segunda-feira, 2 de abril de 2012

Satélite para banda larga também terá fins militares, diz ministro

Embraer vai montar; Telebras, Defesa e Forças Armadas vão operar.
Previsão é lançar satélite até 2014.

G1 - 02/04/2012

O ministro Paulo Bernardo afirmou, nesta segunda-feira (2), que o novo satélite de telecomunicações brasileiro que será construído, além de levar internet banda larga a regiões remotas do país, também vai atender a fins militares.

“Nós vamos construir um satélite geoestacionário, que vai ficar a 36 mil quilômetros de altitude, com capacidade para fazer a cobertura do país inteiro”, explicou. “O objetivo é atender a todas as comunicações militares e a todas as comunicações estratégicas do país, dentre elas o Plano Nacional de Banda Larga”, acrescentou.

De acordo com o ministro, a Embraer vai fazer a montagem do satélite e, após o lançamento, já no espaço, a operação civil vai ficar a cargo da Telebras. “O Ministério da Defesa vai operar a parte militar do satélite, em conjunto com as Forças Armadas”, afirmou. “A previsão é lançar o satélite até 2014”, complementou.

O satélite foi anunciado, na última quarta-feira (28), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em Nova Délhi, em viagem à Índia. Segundo Paulo Bernardo, o custo do satélite vai ficar em torno de R$ 750 milhões.

Um dos objetivos principais do novo satélite, de acordo com Bernardo, é levar a internet banda larga a “populações ribeirinhas da Amazônia e do interior de estados da Região Norte, que é muito difícil de cobrir”. Ainda segundo o ministro, uma das metas é tentar utilizar o máximo de conteúdo nacional possível.

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