blog foi criado para repercutir notícias e análises sobre o Programa Nacional de Banda Larga e sobre a Telecomunicações Brasileiras S.A. - Telebras, inclusive aquelas produzidas por sua editoria.

Por definição, não se caracteriza como um blog político, técnico ou financeiro, tendo seu escopo aberto para qualquer tipo de matéria, favorável ou não aos seus dois temas principais.

Sendo assim, sua editoria - fiel aos princípios de liberdade que norteiam as publicações na Internet - reserva-se o direito de divulgar o que bem lhe aprouver, fazendo absoluta questão de sempre citar a fonte, preferencialmente a primária, e de submeter-se, obviamente, aos limites impostos pelos ditames da lei, da ética, da moral e dos bons costumes.

A propósito, apenas a título de explicação sobre os motivos de o blog incluir eventual análise técnica ou fundamentalista centradas nas ações da Telebras, é relevante verificar que quando uma corretora ou um analista de reputação reconhecida recomenda a aquisição de seus papéis, o fato se traduz em um respaldo público à empresa, a sua administração e às perspectivas positivas que o mercado de ações lhe credita. Para uma companhia que até há pouco era considerada como não-operacional, estava em processo de liquidação extrajudicial e não merecia a mínima atenção ou credibilidade do setor de telecomunicações, do mercado de ações e dos cidadãos brasileiros, esse tipo de reconhecimento é fundamentalmente significativo.

Por outro lado, consoante com a coerência de só postar matérias com fonte identificada, o blog Insight - Laboratório de Ideias continuará aceitando, com muita satisfação, a colaboração de seus leitores através de comentários, desde que estes também se identifiquem através de uma conta Google, já que essa é a única forma de identificação normal que o Blooger aceita.
Antena desenvolvida pelo CPqD vai levar banda larga a unidades móveis de segurança pública

Este é o primeiro resultado do projeto Radiofrequência para Redes Sem Fio Banda Larga Aplicadas à Segurança Pública, que recebeu R$ 4,7 milhões do Funttel

MiniCom - 05/01/2012


Uma novidade que acaba de ser desenvolvida pelo CPqD deve fortalecer a atuação das unidades móveis de segurança pública, como viaturas de polícia, do corpo de bombeiros e da defesa civil. Trata-se de uma antena desenvolvida exclusivamente para a faixa de 4,9 GHz, direcionada a serviços de segurança, que vai permitir o acesso à internet banda larga diretamente dessas unidades.

De acordo com o gerente de sistemas sem fio do CPqD, Fabrício Lira Figueiredo, a nova tecnologia deve facilitar e aprimorar o trabalho dos órgãos de segurança, possibilitando, a partir de sua instalação no veículo, o envio de imagens para delegacias e a consulta a bancos de dados e informações em tempo real, diretamente das viaturas. “A maioria dos sistemas utilizados pelas polícias atualmente realiza apenas transmissão de voz”, esclarece.

Ainda segundo Figueiredo, a expectativa é que os eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos impulsionem a adoção da tecnologia no país, devido à intensificação dos investimentos em segurança pública. “Haverá uma grande demanda por serviços de inteligência para garantir a segurança durante a Copa e as Olímpiadas”, destaca.

Embora tenha sido desenvolvida para ser utilizada na faixa de 4,9 GHz, o pesquisador afirma que a antena pode ser facilmente adaptada para outras faixas de freqüência, podendo também ser uma opção para o Programa Nacional de Banda Larga, que está expandindo o acesso à internet de alta velocidade em todo o Brasil.

Este é o primeiro resultado concreto do projeto Radiofrequência para Redes Sem Fio Banda Larga Aplicadas à Segurança Pública, que recebeu R$ 4,7 milhões do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).
Município gaúcho quer fibra em 100% das residências

Projeto de cidade digital de Lagoa dos Três Cantos foi primeiro colocado em edital do MCTI, e deve custar R$ 1 milhão

Tele.Síntese - 05/01/2012

O governo municipal de Lagoa dos Três Cantos (RS) assinou contrato nesta quinta-feira (5) dando início à primeira etapa de seu projeto de cidade digital, que visa integrar todos os 1.600 habitantes do município à rede de fibra óptica a um custo total de R$ 1 milhão. O contrato de de R$ 310 mil foi firmado com as empresas Parks Comunicações Digitais e Teracom Telemática, que fornecerão equipamentos e software com tecnologia nacional para a implantação da rede de banda larga da cidade.

A primeira etapa do projeto interligará os pontos públicos da cidade e do primeiro distrito do município, a 10 km do centro, para preparar as escolas da cidade para o programa federal PROUCA (Um Computador por Aluno). Eventualmente, o município pretende levar internet banda larga com fibra óptica, utilizando tecnologia GPON da Parks, aos pontos de acesso corporativo e a todas as residências da cidade, tanto no centro quanto na periferia.

O município do norte gaúcho, que fica a cerca de 300 km da capital Porto Alegre, foi o primeiro colocado no edital para projetos de inclusão digital do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação.
Governo antecipa debate sobre fim das concessões

Convergência Digital :: 05/01/2012


O governo decidiu antecipar a discussão sobre o que fazer com as concessões para exploração de telefonia fixa, com devoluções previstas para 2025.

Quem está capitaneando esse movimento é o presidente da Anatel, João Rezende, que já se reuniu com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para tratar da questão segundo o executivo revela, em entrevista exclusiva concedida, no final de dezembro, à CDTV, do Convergência Digital.

Rezende entende que o assunto, que ainda terá de passar pelo Congresso Nacional, não pode ser deixado pelo governo para uma discussão mais à frente. No seu entender, quanto mais o governo demorar para debater o assunto, menor será o valor dessas concessões ao término do seu prazo legal.

O presidente da Anatel, entretanto, garante que essa discussão não se dará apenas no âmbito governamental. Ele propõe que a sociedade participe do debate em busca de um denominador comum. Rezende deu ainda algumas pistas sobre como o governo poderá agir para manter o interesse das atuais concessionárias na prestação dos serviços de telefonia fixa - leia-se também realizando novos investimentos em redes - sem perderem o interesse no negócio por conta da questão da devolução das atuais concessões.

Segundo João Rezende, com o cenário de convergência, com o avanço dos serviços de VoIP e da banda larga, não há mais razão para a telefonia fixa continuar sendo o único serviço prestado em regime público. Para tanto, defende que o governo acione o Congresso para mudanças na legislação de telecomunicações.

Assista a entrevista do presidente da Anatel, João Rezende, na CDTV do portal Convergência Digital.


Funttel sera utilizado para participação no capital de empresas

Convergência Digital :: 05/01/2012

A partir deste ano, recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações poderão ser utilizados na participação direta no capital de empresas. A mudança faz parte do novo document sobre a gestão estratégica do Funttel, aprovado na semana passada pelo Ministério das Comunicações.

É mais ou menos como fazer dos recursos do fundo um BNDESPar e ao invés de emprestar dinheiro a juros, há entrada no capital, seja diretamente pela União ou com a formação de fundos de captação”, diz o secretário executivo do conselho gestor do Funttel, Pedro Alem Filho, também diretor do departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Minicom.

O efeito prático ainda depende de um decreto regulamentador do uso do Funttel, mas a ideia é seguir o caminho já adotado, que deixa com a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep o papel de aplicar os recursos do fundo. Assim, a Finep poderá investir diretamente o dinheiro – o que faria com que a União tivesse participação no capital de empresas – ou criar fundos com diferentes interessados para o mesmo objetivo.

A previsão orçamentária de 2012 indica que o Funttel terá R$ 200 milhões em recursos para investimentos ou financiamentos reembolsáveis – e é dessa fatia que poderão ser utilizados aqueles de participação no capital de empresas inovadoras. Outros R$ 54 milhões são para operações não reembolsáveis. São valores semelhantes aos de 2011, mas que ainda revelam dificuldades no descontingenciamento total do Funttel, cuja arrecadação anual é próxima dos R$ 400 milhões.

Ao elaborar um novo plano de gestão estratégica, o Minicom sustenta, ainda, que está aproximando o uso dos recursos do Funttel aos objetivos do Plano Nacional de Banda Larga. “Os recursos são limitados, temos que focar mais para buscar resultados”, explica Pedro Alem ao indicar que a prioridade são as áreas tecnológicas ligadas à infraestrutura de redes, especificamente os equipamentos de comunicações ópticas, digitais sem fio para banda larga e redes de transporte de dados.
MP vai regular direito a uso de redes das teles

Valor - 05/01/2011

O governo prepara uma medida provisória para regular o acesso de operadoras de telecomunicações e investidores à infraestrutura como rodovias, dutos, canaletas e postes que são utilizados para suportar a instalação de redes de comunicação pelo país. O texto pretende pôr fim às dificuldades que muitas empresas têm enfrentado para iniciar ou mesmo ampliar suas operações no setor.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, disse ao Valor que a situação atual inibe novos investimentos. "Vamos garantir o direito de passagem. Haverá obrigatoriedade de compartilhamento dessas estruturas", afirmou.

Toda obra que envolva o uso de recursos públicos, como redes de transmissão de energia, rodovias e trilhos, será aberta ao compartilhamento. Hoje, se a empresa detém a infraestrutura, pode não abrir espaço para um concorrente. Com a mudança, será obrigada a negociar. Cada tipo de infraestrutura terá um custo médio para compartilhamento. Na área de energia, a Aneel informará o valor de referência a ser cobrado. Esse tipo de negociação já acontece hoje, mas não há regras claras, o que inibe o investidor. "Vamos dar mais transparência ao relacionamento entre os que detêm a estrutura e os que querem ter acesso a ela", disse Rezende.

O uso compartilhado no setor de telecomunicações também passa pelo acesso múltiplo a grandes redes de transmissão de dados. O novo modelo, que rompe a exclusividade de operadoras a redes como as de fibra óptica, vem sendo amadurecido pela Anatel e faz parte do plano geral de metas de competição, que será regulamentado ainda no primeiro semestre.

Segundo o presidente da Anatel, que assumiu o posto em novembro, os desafios futuros das telecomunicações vão exigir revisão profunda no marco regulatório, necessidade que passa por temas sensíveis como o rumo que será dado aos bens reversíveis das concessões de telefonia e a possível criação de um tipo de Operador Nacional de Rede de Telecomunicações para cuidar da gestão das grandes malhas de comunicação, nos moldes do que ocorre hoje com o setor elétrico, monitorado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Anatel quer resolver este ano o que é bem reversível

A agenda do novo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, vai passar por temas espinhosos, como a questão dos bens reversíveis das concessões de telefonia, um assunto do qual o governo tem se esquivado, mas que passou a exigir ações concretas, sob risco de se transformar em verdadeira bomba-relógio para o setor no futuro.

Rezende, que foi chefe de gabinete do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão durante o comando de Paulo Bernardo - atual ministro das Comunicações, que o conhecia do Paraná -, se diz pronto para entrar no debate.

Os bens reversíveis são o patrimônio que a União passou para as mãos das operadoras de telefonia em 1998, quando privatizou o setor. O que foi concedido, na ocasião, são os serviços de voz por telefonia fixa. Ocorre que, com a queda constante desse serviço frente ao avanço do celular e da comunicação via internet, teme-se que em 2025, quando vencem as concessões, não haja muito o que devolver para a União.

"Vamos disciplinar, definitivamente, o que é bem reversível, por meio de um regulamento que está em fase de conclusão", diz Rezende, que chegou ao posto referendado pela indicação de Bernardo.

Economista, com 48 anos de idade, diz que será preciso fazer uma série de mudanças no marco regulatório do setor e defende uma atuação mais livre das operadoras junto ao consumidor. Para Rezende, que já foi membro do conselho de administração da Transpetro e presidente da operadora Sercomtel, no Paraná, o setor funcionaria melhor se contasse com um Operador Nacional de Rede de Telecomunicações, da mesma forma como acontece no setor elétrico, que é monitorado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Sobre a realização dos leilões de faixas de frequência para este ano, o presidente da Anatel afirma que a oferta da faixa 2,5GHz (quarta geração da telefonia celular, destinada aos grandes centros urbanos), será realizada no mesmo dia em que for feita a venda da faixa de 450 MHz, voltada para o atendimento à zona rural. "Sabemos que a faixa de 450 MHz é custosa para quem for investir, mas tudo depende das condições que forem colocadas. Se não aparecer nenhum interessado, será oferecida com o leilão do 2,5GHz", explica.

A pauta de Rezende também envolve medidas para destravar o acesso aos serviços de operador móvel virtual. No ano passado, a Anatel liberou a criação dessas operadoras virtuais, em que empresas de qualquer área podem contratar a rede das teles para oferecer serviços. Projetava-se uma forte demanda de companhias, como bancos e redes de varejo, mas a verdade é que até agora apenas cinco empresas demonstraram interesse por conta de fatores como a duplicidade de cobrança de impostos entre operadora e empresa, o que aumenta o valor cobrado do consumidor final.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: Quando o serviço de banda larga prestado no Brasil deixará de ser caro e de baixa qualidade?

João Batista de Rezende: A qualidade requer investimentos, que serão feitos. Acredito que os maiores interessados nisso são as operadoras, que estão preocupadas em não perder o cliente para o concorrente. Nós conseguimos aprovar no ano passado o regulamento de qualidade para os serviços de internet. Esse texto estabeleceu a base mínima para o serviço que deve ser oferecido. Neste ano será feita uma pesquisa por amostragem em cada Estado. Haverá uma empresa independente, que será contratada para fazer essa medição de qualidade de serviço nas empresas. Será um trabalho constante, com índices de qualidade divulgados mensalmente. Daqui a seis meses, teremos um ranking das melhores prestadoras de serviços de banda larga. A Anatel vai supervisionar tudo isso de perto e, no fim de 2012, dará início aos processos de multa. Vamos passar por uma etapa de amadurecimento do setor como um todo.

Valor: No ano passado, a Anatel liberou a criação de operadoras virtuais, para que empresas de qualquer área possam contratar a rede das teles para oferecer serviços. Havia grande expectativa sobre esse serviço. Por que ele não foi para frente?

Rezende: Temos hoje cinco empresas com pedidos de operador de rede virtual móvel já aprovados pelo conselho. Será um crescimento paulatino. A falta de interesse até agora é resultado, basicamente, do imbróglio tributário que envolve a oferta do serviço. Hoje há duas formas de ser operador virtual: o aluguel da infraestrutura da tele ou o contrato para compra de minutos. No primeiro caso, o serviço exige um certo conhecimento técnico do operador virtual, já que ele assume a gestão daquele serviço, um conhecimento que muitas empresas não têm. No caso dos minutos, o acesso ao serviço é direto, mas há o problema de dupla tributação. A tele e a operadora virtual têm que pagar ICMS, PIS e Cofins, o que encarece o serviço para o consumidor. Esse assunto está em análise pelo Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária]. Vamos encontrar uma saída para essa questão.

Valor: O preço dos serviços de telefonia deve cair?

Rezende: A tendência é de queda. Veja que conseguimos aprovar novos critérios para baixar o valor da tarifa de ligações feitas de telefone fixo para o celular. Esse tipo de ligação tinha um custo muito alto. Até 2013, vamos reduzir o custo do minuto dessas ligações para R$ 0,31, o que significa uma queda real de 25% para o consumidor. Hoje, esse custo é de R$ 0,41. Essa redução, que será gradual, representa um impacto de R$ 5 bilhões por ano na receita das operadoras, mas eu acredito que esse valor não será perdido pelo setor. A tendência é que o consumidor contrate outros pacotes de serviços e que haja uma compensação. Esse dinheiro não vai sair do mercado das teles.

Valor: O que deve ser feito para aumentar a competição entre as operadoras?

Rezende: Nós estamos razoavelmente bem consolidados com a oferta de serviços no varejo, embora precise aumentar ainda mais. Nosso problema hoje é o atacado, que trata da questão do compartilhamento de infraestrutura. Esse assunto é vital para o país, por isso o governo está elaborando uma medida provisória, que deve sair neste ano, para obrigar o compartilhamento de estruturas como dutos, postes e canaletas. Vamos garantir o direito de passagem. Haverá obrigatoriedade de compartilhamento dessas estruturas.

Valor: Hoje não há regra para esse compartilhamento?

Rezende: Há dificuldades. Se a empresa que detém a infraestrutura não quiser abrir espaço, ela não abre. Nossa ideia é que toda obra que envolva recurso público seja aberta. Isso envolve empresas de energia e rodovias, por exemplo. Quem já estiver na estrutura será obrigado a negociar. Atualmente, essa negociação até acontece, mas não há regras claras, o que inibe o investidor. Vamos dar mais transparência para o relacionamento entre aqueles que detêm a estrutura e aqueles que querem entrar nela.

Valor: E como fica o compartilhamento da rede de telecomunicações?

Rezende: Isso faz parte do plano geral de metas de competição, que será regulamentado neste semestre. Além disso, nós incluímos neste plano a criação de um tipo de câmara setorial, com representantes de cada empresa, para participar dessas discussões. Esse tipo de organização já existe hoje para administrar processos como o da portabilidade numérica. As teles financiam essa entidade, que funciona de forma independente da Anatel.

Valor: Um tema sensível para a agência é a questão dos bens reversíveis das concessões de telefonia. Como ele será tratado?

Rezende: Vamos disciplinar, definitivamente, o que é bem reversível, por meio de um regulamento que está em fase de conclusão. Não podemos fugir de nossa responsabilidade de dar mais transparência para essa questão, mas acho que há um segundo debate importante para fazermos dentro desse assunto.

Valor: Qual?

Rezende: Pessoalmente, acredito que é preciso repensar o marco regulatório das telecomunicações, uma discussão que, obviamente, passa pelo governo e pelo Congresso. Observe que o único serviço público concedido que existe hoje é o de voz por telefonia fixa. É isso que foi dado às operadoras, quando ocorreu a privatização. Os serviços de banda larga e telefonia móvel são autorizações privadas. Acontece que a voz por rede fixa tem sofrido uma forte desvalorização. E sejamos honestos: o cenário das telecomunicações será radicalmente diferente em 2025, quando vencem as concessões. Imagine se uma operadora, por exemplo, decidir migrar toda a sua base de clientes de voz em telefonia fixa para trafegar por meio da internet. O que seria repassado ao Estado quando vencer a concessão, se o que ele concedeu foram redes de telefonia fixa, e não internet? A reversibilidade se tornou um problema para o Estado.

Valor: A internet não poderia ser tratada como um serviço público?

Rezende: Há uma discussão sobre trazer o que é de regime privado para o público. Há pessoas que defendem a ideia de que tudo seja transformado em bem reversível, mas na realidade isso faria o investimento cair, porque o mercado não seria estimulado a colocar dinheiro em algo que teria de entregar depois. Como economista, creio que não é o melhor caminho. É preciso buscar uma alternativa que leve em consideração os insumos para a prestação dos serviços de telecomunicações. Esse é um debate que precisa ser travado dentro do governo. Essas mudanças no marco regulatório devem incluir uma ação mais centralizada na gestão das redes.

Valor: O que isso significa, exatamente?

Rezende: A Anatel tem que controlar menos o varejo e passar a se voltar mais para o atacado. Incrivelmente, o que está acontecendo hoje é que nós estamos voltados para o varejo sem ter uma ação centrada nos insumos, que é a infraestrutura vital das telecomunicações.

Valor: Qual seria, então, esse modelo ideal?

Rezende: Ainda estamos discutindo. Penso que o futuro das telecomunicações passa pela criação de uma entidade que cuide especificamente da gestão das grandes redes das operadoras. Essa instituição teria um papel parecido com o que o ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico] tem no setor elétrico. Seria um tipo de Operador Nacional de Rede de Telecomunicações, que funcionaria paralelamente à Anatel.

Valor: Essa proposta está em análise pelo governo?

Rezende: Por enquanto é uma defesa minha, que levarei ao ministro [das Comunicações] Paulo Bernardo.

Valor: Quais as expectativas do sr. para o leilão da 4ª geração?

Rezende: Vamos cumprir integralmente o decreto presidencial, que prevê a publicação do edital do leilão de 2,5 GHz [gigahertz] até 30 de abril. Votamos o texto neste mês, depois ele segue para consulta pública.

Valor: Quais condições serão impostas aos vencedores do leilão?

Rezende: Nossa preocupação inicial está concentrada em atender bem às 12 cidades-sede da Copa. Depois, serão atendidos os demais municípios. Essa faixa de frequência prevê aumento de capacidade de tráfego de dados, por isso vamos fazer com que as empresas se comprometam a construir redes de grande distância [backbone] para ofertar os serviços. Estamos com uma boa expectativa, o mercado brasileiro é hoje extremamente atrativo e, além disso, o espectro é um bem limitado. Essa é uma das últimas faixas disponíveis.

Valor: E quanto ao leilão da faixa de 450 MHz, que atende à zona rural?

Rezende: Vamos fazer a oferta dessa faixa no mesmo dia do leilão do 2,5 GHz. Sabemos que a faixa de 450 MHz é custosa para quem for investir, por conta da baixa densidade de população em certas regiões do país, mas tudo dependendo das condições que forem colocadas. Pode ser que apareçam interessados. Se não aparecer nenhum, ela será oferecida com o leilão do 2,5GHz.

Valor: Apesar dos problemas previstos de interferência, quando a Anatel vai conseguir licitar a faixa 3,5 GHz? Este ano ainda sai?

Rezende: Estamos trabalhando para isso, mas não vamos misturar com o 2,5 GHz. Publicaremos o edital um pouquinho depois. O 3,5 GHz é uma faixa muito maior, que deve ser usada para Wi-fi, basicamente. Quanto à interferência nas antenas parabólicas, parece que os problemas já estão sendo resolvidos entre a agência, o CPQD e o setor de radiodifusão.

Valor: O que deve ocorrer este ano no setor de TV a cabo, depois da sanção em 2011 da lei que unificou o setor de TV por assinatura no país?

Rezende: O Congresso Nacional finalmente resolveu a situação e a aprovação se deu na direção de tudo aquilo que esperávamos. Temos um regulamento aprovado e que ficará em consulta pública até 5 fevereiro. Achamos que a partir de abril podemos dar as primeiras outorgas de TV a cabo. Agora, não tem limite mínimo de cobertura, que era um problema em cidades maiores. Se uma operadora quisesse fazer uma TV a cabo só na Rocinha, não iria obter a licença porque teria que fazer no Rio de Janeiro inteiro. Agora, levamos em consideração que a TV a cabo é um serviço privado, em que o interessado precisa apresentar apenas um projeto técnico mínimo e pagar R$ 9 mil. Se ele quiser fazer e quebrar a cara é uma decisão privada. Se entrar no negócio, vai ver que não é barato fazer uma empresa de TV a cabo. Além disso, será obrigado a fazer o carregamento dos canais e cumprir todas as outras obrigações que a lei determina.

Valor: Quantas outorgas devem ser concedidas?

Rezende: Temos 600 pedidos de empresas que estavam esperando uma definição. Agora ela saiu. Acreditamos que, se 20% desses realmente pedir a outorga, será uma vitória importante.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Amapá cria plano de banda larga com isenção de R$ 12,5 milhões

Em projeto, isenção será sobre o ICMS.
Programa beneficiará 14 dos 16 municípios do Estado.

Valor Online - 04/01/2012

O governo do Amapá tirou do papel projeto de incentivo fiscal para operadoras de telefonia construírem redes de fibra ótica e instalarem conexão à internet por banda larga. Serão reservados cerca de R$ 12,5 milhões por ano para isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas prestadoras de serviço de internet de alta velocidade.

O Plano Estadual de Banda Larga do Estado, conhecido como Programa Amapá Conectado, foi decretado no fim de 2011 e beneficiará 14 dos 16 municípios do Estado, assim que a operadora Oi terminar de constuir uma rede de 400 quilômetros de fibra ótica a partir da fronteira com a Guiana Francesa.

"Há muita oferta de banda larga na Guiana por conta da rede de fibra ótica marítima usada pela Estação Espacial Internacional. Há alguns anos as operadoras de lá tentam entrar no Amapá, mas os governos anteriores nunca elaboraram projetos de atração de empresas para prestar o serviço", contou ao Valor o presidente do Centro Estadual de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), Alípio Junior.

Segundo ele, o Amapá é o único Estado brasileiro que ainda não tem infraestrutura de fibra ótica para o acesso à web via banda larga. O acesso tanto do governo como da população é feito por internet via satélite ou via rádio, o que torna o serviço extremamente caro. A assinatura média mensal de internet banda larga com velocidade de 1 megabit por segundo (MBPS) custa R$ 500. Em São Paulo, a Telefônica oferece o mesmo serviço para 8 MBPS por R$ 120. "A expectativa é que o serviço para 1 MBPS caia para R$ 54", prevê Alípio Junior.

O presidente da Prodap também conta que o governo vai aproveitar a chegada da banda larga no Amapá para estruturar uma rede paralela em escolas e outros serviços públicos.
A corrida brasileira pela conectividade na Copa

Banda Larga no Brasil ainda é a mais cara do mundo e estamos longe de ter um país 100% plugado à rede

Olhar Digital - 04/01/2012


Com a expectativa da Copa do Mundo em 2014, está previsto que o Brasil passe por uma série de mudanças em sua infraestrutura. Porém, muito vem sendo discutido sobre o fato de o país não estar pronto para receber um evento de dimensões globais dentro dos prazos estabelecidos, principalmente no que diz respeito aos setores de TI e Telecom.

As chamadas "TICs" (Tecnologia da Informação e Comunicação) fazem parte da segunda etapa do planejamento para a Copa do Mundo de 2014. Toda essa base deveria estar pronta até 2012, pois servirá para as transmissões esportivas e serviços aos turistas e cidadãos brasileiros interessados em acompanhar os jogos.

Porém, faltando menos de três anos para a Copa, o governo brasileiro ainda está definindo critérios para a implementação do Plano Nacional da Banda Larga (PNBL). Este já está atrasado, uma vez que as regiões Nordeste e Sudeste, onde ficam mais da metade das 12 cidades-sede dos jogos, já deveriam ter recebido as conexões desde 2010, conforme o projeto inicial. Ainda em abril de 2011, houve um debate com o objetivo de decidir se a conexão do plano seria de 600 Kbps, o que é insuficiente, ou de 1 Mbps, pelo preço de R$ 35,00.

Seis meses após essa discussão, a ONU divulgou um estudo que ajuda a entender em qual posição o Brasil realmente se encontra com relação a outros países nesse universo. Um pacote de banda larga móvel de 1Mbps no Brasil custa em média US$ 51,27 por mês (cerca de R$ 92,00) – trata-se da banda larga mais cara do mundo.

Diante desses fatos chocantes, no quesito preço, o Plano pode até parecer vantajoso em um primeiro momento. Contudo, deixando de lado o preço do serviço do governo e partindo para o quesito capacidade, o cenário parece bem desanimador. Enquanto estamos brigando para conseguir 1Mbps, está previsto que o plano dos Estados Unidos deve atingir até 100 Mbps. O coreano, por sua vez, já abrange entre 1 e 2 Gbps. Isso significa que a conexão coreana é até 2.000 vezes mais rápida do que a do PNBL.

Alguns poderiam contestar que, em termos de tecnologia, estes dois países não devem ser comparados com o Brasil por uma questão de desenvolvimento econômico. Todavia, o mesmo estudo aponta que países mais subdesenvolvidos do que o Brasil estão à nossa frente se tratando de banda larga móvel. O Sri Lanka, por exemplo, cobra US$ 4.34 pelo serviço por uma conexão de 7,2 Mbps. A verdade é que países como Quênia, Marrocos, Turquia e Vietnã estão em situações mais privilegiadas do que a nossa, quando o assunto é conexão.

É evidente que o Brasil está muito atrasado na corrida global pela conectividade. Mas, olhando a situação por um prisma mais otimista, podemos pensar que dificilmente o país daria os seus primeiros passos espontaneamente para o PNBL. Apenas um evento de dimensões colossais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas poderão nos trazer algum benefício de infraestrutura em maior escala. O que nos resta é torcer para que algum legado reste à população brasileira após os eventos esportivos. Se a internet popular realmente chegar a todos os municípios nacionais até 2014, como foi prometido, já teremos alguma coisa.

*Luiz Oliveira é diretor de SMB da Netgear Brasil.
Sky compra operadora de MMDS Acom

Teletime - 04/01/2012

A operadora de DTH Sky fechou a compra da operadora de MMDS Acom, que atua com a marca Jet TV em 14 regiões metropolitanas desde 2005. A Sky, no final do ano passado, lançou uma operação de 4G em Brasília, utilizando as frequências de MMDS (2,5 GHz) adquiridas da ITSA em 2009, e com a compra da Acom terá agora 26 outorgas de MMDS para expandir a sua atuação em banda larga. Como o raio de cobertura do MMDS é de 35 km, estas outorgas acabam atendendo a mais de uma cidade.

As licenças da Acom são para as regiões metropolitanas de Manaus, São Luís, Teresina, Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Cuiabá, Campo Grande, Ipatinga/MG, Juiz de Fora/MG, Campos dos Goytacazes/RJ, Volta Redonda/RJ e Santos/SP. A operadora, segundo levantamento da PTS de setembro de 2011, tinha cerca de 52 mil assinantes de TV paga e 23 mil de banda larga, e operava tanto como operadora independente quanto como afiliada da Net Brasil, dependendo da operação.

A estratégia da Sky com essa aquisição é assegurar espectro para poder operar banda larga nessas cidades, a exemplo do que já faz em Brasília.

A operação depende da aprovação da Anatel e deve ser apreciada pelo Cade.
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SKY lança oferta de 4G com rede fornecida pela Telebras

Telebras - 14/12/2011

Brasília será a primeira cidade atendida no país pelo serviço de Internet móvel de 4ª Geração (4G). Lançado nesta terça-feira (13/12) pela operadora de TV por assinatura SKY, a tecnologia utiliza a rede de fibras ópticas da Telebras e já está disponível em cinco localidades da capital federal (Asas Sul e Norte, Lago Sul e Lago Norte, Sobradinho e Águas Claras). A previsão é que a partir de 2012 estenda a cobertura para outras cidades em que a SKY possui licença para operar serviços de comunicação de dados (SCM).

Segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, a rede de quarta geração da SKY é o que há de mais moderno em tecnologia sem fio. Ele explica que a conexão ocorre por meio de um modem 4G, um pequeno aparelho sem fio que capta o sinal da Internet e o redistribui, permitindo que o usuário baixe filmes, músicas e jogos com uma conexão estável e para todos os aparelhos da residência como notebooks, PCs, tablets e celulares. O serviço utiliza a tecnologia LTE, fornecida pela Nokia Siemens.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, parabenizou a SKY pela iniciativa e disse estar orgulhoso em participar desta parceria. De acordo com a SKY, haverá duas opções de velocidades – 2MB e 4MB – e o produto poderá ser adquirido por qualquer usuário, independentemente de ser cliente ou não dos serviços de TV por assinatura oferecidos pela operadora.
MiniCom recebe sugestões a projeto de cidades digitais até dia 10

Tele.Síntese - 04/01/2012

Previsão é de que 80 municípios sejam atendidos até abril deste ano

O Ministério das Comunicações recebe sugestões para implantação das Cidades Digitais até o dia 10 deste mês. O projeto prevê que, em cada município beneficiado, a população possa se conectar à internet de forma livre e gratuita em locais públicos, como praças e rodoviárias. Para isso, no entanto, o município precisa ter serviços de governo eletrônico, como marcação de consultas em hospitais públicos ou iniciativas da área educacional da cidade disponíveis na rede mundial de computadores.

A primeira etapa do projeto prevê a implantação de 80 cidades digitais, como uma experiência piloto, até abril. Para isso, a prefeitura precisa manifestar interesse em se tornar uma cidade digital e encaminhar um projeto ao Ministério das Comunicações. Por isso, após receber as sugestões da sociedade, será aberta uma chamada pública para selecionar propostas dos governos municipais. No orçamento de 2012 estão previstos R$ 40 milhões para a infraestrutura inicial do projeto.

A consulta pública, que está aberta a todos os cidadãos desde 16 de dezembro, receberá sugestões sobre dois documentos: o Edital de Chamamento, que possibilitará a avaliação e a seleção das prefeituras municipais; e o Termo de Referência para a contratação de empresas para a realização da infraestrutura.

O Edital de Chamamento 01/2012 tem o objetivo de selecionar prefeituras municipais para a participação na execução do projeto. Entre os itens abertos para sugestões estão os recursos do projeto, modelo tecnológico, instruções para elaboração de propostas, obrigações, formalização e sanções administrativas.Já o Termo de Referência contém as especificações das características necessárias para a implantação do projeto de rede e infraestrutura das Cidades Digitais, bem como dos sistemas de gerência. Esse tópico abrange a contratação, mediante registro de preços por lotes, de empresa ou consórcio de empresas para a implantação da rede do projeto.

O Cidades Digitais será implantado em sintonia com as ações do Plano Nacional de Banda Larga. O projeto prevê parcerias entre órgãos e entidades da administração pública federal e entidades da sociedade civil para a implantação de infraestrutura de conexão, instalação de pontos públicos de acesso gratuito à internet nas cidades, qualificação e apoio a espaços públicos e comunitários de uso das tecnologias digitais, formação de agentes de inclusão digital, implantação de governo eletrônico, entre outras ações.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Atuação da Telebrás segue sem definição, mas incomodando

Agência Leia - 03/01/2012

São Paulo, 3 de janeiro de 2012 - A atuação da Telebrás como reguladora de preço do mercado de atacado de internet de alta velocidade tem incomodado as empresas de telecomunicação. Para analistas, no entanto, a estratégia de negócios da empresa está muito aquém do necessário para que consiga impulsionar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Na última divulgação de guidance, em dezembro, a empresa anunciou que investirá R$ 62,5 milhões na sua infraestrutura de rede do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), em 214 municípios das regiões Norte e Centro-Oeste do País até 2014.

Para as empresas, a Telebrás estaria criando entraves para a expansão da estrutura das operadoras ao assinar acordos com outras estatais para utilização de estruturas de fibra óptica, como a Eletronorte, para criar a rede neutra de acessos para pequenos provedores. Em novembro, as prestadoras de serviços de telecomunicações, representadas pelo SindiTelebrasil, entraram com pedido na Justiça solicitando a abertura do preço dos contratos entre as estatais, alegando que a empresa poderia estar "usando a estrutura do governo para ter vantagens comerciais", segundo o texto do processo.

Para a analista de investimentos da SLW, Rosangela Vieira, o principal problema da Telebrás é a irregularidade do orçamento. "A empresa pretende se posicionar no mercado como reguladora de preços, catalisando o crescimento da concorrência. Porém, a cada mês ela muda a estratégia de atuação e a previsão de orçamento", afirma a especialista. "Com isso, a Telebrás ao invés de estruturar o setor, cria mais uma instabilidade", afirma.
Barbosa comandará operador único de rede da TV pública

Tele.Síntese - 03/01/2012

O assessor da Casa Civil André Barbosa deve assumir o projeto de expansão da rede pública nacional de TV digital na próxima semana, quando o conselho de administração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em reunião ordinária, irá referendar a criação da Superintendência de Suporte na companhia. A medida reativará o processo de convergência de mídias dentro do governo e resultará em novo ingrediente nas discussões sobre a faixa de 700 MHz após o desligamento da TV analógica, previsto para 2016, e que afetará especialmente os canais públicos, caso seja destinada para a telefonia móvel.

A ida de Barbosa para a EBC já está praticamente acertada e resultará em novo processo de edital para a criação do operador nacional único de rede pública da TV digital, que permitirá a digitalização dos canais comunitários, legislativos, judiciários e educativos a custos compartilhados. Na nova versão do edital, haverá integração do projeto com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que reduzirá custos por meio do compartilhamento de infraestrutura (backbone) e de compras (das 250 torres, por exemplo) com a Telebras.

A revisão deve reduzir a previsão de custo inicial, de R$ 2,8 bilhões em 20 anos, para a migração dos sinais das emissoras públicas do padrão analógico para o digital, alcançado todas as capitais e cidades com mais de cem mil habitantes. Isso representa sinal de mais qualidade e a custo inferior para as emissoras do campo público, atendendo a 63% da população brasileira.

Paralelamente, o governo sinaliza também a intenção em investir em conteúdos interativos para a TV pública, com o intuito de levar os serviços governamentais para a população. Para isso, secretários executivos dos ministérios das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação e Desenvolvimento já estão discutindo o lançamento de editais de subvenção para estimular a criação desses aplicativos. Nova reunião está prevista para o próximo dia 10.
Faltam técnicos para telecomunicações

Deficit de 15 mil profissionais afeta operadoras e fabricantes de equipamentos, já deficientes em engenheiros

Depois de oito anos em queda, salários devem voltar a subir pela grande procura e pouca oferta de profissionais

Folha de São Paulo - 03/01/2012

Operadoras de telefonia e fabricantes de equipamentos de telecomunicação começam a enfrentar, além da escassez de engenheiros, falta de mão de obra técnica.

São instaladores de cabos, operadores de redes e projetistas de infraestrutura que não são formados em volume suficiente.

Estimativas apontam que o deficit será de 15,5 mil profissionais a partir deste ano, considerando operadoras de telefonia fixa e móvel, de infraestrutura de internet e fabricantes de equipamentos.

O problema é considerado grave especialmente diante do aumento nos projetos de telefonia de quarta geração (4G) e de expansão das redes de banda larga previstos para o próximo ano.

A falta de técnicos é superior à de engenheiros de telecomunicações, estimada em 10 mil profissionais.

A Ericsson, que fabrica equipamentos para infraestrutura de telecomunicações, viu sua força aumentar 84% nos últimos 18 meses.

Os 3.800 técnicos em instalação e integração de redes saltaram para mais de 7.000. Ainda assim, quase mil posições continuam em aberto.

"Além de ser difícil encontrar profissionais qualificados, sentimos a alta rotatividade de quem já está na empresa", afirma Eduardo Ricotta, vice-presidente da Ericsson Brasil.

A operadora GVT tem encontrado dificuldades para recrutar mão de obra principalmente no Nordeste, onde não há grande volume de técnicos qualificados, e também no Sul, onde os que existem já estão empregados.

"Competimos com o setor da construção civil, que está aquecido em salários e também precisa de técnicos em cabos e instalação elétrica", diz Gustavo Gachineiro, vice-presidente de Recursos Humanos da GVT.

A empresa deve precisar de pelo menos mais 1.600 técnicos em 2012, que deverão se somar a 4.000 deles empregados atualmente.

FORMAÇÃO INSUFICIENTE

A análise dos números dos principais centros de formação do país mostra que a oferta de profissionais técnicos em telecomunicações é pequena quando comparada às necessidades do setor.

O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) registra por ano 1 milhão de matrículas em 50 carreiras.

No Estado de São Paulo, onde está a principal demanda por profissionais, entretanto, formam-se por ano apenas 1.000 técnicos em telecomunicações.

Segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nos últimos 11 anos o salário da mão de obra básica em telecomunicações caiu 22%, chegando a R$ 2.500, em média.

"Estamos num ponto de inflexão na remuneração do setor e a expectativa é que os salários voltem a subir", afirma Rodrigo Abdala, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

Empresas fazem parcerias com escolas para formar técnicos

Na tentativa de facilitar a localização de mão de obra especializada em telecomunicações, empresas procuram parcerias com escolas e encomendam cursos específicos às instituições.

A Telefônica está discutindo com o Senai-SP a formação de turmas para qualificar 2.000 profissionais, que poderão ser absorvidos pela empresa e por parceiras de instalação e infraestrutura.

"É um modelo em que a empresa participa do plano de curso e consegue recrutar profissionais já adaptados para suas necessidades", diz Celso Taborda, do Senai-SP.

A Alcatel-Lucent, de equipamentos de infraestrutura, criou um programa de residência para que estudantes fiquem imersos na rotina da tecnologia de redes.

Em parceria com o Cesar (Centro de Estudos Avançados do Recife) e com a Universidade Federal de Pernambuco, a empresa acompanha os 11 meses de curso e depois efetua as contratações.

Movimento semelhante é feito pela Ericsson com o recrutamento de profissionais formados no Instituto Nacional de Telecomunicações, em Santa Rita do Sapucaí (MG).

Para a indústria de tecnologia, iniciativas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), criado pelo governo federal em outubro, devem ajudar na qualificação.

A promessa é que 8 milhões de vagas sejam oferecidas até 2015 em educação profissional e tecnológica.

"Também estamos articulando discussões com instituições de ensino para mostrar quais são e onde estão nossas necessidades profissionais para que sejam abertas turmas nessas áreas", diz Sergio Sgobbi, diretor de educação da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Novinvest mantém Petrobras e MPX em carteira recomendada de janeiro. Telebras é uma das novidades

UOL Economia - 02/01/2012

SÃO PAULO - A Novinvest divulgou sua carteira recomendada para o mês de janeiro, com treze opções de ações. Em comparação com o portfólio de dezembro, a corretora trocou os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) pelos ativos preferenciais da mesma companhia (PETR4). Outra ação que permanece é a da MPX (MPXE3).

A corretora inclui os papéis da Telebras (TELB4), MMX (MMXM3), Gerdau (GGBR4), CCR (CCRO3), ALL (ALLL3), Santander (SANB11), Gafisa (GFSA3), BicBanco (BICB4), Lojas Renner (LREN3), Embraer (EMBR3), OGX (OGXP3). Essas ações substituíram os papéis da CSN (CSNA3), GOL (GOLL4), Klabin (KLBN4), MPX (MPXE3), TAM (TAMM4), Cyrela (CYRE3) e PDG (PDGR3).

Preço de entrada e Stop Loss
O preço de entrada é a sugestão de um patamar atrativo para a aquisição dos papéis de cada uma das empresas. O objetivo, por sua vez, traz o intervalo de ganhos estimado para o ativo durante o mês de dezembro. Já o Stop Loss sugere um preço para que seja dada a ordem de venda, sinalizando uma chance maior da ação recuar do que de voltar a ter valorização a partir daquele preço.

Confira as sugestões da corretora para janeiro:

EMPRESACÓDIGO PREÇO DE ENTRADA OBJETIVO STOP LOSS
TelebrasTELB4R$ 16,20R$ 18,40/R$ 19,80R$ 15,65
MMXMMXM3R$ 6,80R$ 7,30/R$ 7,60R$ 6,65
GerdauGGBR4R$ 14,90R$ 15,85R$ 14,10
PetrobrasPETR4R$ 21,00R$ 20,25/R$ 19,60R$ 20,25
CCRCCRO3R$ 12,50R$ 13,10/R$14,50R$ 11,90
MPXMPXE3R$ 47,25R$ 51,30R$ 46,00
ALLALLL3R$ 9,65R$ 10,20/R$ 10,80R$ 8,90
SantanderSANB11R$ 16,12R$ 17,65/R$ 17,90R$ 14,65
GafisaGFSA3R$ 6,45R$ 6,80/R$ 7,08R$ 6,20
Bic BancoBICB4R$ 8,05R$ 8,90/R$ 9,23R$ 7,55
Lojas RennerLREN3R$ 50,65R$ 55,15R$ 48,35
EmbraerEMBR3R$ 12,70R$ 14,20R$ 11,65
OGXOGXP3R$ 14,88R$ 16,15/R$ 17,50R$ 14,09

domingo, 1 de janeiro de 2012

Paulo Bernardo em Itaipu? Cezar Alvarez nas Comunicações?


Já no alvorecer de 2012, o jornalista Cláudio Humberto, em sua coluna diária, traz a possibilidade de mais uma mudança no staff ministerial da Presidente Dilma. Segundo ele, "Paulo Bernardo aproveita a folga do fim do ano para decidir com a mulher e ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) se troca Comunicações pela direção da Itaipu. Se trocar, o substituto será César Alvarez".

Embora seja difícil imaginar que Bernardo possa trocar um ministério com o prestígio, a proximidade da Presidente (e de sua esposa, a ministra-chefe da Casa Civil) e a verba que tem o MiniCom, pela direção da binacional, especialmente em um ano eleitoral e às vésperas da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, certamente, na política, pode haver mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia.

No entanto, caso seja essa a decisão do casal ministerial, e se Dilma realmente optar por elevar Alvarez a ministro das Comunicações, estará fazendo justiça com um dos quadros do PT que mais entende do assunto e que mais se empenhou no planejamento e na execução do Programa Nacional de Banda Larga, a ponto de ser chamado, ainda em 2007, de "senhor inclusão digital do governo".