quarta-feira, 23 de maio de 2012

Centro de mídia da Copa terá rede dupla de 30 Gbps da Telebras

Backbone e 4G serão legado positivo, diz MiniCom

IPNews - 15/05/2012

Entre as ações governamentais previstas para a Copa do Mundo de 2014, em termos de infraestrutura de telecomunicações, está a disponibilização de uma rede dupla de fibra óptica da Telebras de 30 Gbps (dois enlaces, cada um com essa velocidade) apenas para suportar o centro de mídia da FIFA. As exigências da organizadora do evento incluem ainda banda larga em todas as 12 cidades-sede, meta alcançada através do backbone da Telebras, que faz parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Esses dados foram informados pelo responsável pelos temas relacionados às TICs para a Copa dentro da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Paulo Vinicius Maciel, durante debate nesta segunda-feira (15) no fórum “TIC e a Copa em São Paulo”. A infraestrutura inclui ainda a implantação de redes móveis de quarta geração (4G), que será leiloada em junho, a construção e lançamento de novos satélites orbitais e o investimento na superação da defasagem tecnológica da Anatel, em curso nos últimos anos. “O governo historicamente contingenciou o orçamento da Agência, o que causou essa defasagem”, disse.

Atender a todas essas exigências da FIFA, uma organização privada cujos interesses são frequentemente questionados, faz parte das garantias que o Brasil deu para conseguir realizar a Copa. Entre elas a garantia de uma rede de alta redundância e capacidade (99,99% de disponibilidade), dupla ancoragem, abrangência de todos os sites da FIFA, infraestrutura moderna e garantia contra falhas.

No entanto, a apenas dois anos do começo da competição, o comitê executivo da Copa editou uma matriz de responsabilidades que divide o que precisa ser feito por cada esfera governamental: federal, estadual e municipal. Aos municípios, por exemplo, sugere-se a facilitação das licenças para passagem de fibra óptica e instalação de equipamentos de rede em prazo curto (60 dias após a solicitação). O objetivo é acelerar a implementação das redes.

Após a competição, essa infraestrutura se converte em benefícios para a população na forma da infraestrutura legada. Entram nesta conta a rede 4G disponível em todas as capitais, a construção de data centers federais, o fomento ao desenvolvimento tecnológico e mesmo a redução de taxas de roaming internacional. “Por incrível que pareça, e apesar dos altos preços e da garantia das operadoras, há relatos de estrangeiros de que o roaming por aqui nem sempre funciona”, disse Maciel.

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