terça-feira, 31 de julho de 2012

Provedores serão o canal da Telebras no mercado corporativo

Convergência Digital :: 31/07/2012

Ao participar do 4º encontro da Abrint, na capital paulista, nesta segunda-feira, 30/07, o presidente da Telebras, caio Bonilha, deixou claro que a empresa não tem a intenção de disputar mercado com os provedores. "Queremos vender para vocês". Com relação à entrada da estatal no mercado empresarial, Bonilha deixou claro: São os provedores que vão levar o produto aos distritos industriais.

"Vamos definir os provedores que vão prover o serviço que está desenhado pela Telebras - e que prevê conexões de 15 Mbps, com garantia de pelo menos 20% da velocidade contratada - com preços atrativos. Mas os provedores terão de ter um porte para assegurar em contrato a qualidade do serviço. Sem isso, não há como levar produto para esse segmento empresarial", explicou Caio Bonilha ao Convergência Digital.

A formatação do produto corporativo surgiu depois de demanda apresentada pela Federação das Indústrias de São Paulo e Rio de Janeiro - que reclamam da ausência de infraestrutura nas áreas de produção industrial. O serviço será destinado a atender cerca de 260 mil indústrias, instaladas em 147 municípios, a maior parte deles - 83 - na região Sudeste e Sul (13) mas há também oferta no Nordeste - 17 - Centro-Oeste - 9 e no Norte-7.

"A nossa ideia é selecionar os provedores para serem os canais desse serviço. Eles contratam a infraestrutura e disponibilizam o produto ao mercado. Nós, repito, seremos apenas infraestrura", enfatizou Bonilha. A ideia da Telebras é lançar o serviço no segundo semestre.

A expansão da infraestrutura da estatal, no entanto, agora, causa preocupação. A meta de chegar a 250 cidades em 2012 corre sério risco de não acontecer em função das greves dos servidores públicos federais.

Isso porque a Telebras depende das concessionárias e das Universidades, uma vez que boa parte da infraestrutura será compartilhada. "Vamos fazer todo o esforço possível para cumprir nossa meta. Não há falta de recursos, mas temos que entender como vai ficar o quadro da greve dos servidores", disse o presidente da Telebras.

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