sexta-feira, 1 de junho de 2012

Parceria entre Oi, Telebras e Guyacom leva fibra óptica ao Amapá

O acordo entre as empresas foi oficializado hoje. A expectativa é de que, em seis meses, Macapá tenha banda larga por fibra


Macapá - Com a presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e do presidente da Telebras, Caio Bonilha, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou oficialmente hoje o início das obras de infraestrutura para o acesso em banda larga no Estado via fibra óptica. A Oi vai construir o trecho entre Calçoene e Oiapoque, a Telebras fica responsável pelo trecho entre Calçoene e Macapá e a empresa francesa Guyacom vai fazer o trecho Oiapoque até Cayenne. A infraestrutura vai atender, além da capital, os municípios de Oiapoque, Santana, Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Calçoene e o município de Amapá. Nessa região, vivem cerca de 80% da população do estado.

Hoje, a capital do estado tem serviço via satélite, com a conexão de 300 Kbps custando R$ 219, segundo José Alípio Diniz, presidente do Prodap (Centro de Gestão de TI do Amapá). Em uma boa parte dos 16 municípios do estado, a conexão ainda é discada ou via satélite. Na capital, a Telebras já está operando, numa parceria com o provedor local Você Telecom, com oferta de internet via rádio.

A rede de Macapá até Calçoene será feita através de um cabo OPGW para telecomunicações, que faz parte de uma linha de transmissão de energia da Eletronorte, com 400 quilômetros de extensão. De Calçoene, um cabo aéreo de fibra ótica de 230 quilômetros de extensão será instalado e chegará a Oiapoque, o município no ponto mais extremo ao norte do território brasileiro.

A partir de Oiapoque, a transmissão será feita pelo território da Guiana Francesa, por cerca de 200 quilômetros, até Cayenne, por uma conexão com a rede de fibra óptica da Guyacom. A rede continua por cabo submarino até Fortaleza, consolidando assim a ligação da fibra de Macapá e demais localidades do estado do Amapá à rede brasileira de telecomunicações.

O trecho da Oi está orçado em R$ 32 milhões -- 50% dos recursos serão investidos pela operadora e os outros 50% pelo governo do estado que, para isso, aprovou no Confaz (conselho de política fazendária) convênio para um crédito outorgado de isenção do ICMS para a Oi no valor de R$ 16 milhões, como incentivo fiscal. “A arrecadação da Oi no estado (ICMS) com a prestação de serviços é de R$ 1,2 milhão/mês e terá uma redução de 60% nesse valor, por um período de dois anos, até o teto de R$ 16 milhões”, explicou o presidente da Prodap.

Atualmente, além da Oi, a Prodap compra capacidade do provedor ProntoNet, da Ilha de Marajó. “São 100 mega que a Prodap distribui para as secretarias e órgãos do estado”, informa Alípio Junior. Da Embratel, o estado compra mais 4 Mbps, pagando R$ 700,00 por mega. Além de ampliar o acesso a internet, o governo espera ter redução de custos com os serviços de telecomunicações.

O acordo com a Oi foi firmado pelo governo do Amapá depois que a Telebras se desligou do projeto que previa levar a conexão ao Amapá, a partir da Ilha de Marajó, no Pará, numa parceria que envolvia também a empresa de processamento de dados daquele estado, a Prodepa. “Acabamos firmando um acordo com o provedor Você Telecom, que está trazendo a conexão, com capacidade de 600 Mbps, para Macapá”, disse Bonilha. Sua expectativa é de que até o final do ano a rede da Telebras seja ligada à rede da Oi em Calçoene. O acordo é para troca de capacidade.

O trecho que será construído pela Oi será com fibra via aérea. A expectativa é que as obras sejam realizadas em seis meses, mas ainda faltam as licenças do Ibama e da Funai. O diretor de Política Regulatória da Oi, Carlos Alberto Cidade, espera que as licenças saiam nos próximos dias. “Como a fibra será por via aérea, ao longo de uma estrada federal, acredito que não teremos problemas para a liberação”, disse Cidade, informando que a operadora já obteve licença do Dnit. Hoje, a Oi em 1.811 clientes de internet no Amapá, incluindo os clientes corporativos. A conexão é via satélite.

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